Teoria da Evolução versus religião

Volta e meia eu leio ataques de religiosos à Teoria da Evolução e a Charles Darwin, normalmente afirmando que a Teoria da Evolução não tem evidências, que é apenas mais uma crença ou religião e que “se você veio do macaco, o problema é seu, porque eu vim de Deus”. #sóquenão 

árvore filogenética

A Teoria da Evolução é uma das mais bem estabelecidas e importantes teorias científicas já produzidas. A Teoria da Evolução é tão bem estabelecida e importante que é a teoria unificadora das ciências biológicas e da saúde (e outras ciências derivadas que não vou citar agora para não gerar polêmica e desviar o assunto, mas futuramente podemos discutir isso).

Afirmar que não existem evidências da evolução só tem duas explicações: ou ignorância, ou má fé. O nível de evidência da Teoria da Evolução é monumental. Temos desde seqüências fósseis até linhas filogenéticas de DNA produzidas por estudos taxonômicos altamente refinados por análise multivariada e análise de cluster feitas por supercomputadores. Tudo isso longamente revisado e criticado por uma comunidade científica das mais qualificadas e atuantes (porque, embora as noções gerais da evolução sejam simples, os detalhes são muito complexos, e o assunto é apaixonante).

Os religiosos sempre tentam desqualificar a ciência como apenas mais uma religião, o que não deixa de ser uma ironia hilária. Mas eu não discuto mais com eles. Francamente, não há muito o que discutir com alguém que acredita que um judeu morto há dois mil anos era filho de uma virgem com o próprio criador do universo, que também era ele mesmo, e que ressuscitou, subiu aos céus pelas próprias forças, está vivo em algum lugar há todo este tempo e vai voltar do céu a cavalo, junto com quatro cavaleiros que vão causar terremotos tocando trombetas e ressuscitar bilhões de cadáveres decompostos só para lançá-los em um lago de fogo eterno para sofrerem por toda a eternidade as dores excruciantes e imitigáveis de queimaduras terríveis e constantes em nome do amor de Deus.

Fala sério, quem acredita NISSO tem alguma credibilidade para questionar as supostas inconsistências de uma teoria científica muito bem estabelecida, ou para questionar a suposta falta de *evidências* de qualquer coisa? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 31/12/2014

(*) Originalmente postado aqui

Documentário Fat Head Legendado

Se você não tem paciência para pesquisar e ler calhamaços de informação sobre como se fica gordo, como se emagrece e qual é a melhor dieta para a sua saúde, assista a este documentário – que foi produzido em tom cômico mas contém boa informação e aprenda sem ter que “estudar”.  Fat Head   YouTube Clique aqui para assistir ao documentário Fat Head legendado no Youtube. A imagem acima mostra onde você deve clicar para ativar as legendas e para assistir o vídeo em tela cheia. Boa diversão e bom aprendizado! Depois de assistir ao vídeo, volte aqui para comentá-lo.  Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 30/12/2014 

Quem conhece a plataforma Disqus?

Recentemente eu descobri a existência da plataforma Disqus de comentários. Achei interessante, instalei aqui no blog para testar e todos os comentários sumiram. Tive que remover o plugin Disqus para recuperar os comentários. Para resolver isso eu teria que exportar todos os dados do WordPress e importar na Disqus. O processo automático não funcionou, então eu teria que fazê-lo manualmente. Pergunto se alguém conhece a plataforma e se a considera útil o suficiente para eu ter esse trabalho e correr esse risco. 

disqus

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 29/12/2014

Seu telhado está preparado contra porcos voadores migratórios?

O porco voador migratório representa um problema grave de segurança pública no Brasil. É um animal que vive em bandos e realiza um vôo migratório anual sobre regiões densamente povoadas de vários estados brasileiros. Ele tem o hábito de pousar em grande número em telhados molhados, onde acasala ruidosamente. Milhares de casos de desabamento de telhados tem sido registrados anualmente, com queda de porcos acasalando sobre os moradores em noites de chuva, gerando grandes prejuízos, centenas ou até milhares de desabrigados e dezenas de vítimas fatais todos os anos. Mesmo assim os brasileiros não costumam reforçar seus telhados para resistir ao pouso e acasalamento dos porcos voadores. 

porco alado

Agora troque a migração anual dos porcos voadores pelos vendavais e chuvaradas que acontecem todos os anos e me diga se é algo inteligente que os brasileiros saibam que isso se repete todos os anos, vejam nos telejornais milhares de pessoas perdendo tudo o que possuem todos os anos e mesmo assim continuem construindo casas com telhados ridiculamente incapazes de resistir a estes eventos meteorológicos altamente previsíveis. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/12/2014 

Eu sei como resolver. Mas não conto!

Crianças que morrem esquecidas dentro de automóveis poderiam ser salvas por um dispositivo que custa menos de R$ 50,00. Agências bancárias podem ser protegidas de ataques armados ou com dinamite por um dispositivo muito barato capaz impedir a concretização do furto. O CUB de uma construção pode ser reduzido com facilidade aumentando o valor do imóvel. Eu sei como fazer tudo isso, mas não vou contar como. 

Criança esquecida no carro morre

Eu pretendia escrever um artigo sobre cada um destes assuntos (e mais alguns outros). Depois de muito pensar, decidi não contar no blog como resolver estes e diversos outros problemas para os quais eu tenho soluções. Por quê? Por dois motivos. 

Primeiro, porque eu já ofereci muitas soluções para quem não quer soluções e isso é muito frustrante. 

Segundo, porque alguém vai usar minhas idéias para ganhar dinheiro e não vai me dar um centavo. 

