Um pequeno guia para quem está começando em seu primeiro emprego e não sabe bem que atitude a empresa espera de um bom trabalhador. Pode ser livremente reproduzido e afixado no mural da empresa, sem custos, bastando manter meu nome completo e o endereço do blog perfeitamente legíveis ao final do texto.  

P: Quem paga o seu salário?

R: O cliente. Sem o cliente, a empresa não tem dinheiro para pagar os funcionários. Portanto, você tem que deixar o cliente contente.

P: Como se deixa o cliente contente?

R: Com um atendimento de primeira qualidade. Seja educado, seja prestativo, seja rápido e satisfaça a necessidade ou o desejo do cliente de modo que ele diga “Uau!”. Não basta um simples “obrigado”. Se o cliente não disser “Uau!”, então o atendimento ainda não está bom o suficiente.

P: Quem lhe dá o emprego?

R: O patrão. Sem o patrão, o seu emprego não existe. Portanto, você tem que deixar o patrão contente.

P: Como se deixa o patrão contente?

R: Em primeiro lugar, deixando o cliente contente. Em segundo lugar, mas não menos importante, trabalhando com eficiência e com boa vontade. Eficiência significa “fazer mais gastando menos”. Para ser eficiente, não desperdice nem tempo, nem materiais da empresa. Boa vontade é difícil de definir, mas todo mundo sabe o que é – inclusive o seu patrão, lembre-se bem disso.

P: Qual é a sua função na empresa?

R: Fazer tudo funcionar bem. Você tem uma tarefa principal, como atender o telefone, preparar os alimentos, atender o balcão ou fazer entregas a domicílio, mas realizar a sua tarefa não é suficiente.

De novo: sua função é fazer tudo funcionar bem. Se alguma coisa cair, junte. Se algo estiver sujo, limpe. Se um colega estiver com problemas, ajude. Se surgir algum problema, resolva. Se você não sabe fazer algo, aprenda. Se achar que há uma maneira melhor de fazer algo, fale. Se alguém sugerir alguma coisa, opine. Se alguém pisar na bola, mantenha a calma, não piore a situação e não entre em conflito com ninguém – simplesmente continue fazendo o que tiver que ser feito para que tudo funcione bem.

O Conselho Mais Importante

Existem dois tipos de trabalhadores dos quais qualquer empresa quer distância: aqueles que não fazem o que lhes foi dito para fazer e aqueles que só fazem o que lhes foi dito para fazer. Se você se vê como “mão-de-obra”, você é inútil para a empresa. Não é disso que a empresa precisa. Você tem que ser “cérebro-de-obra”.

Qualquer chimpanzé bem treinado pode ser “mão-de-obra”. Porém, quando um cliente pedir uma informação, ou quando alguém perguntar se pode fazer algo diferente do habitual, ou quando surgir algum imprevisto, você tem que saber avaliar com rapidez e bom senso quem deve resolver o problema. Se você puder resolver o problema, resolva. Se não puder, chame imediatamente quem possa.

A maior parte dos problemas pode facilmente ser resolvida por qualquer um na empresa. Se o cliente deixou cair um bife no chão, você pode e deve decidir se dá ou não dá outro bife para o cliente, mesmo tendo sido culpa dele o desperdício. Não chame o patrão o tempo todo para decidir sobre pequenas coisas. Porém, se o cliente derrubou o buffet inteiro de uma vez só, você não pode e não deve decidir o que fazer – você deve chamar imediatamente o gerente ou o dono da empresa. Tenha bom senso.

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 22/11/2013 

Texto publicado originalmente na página do blog no Facebook no dia 20/11/2013. 

4 thoughts on “A Filosofia do Trabalhador de Sucesso

  1. Mas o gerente ou o patrão tambem tem que ter bom senso, ou isso não irá funcionar.

    1. Exato. Mas quem afixar isso num mural é porque concorda com a filosofia. 😉

      Quando o patrão não tem bom senso, meu caro, a melhor coisa a fazer é procurar outro emprego. Ou talvez isso seja a única coisa a fazer…

  2. É isso que as empresas querem e sempre tem gente pra lembrar disso ao chefe, gerente,RH etc… disso,de como o cara está atuando. Pois na “hora” do “corte” é isso que conta. Se o cara é útil ou não.

    1. Na iniciativa privada, sim, é isso aí.

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