Este artigo é um divisor de águas. Até aqui eu tolerei certas coisas que não devia em nome da “harmonia”, a partir daqui pretendo não tolerar mais. Daquilo que me faz mal, afastar-me-ei. 

Mafalda Basta

Antes de relatar o que aconteceu e o que eu concluí, preciso fazer um registro: passei os últimos cinco dias escrevendo um artigo que desde anteontem eu já sabia que não publicarei. Não é que o artigo não tenha ficado bom, o problema é que ele foi escrito com o fígado. 

O artigo original era uma reação indignada a uma atitude ultrajante, então o texto ficou muito agressivo. Porém, de tanto alertar meus leitores quanto às táticas de embrutecimento da esquerda e a reação iluminista adequada, eu acabei aprendendo minha própria lição. Não vou me embrutecer em função da intolerância alheia, nem alimentar a raiva de ninguém, mas também não vou deixar passar batido. 

Dito isso, vamos aos fatos. 

Há alguns dias alguém compartilhou comigo no Facebook uma avaliação dos sistemas de saúde de 48 países feitas pela agência Bloomberg na qual o SUS ficou em último lugar entre os 48 sistemas de saúde comparados. (Os critérios para um país entrar no estudo eram três: população com mais de cinco milhões de habitantes, PIB per capita de pelo menos US$ 5,000.00 e expectativa de vida de pelo menos 70 anos.) 

Não é por acaso, portanto, que os brasileiros têm a pior expectativa de vida entre os 48 países do estudo com exceção da Algéria: os dados mostram que o SUS é realmente mal administrado, ineficiente e ineficaz, como qualquer brasileiro que não use antolhos sabe muito bem. 

Eu compartilhei a informação na minha timeline e chamei alguns amigos para o debate. Dois deles, apaixonados defensores da quadrilha criminosa que hoje domina e empesteia as instituições do nosso país, me disseram para não chamá-los mais para “esse tipo de debate”. 

O primeiro disse: 

Tudo culpa do PT, tudo culpa desses comunistas, tudo culpa dos vermelhos, tá tudo na merda, tá muito ruim e mimimi mimimi mimimi, o PT é uma farsa. Tá, tá ótimo….. agora, porque me chama pra isso se eu não concordo com uma palavra do que dizes??? Que chato isso. Mudem o sistema, mudem a cultura colonial de 500 anos, mudem a população, o bom mesmo é a Chuíssa…. Dogbert não referencia mais meu nome nesse tipo de debate, já sabes como penso, não há necessidade disso. Abração e bom ano novo. 

E o segundo disse: 

(…) Tu tens ou não um plano de saúde privada? Tu precisar (sic) ou não trabalhar para se sustentar? Tu moras numa favela, numa vila ou num bairro? Tua renda familiar está entre os 20 % mais ricos ou mais pobres da população? Tu és empregado ou empregador? Seja sincero contigo mesmo. Agora veja se este teu perfil faz parte da maior parcela da população. Daí conclua quem tu defende em tuas idéias e quem tu estás criticando. Seja sincero! Digo mais, tô saindo fora desses teus debates. Besteira no Face já tem bastante. Não me cita mais, ok? Quando pensares grande, com uma visão do todo daí sim poderemos conversar. Em 2014 não quero mais saber de pessimismos, reclamações e críticas infundadas. Se quisesse, assistiria a Rede Globo. 

Mas “peraí”… Esses caras e outros “amigos” esquerdistas sempre compartilharam o que bem entenderam na timeline deles, sem se preocupar com minhas convicções ideológicas, e alguns até mesmo na minha timeline. E eu nunca pedi que não postassem seu lixo ideológico na minha timeline, nunca deletei nada e nunca me furtei a ler, responder e debater qualquer coisa que eles compartilhassem na minha timeline

Então, quando eu critico a quadrilha criminosa que eles amam e sustentam, mostrando dados objetivos que demonstram que o governo da quadrilha é um lixo, ao invés de ler, responder e debater eles preferem pular fora e me pedir para não chamá-los novamente para “esse tipo de debate”?! Quer dizer que o debate só é válido quando é conveniente para eles?! 

Basta! 

Tolerar a tolerância aumenta a tolerância. 

Não tolerar a tolerância aumenta a intolerância. 

