Perdi quatro compartilhamentos automáticos dos artigos do Pensar Não Dói porque meus amigos que faziam o compartilhamento foram intimidados por seus amigos intolerantes e preferiram deixar de me ajudar a divulgar o blog a ter que dar explicações ou serem pressionados ou incomodados. 

cicero_intolerancia

Um foi porque uma amiga de minha amiga disse que o que eu escrevo “não tem nada a ver com ela”, outros dois porque os amigos esquerdistas de duas amigas foram lhes buzinar os ouvidos por causa de minhas críticas à esquerda, outro porque uma amiga de um amigo veio questionar minhas críticas à homeopatia. E já estou prevendo perder mais um compartilhamento em função de críticas ao cristianismo que pretendo publicar em breve. 

Então fica combinado assim: se eu postar fotinho e filmezinho de gatinho e de cachorrinho, perfeito, ninguém reclama e o blog cresce; se eu postar opiniões firmes sobre assuntos polêmicos, especialmente se eu criticar alguém ou alguma coisa em que alguém acredite ou goste, os intolerantes reclamam, os amigos preferem não se incomodar, fazem a vontade dos intolerantes e o blog estagna, ou pelo menos fica dependendo apenas de minhas forças para a divulgação. 

Não basta aos intolerantes simplesmente não ler o que não gostam. Nada disso, eles precisam impor sua vontade e sua visão de mundo de alguma maneira. E, se algum amigo meu compartilha coisas do meu blog e eles não gostam, ‘bora atazanar quem compartilha meus artigos para fazê-los desistir de divulgar meu blog. Assim agem os intolerantes.

O que me deixa abismado é que funciona.

Quando pressionados, meus amigos poderiam dizer: “peraí, cara, o Arthur é meu amigo, eu posso não concordar com tudo que ele diz, de fato eu discordo de várias coisas, porque não existem duas pessoas que pensem igual em tudo, mas não me custa nada disponibilizar os artigos dele para quem quiser ler e debater, assim como não te custa nada não ler os artigos dele se não gostares”.

Ao invés disso, meus amigos acabam cedendo à pressão dos intolerantes e fazendo a vontade deles.

Por quê?

Bem, eu continuei amigo dos quatro que deixaram de compartilhar meus artigos e não comecei a torrar o saco deles cobrando uma atitude, afinal eu não sou intolerante.

Mas os intolerantes ou se afastam de quem não cede a seus caprichos, ou atazanam estas pessoas incansavelmente criticando e cobrando e pressionando.

Então, o melhor balanço é deixar de compartilhar os artigos e continuar sem se incomodar com nenhum dos dois. Cômodo e prático, né? 

Obviamente, a mesma lógica permanece válida para situações análogas,  o que invariavelmente beneficia os intolerantes e reforça sua maneira de agir.  

Em conseqüência, devido à mais simples e óbvia seleção natural, a menor incomodação no curto prazo promove diretamente uma incomodação muito maior no longo prazo, tornando todo o ambiente cada vez mais intolerante. E mais, e mais

Parabéns, intolerantes! Vocês vão dominar o mundo! O que vocês sempre esquecem é que sempre aparece um cara mais intolerante que vocês e mais disposto a ações mais extremas que vocês. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 19/08/2014 

17 thoughts on “A vitória dos intolerantes

  1. Fabiano Golgo

    20/08/2014 — 10:55

    Eu, às vezes, retiro o texto q aparece compartilhado na minha linha do tempo apenas por achar q o artigo em si é intolerante 🙂 Acontece q, quando aparece o compartilhamento de algum artigo, os meus amigos deduzem q, se eu compartilhei, então é porque concordo com o q está escrito. Ainda mais porque o autor tem o meu sobrenome. E, como a vasta maioria dos meus amigos são de classe média “coxinha” e, portanto, de anti-esquerdistas festivos, geralmente até gostam do que leram aqui. Mas devem ficar confusos com minhas posições, que são de centro-esquerda. Eu noto intolerância de ambos os lados do espectro ideológico brasileiro (que, aliás, não vejo como sendo realmente ideológico, mas sim uma guerra de níveis sociais, entre a classe média e o povão…) O Brasil ainda vive, culturalmente, num sistema de castas. E tudo aqui vira Gre-Nal.

    1. Sob o título de cada artigo está escrito “Postado por Arthur Golgo Lucas em dd/mm/aaaa” e ao final de cada artigo consta novamente meu nome e está escrito “Eu sou o único responsável pelas opiniões expressas nos artigos deste blog. Os amigos que me divulgam automaticamente no Facebook não são previamente informados sobre o que eu escrevo.”… Suponho que mostrar isso para quem conseguiu não ver seja suficiente para esclarecer as questões de autoria e concordância ou discordância em relação ao conteúdo.

      Mas estou aqui dando risada por saber que os *meus* artigos são eventualmente vistos como intolerantes até mesmo por um auto-classificado “esquerdista light”. Eu sabia que ninguém se identificaria com o parágrafo final, mas acusar o autor deste texto de intolerância é algo que só poderia mesmo passar pela cabeça de quem se identifica com a esquerda ou acha que existe alguma coisa razoável na esquerda…

      Recomendo a leitura do comentário do Julio, logo abaixo.

