Eu não quero obrigar médico algum a atender os desejos da Chloe. Mas também não quero que ninguém impeça a Chloe de contratar um profissional devidamente qualificado para fazer a maluquice que ela bem entender. O que me preocupa em relação à Chloe é estritamente a autodeterminação dela. 

Digamos o seguinte: um cachorro cai em um buraco. Você vê isso acontecer e vai salvar o cachorro, mas ele tenta mordê-lo. Você não desiste de salvar o cachorro por causa disso. Você tenta laçá-lo com uma rede, ou enche o buraco com água até que o cachorro flutue e saia de lá de dentro por conta própria. Você não abandona o cachorro para morrer à míngua só porque ele não colabora com sua tentativa de salvamento, porque sabe que o cachorro não tem entendimento adequado sobre a situação e por isso não é capaz de se autodeterminar de modo responsável. 

Se Chloe é incapaz de se autodeterminar de modo responsável, espero que todos concordem que temos a obrigação de tratá-la pelo menos tão bem e com tanta consideração quanto a que teríamos por este cachorro. Temos que aplicar pelo menos tanto esforço para salvá-la do sofrimento pelo qual está passando há décadas. 

Porém, se Chloe é capaz de se autodeterminar, a lógica a ser usada é outra. 

Voltemos ao exemplo do buraco para entender essa lógica. 

Se um ser humano cai em um buraco, você também vai tentar salvá-lo. Se ele tentar mordê-lo, você também não desistirá de salvar o sujeito por causa disso, porque ficará óbvio que está lidando com alguém que não tem entendimento adequado sobre a situação e por isso não é capaz de autodeterminar-se de modo responsável.

Entretanto, se o sujeito lhe disser o seguinte: 

“Caro socorrista! Solicito-lhe que cesse suas tentativas de salvamento. Esclareço que estou em plena posse de minhas faculdades mentais, que me joguei neste buraco em busca de suicídio por minha livre e espontânea vontade, sem qualquer coerção de terceiros, e compreendo perfeitamente as vantagens e desvantagens de estar preso no fundo de um buraco, bem como as vantagens e desvantagens da alternativa disponível, que seria sair daqui. Compreendo as conseqüências de ambas as alternativas e decido morrer à míngua, de sede, de fome, de frio e devorado pelos insetos, porque é minha preferência pessoal bem informada e adequadamente valorada agir desta maneira. Advirto-o que novas tentativas de salvamento resultarão em resposta violenta de minha parte. Dito isso, agradeço sua atenção e boa vontade e desejo-lhe boa sorte na consecução de seus objetivos pessoais. Obrigado e adeus!” 

O que lhe resta fazer senão aceitar a vontade soberana deste indivíduo quanto a seu próprio destino? 

Eu creio que só lhe restaria, na melhor das hipóteses, dizer o seguinte: 

“Caro emburacado! Solicito-lhe que compreenda a responsabilidade que pesa sobre meus ombros neste momento tão pungente. Há de convir que a solicitação que me apresenta é de natureza rara e assaz estranha ao senso comum. Nestas condições, é bastante razoável a hipótese de que esteja a padecer de alguma perturbação de ordem psicológica ou neurológica, e portanto não esteja em plena posse de suas faculdades mentais, ainda que afirme o contrário. Considero meu dever certificar-me de que tal alegação corresponda à realidade e rogo que seja sensível perante a dificuldade ética que a situação me impõe. Seria inaceitável expô-lo a tal sofrimento em caso de inexistirem os requisitos necessários para o atendimento de sua solicitação. Aceitaria ser examinado por um profissional competente a fim de que possa ser reconhecida sua capacidade de autodeterminação?” 

E o emburacado responderia: 

“Sim, considero sua solicitação perfeitamente justa e adequada, e um belo exemplo de cidadania. Aceito de bom grado submeter-me aos exames que sugere, com a condição de que não me seja exigido desviar-me de meu propósito, uma vez que não se trata de situação emergencial e ainda estarei vivo e saudável o suficiente para que um médico psiquiatra possa atestar minha sanidade mental antes que eu comece a delirar pela sede, pela fome, pelo frio e pelas picadas de insetos.” 