Tolerar a intolerância aumenta a intolerância. 

Não tolerar a intolerância aumenta a tolerância. 

Registro meus mais sinceros e profundos agradecimentos aos meus “amigos” esquerdistas que com sua intolerância, repúdio ao debate e visão de antolhos produziram a gota que faltava para fazer transbordar minha paciência para com todos os defensores e apoiadores de sua ideologia porca, pervertida e perniciosa. 

Eu sou um iluminista. E um iluminista pode ser amigo de um esquerdista tanto quanto um judeu pode ser amigo de um nazista. 

No nível individual, duas pessoas com tais diferenças ideológicas até podem nutrir respeito e afeição um pelo outro, mas todos nós sabemos o que vai acontecer quando os outros amigos do nazista atingirem um nível de controle das instituições no qual o judeu não tenha mais a quem recorrer. E é extremamente significativo que o “amigo” nazista não leve em consideração as conseqüências de sua ideologia para a vida do “amigo” judeu

Qualquer um que defende uma ideologia de cupinzeiro, que me reduz à condição de inseto social, sem liberdade individual e com a obrigação de submeter minha vida aos padrões estabelecidos pelos “únicos legítimos representantes dos anseios populares” não é meu amigo

Qualquer um que defende uma ideologia que penaliza o meu gênero, a minha cor de pele, a minha orientação sexual, a minha capacidade intelectual, os meus desejos inofensivos, os meus sonhos legítimos ou o meu sucesso na vida não é meu amigo

Qualquer um que defende uma ideologia que não se importa com meu bem estar e acha que a minha única função no mundo é pagar a conta do que ele ou quem quer que seja quer ter ou fazer não é meu amigo

É lamentável que a ideologia porca, pervertida e perniciosa da esquerda chegue ao ponto de interferir nos relacionamentos pessoais, mas eu não tenho mais estômago para engolir calado tamanha hipocrisia. A verdade precisa ser dita. E foi, e será, com toda a segurança e toda a tranqüilidade. 

Águias não admitem ovos de cuco em seus ninhos. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 31/12/2013 

31 thoughts on “Basta! – Ou: a gota que faltava

  1. Ao dar tanto peso à expectativa de vida esse ranking não avalia muito mais o nível educacional e a infra-estrutura (segurança, transporte, etc) do país que o seu sistema de saúde?
    Para atribuir corretamente as responsabilidades não seria preciso avaliar a evolução do Brasil ao longo dos anos? O PT pegou um sistema razoável e piorou? Pegou um sistema muito ruim e deixou menos pior? Ou não alterou o cenário?

    1. O PT é uma quadrilha criminosa. Criminosos só tem interesse no poder e no dinheiro. Se tivessem melhorado alguma coisa, teria sido por acidente. Mas não melhoraram nada. Só enterraram o país ainda mais fundo na corrupção do que jamais esteve. E estão enganando a maioria das pessoas simplórias deste país com propaganda enganosa e compra de consciências através do Programa Bolsa-Família.

      Eu achava espantoso que gente com nível superior fosse capaz de votar no PT, mas, depois que me lembrei que Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino foram mentes brilhantes que acreditavam que um judeu morto há dois mil anos continua vivo e flutuando em algum lugar do vácuo sideral para voltar a cavalo, causar terremotos e erupções vulcânicas e jogar pessoas vivas num lago de fogo eterno em nome do Amor de Deus, não duvido mais de nenhum nível de estupidez humana. Inclusive acreditar na esquerda.

  2. “Até aqui eu tolerei certas coisas que não devia em nome da “harmonia”, a partir daqui pretendo não tolerar mais. Daquilo que me faz mal, afastar-me-ei.”

    Também preciso aprender a fazer isso…

    1. É doloroso.

      Mas vacinação também é.

  3. “Mudem o sistema, mudem a cultura colonial de 500 anos, mudem a população, o bom mesmo é a Chuíssa…. ”

    Sempre tem uma desculpa. Singapura pais que nasceu a pouco tempo, miseravel, sem muitos recursos naturais, hoje humilhando o brasil, a unica desculpa que souberam dar para o fracasso brasileiro, é que la o territorio é infimo perto do brasil, então era facil deixar todo mundo rico, se é assim vamos dividir o pais e deixar todos ricos, fato que um territoio extenso, rico em recursos, deveria facilitar as trocas, e o intercambio de negocios e riquezas, nao dificultar e decima potencia como faz o estado.

    Se for por causa do sistema colonial, australia tambem nasceu no sistema colonial, hoje tambem muito a frente do brasil.

    1. O que fazer para ficarmos pelo menos no nível da Austrália?

    2. O Brasil e a Austrália foram colonizados com a escória do sistema penal de seus respectivos colonizadores. Ambos são países de clima quente, ou seja, não têm a sorte de terem o fator climático selecionando a população por solidariedade e previdência. O Brasil tem imensos recursos naturais e a Austrália é na maior parte desértica. O Brasil tem 510 anos e a Austrália tem 230. O Brasil se tornou independente do colonizador há 190 anos e a Austrália há 80 anos.

      Ou seja, por qualquer ângulo deveríamos estar melhor que eles.

      As diferenças são em honestidade e competência, mesmo.

    3. O que fazer? Reformar as pessoas.

      “Sociedade” é apenas um modo abstrato de se referir a “um monte de indivíduos que interagem”.

      Nenhum sistema funciona melhor do que os elementos que o compõem.

    4. Estou respondendo isto às 03:47 da madrugada.

      Tem uma guerra de som no posto de gasolina ao lado.

      Um funk de um lado, outro funk de outro e um sertanojo noutro canto.

      Lixo contra lixo a todo volume.

      E o vizinho está aproveitando para furar uma parede.

      Quando baixa o som do funk, entra a furadeira.

      Isso é um país de gente com alguma chance de sucesso?

    5. O que fazer? So pra começar, pararmos de dar desculpas do proprio fracasso em supostos opressores historicos, em sistemas que ha seculos não existem mais, ou grupos que ja se extinguiram ate antes da formação da republica.

    6. O Brasil está afundando na cultura do coitadismo. Isso é um fato. A meritocracia tem sido desdenhada, sempre com comparações estúpidas como “sair cinqüenta metros na frente em uma corrida de cem metros”.

      Com esse tipo de mentalidade, só vão querer começar a se esforçar para chegar a algum lugar depois que a civilização tiver sido reduzida a cinzas – só que nem assim todo mundo estará em igualdade de condições, porque alguns tem pernas mais compridas, outros mais fôlego, outros treinam mais…

      Parece que a esquerda só vai se contentar no dia em que todos estiverem com as pernas amputadas na linha de partida. Aí sim todos estarão nas mesmas condições para competir. Só que aí ninguém vai poder correr.

  4. Vixê, que zona!!! O duro é que ( perdoe-me o linguajar, não tenho outro ) virou merda, e está respingando para tudo que é lado. O zé povinho está pouco se lixando para essa conversa, primeiro porque tem um pseudo saber e segundo na prática não tem efetividade nenhuma, outra parece conversa da porta do hospício. Depois ficam criticando os fundamentalistas religiosos( isso vale para a esquerda e para a direita. Detalhe: Os ditos esquerdistas estão no poder enquanto isso a direita ao que tudo indica continuará perdendo).

    No mais a única certeza é que o ambiente de deterioração está cada vez mais evidente e o povo cada vez mais receoso e cada mais desconfiado de que a vaca está indo para o brejo com chifre e tudo. A única coisa que restará para esses babacas ideológicos é a barbárie.

    1. O povo mais receoso é o que tem neurônios e valores. O resto está preocupado com a Copa do Mundo e com o Bolsa-Família.

  5. Feliz ano novo para todos :), ano que vem a cobra vai fumar.:(

    1. E, quando tiver câncer, ela vai morrer na fila do SUS. 😛

      Valeu, bom 2014!

  6. Arthur,

    Eu já tive várias experiências como essa, é extremamente complicado discutir com alguém que usa a lógica clara como a matemática, muita gente para debater pontos de vista difusos e sem fundamento patinam nessa hora já que para seu argumento fazer efeito você tem que de alguma forma distorcer o que o outro disse, hiperbolizar a forma ou o conceito, enfim, desajustar o conteúdo, quando o argumentador é inteligente e não só repete ideias ele consegue detectar qualquer tipo de desonestidade intelectual no debate, é fácil colocar gente assim contra a parede, qualquer expectador consegue definir usando o mínimo de bom senso quem está com a razão.
    .
    No final das contas quase sempre fica o dizer “mas, mesmo assim ainda acho que isso, isso e aquilo”, aqueles argumentos que todos nós conhecemos do “aquele não era o verdadeiro socialismo” e tantas bobagens insustentáveis mas que a ideologia de alguns teima em querer sustentar.

