Quando o crime prospera e a justiça falha, quando o cidadão honesto se vê inseguro e negligenciado por Estado que não o protege nem permite que ele se proteja, quando a vítima do crime é alvo de ridicularização em função de ideologias que deslegitimam sua justa indignação, é porque estamos sendo empurrados para a barbárie. 

Meu amigo Alyson Vilela postou o seguinte questionamento no Facebook: 

Publicaram um vídeo de um ladrão sendo espancado pela população aparentemente até morte. Alguém comentou que isso é olho por olho.

Vamos à balança? Alguém rouba objetos. Em troca, tiram-lhe a vida. Vida humana x objetos pessoais. O que pesa mais? O que vale mais? Meu Deus, que dilema terrível.

Pessoas iluminadas, me ajudem. Onde está o olho por olho nesta situação? Minha inteligência não está conseguindo alcançar.

Eu respondi que essa era uma maneira equivocada de apresentar a questão (na verdade usei a palavra “viciada”) e o Alyson me perguntou por quê. A resposta que escrevi ficou grande demais para os padrões do Facebook, então resolvi transformá-la neste artigo. 

Essa não é uma questão tão simples quanto “uma vida x um objeto”. Quem rouba (art. 157 CPB) comete o seguinte ato: “Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência”. Quem furta comete apenas a subtração, mas pode destruir outras coisas, deixar a vítima amedrontada ou seriamente traumatizada. Em qualquer dos casos, trata-se de uma violência e de uma injustiça, praticada contra alguém que gastou um certo tempo de sua vida para adquirir algo de modo lícito. Não há nenhuma possibilidade de defender a posição de quem comete o crime. É por isso que se trata de crime, porque é pernicioso para as pessoas e para a sociedade em geral em alto grau.

Dito isso, temos que considerar a situação emocional da vítima e o contexto social em que ela se insere. Nossa percepção de vulnerabilidade é cada dia mais alta e nossa percepção de justiça é cada dia mais baixa. Qualquer pessoa que tenha sido vítima de um roubo ou de um furto e tenha tentado reaver seus pertences, ou ser indenizada por sua perda, ou ver o criminoso ser punido de acordo com a lei, no Brasil de hoje, sabe muito bem a que tipo de humilhações e frustrações acaba exposta. Ocorre uma tripla vitimização, uma pelo crime, outra pelo desamparo frente ao Estado, outra perante um ambiente cultural em que está cada vez mais se tornando comum ridicularizar quem reclama ter sido vitimado por uma “pobre vítima da sociedade que só estava buscando seu lugar ao sol”.

Com um quadro horripilante destes, não é de se estranhar que surjam manifestações de violência e de justiça com as próprias mãos. O cidadão está sendo vulnerabilizado, injustiçado e humilhado cada vez mais intensamente. Seu desejo de segurança é deslegitimado e sua indignação é ridicularizada. Essa inversão de valores é propagada como “progressismo” nas falas do governo, nos fóruns da internet e nas conversas de bar. O que mais resta ao cidadão assim barbarizado exceto rebaixar-se ao mesmo nível de barbárie?

Explicação sociológica para a violência no olho da “burguesia machista racista reacionária” é colírio. Quando a mesma violência se volta contra os pseudo-protegidos pelas ideologias desagregadoras que estão em voga no Brasil de hoje, aí vira soda cáustica. E isso gera ainda mais violência, num círculo de retroalimentação positiva que só pode terminar em tragédia. 

Respondendo finalmente a pergunta do Alyson, eu diria que a questão não é exatamente “olho por olho” porque não temos uma situação em que o Estado que está aplicando a Lei de Talião e sim uma situação em que quem teve o olho injustamente furado se sente violentado, injustiçado, deslegitimado,  humilhado e sem esperança de reparação ou justiça. Quando se está numa situação tão desesperada, muitos se deprimem e se submetem melancolicamente, o que parece ser o desejo de quem partilha certas ideologias, mas outros se revoltam e reagem como podem. 

Isso justifica os linchamentos? Para quem discute a questão na internet, achando que nunca será vitimado pela barbárie, não. Mas tem cada vez mais gente lá fora que discorda, alguns com palavras, outros com atos, e o tratamento que quem discute a questão na internet dá a essas pessoas só está colocando mais lenha nessa fogueira. 

Como cada um de nós reagirá quando for atingido pelas chamas? Talvez não do modo como diz que reagirá enquanto se sente a salvo. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 28/11/2013 

36 thoughts on “Empurrados para a barbárie

  1. Alyson Vilela

    28/11/2013 — 11:38

    Arthur Golgo Lucas seu ponto é muito interessante. Seu argumento é muito bom. E eu já falei antes que entendo a reação de quem sofre com os crimes, apenas digo que o caminho não é o do linchamento. Entendo a emoção, mas nem sempre a emoção nos leva ao melhor caminho.

    Quanto a discutir na internet achando que nunca será vítima da barbárie: eu já fui assaltado duas vezes, na segunda fui violentamente ameaçado de morte, minha mãe e minha avó já foram sequestradas e já tive namorada abusada sexualmente. Eu não acho que nunca serei vítima da barbárie.

    1. Grato pelo elogio, Alyson. Nós concordamos que nem sempre a emoção leva ao melhor caminho. Mas ignorar, deslegitimar e até mesmo ridicularizar a emoção também não. E há uma parcela da população que tem sido alvo sistemático disso.

      Lamento pelas vezes que a barbárie te atingiu e às pessoas próximas a ti. Espero que estejam todos bem.

  2. Perfeito.

  3. Quando eu fazia Ciência Sociais tivemos uma boa discussão porque um dos companheiros de sala não se conformava com a ideia de que o meio influenciava na formação do caráter. Ele dizia que coisas ruins aconteciam com todo mundo, mas se o cara nasceu bandido ele vai isso como desculpa pra roubar e se você é de bem você vai trabalhar, mesmo que passe necessidades.

    Cito isso porque geralmente a discussão é gerada pelos que tentam mostrar que aqueles que cometem os crimes não são simplesmente pessoas que são ruins porque são. Acontece que não se pode mais usar o argumento de que os criminosos são vítimas do descaso ou do maltrato, do Estado e da sociedade, porque os cidadãos de bem são muito mais vítimas, diariamente e de forma brutal. Triplamente vítimas, como você disse. Se alguém precisa de atenção e ajuda, somos nós.

    O que você precisa perceber, entretanto, Arthur, é que ainda resta, daquele argumento de sempre, a verdade de que não é o linchamento, nem a reação, que vão resolver o problema. Muita gente gosta de citar que países em que as pessoas podem se armar o nível de criminalidade é menor. Não é só porque as pessoas se armam que a criminalidade é menor. Isso envolve muito mais, uma ampla mudança política que sei que você conhece bem e claro de pessoas mais bem dispostas que as que temos no Brasil. A simples retaliação violenta aos atos criminosos não resolve o problema e talvez até o agrave. Sua defesa é justa, mas não invalida o argumento.

    1. Canadá, Dandi. Sete em cada dez residências estão armadas. Não agrava o problema.

      Quanto à mudança política, pelo teor de teu outro comentário percebi que me conheces há algum tempo. Deves saber quais são minhas diretivas políticas.

    2. Dandi, um artigo que indica que o meio parece frear tendências ruins:
      http://noticias.terra.com.br/ciencia/neurocientista-estuda-o-proprio-cerebro-e-descobre-que-e-um-psicopata,0ac5a1e171f82410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

      [James Fallon estava sentado em seu escritório, em outubro de 2005, vasculhando exames de pessoas que sofrem de transtornos psiquiátricos graves quando se deparou com a imagem que mostrava o cérebro de um psicopata – o seu. O neurocientista, da Universidade da Califórnia, passou anos investigando o cérebro de potenciais assassinos…]

      […”Eu nunca matei ninguém, ou estuprei alguém”, disse ele. “Então, a primeira coisa que pensei foi que talvez a minha hipótese estivesse errada, e que essas áreas do cérebro não são reflexo de psicopatia ou comportamento assassino. Fallon, em seguida, foi submetido a uma bateria de testes genéticos, que mostraram que ele tinha uma predisposição para agressão, violência e a baixa empatia. O que o distingue de um Charles Manson, no entanto, é que ele não age sobre suas tendências agressivas. O neurocientista explica também, que nunca sofreu abuso severo na infância, necessário para expressar o gene.