Então a coisa fica assim: se eu divulgar as soluções e ninguém se interessar por elas, eu ficarei frustrado; mas se eu divulgar as soluções e alguém se interessar por elas, eu não ganharei nada. 

Como eu não sou um ricaço como o Alberto Santos Dumont, que podia se dar ao luxo de trabalhar pelo bem da humanidade sem se preocupar com o próprio sustento, por que eu deveria publicar estas idéias? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 20/08/2014 

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos

Leia. Ria. Reflita. 

faca_proibição (1)

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos 

(Joel Pinheiro da Fonseca) 

Quinta-feira próxima completaremos um ano do fim da política de restrição à posse e ao uso de facas, política que, lembremos, recebera menção da ONU por sua eficácia no combate à violência. Desde então, estamos submetidos a um experimento social radical em que todo mundo pode ter, comprar, vender e portar uma faca afiada com potencialidade letal. E o resultado, como qualquer observador razoável e não movido por ideologias sectárias já percebeu, tem sido um desastre absoluto.

Lembram-se das promessas dos defensores da liberação? Diziam que o aumento de homicídios era mito, que as pessoas queriam facas para usos pacíficos. Diziam, ademais, que o crime já usava facas conseguidas ilegalmente. Asseguravam que as pessoas saberiam lidar com o risco de uma faca dentro de casa. A realidade, contudo, contou uma história bem diferente: de 2013 para cá, as mortes por faca em conflito residencial subiram de 3 para 56. Isso mesmo, um aumento de 1866,7%. Ainda não há dados para crimes passionais e acidentes domésticos que não terminaram em morte, mas tudo indica que o aumento foi ainda maior.

O que antes circulava apenas nas gangues mais violentas é agora um utensílio na gaveta de muitos lares, ao pleno alcance de um marido ciumento, de um jovem imprudente ou mesmo de crianças. O preço da faca no mercado caiu 60%, sendo vendida em qualquer esquina. Saber que traficantes perderam parte do seu lucro é um consolo pífio quando lembramos que a violência outrora restrita ao tráfico foi universalizada. Ademais, o tráfico continua ativo, vendendo facas de péssima qualidade, inseguras e mais afiadas do que a lei permite.

Outra falácia dos apóstolos da faca é a de que a liberação movimentaria a economia, devido ao aumento de vendas. Só se esqueceram de um detalhe: a nova lei decretou a morte de setores inteiros. A maioria das empresas alimentícias fechou a divisão de fatiamento do produto final, sem falar na categoria dos cortadores autônomos que já está em vias de extinção. O sindicato conseguiu um financiamento público para se “adaptar” à nova realidade, e há alguns pedidos de restrição ao que os usuários domésticos podem fazer com a faca. Cortar alimentos crus, como sushi, por exemplo, demanda providências de higiene que a maioria dos lares não tem. Também não está claro ainda se é lícito usar a mesma faca para alimentos e usos não-alimentares, que traz riscos de contaminação, acidentes, etc. Seja como for, o presidente do SINFaca é bem pessimista: “acabaram com o nosso sustento; jogaram a gente na rua”. Vivas ao livre mercado!

A indústria de facas (real interesse por trás da campanha) aumentou sua folha de pagamentos em 4.000 pessoas nos meses iniciais, bem abaixo do previsto. Como a estrutura produtiva básica já existia, os ganhos de escala fizeram com que poucos novos funcionários tenham sido necessários. No mês passado, dessa mão-de-obra adicional, 1.200 já tinham sido dispensados. Compare isso com os quase 10.000 empregos diretos e indiretos perdidos no setor de fatiamento, seja nas empresas, seja entre os autônomos. A perda econômica foi substancial.

A vida real, pra variar, contrariou as expectativas dos economistas teóricos, e por um motivo muito simples. A demanda por facas é pontual; cada domicílio se abastece de algumas que durarão vários anos sem necessidade de reposição. Já a necessidade de fatiar a comida é diária e recorrente. Ao se trocar essa demanda constante por uma demanda pontual perdemos empregos no longo prazo.

O lucro da indústria de facas trouxe riscos ao lar, custou empregos e renda da população mais carente e ainda explora a falta de informação do consumidor, que também saiu lesado. Fatiar um alimento não é tarefa para leigos. Um especialista percebe a diferença entre um corte bem-feito e um amador. O corte bem-feito é regular, o tamanho de cada pedaço é adequado às necessidades do cliente, de forma a garantir mastigação e deglutição agradáveis e saudáveis. Prontos-socorros têm reportado aumento nos casos de engasgo. Peixe e frango exigem cuidado especial para separar a espinha e ossinhos da carne comestível; técnica que, previsivelmente, a maioria dos leigos não domina. Isso leva à ingestão de detritos danosos ou ao desperdício da carne mais difícil de separar. Sem falar dos danos de longo prazo oriundos da mastigação e de pedaços grandes demais (e com detritos não comestíveis como ossos) e da digestão dificultada, que ainda demorarão a aparecer, mas não são menos reais.

Só uma pequena quantidade de famílias mais instruídas tem a informação necessária para fazer uma escolha consciente; essas continuam a consumir apenas comida fatiada por profissionais devidamente formados e credenciados. Para a imensa maioria, a nova lei significou a lei da selva: exposição elevada a riscos sob o pretexto de que cada um faz o que quer.

Com a nossa vida e a vida dos nossos filhos em risco, é hora de repensar a tirania anárquica a que temos nos submetido. Faca dentro de casa, não! Os dados mostram que os riscos e os custos em muito superam os ganhos de uma liberdade de escolha fictícia e desinformada. 

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Fonte: Instituto Ludwig von Mises Brasil