Se você não tem paciência para pesquisar e ler calhamaços de informação sobre como se fica gordo, como se emagrece e qual é a melhor dieta para a sua saúde, assista a este documentário – que foi produzido em tom cômico mas contém boa informação e aprenda sem ter que “estudar”.  Fat Head   YouTube Clique aqui para assistir ao documentário Fat Head legendado no Youtube. A imagem acima mostra onde você deve clicar para ativar as legendas e para assistir o vídeo em tela cheia. Boa diversão e bom aprendizado! Depois de assistir ao vídeo, volte aqui para comentá-lo.  Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 30/12/2014 

26 thoughts on “Documentário Fat Head Legendado

  1. Assisti bravamente até os 26 minutos e tive uma indigestão macdonáldica (de coisas que não curto) ao notar que o vídeo duraria uma hora e quarenta. Sinto. Peço desculpas pela minha falta de persistência. Coisas de comedor de peixe…

    1. Faz uma força, tchê. Melhora em direção ao fim. E as conclusões são ótimas.

  2. Já vi 1/3. Tou gostando.

    Dá pra ver devagar.

    1. Além de vocês dois, um amigo me contou que também assistiu um pedaço e deixou para ver o resto depois. Sinceramente, não entendo… É um troço leve, eu assisti de uma vez só, sem nem parar a exibição (a não ser para voltar atrás e ler uma ou outra legenda com mais atenção).

    2. Cabei! 🙂

    3. Gostei. Claro que o cara não é neutro, nem pretende ser. Mas ainda desconfio de cada pessoa nesse debate (exceto de você- você não está levando $$$ nem da Associação do Coração nem do McDonald’s).

      O vídeo é bem feito e os argumentos parecem fazer sentido. Parecem. Inclusive me fez lembrar de alguns enigmas alimentares que contrariam a tese da gordura vilã.

    4. A gordura não é vilã. 🙂 Vou publicar a respeito nos próximos dias, espero. Como eu já disse antes, minha vida pessoal atrapalha minha vida virtual. Estive viajando para comemorar as bodas de ouro dos meus pais e tive que deixar o blog de lado por uns dias. Além disso, ando pesquisando e lendo muito sobre nutrição e saúde, porque (como sabes) andei passando por alguns dissabores (com o perdão do trocadilho). Ando meio irregular, mas não paro. 😉

  3. Vi e gostei. Também assisti em duas etapas, mas porque estava caindo de sono ontem à noite.
    Até concordo com o papel engordativo da batata e do pão que ele mostra no vídeo, e que sabiam disso nossas avós. Mas para um leigo em biologia/química como eu, como não suspeitar que não se trata de mais uma porção de informações manipulada por um setor da industria de alimentos? Principalmente a parte de colesterol tipo A, tipo B, pequeno, grande, fofinho… nunca ouvi falar deles.
    No meu caso, prefiro continuar com uma alimentação balanceada no dia a dia e poder comer um fast food de vez em quando sem ficar se remoendo de culpa.
    Sobre a parte da depressão, na hora me veio à mente os casos de gente conhecida que ficou assim (deprimida, desanimada, sem energia), e que enfrentava problemas de obesidade ou magreza ecessiva, viviam de dieta, tomando remédios, e sofrendo de efeito sanfona (menos os magrinhos, que continuam assim até hoje).

    1. Gabriel, a parte dos colesteróis tu podes perguntar para qualquer profissional da área da saúde com conhecimento em bioquímica que eles vão confirmar.

      Entretanto, aquilo que tu chamas de “alimentação balanceada” – e que muita gente também chama assim – na verdade NÃO É “balanceada” coisa nenhuma! Essa é uma sacada difícil para a maior parte das pessoas, porque passamos a vida inteira recebendo uma mesma orientação do que seja essa suposta “alimentação balanceada”, mas acompanha o raciocínio abaixo.

