O serviço de táxi surgiu para atender uma necessidade específica: a de pessoas que precisavam se deslocar rapidamente de um local para outro e não dispunham de automóvel ou não podiam ou não queriam utilizar nem o seu automóvel nem o transporte coletivo naquele deslocamento específico. Hoje em dia, porém, da forma como acabou regulamentado praticamente no mundo inteiro, o serviço de táxi não somente não atende esta necessidade como freqüentemente impede ou dificulta que ela seja atendida. Portanto, está na hora de sua extinção e da criação de um sistema mais inteligente, prático e eficaz. 

Pelo fim dos táxis

Antes de mais nada, é necessário deixar bem clara uma coisa: o serviço de táxi não existe, ou pelo menos não deveria existir, para dar emprego aos taxistas. Isso equivaleria a manter o serviço de acendedor e apagador de lampiões em plena era da iluminação elétrica somente para não desempregar as pessoas que se dedicavam àquela atividade. Ou, vergonha das vergonhas, à simples existência do cargo de ascensorista de elevador, uma profissão que não deveria nem sequer ter sido criada e que obviamente já deveria ter sido extinta. 

Em época de superpopulação de veículos em praticamente todas as grandes cidades do planeta, quanto menos veículos tivermos circulando nas ruas, melhor. E quanto mais liberdade de deslocamento tivermos, melhor também. Ora, sabemos que uma grande parte da população que usa veículos de passeio para se deslocar o faz porque o transporte coletivo no mundo inteiro é uma porcaria, com raras e honrosas exceções. Como resultado, vemos a maioria absoluta dos veículos de passeio transportando apenas uma pessoa, congestionando as vias urbanas e deteriorando as próprias vantagens que o transporte individual oferece, que são liberdade e agilidade. Mas isso pode ser mudado com a sugestão que aqui apresento.

Eu proponho que todo veículo de passeio passe a ter autorização para funcionar como táxi. 

Você está em casa, precisa ir buscar o filho na escola em vinte minutos e a bateria do seu carro acabou de arriar. Então você pega seu smartphone, no qual já está instalado o aplicativo “táxi universal” e pede um táxi. Mas não existem mais táxis. No meio do trânsito, dez ou vinte pessoas entre as centenas ou milhares que estão passando por perto – o que será verificado pelo GPS dos smartphones – não estarão com pressa e estarão interessadas em ganhar o valor de uma corrida. Durante um minuto, surgirá um botão no aplicativo “táxi universal” do smartphone delas, permitindo que cada uma delas se ofereça para fazer a corrida. Ao final de um minuto, o aplicativo encerrará as inscrições para aquela corrida e entregará a corrida para o motorista que estiver mais próximo. Se ele confirmar em um minuto, a corrida é dele, se ele não confirmar, a corrida é do próximo motorista que estiver mais próximo.

O sistema pode até ser um pouco mais sofisticado: a pessoa que pede o serviço de táxi pode, por exemplo, indicar o destino para onde pretende ir e se pretende ficar por lá, voltar para o ponto de partida ou ir para um terceiro local, e os candidatos a fazer a corrida podem usar essa informação para decidir se se oferecem para fazer esta corrida ou não.

O preço da corrida pode ser calculado pelo aplicativo e o pagamento pode ser feito diretamente de um smartphone para o outro, mediante uma transferência de crédito mediada pelo próprio aplicativo, que também já recolherá online aos cofres públicos o imposto devido sobre o serviço prestado (ISSQN, creio eu). 

Assim como ocorre com os táxis atualmente, serviços específicos poderiam ser alvo de acordos e preços específicos. E, assim como ocorre com os táxis atualmente ou com quaisquer duas pessoas que combinem informalmente um serviço de transporte entre si, o Poder Público não poderia cobrar impostos sobre estes casos. Neste aspecto nada muda. 

A segurança do motorista e do passageiro podem ser garantidas pela utilização de biometria em tempo real, coletada pelo smartphone e conferida online antes e durante a corrida pelos computadores da Secretaria de Transportes, garantindo a identificação de todos os envolvidos na transação e disparando um alarme silencioso para a polícia caso haja algo errado com a identificação de alguém, caso a corrida saia da rota programada, caso o motorista ou o passageiro deixem de inserir os códigos ou senhas que indicam que está tudo bem ao final da corrida ou caso algum dos smartphones seja desligado durante o percurso ou logo após. Outros detalhes podem ser pensados. 

O aplicativo também pode permitir que os motoristas registrem suas rotas mais comuns, de modo que os passageiros possam estabelecer contratos de múltiplas corridas segundo aquelas rotas mais usuais. Isso serviria, por exemplo, para que dois vizinhos que moram a duas ou três quadras de distância e que trabalham ambos no outro lado da cidade, em duas empresas que ficam também a duas ou três quadras de distância uma da outra, descobrissem um a existência do outro e passassem a se deslocar juntos para o trabalho e de volta para casa todos os dias – ou quase todos os dias, ou de vez em quando, conforme combinarem livremente.

Este sistema ofereceria muito mais liberdade e agilidade de deslocamento para a população, faria com que muitos automóveis passassem a ser utilizados com um número maior de pessoas por veículo, ajudaria a descongestionar as cidades, melhoraria por tabela a qualidade do transporte coletivo, reduziria a poluição urbana e erradicaria os imensos problemas de corrupção envolvendo vendas de placas de táxi no mercado negro, concentração de placas de táxi nas mãos de uma máfia que usa laranjas, corrupção de fiscais das Secretarias de Transportes para fingirem que não sabem aquilo que todo mundo sabe, etc. Na verdade eu não consigo imaginar uma única desvantagem em relação ao sistema atual. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 29/11/2014 

23 thoughts on “Pelo fim dos táxis

  1. Não haveriam problemas relacionados ao tempo de resposta, devido ao fato que os motoristas “taxistas” da vez poderiam estar dirigindo e, por consequência, não deveriam estar acessando o smartphone?

    1. Ué, e os taxistas atualmente não ficam de olho no rádio, no telefone ou no smartphone? Continuaria igual. Quem instalar o aplicativo já vai deixar o smartphone a mão no painel. Quando ouvir o chamado do aplicativo (que deverá ser diferente do chamado usual), o motorista vai fazer a mesma coisa que os taxistas fazem hoje em dia.

  2. Hum… acabariam os taxistas… e seriam criados os ladrões oportunistas de carona! Não entraria e não ofereceria carona a um estranho… nunca!

    1. Quer dizer que tu conheces todos os taxistas da tua cidade? 🙂

  3. Rolou um diálogo interessante no Facebook a respeito deste artigo. Vou transcrever aqui.

    Alguém comentou na linha do tempo de uma amiga:

    ideia um tanto ridícula…

    Então eu perguntei:

    Por que ridícula?

    E ele respondeu:

    simples, sou taxista

    Como ele havia chamado minha idéia de ridícula por puro interesse pessoal, desconsiderando todos os argumentos, eu respondi assim:

    Ah, um acendedor de lampiões… 🙂

    Ao que ele respondeu:

    com orgulho

    De fato, a profissão é legal e digna. Eu nunca disse o contrário. Então segui esta linha de argumentação:

    Ótimo. Mas isso não invalida os argumentos do texto. Muito menos torna a idéia ridícula.

    E ele respondeu assim:

    Nem todos tem a oportunidade de se tornar um mestre. Não é mesmo? Ótimo, vamos acabar com mais uma classe trabalhadora. Afinal emprego é o que não falta em nosso país. São senhores cultos como o senhor que olham apenas pros próprios interesses, um tanto mesquinho diga-se de passagem. Bom final de semana “Mestre”.

    Esse é o tipo de coisa que me cansa a paciência.

    Primeiro porque é um choro coitadista, vitimista e acusatório: “você teve mais oportunidades, nem todos podem ter todas estas oportunidades, você quer fazer mal aos pobrezinhos dos trabalhadores”. Isso não tem NADA a ver com o propósito do artigo. Levada às últimas conseqüências, essa é lógica a lógica do cabide de emprego, ou da contratação de uma turma para abrir buraco e outra para fechar buraco.

    Segundo porque isso continua não tendo nada a ver com os argumentos apresentados no texto, com a lógica exposta no texto e com as conseqüências elencadas no texto.

    Portanto, respondi assim:

    Como eu disse no artigo, o serviço de táxi não existe para dar emprego para os taxistas, mas para servir à população. Essa é a lógica de TODO o serviço, ou deveria ser em um mundo razoável.

    A lógica de manter uma reserva de mercado para um serviço que pode ser executado por qualquer pessoa é prejudicial a toda a sociedade. Os taxistas não gostariam de pagar impostos para sustentar acendedores de lampião, nem de viver em cidades onde não houvesse iluminação elétrica para não eliminar o serviço de acendedores de lampiões.

    Do mesmo modo que toda a sociedade se beneficiou do fim dos lampiões e da implantação de iluminação elétrica, toda a sociedade se beneficiaria do fim dos táxis e da implantação de um sistema que aumenta a liberdade e a agilidade no deslocamento.

    Óbvio que a categoria dos acendedores de lampiões não gostou da iluminação elétrica. Óbvio que os taxistas não gostarão desta idéia. Mas nos dois casos estas categorias estão defendendo somente seus próprios interesses, um tanto mesquinhos, diga-se de passagem.

    Imagine se os curandeiros pudessem ter impedido o desenvolvimento da medicina para não perderem seus empregos. Ou se os senhores de escravos tivessem conseguido manter a escravidão legal alegando que teriam prejuízos se ela fosse abolida. Ou se os donos de navios não tivessem admitido a construção de aeroportos porque haveria concorrência no transporte internacional.

    Não se tem progresso mantendo estruturas arcaicas porque os poucos beneficiários delas não gostariam de perder estes benefícios. Estas pessoas precisam se adaptar. Os governos podem oferecer cursos de readaptação e outras facilidades compensatórias. O que não dá pra fazer é manter uma estrutura arcaica que já traz mais problemas do que soluções só porque algumas pessoas terão que se adaptar.

    Ainda não houve resposta. Se houver, atualizarei aqui. Enquanto isso, este diálogo e os argumentos nele contidos podem ser alvo de novas análises e debates.

  4. Uma ideia curiosa que pede algumas ponderações. Sou um usuário de táxis e não gostaria que eles fossem extintos. Chego a Porto Alegre, depois de viajar duzentos quilômetros, e enfio o meu carro no estacionamento de um shopping. Depois pego um táxi e vou resolver as questões que me obrigaram a ir à capital. Isto é mais seguro, prático e barato. Então vejo um problema básico nessa “taxificação” universal! Como casar meu destino com o destino do passante ocasional? Apenas circunstancialmente origens e destinos se justapõem. E não podemos esperar que essa circunstância ocorra ao sabor do acaso atendendo nossas urgências de tempo e compromissos. Isso acreditando nesses dois milagres: a taxificação e a universalidade da ideia. Sinto! Mas acho que vou engrossar o canto dos que acham isso uma impossibilidade prática, embora, reafirme, seja uma ideia bem curiosa!

    1. Peraí, peraí… Quem disse que somente quem estivesse indo para o mesmo lado pegaria a corrida? Muita gente aproveitaria a oportunidade para fazer corridas.

      O serviço de táxi continuaria existindo, mas não seria prestado apenas por uma pequena categoria profissional, de modo exclusivo, e sim por uma parcela bem maior da população de motoristas, livremente. Haveria muito mais “táxis” disponíveis em todos os dias e horários.

      Observa que eu não propus uma gandaia, eu propus um sistema de autorização universal, mas com regras de segurança, de fiscalização e de taxação.

      É utópico? Acho que sim. Não conseguimos nem sequer que todas as escolas do país tenham água encanada, eletricidade e teto sem buracos, seja através da ação do Estado, seja através da mobilização das comunidades, imagina se alguém ia tentar mexer nesse vespeiro, com tudo quanto é taxista chorando as pitangas porque o prefeito malvado quer tirar o leitinho das crianças dele…

      A essas alturas eu decidi lançar idéias no blog muito mais para pensar em termos de “imagina como seria legal se vivêssemos em um lugar suficientemente civilizado para isso” do que “vamos tentar isso”.

      Mas vou lançando as sementes. Quem sabe algum dia algum arqueólogo digital tropeçará nisso e procurará algum tatatatatatatatatataraneto meu para propor estudar a viabilidade de alguma destas idéias para a reconstrução do planeta pós-apocalipse climático e pós-quarta guerra mundial…

      Enfim, eu acho que seria uma boa universalizar o serviço de táxi por ainda mais um motivo: numa cultura egoísta como a nossa, não é viável organizar um sistema de caronas eficaz, que traga algum impacto positivo para o trânsito, mas com a possibilidade de compensação financeira tudo muda de figura – e numa daquelas isso poderia servir para promover uma grande mudança na lógica de uso dos carros de passeio, aumentando significativamente o índice de ocupação deles e assim desafogando significativamente o trânsito.

  5. Isso me pareçe mais um sistema de carona/carpooling universal. Isso é o tipo de coisa que é barato de se construir tecnologicamente falando. Por aqui na França não falta sites de encontro de pessoas que tem muito espaço no carro e pessoas que não tem carro., principalmente para viagens de média distância e trajetos comuns como ir para o trabalho todo dia.

    A meu ver esse tipo de serviço/ideia não resolve dois problemas: o primeiro é o dos trajetos de curta distância menos comuns (ex ir pra um subúrbio industrial, um aeroporto etc) onde vc precisa de um incentivo adicional para que alguém se desloque pra esses lugares, digo, algo além do “te pago r$20”. O segundo problema é o da ineficiência: pra um monte de circunstâncias, um táxi ainda é a maneira mais barata, rápida e segura de ir do ponto a ao ponto b. E não e colocando motoristas não profissionais, ou se dividindo o trajeto entre n pessoas que vão para lugares “próximos” que vai se resolver este problema.

    O maior problema dos taxistas e de todos os “acendedores de Lampião” é o monopólio que eles têm sobre o serviço de táxi. Se outros atores, trazendo inovações tecnológicas pudessem entrar (e sair!) facilmente desse mercado as coisas evoluiriam muito mais rapidamente.

    1. Mas, Marcos, isso é o que eu estou propondo! A entrada de inúmeros novos atores no sistema de transporte de passageiros, com uma nova tecnologia, quebrando o monopólio e aproveitando o incentivo financeiro da idéia para promover um novo olhar sobre o sistema de transporte de passageiros e um novo comportamento numa escala bastante significativa.

      Estou ciente de que alguns motoristas só oferecerão o serviço para quem quiser se deslocar por perto da rota deles, mas muitos se oferecerão para cobrir qualquer distância – tanto é que tem MUITA gente prestando esse tipo de serviço informalmente hoje em dia, mas em uma escala limitada porque não pode anunciar o serviço. Abrindo a porteira, vamos descobrir que essa boiada é grande.

      Lê a resposta que postei para o Romacof logo acima.

    2. O próprio sistema já pode fazer a seleção, cadastrando os trajetos que cada motorista aceita fazer.

      Quanto ao fato de serem motoristas não profissionais, isso pode ser solucionado oferecendo certificação de qualidade, como acontece com os vendedores online. Há inúmeras possibilidades. Fora que há muitos taxistas picaretas.

    3. Eu sempre achei um absurdo essa história de o taxista ter que ser “motorista profissional”. Qual é a diferença entre um “motorista profissional” e um “motorista amador”? A habilidade de dirigir não é. Ou o Poder Público está conferindo habilitação a pessoas incapazes de dirigir no trânsito urbano? Se for esse o caso, a medida correta a tomar não é inventar uma habilitação diferente, é meter na cadeia todo mundo que forneceu um documento de habilitação para pessoas que não estavam devidamente habilitadas e saíram por aí colocando a vida dos outros em risco.

  6. Joaquim Salles

    30/11/2014 — 20:50

    Além das finalidades já sitadas, lembro que o táxi também é usado , lá fora principalmente ( e muitas vezes com descontos) por pessoas idosas ou com dificuldade de locomoção de forma continuada. Também é muito usado em turismo, principalmente de negócios. Sem falar dos celebres casos de emergência (levar alguém a um hospital).
    Lembro também o que o velho “Ferreira Netto” dizia nos seu programas: “somente um carro tira outro do transito”, em outros termos, o cara deixa o carro dele em casa e pega o táxi.
    Outro ponto interessante é que a maioria das grandes cidades no planeta são contra o uso aplicativos em smartphones. Também varias cidades não aceitam que taxitas forneça desconto para seus cliente ( e não fregueses) ou que “fechem corrida” ( tipico quando o cara vai para um aeroporto), pois o governo acha 100% que taxita é ladrão e não um pequeno empresario em uma atividade comercial de prestação de serviço. Veja, é o tipico conceito, todos pagam por uns alguns larápios…

    1. Essa gente toda é contra o progresso porque lucra com o atraso. Acho incrível que quase ninguém perceba o quanto é absurdo considerar ilegal que uma pessoa devidamente habilitada transporte outra em seu carro próprio só porque há um retorno financeiro.

  7. Bernardo Santos

    01/12/2014 — 02:08

    Isso meio que já está acontecendo nos Estados Unidos, com aplicativos como o Ubber (similar ao EasyTaxi). Vários dos provedores de serviço são motoristas particulares, mas em tese isso ainda é ilegal. Mas creio que a tendência é que isso se torne cada vez mais comum e mais tolerado, até que decidam mudar o sistema definitivamente. O que não impede que continuem existindo os serviços de táxi de tempo integral para ocasiões em que este for conveniente.

    1. A questão é: quem seria taxista em tempo integral se todos os motoristas pudessem prestar o mesmo serviço? O serviço seria tão pulverizado que ninguém poderia se sustentar com ele sem uma reserva de mercado. E essa é a questão: faz sentido reduzir a liberdade e a agilidade de deslocamento de todos para obrigar quem necessita do serviço de táxi a sustentar um grupo de cidadãos que conseguiu uma reserva de mercado?

  8. Hermes Braga

    01/12/2014 — 09:54

    Salve Pensadores, bem ao redor do mundo já começou a aparecer soluções alternativas
    para o serviço de táxi e os gargalos do mesmo.

    http://gizmodo.uol.com.br/uber-polemicas/

    deixo o link para leitura.

    1. Obrigado pela informação, Hermes!

  9. Isso já existe e em todo mundo taxistas estão pressionando para estes aplicativos serem proibidos. Em alguns lugares já conseguiram.

    1. O que é um baita atraso… 🙁

  10. No Peru , você chega na rodoviária para pegar um ônibus e é cercado por garotos “oferecendo” serviços de taxi coletivo. Acaba aceitando pelo conforto e no embarque está te aguardando um carro antigo , na maioria americanos dos anos 60 , do tamanho de um Impala. Todos misturam as malas no porta malas e de repente aparece uma velha senhora, que é a motorista. Você não sabe como vai ser: acidente, assalto ou ambos. Desce no aeroporto e mal dá os primeiros passos e os garotos agenciadores quase te levam para os taxis coletivos.
    Qualquer carro lá é taxi.
    Sinceramente , é assustador ver a concorrência entre eles. Disputam passageiro no tapa.
    No Uruguai, entre antes em uma igreja , pois você vai “voar” numa banheira de 30 anos por Montevideo.
    Aqui é terrível. O último que peguei em minha cidade, o motorista não conhecia o caminho.
    Hoje, quando necessário, usamos sempre o mesmo taxi, pois conhecemos o motorista e podemos confiar que não seremos assaltados . Acho esta modalidade mais segura.
    Seu projeto é bom , mas utópico no “brasil”. Temos muito a avançar na educação de motoristas. Ou melhor , em tudo.

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    1. Sim, eu sei. Temos muito que melhorar, mas continuamos a caminhar para trás. Não é mole. Blogs como o meu acabam virando um cemitério de boas idéias por causa disso.

  11. O fim do táxi proposta proposta do q todos sejam táxi kkk totalmente contraditório não concorda com o q vc mesmo diz uma piada ambulante kkk um comédia métodos jornalista sugerindo que seja tudo como já é feito kkk

    1. Com a parte que consegui entender, não concordo, não. Não tem nada contraditório. Aliás, o artigo mostra uma lógica bem clara e coerente.

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