      Em retrospecto, a revelação de que Fallon tinha muito em comum com maníacos homicidas não veio como uma completa surpresa: o professor de 58 anos descobriu ter ao menos 6 assassinos na família do pai. Um homem foi enforcado em 1673 por matar a mãe… ]

  4. “Canadá, Dandi. Sete em cada dez residências estão armadas. Não agrava o problema. ”

    Exato, muito pelo contrário, reduz o problema, estudos sérios diz que nos estado americanos onde tem mairo quantidade de armas na mão do cidadão, o número de violência é menor e o cidadão mta mais bandido que policia, ou seja, nesses lugaes, a policia tem menos trabalho. Na vidão budista “as armas são objetos inanimados. Como todas as outras coisas, possuem a sua natureza originalmente pura (svabhava), ou seja, são neutras, nem intrinsecamente boas nem intrinsecamente más.”

    1. “Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.” Até aí tudo bem. O que me irrita mesmo são aqueles debilóides que dizem que “tanto faz” se quem morre é uma vítima inocente ou se é um agressor injusto (como um ladrão) porque “uma vida é uma vida”.

  5. “Um rei (e consequentemente, qualquer pessoa), que é bem preparado para a batalha, tendo usado os meios-hábeis nesse caminho, mesmo que mate ou fira as tropas inimigas, tendo poucas faltas morais ou deméritos , certamente não terá como resultado um karma ruim. Por qual razão isso é assim? Isso se deve ao fato de que tal ação está combinada com intenções de compaixão e de não abandono (de tal compaixão). Pelo fato de sacrificar a si mesmo e à sua fortuna para proteger seres vivos e pela segurança de sua família, mulher e filhos, há um imensurável mérito que aumenta poderosamente.”( Arya Bodhisattva gocara upayavishaya vikurvana nirdesha Sutra/ Sutra das Manifestações pelos Meios-Hábeis do Nobre Bodhisattva no Campo de Ação)

    “Matar com a intenção de evitar que o que é morto continue a produzir um karma cada vez pior, com crimes cada vez maiores, longe de fazer com que o bodhisattva renasça no inferno, faz com que ele se torne sem culpa e produza um grande mérito” (Bodhisattvabhumi, do Grande Mestre Asanga)

  6. “Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.” Até aí tudo bem. O que me irrita mesmo são aqueles debilóides que dizem que “tanto faz” se quem morre é uma vítima inocente ou se é um agressor injusto (como um ladrão) porque “uma vida é uma vida”.

    Se o sujeito não quis levar uma vida honesta como outras pessoas e resolveu atacar o cidadão que leva uma vida pacífica com os demais membros. Ele tem que ser severamente punido. Se o cara foi macho pra cometer crime, tem que ser macho tb para cumprir a pena dele. Sou a favor da pena de morte para crimes cruéis, só não acho justo pegar um ladrão que naão matou ninguém espancar até a morte como acontece por ai ou que roubou um celular botar o cara muitos anos na cadeia.

  7. Um cara como beira-mar que manda arrancar os olhos do outro. O que fazer com um elemento desse. Acho que seria muito pior do que pena de morte, da prisão perpetua e colocar ele com uma bola de ferro nso pés e botar pra quebrar pedra no sil quente.

  8. “tanto faz” se quem morre é uma vítima inocente ou se é um agressor injusto (como um ladrão) porque “uma vida é uma vida”.”

    Este relativismo moral é que é nojento. Ele serve de desculpa para se cometer absolutamente todo e qualquer tipo de atrocidade. Um sujeito pode estuprar uma criança e dizer “tem sua própria história e razões” para isso — talvez por ter tido uma infância problemática.

    Um indivíduo pode invadir a casa de uma família, fazer uma chacina e dizer que “tem sua própria história e razões tanto para ser um bandido”. Certamente porque estava tendo um dia ruim. Traduzindo: assassinos, assaltantes e estupradores têm seus motivos. Se quisermos que eles não ajam, não devemos simplesmente tirá-los de circulação. Não, nada disso. Temos de “escutar os criminosos”, ser carinhosos, compreensivos, atenciosos e fornecer amor. Muito amor.A moral não é “relativa” coisíssima nenhuma. Existe o certo e o errado. Matar é errado (exceto se for por egítim defesa). Roubar, violentar, é errado em qualquer hipótese.

  9. Todos que agem de alguma forma possuem uma motivação.
    Se o sujeito possui alguma deficiencia e necessidades que não consegue atender através de si mesmo usando de suas habilidades convencer, criar, produzir e etc., ninguém tem culpa disso.ORA, A RECIPROCA É VERDADEIRA:
    PORQUE OS BANDIDOS NÃO ENTENDEM A SOCIEDADE E A E3LA SE ADAPTAM COMO CIDADÃOS HONESTOS E INOFENSIVOS A FIM DE QUE A SOCIEDADE (OS INDIVÍDUOS) NÃO AJAM CONTRA ELES (os bandidos)?????
    A sociedade TAMBÉM TEM RAZÕES OU MOTIVAÇÕES, CABE ENTÃO AOS BANDIDOS ENTENDEREM QUE NÃO DEVEM ATACAR OS INDIVÍDUOS DA SOCIEDADE OU ENTÃO ESTA LEGITIMAMENTE DEVERÁ DAR-LHES A DEVIDA RETRIBUIÇÃO (JUSTIÇA): Se fazem o mal devem ser combatidos com o mal ainda maior, dado que é justo um adicional por conta de “multa” ou juros devido o bandido iniciar a agressão e causar aainda “custos” para que receba a JUSTA RETRIBUIÇÃO!!!!

    …Bandido que viola direitos humanos, que não respeita nenhum direito alheio, não deve ter nenhum direito respeitado.

    Isso é justiça!!!! …Bandidos tem que entender a sociedade e adaptarem-se a ela, ou DEVEM SOFRER AS CONSEQUENCIAS DE SEUS ATOS. …Não o contrário..

  10. Julio Lovecraft

    30/11/2013 — 00:29

    Ola, primeiramente gostaria de dizer que acompanho o blog há tempos, tempos mesmo. Concordo com muitas ideias do autor, algumas que tinha não muito desenvolvidas, pude amplia-las com os argumentos aqui presentes. Uma das coisas que me agrada muito no blog, são as experiências pessoais do Arthur, que são acompanhadas de analises. E justamente sobre isso gostaria de falar, teria como eu enviar-te um email, ou por comentário msm, um caso digno de nota que ocorreu com pessoas muito próximas a mim?? (por comentário seria meio ruim, devido ao tamanho do texto)Seria porque adoraria ver esse caso analisado por alguém a quem julgo devidamente sensato, costumo falar com pessoas e elas normalmente nem acreditam na veracidade do caso. Se sim garanto que será uma historia que fará todos os leitores perceberem que a mediocridade humana não possui limites (sério). Agradeço desde ja, independente da resposta.
    Ps. caso positivo, irei preservar os nomes reais dos envolvidos.

    1. Obrigado pelos elogios, Julio. 🙂

      O endereço com que te identificaste é real? Se for eu te informo meu e-mail por lá.

  11. Nelson
    novembro 29th, 2013 às 19:06 · Reply
    Todos que agem de alguma forma possuem uma motivação.
    Se o sujeito possui alguma deficiencia e necessidades que não consegue atender através de si mesmo usando de suas habilidades convencer, criar, produzir e etc., ninguém tem culpa disso.ORA, A RECIPROCA É VERDADEIRA:
    PORQUE OS BANDIDOS NÃO ENTENDEM A SOCIEDADE E A E3LA SE ADAPTAM COMO CIDADÃOS HONESTOS E INOFENSIVOS A FIM DE QUE A SOCIEDADE (OS INDIVÍDUOS) NÃO AJAM CONTRA ELES (os bandidos)?????
    A sociedade TAMBÉM TEM RAZÕES OU MOTIVAÇÕES, CABE ENTÃO AOS BANDIDOS ENTENDEREM QUE NÃO DEVEM ATACAR OS INDIVÍDUOS DA SOCIEDADE OU ENTÃO ESTA LEGITIMAMENTE DEVERÁ DAR-LHES A DEVIDA RETRIBUIÇÃO (JUSTIÇA): Se fazem o mal devem ser combatidos com o mal ainda maior, dado que é justo um adicional por conta de “multa” ou juros devido o bandido iniciar a agressão e causar aainda “custos” para que receba a JUSTA RETRIBUIÇÃO!!!!
    …Bandido que viola direitos humanos, que não respeita nenhum direito alheio, não deve ter nenhum direito respeitado.
    Isso é justiça!!!! …Bandidos tem que entender a sociedade e adaptarem-se a ela, ou DEVEM SOFRER AS CONSEQUENCIAS DE SEUS ATOS. …Não o contrário..