    1. Exato.

      De um tempo para cá, quem me diz coisas como “o que você disse está certo, mas eu discordo” simplesmente deixa de ser meu interlocutor. (Pasme, eu já ouvi essa exata frase várias vezes.)

      Quanto a “aquele não era o verdadeiro socialismo”, eu já nem dou mais tempo para o sujeito chegar a esse ponto. Defendeu socialismo na minha frente, não é mais meu interlocutor.

      É como aquele pessoal que bate na porta da gente às sete e meia da madrugada de domingo e pergunta se a gente tem um tempo para ouvir a Palavra de Deus. Eu ainda vou instalar o mais forte esguicho de jardim que eu encontrar apontado para o portão para lidar com essa gente sem noção.

      E tentar dialogar com qualquer um desses tipos é sempre a mesma coisa: não importa qual seja teu argumento, eles não ouvem, não pensam, não arredam pé da posição deles por mais que nós a desmontemos logicamente. Ou seja, não é um diálogo, é uma via de mão única. Então eu já nem dou espaço, nem gasto meu tempo.

  7. Acabei fazendo um comentário grande demais para passar no filtro, rs

    1. Recuperado acima. 😉

  8. Sabe Arthur, eu tenho muitos amigos de esquerda, alguns mais babacas outros só iludidos.
    Em alguns pontos concordo com a Ayn Rand no que tange à mentalidade da esquerda,é uma pretensa benevolência cega, no pior dos casos inveja do sucesso alheio, no melhor deles apenas uma visão totalmente distorcida da realidade, e um idealismo doente pois é impermeável à análise prática, o “botar pra quebrar”.
    E em outros por mais incrível que pareça (e o é) concordo com o Constantino principalmente com o termo Esquerda Caviar, é a bondade pela estética da bondade, são pessoas superficiais que não procuram virtudes verdadeiras, esse tipo, é bom nem puxar papo.

    1. Eu ainda tenho uns “amigos” de esquerda. “Gente com quem eu convivo” seria mais adequado, porque amigos não preparam armadilhas que vão nos ferrar mais adiante. Mas eu tenho a cada dia menos paciência com eles.

      Porém, Gelson, a direita (especialmente a direita estilo Rodrigo Constantino) também não oferece boas soluções para a sociedade. Foi o que a direita fez após a queda do muro de Berlin que nos jogou no colo da esquerda. As pessoas viram o incêndio e correram para o abismo.

      O que eu posso te dizer é que politicamente estamos bem encrencados. A esquerda deve continuar crescendo ainda por um bom tempo, e, mesmo que ainda em 2014 consigamos nos livrar de mais um mandato petista no governo federal, temos um STF petista e um Estado completamente aparelhado. Nesse caso nossos “amigos” esquerdistas farão de tudo para sabotar o país ao máximo para que o povo fique descontente e os reconduza ao poder. Dá pra dizer que esse pessoal é “amigo” de alguém?

      A ideologia de esquerda corrompe tanto as pessoas que está se tornando cada vez mais difícil evitar que as opiniões políticas interfiram nos relacionamentos. Um inferno isso.

  9. Mefistófeles Sucks

    04/01/2014 — 00:33

    Puxa! Em outro post tive a errada impressão que Arthur tendia para a esquerda. Estava errado! Gostei de seus comentários neste post.
    Sou contra a esquerda, mas também não sou totalmente favorável às ideias de extrema direita conservadora. Compartilho o sentimento de que estamos politicamente encrencados, não há oposição, o que temos atualmente são as duas esquerdas: a mais a esquerda e a que fica à esquerda do centro.

    1. Mefistéfeles, meu caro… Eu sou adversário da direita e inimigo da esquerda. Minha posição política deve ser descrita como “radical de centro”, por mais que isso pareça estranho devido ao fato de tradicionalmente as pessoas considerarem o centro como “em cima do muro”. A verdade sobre o centro é mais interessante.

