Todo mundo, ao nascer, ao completar 18 anos ou ao concluir a faculdade, deveria ganhar a escritura de um lote de 12 m x 25 m, invendável e inalienável por toda a vida, mas trocável a partir dos 25 anos por outro de mesmo regime jurídico especial: “i-i-i” (imóvel invendável e inalienável). 

O que você acha desta idéia? 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 26/11/2013 

Link da discussão sobre este artigo que rolou no meu perfil pessoal no Facebook.

10 thoughts on “I-I-I: um imóvel para sempre seu

  1. Isso seria o equivalente imobiliário do Imposto de Renda negativo, não? Mas acho difícil de implementar na prática. Como fazer para famílias de números diferentes? Com renda dá, é um processo dinâmico. Um imóvel é algo estático.

    1. Ué.

      Um imóvel para cada brasileiro.

      Quatro pessoas na família, quatro imóveis invendáveis e inalienáveis.

      P: “Mas somos quatro e moramos todos juntos. O que é que vamos fazer com os outros três imóveis, se não podemos vendê-los?”

      R: O que bem entenderem, menos vender ou alienar. Aluguem, se houver interessados. Troquem por imóveis próximos, construam galpões de aquaponia (uma espécie de hidroponia consorciada com piscicultura) e produzam alimentos em área urbana. Plantem árvores frutíferas. Sei lá, qualquer coisa. Que problemão ter imóveis de sobra, hein?

    2. Então pode fazer comércio? Abrir uma lojinha? Hmmmmmmmm. Tou começando a entender. Tá me parecendo que seria revolucionário mesmo.

    3. Pode fazer comércio, pode abrir uma lojinha, pode abrir uma fabriqueta, pode plantar, pode até morar se quiser. 🙂

      As únicas condições são que não pode vender nem alienar e que as regras para os i-i-i sejam exatamente as mesmas para qualquer lugar do país.

      Qualquer atividade que não produza cheiro, barulho ou outros incômodos aos vizinhos seria aceitável instalar. Por exemplo, um brechó seria aceitável, mas uma serralheria não seria aceitável. Uma padaria seria aceitável, mas uma oficina mecânica não seria aceitável.

      (Se bem que oficinas mecânicas tinham que ser banidas de TODOS os bairros residenciais. Além do barulho, elas invariavelmente ocupam todas as vagas de estacionamento da rua, todos os dias, às vezes até mesmo na entrada dos portões das garagens dos vizinhos. Só quem já foi vizinho de uma oficina mecânica sabe o inferno que é. Mas divago.)

      Todo mundo deveria ter seu pedaço de chão pelo simples fato de nascer.

  2. Caraca, quando eu morava em São Carlos meus vizinhos à direita e à esquerda eram uma oficina mecânica e um buteco. Mas quem incomodava era o vizinho da frente: solteirona com cachorro.

    1. Se tem uma coisa que me estressa é qualquer pessoa passar por uma rua e o bairro inteiro começar a latir e uivar. Isso é um inferno. Se inventarem uma máquina do tempo, quero voltar ao passado e pedir para Dante Alighieri colocar um círculo adicional na sua descrição de inferno, dedicada a “gente que tem cachorro que late e uiva em bairros residenciais”.

  3. Desde que minha terrinha fosse em área nobre urbana e a dos outros no meio do mato, toparia numa boa. Hahaha, brincadeiras à parte, minha opinião é que tanto quanto possível, devemos raciocinar quantitativamente sobre benefícios concedidos à população. Uma política dessas poderia ter vários impactos econômicos. Eu acharia loucura, por exemplo, adotá-la em território nacional sem um estudo a mais. Existem várias coisas que sentimos que as pessoas merecem. Um imóvel pequeno é uma delas. Mas, infelizmente, os recursos disponíveis são limitados. Sempre é bom saber quanto essas decisões vão afetar a economia. Nesse caso específico, uma ideia a seguir e que eu não tenho saco de fazer seria pesquisar possíveis experiências anteriores pelo menos similares. Qualquer situação em que o governo deu terra a muita gente deveria servir.

    Problemas que poderiam surgir que eu consigo pensar são uma alocação ineficiente das terras (se comparada com a distribuição que elas teriam se fossem negociadas normalmente), e um incentivo para pessoas terem muitos filhos.

    Mas repito: os argumentos qualitativos valem muito pouco. Pode ser que esses dois problemas que eu mencionei ocorressem, mas fossem tão pequenos que compensaria adotar a política.

    Pessoalmente, sou cético.

    1. Elvis… A economia que se adapte!

      Eu não deixaria de implementar essa idéia porque um estudo indicou que isso iria levar à falência inúmeras pessoas e empresas que vivem de aluguéis, entre proprietários, corretores, imobiliárias e seja lá mais quem for. Que se adaptem.

      O raciocínio é mais ou menos o mesmo no caso da saúde. Se eu descobrisse uma pílula-que-cura-tudo-com-dose-única, de unha encravada a câncer, de cárie dentária a mal de Alzheimer, com gostinho de tutti-frutti e nenhum efeito colateral, eu não iria esperar um minuto sequer para colocá-la no mercado ao preço mais acessível que eu pudesse. Eu não deixaria de fazer isso “só” porque levaria todos os médicos, enfermeiros, hospitais, farmácias e toda a indústria farmacêutica à falência. E eu não lhes daria prazo algum. Nem mesmo um único dia. Que se adaptassem.

  4. So assim para conseguir imovel hoje mesmo.

    1. Mas ninguém jamais poderia se desfazer deste imóvel.

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