Então o socorrista vai buscar um médico psiquiatra, o médico vem, entra no buraco, faz os exames necessários, atesta a saúde mental do suicida, despede-se dele com um aperto de mão e é içado para fora pelo socorrista, tudo devidamente documentado. 

E assim o socorrista cumpriria plenamente seu dever, o médico também, o Estado também, e o suicida poderia morrer feliz de sede, fome, frio e picadas de insetos, como desejava. 

Final feliz. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 28/11/2013 

38 thoughts on “Chloe, o cachorro, o suicida e a autodeterminação

  1. Aguardando as pedradas. 😛

  2. Ô Maluucôôôô!!!!

    Se eu acreditasse que um ser humano pode estar saudável e optar por isso poderia concordar. Mas todo o meu conhecimento médico e psicológico me leva a crer que um exame encontraria um problema.

    1. O maluco não sou eu, é o cara no buraco. 😉

      Mas estamos fazendo o esforço necessário para encontrar esses problemas?

      Ou estamos deixando essas pessoas viverem em sofrimento perene desde que não constituam perigo a terceiros?

      E, no caso de tudo exceto a excentricidade (ou seja, a preferência por algo que foge ao senso comum) indicar que alguém que quer fazer algo que para nós é intolerável é um indivíduo autodeterminado, o que faremos?

      Estas são as questões importantes aqui. 😉

    2. O cara no buraco é filho da tua mente pertur… hã… criativa. Ele tem o teu DNArthur!

    3. Mas Chloe não tem. E o caso dela é real. 😉

  3. Se o cara no buraco falar nessa linguagem empolada aí sim é caso para internação e remédio forte.

  4. Ok. Vivemos em uma democracia. Vamos abrir um plebiscito para julgar o caso Chloe. O povo deve decidir se o dinheiro público vai ser gasto na operação da moça, apesar de ter tanta gente doente querendo ser saudável, tomando o lugar de um outro paciente em potencial, ou se ela vai ter que procurar fazer a operação por conta própria, procurando um médico particular, que portanto tem a opção de fazer ou não a cirurgia de acordo com sua própria vontade, e se resolver fazer, terá total autonomia de decidir o preço.
    Deixa eu pensar para onde iria meu voto.

    Enquanto penso vou comparar seu caso do buraco com uma pessoa que tem TOC. Caso verídico. Foi no psicólogo, que fez várias perguntas e ofereceu um desafio. A pessoa deveria passar 3 dias sem efetuar as loucuras de costume. Ele aceitou e desafio e conseguiu. O psicólogo entendeu que ele não era louco, apenas tenha suas manias. Tendo saído, continuou o TOC. Perdia o ônibus da escola porque conferia todas as tomadas da casa antes de sair. Se irritava com quem dizia que ele precisava parar porque se ele parasse a casa podia pegar fogo (sempre havia um motivo, como ter visto na TV alguém que esqueceu o ferro de passar ligado).

    Eis um caso em que ele possuía um laudo médico dizendo que estava OK, não queria ajuda, mesmo assim os amigos insistiram até que ele se deu conta de que estava errado e começou a se controlar.

    Se eu fosse amigo do cara no buraco, eu ia chamar a família, provavelmente ia ficar ali na greve de fome até que ele saísse do buraco. Independente do laudo médico e dos argumentos dele.

    Se bem me lembro, Arthur, seus argumentos sobre a decisão de um indivíduo sobre si mesmo começou bem diferente. Se você continuar por esse caminho daqui a pouco não vai mais conseguir sustentar argumento algum.

    1. Não, “Dandi”. O direito de Chloe não pode depender da aprovação da maioria, nem de qualquer minoria, nem de ninguém. Não se pode decidir sobre a vida e a morte, nem sobre o sofrimento alheio, somando opiniões pró e contra.