      Qual é a alimentação balanceada para uma vaca? Pode ser comer mais de um tipo de pasto, ou talvez incluir algum outro vegetal específico, mas com certeza não é “comer de tudo um pouco” e incluir, por exemplo, um pouco de peixe, ovos e carne vermelha na dieta. Nada disso. Vaca tem que comer pasto para ficar saudável. E só pasto, nada de carne.

      Qual é a alimentação balanceada para um leão? Poder ser comer mais de um tipo de carne, ora de zebra, ora de gnu, ou incluir a ingestão de partes de algum órgão interno específico e não somente da carne (de fato é assim), mas com certeza não é “comer de tudo um pouco” e incluir, por exemplo, salada de alface ou suflê de chuchu. Nada disso. Leão tem que comer carne e vísceras para ficar saudável. E só carne e vísceras, nada de salada.

      Do mesmo modo, todo e qualquer organismo tem que comer a sua dieta evolutiva tradicional para se manter saudável. As vacas não conseguirão se adaptar a uma dieta carnívora e os leões não conseguirão se adaptar a uma dieta vegetariana. Cada um deles precisa comer aquilo que seus antepassados passaram milhões de anos comendo, porque é a isso que cada uma das espécies está adaptada.

      E o que o ser humano precisa comer? Aquilo que nossos antepassados passaram milhões de anos comendo. É a essa dieta que estamos adaptados, é dessa dieta que precisamos para nos mantermos saudáveis. E o ser humano passou mais de três milhões de anos sendo caçador-coletor, comendo principalmente carne, peixe, ovos, crucíferas, nozes, castanhas, amêndoas e em pequena quantidade legumes e frutas silvestres.

      O ser humano nunca comeu grãos ao longo de três milhões de anos de evolução, os grãos são uma adição recente à dieta humana, que veio com a invenção da agricultura, nos últimos dez mil anos, e que trouxe péssimas conseqüências para a saúde humana – tanto que as populações agrícolas passaram a apresentar menor estatura, ossos mais frágeis, muito mais cáries e diversos problemas metabólicos que não existiam entre os caçadores-coletores.

      E o ser humano nunca comeu grandes quantidades de carboidratos. As doses incrivelmente altas de carboidratos na dieta moderna são uma novidade para a qual nosso corpo não está adaptado, apesar de ser a única dieta que muita gente conhece – somente porque nosso período de vida é pequeno demais para que possamos ver a história toda. Mas estudos antropológicos e paleológicos mostram isso claramente. E estudos clínicos randomizados – ciência de de alta qualidade – confirmam a associação entre o consumo de carboidratos e a explosão de epidemias de obesidade, diabetes, doenças cardíacas, câncer e condições psiquiátricas de leves a severas.

      O que o autor do documentário fez foi mostrar que os carboidratos são a parte mais danosa da dieta – e que podemos comer até fast food (“junk food“) se simplesmente controlarmos a ingestão de carboidratos abaixo de 100g/dia. É a dieta mais saudável que existe? Claro que não! Mas o ponto do autor deste documentário não era provar que fast food é uma comida saudável e sim que as cadeias de fast food não podem ser responsabilizadas pelos males causados à saúde e pela epidemia de obesidade que são atribuídos a elas.

      A melhor dieta do mundo é low carb paleo. Vou postar mais sobre isso em breve, mas a melhor fonte online em português que eu encontrei e que já li bastante é o blog http://www.lowcarb-paleo.com.br

  4. Salve Pensadores!
    Tem um documentário sobre dietas na netflix que também faz uma abordagem sobre isso, uma das partes o cara fala sobre a “temível” carne vermelha e lembra por exemplo que a dieta dos esquimós é exclusivamente carne vermelha e banha e é uma população que não apresenta históricos de doenças cardíacas.

    Enfim, resumindo o documentário o grande alerta lá é a falta de exercício, o terrível sedentarismo.