    Juro que eu queria ter paciência para explicar esse tonel de “coisas equivocadas”,mas dá uma preguiça tratar gente adulta como criança.
    Se a questão é “olho por olho e dente por dente”então TUDO se justifica,pela mesma violência que eu repudio.
    Um horror,e pessoas altamente inteligentes aceitam essas armadilhas.
    Mas claro,quando o BANDIDO é um joão sem-nome.
    Ir para a rua pedindo justiça para os piores bandidos de colarinho branco,por que?
    A lei para ser lei,depende de QUEM comete o crime,rsrsrsrsrs.

  12. Dei o meu pitaco lá no Face.

    1. Nesta última semana o blog começou a interagir mais fortemente com o Facebook. Interessante isso.

  13. Julio Lovecraft

    02/12/2013 — 12:17

    Sim, é meu email real mesmo, att

  14. Já que estamos ultimamente em clima de “A Revolta de Atlas” aí vai uma estrofe:

    “É apenas como retaliação que a força pode ser usada – e somente contra a pessoa que foi a primeira a usá-la. Não, não compartilho da maldade dela nem me rebaixo ao seu conceito de moralidade: apenas lhe concedo sua escolha, a destruição, a única destruição que ela tinha o diretito de escolher: a dela mesma. Ela usa a força para se apossar de um valor; eu a uso apenas para destruir a destruição. O assaltante tenta enriquecer matando-me; eu não me torno mais rico quando mato o assaltante. Não busco valores por meio do mal, nem submeto meus valores ao mal.”

    1. Há diversos pontos em que Ayn Rand é realmente genial. Pena que ela estivesse tão no extremo do ideário da direita. Ela teria trazido maior benefício com uma postura mais moderada.

  15. Sim concordo, em alguns pontos ela é extremamente desumana e em outros genial.
    São 1200 páginas que valem a pena, a única coisa que acho massante é ouvir a ladainha que justifica o injustificável do pessoal da “patotinha do mal” no livro, é muito esquerdismo de starbucks alí.

    1. Já chegaste no discurso de John Galt? Deveria ser o ponto alto do livro, mas ela exagerou tanto na extensão do discurso que eu chamaria aquela parte de “ladainha que justifica o injustificável da outra patotinha do mal”! 🙂

  16. “Juro que eu queria ter paciência para explicar esse tonel de “coisas equivocadas”,mas dá uma preguiça tratar gente adulta como criança.”

    Argumentos falaciosos sem nenhum proprosito de qualquer refutação. Vulgo: Ad homimem

    “Se a questão é “olho por olho e dente por dente”então TUDO se justifica,pela mesma violência que eu repudio.
    Um horror,e pessoas altamente inteligentes aceitam essas armadilhas.
    Mas claro,quando o BANDIDO é um joão sem-nome.
    Ir para a rua pedindo justiça para os piores bandidos de colarinho branco,por que?
    A lei para ser lei,depende de QUEM comete o crime,rsrsrsrsrs.”

    Os colarinhos brancos também devem ser punidos. Típica falácia esquerdóide: Se um não é punido, o outro também não deve ser punido. Como se o ladrão pé de chinelo e sua pobreza service de salvo conduduto pra matar, roubar e estuprar.

    “TUDO se justifica,pela mesma violência que eu repudio.”

    Acho que você vive num mundo de Alice, lindo maravilhoso e cheio de luz. Ele iniciou a agressão, ele então assuma as sua próprias consequências

    “Um horror,e pessoas altamente inteligentes aceitam essas armadilhas.”

    Que armadilhas? Do “cistema”? foi a sociedade da criou o bandido? ou foi o resultado de suas próprias ações?

    Vc deveria sair do discurso e adotar um bandido.

  17. ad hominem(sic)

  18. “Um horror,e pessoas altamente inteligentes aceitam essas armadilhas.
    Mas claro,quando o BANDIDO é um joão sem-nome.
    Ir para a rua pedindo justiça para os piores bandidos de colarinho branco,por que?
    A lei para ser lei,depende de QUEM comete o crime,rsrsrsrsrs.”

    Você é uma idiota útil, defende vários clichês esquerdistas sem nem entender o que está falando.Você é tão ignorante que não sabe que a fonte real de todas essas besteiras que você vomita pela teclado, e que infestam o ambiente universitário, a escola de Frankfurt, Adorno, Hockeimer, etc, era toda feita de esquerdinhas que odiavam o capitalismo com todas as forças e adoravam criminosos(longe deles claro)e colocavam isso nas besteiras que inventavam e ensinavam.

    Justiça sempre foi uma forma de padronizar a vingança para que esta não seja desproporcional de acordo com o código moral de uma determinada sociedade. Isso torna ela assim, uma forma JUSTA, dentro daquela sociedade, de imputar penas a diversos crimes. Sem ela (ou qualquer coisa parecida), seria difícil avaliar e controlar a resposta de cada indivíduo perante qualquer tipo de situação em que este sofra danos.

    ““Se a questão é “olho por olho e dente por dente”então TUDO se justifica,pela mesma violência que eu repudio.”

    Problema seu que você repudia a violência. Eu refudio que um vagabundo massacre pessoas inocentes que escolheram viver pacificamente cumpridoras das leis em nome desse quw vc defende. Não é olho por olho, é justiça, o seujeito vai ser julgado num processo legal de acordo com a sua conduta.

    1. Sabe o que eu acho “engraçado”? Que estejam falando de racismo e violação de direitos humanos nesse caso. Se a praga que apanhou fosse branco, ninguém estaria falando nisso. Estariam falando apenas em crime de agressão… Se estivessem falando alguma coisa.

    2. Esse caso ficou famoso. Por isso muitos comentando http://www.youtube.com/watch?v=vk1RuisbgVY

    3. Maldita esquerda criminosa e criminófila que faz o Bolsonaro parecer uma opção melhor.

    4. Hahahahaha

    5. É, temos que rir para não chorar.

    6. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/adolescente-preso-a-poste-no-rio-surrou-colega-em-abrigo-de-menores

      […Os ‘playboys’ que prenderam um adolescente de 15 anos a um poste com uma tranca de bicicleta, na madrugada do último domingo, na Zona Sul do Rio, rebaixaram-se ao nível dos criminosos que supostamente tentam combater. Registros da Polícia Civil aos quais o site de VEJA teve acesso mostram que a vítima da gangue, apenas cinco dias antes, tinha comandado uma surra contra outro menor, um colega do abrigo Central Carioca, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. Ou seja, decidiu, por conta própria, uma punição a alguém que estava em desvantagem – exatamente como fizeram os homens que o perseguiram.

      A surra foi registrada no último dia 28 de janeiro. O adolescente chegou ao abrigo levado por uma equipe do Conselho Tutelar. Ele havia sido detido por ter assaltado em 3 de janeiro. A vítima, um músico de 37 anos, caminhava pelo Aterro do Flamengo por volta das 3 horas da manhã. Acompanhado de outro menor, o adolescente teria fingido estar armado e exigiu celular e mochila da vítima. Os assaltantes fugiram em direção à ciclovia, enquanto o músico buscou ajuda. De dentro de um táxi, ele avistou os dois menores e pediu ajuda a uma viatura da Polícia Militar. Os policiais conseguiram deter os assaltantes em flagrante.

      Uma vez no abrigo, o adolescente se juntou a outros três menores para castigar um jovem, a quem chamava de “informante” da polícia. Ele dizia que o garoto era apontado por milicianos da Zona Oeste como “X9”. O registro da Polícia Civil detalha os nomes de todos os envolvidos nas agressões. O adolescente surrado pelo grupo disse à polícia ser vizinho do agressor. Disse também que ouviu de seus algozes a reclamação de “falar demais e o que não deve”. Não há, no registro, detalhamento sobre os delitos que levaram os outros menores para o abrigo municipal. Sabe-se, no entanto, que um deles também foi perseguido no Flamengo, na noite em que ocorreu o episódio da tranca de bicicleta…]

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