      Sustentar o direito de todos e de cada um com a contribuição de todos e de cada um é a verdadeira definição de “civilização”. Essa noção de democracia enquanto soma de opiniões pró e contra é apenas uma máscara para uma forma terrivelmente dissimulada de barbárie.

      Supõe que eu não goste da tua opinião. Então, de acordo com o que tu defendeste, vou chamar um plebiscito para decidir se te queimo vivo numa fogueira em praça pública. Se achares que não devo ter esse direito, tudo bem, nesse caso vou contratar um mercenário para te matar. Em último grau, isso é o que a lógica que defendeste implica. Para tua sorte, não é nisso que eu acredito. 😉

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      E meus argumentos sobre autonomia e autodeterminação não mudaram desde que se tornaram públicos no mundo virtual. De onde tiraste essa idéia de que mudei de posição?

    1. Pois é. E olha a cara de felicidade dela!!!

    2. Valeu trazer isso aqui. 🙂

    3. Não é a mesma coisa. Ela tinha um defeito incurável e optou por substitui-lo por um membro artificial. Não foi simplesmente uma amputação. Equivale mais a colocar uma lente pra catarata substituindo um cristalino defeituoso. Cês tão descrevendo como se ela mandasse arrancar o olho pra botar um de vidro. Ela não é uma buraqueira.

    4. Ou será que o buraco em que ela quis se meter parece mais aceitável ao senso comum?

    5. Não, ela já estava num buraco. Só o trocou por outro, mais adequado ao que desejava pra sua carreira. Ela não era uma pessoa normal que disse “quero amputar meu pé” e tirou. Ela trocou um membro defeituoso por um artificial.

    6. Pelo mesmo critério a Chloe também não está em um buraco?

    7. Não, Chloe está em uma situação diferente. Ela é fisicamente saudável e deseja ficar incapacitada. Sabe-se lá o que ela viu com a tia de muletas quando era criança mas a mente dela não está normal.

      Pode ser um buraco, mas é totalmente mental. Ela não é alguem que deseja fazer um sacrifício para realizar um sonho, é apenas alguem que quer se mutilar.

    8. Por deveríamos proceder de um modo se o sofrimento do indivíduo é originário de uma doença que nós apelidamos de “física” e de outro modo se o sofrimento do indivíduo é originário de uma doença que nós apelidamos de “mental”?

      Não seria mais razoável nos focarmos estritamente no sofrimento ao invés de classificar o sofrimento em “sofrimento que a gente acha que tem uma origem justificada” e “sofrimento que a gente acha que tem uma origem injustificada”?

    9. Na verdade o sofrimento da ambas é mental. A moça não amputou a perna porque esta lhe causava dor física e sim porque a incapacitava para o trabalho. Só que seu sofrimento tinha uma base racional, uma incapacidade objetiva para um trabalho. Amputar a perna foi um meio pra conseguir esse trabalho.

      Já a outra tem apenas o desejo de se mutilar, e a mutilação em si sem nenhuma justificativa parece ser um componente de um problema mental. Desordem de identidade da integridade corporal.

  5. Gerson, ela poderia perfeitamente usar uma órtese sem amputar o pé. Mas ela não queria apenas recuperar a funcionalidade, ela queria usar salto alto e ficar bonita. No meu ponto de vista ela é um legítimo tatu.

    1. A funcionalidade motora ela provavelmente poderia ter. Mas ela queria funcionalidade estética, necessária pra conseguir o trabalho que ela sonhava. Dai a amputação. Note que ela tentou cirurgias antes, e não conseguiu. A amputação foi o último recurso.

      Pessoalmente acho uma má escolha, mas não é o mesmo caso da Chloe.

    2. Eu não consegui identificar na reportagem o porque de uma órtese impedir o trabalho dela na indústria da moda. Correndo o risco de ser leviano, talvez ela precisasse da propaganda inusitada para conseguir o emprego, e talvez os médicos aceitaram fazer o procedimento pelo valor que a estética tem na sociedade americana. Mas, pelas informações disponíveis, me parece ser um caso muito similar ao da Chloe.