    1. Sim, sedentarismo é pior que obesidade. Eu só não sabia o motivo. Recentemente descobri uma parte da resposta: é uma questão de controle hormonal. Por algum motivo evolutivo ainda não muito bem esclarecido, a inatividade física bagunça nosso sistema endócrino e nos coloca em risco de uma série de problemas graves de saúde. Eu mesmo vou tratar de deixar o sedentarismo de lado ainda neste verão.

    2. Também tem um doc chamado “Sugar vs fat” onde dois caras fazem uma dieta baseada somente nesses tipos de alimentos e depois medem os danos, infelizmente não assisti o final então não sei informar os resultados, mas parece interessante.

    3. Victor, este tipo de comparação exige certos cuidados.

      No curto prazo, quando duas pessoas fazem dietas uma de baixo carboidrato alta gordura e outra de baixa gordura e alto carboidrato, aquela que faz dieta de baixo carboidrato e alta gordura tem desempenho físico e mental pior, devido à fase de adaptação do organismo. Tipicamente estas comparações envolvem períodos inferiores a um mês, ou seja, promovem um viés de observação devido à fase de adaptação.

      No médio e longo prazo, a situação se inverte. Enquanto a cobaia de baixa gordura e alto carboidrato ou engorda ou precisa passar fome para emagrecer, além de precisar comer o tempo todo para não se sentir fraco e sem disposição, a cobaia de baixo carboidrato e alta gordura emagrece naturalmente, sem passar fome, e normalmente pode passar muito mais tempo sem comer e mesmo assim se sente bem disposta o tempo todo.

      No plano metabólico as diferenças também são grandes: a dieta de baixa gordura e alto carboidrato, além de refeições freqüentes, fazem a insulina permanecer lá no alto o tempo todo, exigindo um grande esforço do pâncreas e tornando os tecidos gradualmente resistentes à insulina, aumentando as chances de diabetes consideravelmente, além de elevar os triglicerídios à estratosfera e derrubar o bom colesterol, aumentando riscos cardíacos vertiginosamente. Já a dieta de alta gordura e baixo carboidrato mantém a insulina baixa, os triglicerídios baixos e o bom colesterol alto. Ela também aumenta os níveis de “mau” colesterol e colesterol total, mas adivinhe: isso não faz mal. Há uma paranóia e uma visão errada sobre o colesterol que eu em breve vou esclarecer em uma série de postagens sobre saúde, nutrição e atividade física. 😉

    4. Quando eu assisti eu pensei exatamente isso. O período da dieta dos dois foi somente de 1 mês, quando eles fizeram algumas provas de atenção e desempenho físico o do carboidrato foi melhor, o que era óbvio que aconteceria, afinal ele estava enviando bombas de açúcar pro cérebro a todo instante, os danos com certeza seriam de longo prazo. Em algum momento eles expicam isso, o doc não me pareceu ser um doc pró-carboidrato. Vou ver se termino de assistir esse doc e depois trago minha impressão final aqui.

    5. Com certeza não é um documentário pró-carboidrato: observa que ele restringe apenas os carboidratos e melhora todos os parâmetros de saúde mesmo comendo apenas fast-food!

  5. Gostei do doc, principalmente do final onde ele expõe um fato importante, o responsável pela sua alimentação é VOCÊ. Se você decide comer fast-food com refrigerante diariamente é uma escolha sua e não do governo.
    Tenho lido esse blog da dieta low-carb e paleo que você citou acima há um tempo e tentado me engajar numa paleo, só me faltam evidências conclusivas sobre a negativa do consumo de laticínios. Meus avós foram criados no sítio, bebendo leite fresco diariamente, e estão vivos e bem de saúde com mais de 80 anos.
    Tendo em vista que carboidrato é açúcar, não pode fazer bem, é alimento que só te mantém vivo mas não alimenta de verdade. Acho que o lado ruim do fast-food é a quantidade de corantes, conservantes e toda a porcariada utilizada no processo industrial em que aquilo é feito, no mais não acredito que a obesidade seja causada somente pela gordura tipo de alimento.

