No artigo anterior eu escrevi esta frase para comparar as ações do Estado de Israel e as ações da organização terrorista Hamas: “Não se trata de proporcionalidade, mas de legitimidade.” Houve quem me criticasse por “defender” Israel. Estão equivocados: eu defendi a legitimidade. 

É legítimo que Israel, dispondo de alternativas tecnológicas e de recursos humanos e materiais abundantes, atire mísseis em escolas e hospitais, ou que destrua a única usina elétrica da região, numa verdadeira ação de terrorismo de Estado, colocando a vida e o bem estar de toda a população palestina em risco? Não, não é legítimo. 

Para quem não lembra ou não sabe, eu já escrevi sobre o que eu acho que Israel deve fazer para pacificar a região definitivamente. Clique no link abaixo e leia: 

Como Israel pode resolver o conflito com a Palestina

Utopia? Óbvio.

Qualquer solução razoável é utópica no Planeta dos Macacos. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 04/08/2014 

4 thoughts on “Legitimidade

  1. Aí eu não entendi.

    Se o Hamas põe as armas nas escolas e hospitais, se força os civis a se colocarem como escudos humanos – justamente pq querem muitos cadáveres para mostrar ao mundo como Israel é malvado, como então Israel deveria proceder?
    O que você deu de sugestão não me parece muito sábio…

    Fazer o tal pente-fino, invadir, fazer melhorias e sair não funciona. Basta lembrar que os próprios palestinos do Hamas passaram fogo nos palestinos do Fatah assim que Israel saiu da Faixa de Gaza, em 2005, e aí começaram os ataques de foguetes. Sem falar que, fazer melhorias, que depois poderão ser utilizadas justamente pelos inimigos que irão atacá-lo, é um convite a ter mais agressores… Além disso, um pente fino implica em invasão, o que vai significar críticas internacionais (e se ficar só em críticas, já está bom, mas é bem possível que não fique), atentados terroristas contras as tropas – israelenses mortos, o que vai detonar a opinião pública israelense (também vai ter mais palestinos mortos, mas o Hamas não liga pros palestinos).

    1. Hmmm… Eu não entendi o que tu não entendeste.

      O Hamas é um grupo terrorista fanático religioso. Nada vai funcionar contra o Hamas a não ser um pente-fino rigoroso, metro a metro, por toda a Palestina. Enquanto aqueles assassinos malucos continuarem tendo armas, eles vão continuar matando israelenses e palestinos.

      Fazer melhorias na Palestina é indispensável. Aquele povo precisa ter Israel como um Estado amigo, ou ficarão entre dois inimigos – um Estado inimigo e uma organização terrorista que mata todo mundo que não a apoia incondicionalmente.

      Estas melhorias – escolas, hospitais, energia elétrica, abastecimento de água e víveres, obras de saneamento, segurança pública, etc. – devem ser geridas por um Estado Palestino, construído com a ajuda de Israel e da ONU. Aliás, a ONU tem essa obrigação mortal, porque é responsável pela criação do Estado de Israel, o que cristalizou o conflito na região.

      Uma vez que saiam da Palestina, devem deixar atrás de si uma polícia altamente qualificada e equipada para lidar com os criminosos do Hamas.

      Mais uma vez: o Hamas é uma organização criminosa. Não é um interlocutor legítimo. Tem que ser exterminado, não ser considerado parte legítima de qualquer negociação.

      E eu acho que aquela população tem que receber INTEIRA um treinamento militar intenso, meninos e meninas, dos 13 aos 18 anos, e ser inteira armada até os dentes aos 18 anos. Devem ser criados condomínios residenciais de alta segurança e deve haver toque de recolher fora dos condomínios das 22h às 06h por uns cinco anos.

      É uma guerra. Guerras precisam ser vencidas ou perdidas, não podem se tornar modo de vida.

  2. E veja, no seu texto, você escreve:
    “Os atores envolvidos não estão interessados em proteger as pessoas (…)”

    Me parece que você está fazendo exatamente o que criticou no texto anterior: igualando o Hamas a Israel. Israel certamente está interessado em proteger seus cidadãos e sua integridade, não em matar palestinos e destruir a Palestina. Agora, e o Hamas? Este, por sua vez, não está interessado em proteger seus cidadãos. Está interessado em destruir Israel.

    1. Não, o que eu fiquei furioso é que Israel se igualou ao Hamas ao bombardear a única usina elétrica da região e deixar todos os palestinos indistintamente sem energia elétrica. Isso é terrorismo de Estado.

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