    3. Seria um caso similar ao da Chloe ou do Marco Zygoteano, se ela fosse uma pessoa normal que sem nenhum motivo objetivo chegasse e dissesse “quero amputar meu tornozelo, é minha decisão livre e soberana” etc. Mas ela tinha um defeito que a incapacitava para uma função e escolheu trocar uma parte defeituosa do corpo por outra artificial que lhe permitia exercer aquela função. Eu não sei se o seu desejo (ou obsessão) de desfilar estava ligada a algum complexo originado pelo seu defeito no pé, tipo “eu quero porque sei que não posso”. É uma possibilidade. Neste caso, eu sugeriria que ela trabalhasse isso antes de decidir. Mas ainda não é o mesmo caso de alguem fisicamente perfeita que simplesmente quer virar paraplégica.

      Até porque a Chloe tem a possibilidade de agir como uma paraplégica se quiser, sem nenhuma operação: é só não levantar nunca mais. Já ela não tinha a possibilidade de desfilar sem a operação.


    4. Seria um caso similar ao da Chloe ou do Marco Zygoteano, se ela fosse uma pessoa normal que sem nenhum motivo objetivo chegasse e dissesse “quero amputar meu tornozelo, é minha decisão livre e soberana” etc. (Gerson)

      Mas Chloe é uma pessoa normal?

      Aliás, já vou antecipar o que eu ia dizer depois da tua resposta:

      1) Se ela é normal e autônoma, então por que não fazer o que ela pede?

      2) E, se ela não é normal e autônoma, então por que não estamos cuidando da coitada ao invés de chamá-la de louca?

    5. Ela deveria estar sendo tratada. Mas ai temos um problema, se ela tem um transtorno psíquico que a faz sofrer mas não coloca sua vida* nem outras pessoas em risco há um consenso que só deveria ser tratada se quisesse. E aparentemente ela não quer.

      *IMHO se ela já se causou acidentes já caiu nesta categoria e deveria ter sido tratada.

    6. A questão é a seguinte: se eu quebro a perna e não aceito tratamento, isso é problema meu. Porém, se eu sou a Amy Winehouse e não aceito tratamento, isso é problema de mais alguém. É uma terrível falha legal que ninguém seja responsabilizado por um “suicídio” anunciado de alguém com problemas mentais. Deveria ser considerado no mínimo homicídio culposo (por negligência).

    7. Tudo sempre tem a ver com o conceito de autodeterminação e com a atribuição legal de quem tem responsabilidade sobre o incapaz.

  6. Errata: Mas ela não queria apenas recuperar a funcionalidade, …

  7. Gerson, não tenho certeza onde dar reply para este comentário ficar no lugar certo então vou começar de novo aqui.
    Eu não acho que todo cara no buraco tem um caso idêntico ao do outro, mas existe uma similaridade entre eles que é o fato de terem escolhido estar no buraco a despeito de muitas outras pessoas acharem que deveriam sair. Claro que algumas escolhas nos parecerão mais razoáveis e justificadas que outras, mas a essência do post é sobre respeitar as escolhas conscientes que o outro faz.
    Com relação ao caso específico da Mariah, em lugar nenhum eu li que ela queria amputar o pé para poder desfilar. Se fosse isso eu acho que deveriam surgir outros questionamentos, porque ela estaria apenas tentando se moldar à uma exigência social que exige “perfeição” das modelos. Assim, quão livre seria essa escolha que ela fez?
    Outra coisa, ao diferenciar os casos segundo a funcionalidade do órgão do qual se quer livrar, penso que você está interferindo num assunto que diz respeito apenas à Chloe. A pergunta que se deve fazer não é sobre a funcionalidade do órgão, mas se elas entendem as consequências dos seus atos?

    1. Você tem razão, eu entendi “trabalhar na indústria da moda” como desfilar. Pelas fotos acho um exagero a atitude dela (já achava antes). Isso IMHO a aproxima mais da Chloe, embora ela ainda tenha uma razão alem da mutilação em si. Ela queria se mutilar pra ficar bonita, não incapaz.

