Por dois motivos: primeiro, porque eu fiz amigos escrevendo e novas amizades são sempre bem vindas; segundo, porque sempre existe a possibilidade de alguém que decida pensar a sério sobre o que eu escrevo abra os olhos, concordando ou discordando de mim. 

Brinde entre amigos 525x350

Eu já tive ambições bem maiores. Já pensei em usar o blog para articular um movimento social, para construir um partido iluminista, para lançar livros a partir dos debates aqui desenvolvidos… Mas só muito recentemente eu me dei conta do quão profunda é a realidade de viver no Planeta dos Macacos. Eu preciso de um tempo para pensar e repensar em alguma macaquice mais realista à qual dedicar meus esforços. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 02/06/2015 

13 thoughts on “Por que eu decidi continuar escrevendo

  1. Adorei a continuação da saga. Somos pessoas em alguns aspectos bem diferentes, eu e você. Eu nem me graduei ainda, sinto que estou no começo (e me pergunto se esse sentimento vai me acompanhar até o fim). Mas também estou passando, nos últimos meses, por um processo de me dar conta que minhas ambições podem ser maiores do que minha capacidade. Estou tentando entender minhas limitações, e criar metas mais realistas. Comecei a anotar tudo que eu queria fazer, e tenho backups dessa minha lista de metas e como ela foi evoluindo nos últimos meses (usando Git). Olhando para o histórico desse documento que representa aquilo a que aspiro, e o que eu venho realmente conquistando, não dá para negar que esperei demais.

    Venho ajustando minhas expectativas de acordo. Gosto de pensar nisso como aceitar o que há de medíocre em mim.

    Tento passar de uma visão da sociedade como uma competição por status para uma visão diferente. Em vez de estar o tempo todo gastando minhas energias para poder crescer, e crescer, tento enxergar o valor que todos temos, desde os mais pequenos na nossa sociedade até os mais grandes.

    Li num livro de budismo algo nessa linha:
    Porque eu sofro, posso entender seu sofrimento.

    Todos nós estamos fadados à mediocridade em algum nível. Não importa o que conquistemos, nunca será a maior conquista possível. A gente sempre pode querer mais. Mas em vez de nos sentirmos miseráveis por isso, podemos desenvolver laços com outras pessoas que vão além de um desprezo compartilhado por gente “medíocre”.

    (Imagino que disso tudo que falei, talvez você concorde com uma parte. Ao comparar minha experiência com a sua, quis dizer que elas são superficialmente similares. Aliás, como você tem mais idade que eu, tenho a expectativa de que o que parece sabedoria profunda para mim, pareça óbvio para você.)

    Continue escrevendo, se te faz bem. Eu já pensei em parar de acompanhar esse blog várias vezes, mas sempre volto. O que você cria aqui influencia minha vida, mesmo que eu discorde muito do que diz. E eu gosto da interação 🙂

    1. Concordo com mais de uma parte. Concordo com a maioria do que disseste. Eu só tive mais tempo para apanhar da vida e demorei mais para me dar conta de que a inércia do mundo e a diferença entre os discursos e as práticas são bem maiores do que eu imaginava em minha ingenuidade.

      Não abandona o blog. Eu também gosto da interação. 🙂

  2. Você pode não conseguir lançar um movimento iluminista, mas certamente está mais iluminado!

    Bem vindo ao mundo mais desperto, Arthur!

    E boas macacadas!

    1. Mas eu não desisti plenamente de salvar o mundo ainda. 😛

      É, talvez seja meu lado macaco falando alto…

  3. Oi Arthur,

    Faz tempo que não comento nada, mas continuo lendo todos os dias.
    Creia vc ou não, tudo o que vc escreve me faz refletir muito.
    As vezes detesto algumas coisas, mas detesto mais ainda quando detesto e não tenho argumentos rs
    Por favor não desista, vc é muito lúcido !
    Grande abraço,

    Robson / SJCampos

    1. Hehehehe… Valeu, Robson! Tenho sentido tua falta!

  4. Isso aí! Espero que a ideia do livro ainda esteja de pé!

    1. Primeiro eu preciso recuperar a audiência do blog e voltar a obter um feedback mais diversificado nos artigos. Depois vou voltar a pensar na possibilidade de escrever algo para publicar em papel. Algumas idéias estão na gaveta, mas sei lá, por enquanto eu ainda não me sinto preparado para dar este passo.

    2. Ótimos planos. Claro, tenho acesso à sua vida pelo seu blog. Então as impressões que tenho são filtradas por como você se apresenta. Mas parece que está passando por muita coisa na vida. Muitas transições. Parece um momento intenso. Parece natural que não tenha sempre tempo de manter o blog. E se no meio a tantos acontecimentos na vida você decide que ainda quer cultivar esse espaço, sorte nossa! 🙂 Acho que o primeiro passo é resgatar o Nelson. Ele começava a falar coisas que identificamos como de direita e isso proporcionava uma válvula de escape cômica às discussões [aqui entra a claque de risadas do Chaves]

    3. Elvis, o problema é que existem duas direitas bem distintas, uma das quais proporciona um diálogo razoável e outra que destrói qualquer diálogo razoável. A direita do Pondé é ótima para debate. A direita raivosa do Olavo de Carvalho, do Reinaldo Azevedo e do Bolsonaro inviabiliza qualquer debate razoável. E na internet brasileira, assim como na política, a última representa mais de 90% de tudo que a gente encontra.

      Precisamos urgentemente de uma direita sóbria no Brasil. Infelizmente, ela NÃO se encontra organizada e NÃO parece que vá se organizar em um futuro previsível. A propósito, o LÍBER não se encaixa em nenhuma das duas, mas seus militantes têm o mesmo grau de fanatismo, intolerância e ausência de solidariedade da direita raivosa, o que nos permite prever que não se transformará jamais em uma direita sóbria.

  5. Só para terminar os links de vídeos dos quais ninguém vai rir, o tema da 20th Century Fox

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