    1. Os problemas dos laticínios são para quem já está diabético e para quem tem intolerância à lactose. Se nenhum dos dois é o teu caso, não vejo problemas em consumir laticínios. Mas ainda preciso ler um pouco mais sobre isso antes de emitir uma opinião mais detalhada.

    2. Tem muita gente, principalmente veganos, que afirmam de boca cheia que leite faz mal, que “só o ser humano toma leite depois de adulto”, que “é inflamatório”, blablabla. Mas até hoje não tive confirmação e, sinceramente, nunca parei pra pesquisar. Também preciso me informar melhor sobre.

    3. Eu, por via das dúvidas, dei um tempo com o leite e os derivados. E comecei a emagrecer mais rápido.

  6. Falta me um bocado de tempo pra me informar serimente, mas será mesmo que cereais prejudicam tanto assim? Mais de 500 gerações de humanos desde o começo da agricultura – e olha que os humanos certamente já conheciam e comiam algum tipo de grão selvagem, senão não teriam desperdiçado tempo cultivando e aprimorando eles – nao foi tempo suficiente pra se adaptar a uma dieta mais rica em carboidratos integrais, de assimilação lenta? Nao é a capacidade de adaptação a principal característica humana? O problema não estaria na industrialização dos produtos, e em geral na aceleração das mudanças – alimentacão, poluição e outras- desde a revolução industrial?

    1. Cereais são veneno. Só para que tenhas idéia, quando surgiu a agricultura a estatura humana média decresceu, os ossos se tornaram mais fracos e começou uma epidemia mundial de cáries.

      E, de todos os venenos, o trigo é o pior, por causa do glúten – que, ao contrário do que todo mundo pensa, prejudica TODO MUNDO, não apenas quem tem doença celíaca.

  7. E a industrialização dos produtos não viria da necessidade de alimentar uma populacao maior, devida a ordem, escrita no Livro, de crescer e se multiplicar? Alem das possibilidades de lucro significativamente maiores, claro…

    1. Pô, o assunto já é suficientemente complicado sem misturar mitologia. 😛

  8. O que faz o glúten, de verdade? Comi muitos bifes de glúten sem notar nada em particular? Que prejuízos sofri?

    1. O glúten é uma toxina colocada pelo trigo nas suas sementes para impedir os animais de comê-las. Por pura coincidência, o glúten é justamente a substância que permite que o pão e as massas feitas com farinha de trigo fiquem fofinhas. Então o inteligentíssimo ser humano foi lá e selecionou artificialmente o trigo para produzir cada vez mais sua principal toxina.

      Há dois problemas com o glúten: a intolerância ao glúten em si e os efeitos secundários que ele provoca no organismo.

      A intolerância ao glúten na sua forma mais grave é chamada de doença celíaca. Mas há níveis de intolerância ao glúten com sintomas mais discretos que fazem a pessoa se sentir mal, “pesada” ou com “digestão difícil” e podem reduzir a qualidade de vida por muitos anos sem que fique claro que se trata de uma forma mais branda de doença celíaca. Com o aumento da quantidade de glúten no trigo, por seleção artificial, a prevalência de doença celíaca tem aumentado.

      Os efeitos secundários do glúten, também devidos à gliadina, afetam 100% das pessoas. Acontece que todos temos uma proteína chamada zonulina no intestino. A zonulina é afetada pela gliadina do glúten e aumenta a permeabilidade do intestino. Isso significa que coisas que estão dentro do intestino passam mais facilmente para o sangue. Lembre-se do que costuma transitar por dentro do intestino e pense se é uma boa idéia que isso passe para a corrente sanguínea. O resultado é um nível de inflamação crônica aumentado que com o tempo aumenta o risco de doenças auto-imunes mesmo que os testes de intolerância ao glúten sejam negativos, aumenta o risco de infarto, derrame, diabetes, câncer e outras gracinhas que ninguém quer ter.

      O trigo é um veneno que a humanidade inteira deveria abandonar o mais rápido possível. Eu já abandonei.

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