    2. Só eu vejo os dois casos como “ambas estavam sofrendo, ambas só queriam ser felizes, ambas achavam que uma cirurgia específica as ajudaria, mas receberam tratamentos diferentes em função dos conceitos ou preconceitos de terceiros”?

    3. Não sei se só você, mas o fato é que há uma enorme discussão em Filosofia e quajandos sobre os limites de saúde mental e da autodeterminação. No caso uma já tinha um problema físico e o trocou por outro, enquanto outra quer ter um problema físico. No segundo caso o questionamento sobre a sanidade é mais forte.

      E há outra coisinha que diferencia as duas:[LIBERAL MODE ON]- A Chole quer que os outros paguem pra satisfazer o desejo dela. Já a Mariah pelo que entendi usou o dinheiro dela. Pode ser cinismo apontar isso, mas é outro detalhe a ser levado em conta, não? Quem paga a conta?[LIBERAL MODE OFF].


    4. “No caso uma já tinha um problema físico e o trocou por outro, enquanto outra quer ter um problema físico.” (Gerson)

      Esta é a “forma externa” de descrever o problema. Isso é o que parece por fora. Mas eu duvido que alguém pense “quero ter problemas”.

      Eu considero o sofrimento da Chloe similar ao dos transexuais. Nos dois casos são pessoas que se olham no espelho e dizem “este não sou eu”.

      No caso dos transexuais, a medicina criou todo um protocolo de acompanhamento e avaliação para lidar com a situação e decidir pela realização ou não da cirurgia.

      Por que não colocar Chloe no mesmo protocolo? Ou em um protocolo investigativo ainda mais profundo e cauteloso, já que o caso dela é ainda mais extremo?


    5. Quem paga a conta? (Gerson)

      Se for um problema de saúde, seja físico ou mental, quem paga a conta são as mesmas pessoas que pagam a conta de quem é atropelado no ponto de parada do ônibus. (Independentemente de o tratamento decidido ser psiquiátrico ou cirúrgico.)

      Se não for um problema de saúde, nem físico nem mental, a Chloe que pague, do mesmo modo como seria ela que teria que pagar uma tatuagem ou um corte de cabelo.

      Tudo que eu quero é empenho no diagnóstico para poder decidir entre mantê-la em tratamento psiquiátrico após o final do prazo do protocolo investigativo que citei (no caso de ela não ser autodeterminada), para a cirurgia (no caso de ela ser autodeterminada, absolutamente sincera quanto a seu sofrimento e absolutamente convicta quanto à preferência de tratamento) ou para o raio que a parta (no caso de ela ser autodeterminada e estar querendo enganar todo mundo para satisfazer um capricho sem pagar por ele).

      Olha o pepino que surge: precisamos diferenciar o “sofrimento sincero” do “capricho” neste tipo de caso. Isso deve requerer PET SCAN ou fMRI durante interrogatório, uma autêntica “leitura de mente” (lá vêm as piadinhas sobre “leitura demente”), com uma abertura de precedente que vai fazer a esquerdalha pseudo-DH dar pulos capazes de quebrar o recorde mundial de salto com vara sem a vara.

    6. Essa mulher é interessantíssima! Não podemos nos permitir perder a oportunidade de estudar o caso dela a fundo! A porta que ela abre para o entendimento do funcionamento da mente humana é excepcional!

    7. Admitindo que nenhuma das duas são doidas (desconfio que a Chloe o seja), a situação anterior ao tratamento não vem ao caso, por mais que o caso da Chloe seja mais chocante, a menos que existam pressões externas que tornem a escolha delas menos livre.
      Quanto ao financiamento do tratamento eu penso que depende de como é organizado o sistema de saúde de onde elas vivem. Se for universal então ambas tem que ser atendidas, respeitando uma ordem de prioridade para casos mais graves.

    8. Eu também acho que a Chloe é doida. Mais um motivo para me preocupar com ela.

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