      O centro não se caracteriza pelo equilíbrio entre as idéias da direita e da esquerda, nem pela moderação na aplicação dos melhores princípios da direita e da esquerda, mas pela rejeição explícita dos princípios da direita e da esquerda, que são baseados em concepções equivocadas de ser humano (a da esquerda sendo coletivista e a da direita sendo egoísta). Vou escrever mais sobre isso em breve.

      Lê um pouco mais do blog, acho que vais gostar de uma boa parte do que vais encontrar (ninguém pode agradar todo mundo o tempo todo).

  10. Aguardo com ansiedade, inclusive quero debater melhor essa questão da natureza egoísta e individualista do ser humano.
    Espero apreender melhor essa sua ideologia política de centro.

    1. Eu só não tenho certeza se vou discutir isso aqui no Pensar Não Dói ou em um outro blog específico sobre política e economia.

      Decidi abrir um outro blog para comentar as notícias sobre política e economia, mas estou em dúvida quanto a onde publicar o debate ideológico sobre esses assuntos. Aliás, vou perguntar isso aos leitores. 🙂

  11. Mefistófeles Sucks

    04/01/2014 — 15:35

    O posicionamento mais ao centro é também o que mais me agrada, tudo que é extremo não faz bem, fanatismo leva à intolerância e cegueira ideológica. Vou passar a acompanhar o blog.

  12. Sei o quando dói encontrar pessoas que só olham um lado da situação.
    Muitas vezes não percebemos que fazemos,quase sem querer,justamente o que criticamos nos outros,rs.
    É uma dura lição,mas é assim que nos tornamos mais humanos.
    Sou vista como imbecil por muitas das coisas que defendo.
    Sempre disse que sou humana e como humana erro sem parar,mas sei o quanto luto para NÃO errar.
    Duas coisas os homens odeiam em silêncio,a liberdade e a verdade.
    Dizem defender a liberdade,mas na primeira oportunidade a tratam como uma meretriz.
    Dizem amar a verdade,mas não suportam ouvi-la.
    Somos todos assim,contraditórios.
    Um dia aprenderemos,ou não…
    Não leve tudo muito a sério,não vale a pena.
    Nunca valeu.

    1. O problema é que é meio difícil não levar a sério um funk pornográfico no volume de uma turbina de Boeing 747 no meio da madrugada.

  13. Solidarizo-me com você Arthur, pois estou vivendo situação semelhante no meu ambiente de trabalho. Apos manifestar a minha opinião sobre os recentes casos de justiça com as próprias mãos, algumas pessoas começaram a me olhar diferente, e sinto que não querem a mais a minha presença no encontros fora do trabalho. Só para constar, eu não sou a favor da lei de Talião, mas disse que acho COMPREENSÍVEL esse ódio generalizado em relação a bandidagem, fundamentando meus argumentos em todos os aspectos que levam a impunidade do infrator e o desemparo do Estado em relação a vítima. Mas parece difícil, ao menos, fazer essas pessoas refletirem por outro angulo de visão. Ao invés disso, distorcem meus argumentos para uma visão maliciosa e desonesta. O argumento padrão deles é: “Nao é porque te fizeram isso que você tem o direito de fazer aquilo”…Oras, então devo entender que não importam o que façam comigo, eu tenho que aguentar calado e sequer posso me revoltar? Essa ideologia é insana demais.

    1. Leandro, tem gente que sempre vai minimizar o quanto puder a culpa de um tipo de pessoa e maximizar o quanto puder a culpa de outro tipo de pessoa em caso de atitudes idênticas.

      Se um criminoso te agredir, vão justificar o ato dele dizendo que ele é um oprimido, que ele é um explorado, que é uma barbárie desrespeitar os Direitos Humanos dele, etc.

      Se tu agredires o criminoso em legítima defesa, vão dizer que tu és um criminoso, que violência só gera mais violência, que é uma barbárie fazer justiça com as próprias mãos, etc.

      Para estas pessoas existem “vítimas certas” e “vítimas erradas”. E, se eles se consolidarem no poder, isso vai piorar. Vai virar política de Estado. (Já está virando.)

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