Basta de Trabalhos de Sísifo. Por que estou lutando pela saúde do maldito macaco falante se ele não quer me ouvir e não defende o meu direito de falar? 

Sísifo

Eu cheguei a pedir reingresso com o perfil do Darwinito nos dois grupos sobre diabetes de que fui expulso, mas um me bloqueou de novo e o outro não aceitou meu ingresso.

Eu cheguei a pensar em criar um perfil falso para ingressar nos dois grupos novamente, verificar quem são seus membros e convidar um a um para entrar em um novo grupo. 

Mas aí caiu uma ficha: pera lá, eu escrevi um monte em um grupo com mais de nove mil membros e muita gente leu e respondeu o que eu escrevi. Como é que ninguém fez contato comigo depois que fui expulso? 

Eu sei que as coisas que eu postei foram comentadas depois da minha expulsão, porque pelo menos uma pessoa de cada grupo me adicionou e eu perguntei se estavam falando de mim – e estavam, nos dois grupos. Mas como raios uma pessoa chega dizendo que tem informações novas, explicando coisas sobre o assunto do grupo com vocabulário técnico adequado e links para artigos científicos, é expulso sem aviso nem explicação e ninguém questiona isso? 

Ninguém quer se incomodar, é isso? 

Não querem se indispor e correr o risco de serem expulsos também? 

Ou simplesmente não se importam? 

Não sei. E também não quero mais saber. 

Eu salvei a minha própria pele e é isso o que me importa agora. Não me importa mais se é por estupidez, por maldade ou por qualquer mistura entre estas duas coisas que eu fui duas vezes expulso e que ninguém entrou em contato comigo depois. Só o que me importa é que eu fui duas expulso e ninguém entrou em contato comigo depois. Eu cansei de tentar entender por que é que as pessoas que eu estou tentando ajudar me ferram ou me ignoram.

Entendam bem isto: não importa se eu tinha razão ou não naquilo que estava dizendo. Não é essa a questão. Eu estava identificado, alegando que havia obtido um resultado muito melhor do que cada membro daqueles dois grupos jamais imaginou que fosse possível e postando fontes que corroboravam os meus argumentos. Vamos supor que eu estivesse completamente errado por ter sido enganado por picaretas. Vamos supor que eu apenas tivesse tido a sorte de ter uma remissão espontânea da diabetes, totalmente não relacionada ao que eu estava falando. Vamos supor que aquilo que eu estava falando fosse muito danoso à saúde. Vamos supor, enfim, que eu estivesse não apenas errado, como potencialmente colocando as pessoas em risco.

A maneira certa de lidar com isso é simplesmente me expulsar do grupo? 

Sem nenhum questionamento? 

Sem nenhum contra-argumento? 

Sem nenhuma explicação? 

“Não concordo com você. Logo, calo você.” 

É assim o modo certo de agir? Isso é considerado decente? Ético? Razoável? Aceitável? 

E se eu estivesse correndo um grande risco por acreditar em algo errado e danoso? 

Algum deles por acaso se preocupou com esta possibilidade e com a minha saúde? 

Não, né?

Então, por que eu deveria me preocupar com quem não se preocupou comigo?

Cansei. 

Não tenho mais saúde, nem paciência, nem vontade de tentar defender o maldito macaco falante de suas própria estupidez e de seu próprio fascismo. Quem age assim não merece meu esforço. Não merece meu sofrimento. Não merece minha frustração. Que se danem. Que fiquem cegos e pernetas. Que infartem e estrebuchem com derrames. Que se entupam de medicamentos e sofram muito até a morte prematura. Que tratem anemias com sangrias e diabetes com carboidratos. E que paguem o preço por suas escolhas. Não é mais problema meu. 

Eu só lamento pelos filhotes diabéticos desta macacada ignara e malsã, mas…

Sísifo não tinha escolha. Eu tenho. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/03/2015 

7 thoughts on “Cansei de ser burro

  1. Téquinfim aprendeu!

    É uma pena, mas você quase nunca pode salvar pessoas da própria estupidez.

    1. O que me fez assumir esta posição foi este questionamento: “E se eu estivesse correndo um grande risco por acreditar em algo errado e danoso?”.

      Ninguém ali se preocupou com isso. Por eles, eu que me danasse e de preferência bem longe dali. Então, perdi o gosto por tentar ajudá-los.

      Obviamente que no meu blog eu ainda vou escrever sobre isso. E talvez eu finalmente comece a escrever um livro. Sei lá. A decidir.

  2. Deixa que o macaco procura sozinho a saída da caverna
    como você.

    Deixa eles olhando pra miragem na parede achando que é a realidade.

    1. Bem, aqui no blog eu vou falar a respeito. Mas não vou mais fazer força correndo atrás de quem seria beneficiado para ser calado, expulso e ridicularizado pelas costas. Pena que alguns inocentes presentes naqueles grupos (ou filhos dos membros daqueles grupos) sofrerão por não terem tido a oportunidade de ler a informação correta.

  3. Do meu filme preferido que descreve tantos aspectos da vida e da sociedade.

    “A Matrix é um sistema, Neo, este sistema é nosso inimigo, mas quando estamos dentro dele o que vemos? Homens de negócio, professores, advogados, marceneiros, as mesmas pessoas que queremos salvar. Mas até conseguirmos, essas pessoas fazem parte do sistema… isso faz delas nossas inimigas. Você deve entender que a maior parte dessas pessoas não está pronta para acordar, e muitos são tão inertes, tão dependentes do sistema que vão lutar para protegê-lo.” – Morpheus, em Matrix.

    1. Sim. Quando um diabético expulsa quem está lhe trazendo a informação de como CURAR sua diabetes porque “acredita” que é necessário consumir grandes quantidades do veneno que o TORNA diabético, ele está não somente prejudicando a si mesmo, mas a todos os que dependem de um sistema mastodôntico que piora a situação de quem dele mais precisa e demora muito tempo para corrigir sua rota.

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