  2. Intolerância não é combater doutrinariamente ou fazer criticas, intolerância é perseguir de forma física, tirar o direito de ir e vir das pessoas, fazer com que o direito de existir físico, moral e psicologicamente deixe de ocorrer. Eu acho por exemplo que o espiritismo é uma fraude, isso não é intolerância, intolerância seria eu invadir um templo espirita para tentar impedir a liberdade de culto deles, como algumas seitas evangélicas fazer com o candomblé.

  3. Mateus Folador (Fola)

    20/08/2014 — 18:55

    Arthur, eu tive que deixar de compartilhar seus artigos porque uma pessoa próxima de mim ficou brava comigo por causa do artigo chamado “Sim, a Esquerda é o terror”. O que mostra o como essas pessoas são mesmo intolerantes.

    1. E por que cedeste ao intolerante, Mateus?

  4. Mateus Folador (Fola)

    20/08/2014 — 20:39

    Por que ela é minha mãe, e aí eu ia ficar com o filme queimado com ela.

    1. É… Em certos casos há fatores intervenientes bem desconfortáveis… Família intolerante é dos mais graves e difíceis de lidar, com certeza.

  5. Fabiano Golgo

    20/08/2014 — 20:56

    O Arthur deu a prova de que o intolerante é ele, pois foi só ser atacado, q saiu bloqueando… Mas deixo aqui minha última palavra: és um otário, incapaz de atingir sucesso, recalcado por isso, mamando no Estado ou nos pais. Me chamou de palhaço porque é um coitado, não sabe debater com fatos, só com seu recalque por ser um merda. Tenho dito. E espero q não me cruze o caminho, seu gordo idiota.

    1. Fabiano, vai choramingar na cama, que é mais quentinho.

      Aguentei dezenas de ofensas tuas, de todo o tipo, sempre rebatendo qualquer opinião minha com acusações de que sou ignorante, fanático ideológico, fascista e outras agressões verbais, até que enchi o saco.

      Tua necessidade patológica de rebaixar o interlocutor ao invés de contra-argumentar ficou patente até mesmo neste chiliquinho que vieste dar no meu blog, e que vai ficar registrado para todos conferirem.

      E, além de tudo, és um mentiroso, porque eu não te bloqueei, tu que me bloqueaste. Mas não vou descer ao teu nível rebatendo ofensas com ofensas. Já fico bem satisfeito de não ter que aturar teu descontrole emocional, tua agressividade gratuita e teus abusos vocabulares.

      Passar bem.

      Bem longe… 🙂

  6. Confesso que já ocultei algumas coisas suas de minha linha do tempo, mas porque as achei IRRELEVANTES. As polêmicas ficam lá para a apreciação (ou depreciação) pública. Quando não concordo com alguns de seus pontos de vista (como a questão da liberdade total para que alguém torre o próprio cérebro) aproveito a oportunidade para contra-argumentar (que acho mais interessante do que criticar).

    Quanto à intolerância e ao preconceito, às vezes me pego fazendo um exame de consciência, para ver se tenho alguma ou algum e vislumbro a seguinte situação: Estou num bom papo com um conhecido recente e agradável quando pergunto ao cumprimentá-lo, dando adeus: “…mas qual é a sua profissão? O quê você faz?” E ele responde, por exemplo: “Faço política! Sou deputado pelo…!”. Nesse ponto eu retiro rapidamente a minha mão e procuro lavá-la, muito bem!

    Será que isso é preconceito?

    1. Não, não é preconceito, é imprevidência. Onde já se viu não ter um frasquinho de álcool-gel para fazer a assepsia das mãos na mesma hora? Hoje em dia não dá mais para dar essa bobeira! 😛

      Quanto a ocultar algumas coisas do Pensar Não Dói na tua linha do tempo, vou escrever um artigo pedindo para mais gente compartilhar o blog e vou incluir esta orientação. Sério.

      É absolutamente impossível encontrar duas pessoas que concordem em tudo. Quem concorda em mais de 60% com alguém já está no lucro. Quem concorda em mais de 80% com alguém já encontrou um oásis.

      Quem compartilha só quando lê e concorda ajuda, é claro, mas o compartilhamento automático ajuda muito mais. Deletar alguns dos compartilhamentos por discordar ou por não estar a fim daquela discussão específica em sua linha do tempo é parte do jogo. Deve ter gente que não compartilha por ter medo de algum constrangimento caso delete alguma coisa. Se eu mesmo sugerir isso, devo tranquilizar alguns possíveis divulgadores. 😉

  7. kkkkk… Que tal começar a pensar que as pessoas simplesmente cansaram de ler as suas baboseiras, eim???? rsrsrs….

    1. É, vai ver é por isso que o número de curtidas na página do Pensar Não Dói no Facebook não pára de aumentar…

  8. Pow !!! Vc me roubou o “H” do meu “heim”!!! kkkkk

    Blog ladrão este, viu??? rsrsrsrs….

  9. Mateus Folador (Fola)

    15/09/2014 — 20:06

    Estou passando para avisar que resolvi voltar a compartilhar seus artigos no Facebook. Abraço!

    1. Ei, que legal! 🙂 Valeu, Mateus! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *