A série “diário de um imigrante” tem por objetivo trocar experiências com outras pessoas que também mudaram recentemente de cidade em busca de melhor qualidade de vida ou simplesmente outro estilo de vida. Se você também se lançou ou pretende se lançar nesta aventura, compartilhe suas experiências na caixa de comentários aqui do blog.

Dono do camelo também estava infectado

Cá estou eu, numa noite de sexta-feira (17/07/2015), sentado na cama de uma pousada, com o notebook sobre as pernas, um teclado auxiliar no colo e um mouse sobre um mouse pad emborrachado com uma tabela periódica desenhada, ainda aturdido com a nova realidade que está se desenhando em minha vida. Aconteceu tanta coisa nos últimos dias que eu preciso pegar fôlego antes de contar. Bem, vamos lá.

Na sexta-feira anterior eu assinei a ciência no meu processo de “remoção”. Não sei por que isso não se chama “transferência”, mas o funcionalismo público tem todo um vocabulário esquisito. Por exemplo, todo mundo entenderia algo chamado “licença luto”, mas se morrer um parente de um funcionário público a licença a que ele tem direito na verdade se chama “licença nojo”. Além de horrível, é incompreensível, mas é assim que é. Do mesmo modo, “transferência” no funcionalismo público se chama “remoção”. No meu caso, remoção de uma cidade de 1.350.000 habitantes para uma cidade com 35.000 habitantes.

Para que vocês imaginem como foi minha mudança, é necessária a seguinte informação:

Choveu toda a sexta-feira.

Choveu todo o sábado.

Choveu todo o domingo.

Choveu toda a segunda-feira.

Choveu toda a terça-feira.

Choveu toda a quarta-feira.

Choveu toda a quinta-feira.

Choveu toda a sexta-feira.

E aqui estou eu escrevendo pela primeira vez depois da mudança, na sexta-feira à noite de uma semana inteira de chuva, num quarto de pousada de uma cidade totalmente desconhecida que está embaixo d’água.

Porém, como diria nosso amigo Jack, “vamos por partes”.

A primeira coisa que fiz foi ligar para meus pais e informar “ok, a remoção saiu, agora entra a confusão”. Proféticas palavras.

Eu pretendia fazer minha mudança somente no final de semana seguinte, mas fui informado – em cima da hora, como costuma ser – que não disporia deste tempo. Então, tive que modificar meus planos e meter uma casa inteira dentro de um Fiat Palio em apenas uma tarde. Não tirei uma foto do resultado para não ser perseguido pela Skynet por maus tratos ao coitado do carro.

Com o carro lotado, saímos em viagem eu e minha mãe. Era uma viagem de apenas 200 km, em uma estrada que eu conheço bem e pela qual eu já passei mais de duzentas vezes nos últimos anos, o que poderia dar errado? Descobrimos em 30 km. A luz da bateria acendeu, o carro começou a perder potência e logo em seguida parou. Pelos sintomas, a bateria estava morta.

Lição número um: sempre tenha diversos números de socorro no celular, para todo tipo de evento, desde uma falha do automóvel até uma chave de casa perdida. Táxi 24 horas, farmácia 24 horas, chaveiro 24 horas, tudo o que puder imaginar. Há muito espaço na memória de seu celular. Seja prevenido.

Bem, eu fui escoteiro. O lema original do escotismo não é “sempre alerta”, isso é uma tradução porca. O lema original é “be prepared”, cuja tradução correta é “esteja preparado”. Eu estava. Além do serviço multiassistência da Vivo (procure “multiassistência” no site da Vivo, vale a pena), eu tinha o número do SOS Rodovia no meu celular há anos. Liguei e em poucos minutos chegou um reboque. Mais uns poucos minutos e ele nos largou em uma oficina mecânica. Então, com uma eficiência brasileiríssima, em “apenas” cinco horas e por “apenas” R$ 600,00 o alternador inteiro foi trocado por outro alternador usado e sem garantia alguma e eu pude seguir viagem.

Lição número dois: nunca estamos preparados o suficiente. Se você não tiver um curso de mecânica e eletricidade de automóveis, esteja preparado para esperar horas e pagar os olhos da cara por um conserto pelo simples fato de seu carro pifar em um momento complicado.

Depois de sete horas, vencemos os 200 km e chegamos à nova cidade onde vou morar. Uma cidade de interior onde eu estive apenas uma vez, há 34 anos atrás, onde portanto eu não conhecia nada e onde não havia uma viva alma na rua para pedir informações devido ao avançado da hora. Ou melhor, havia um taxista, mas as informações que ele me passou estavam completamente erradas. Acabei dando três voltas pelo bairro, sempre passando por ele novamente, sempre ouvindo uma nova explicação e sempre terminando no mesmo lugar, até que desisti de falar com ele e tratei de confiar nos meus instintos.

Já falei algo sobre “estar preparado”? Pois é, eu havia navegado o suficiente pelo Google Maps na semana anterior para conseguir encontrar a pousada sozinho. Acontece que a pousada estava diferente das fotos do Google Maps, que não estava atualizado, então eu tive que me guiar pela memória que tinha dos prédios ao redor. Reconheci o muro de um colégio aqui, a entrada de um beco ali, dei uma volta na quadra e logo em seguida estávamos em frente à pousada.

O problema agora era que o dinheiro do aluguel da pousada havia sido gasto com a troca do alternador. Se eu não conseguisse fazer um novo acordo com o dono da pousada, não me restaria outra alternativa a não ser bater de pousada em pousada tentando conseguir uma hospedagem de emergência ou dirigir os 200 km de volta. Felizmente o dono da pousada foi camarada, entendeu a situação e entramos em acordo facilmente. Vou ficar o primeiro mês inteiro aqui.

Lição número três: diga a verdade. Pessoas com experiência no comércio farejam de longe quem está falando a verdade e quem está mentindo. Ninguém dura muito tempo no comércio comprando terrenos na lua.

Resolvido o problema da estadia, era hora de me apresentar para o trabalho. Devo comentar mais sobre isso nos artigos vindouros. O “divertido” foi que, ao final do dia, enquanto eu estava procurando um supermercado, bateram no meu carro! Foi um daqueles acidentes ridículos: eu vinha a 20 ou 30 km/h em uma avenida cujo trânsito estava todo nesta velocidade, parei em frente a uma faixa de pedestres e blam!, o carro de trás bateu em mim.

O motorista era um guri de 19 anos, estava absolutamente aterrorizado, em pânico mesmo, e se ofereceu imediatamente para pagar o prejuízo. Ele estava se comportando de modo muito estranho, olhando desconfiado para os lados, parecendo pensar no que fazer para sair logo daquela situação.

Sabe quando a gente percebe que tem algo errado? O guri disse que tinha carteira, que tudo no carro estava legal, que só não queria incomodar o pai, que tinha acabado de passar por uma cirurgia… Mas ele estava aterrorizado demais para ser só isso. Pensei em todo tipo de possibilidade: que ele tivesse bebido, que o carro fosse roubado, sei lá. Decidi conversar um pouco para ver onde estava me metendo e o guri sussurrou entre dentes, cabisbaixo, sem perceber que e estava ouvindo, uma frase que esclareceu tudo: “o pai vai me matar”.

Fiquei com pena. Eu estava pensando que o guri tinha alguma culpa grave no cartório, mas ele só tinha mesmo cometido uma distração e provavelmente tinha um pai muito severo. O resultado foi que eu, a vítima do acidente, acabei tendo que acalmar o causador do acidente. Aí foi a minha vez de ser compreensivo e de fazer um acordo confiando na palavra do outro. E ele também cumpriu a parte dele.

Aliás, se por acaso ele ler este artigo, quero deixar registrado que o nosso acordo foi bom para os dois lados. Eu teria que devolver R$ 15,00 (quinze reais), mas acho que o meu tempo perdido na oficina e a evitação da bronca dele valem bem mais do que isso. Ficamos numa boa.

Então, após uma semana embaixo d’água, um carro estragado na viagem, uma chegada de noite em uma cidade desconhecida e vazia, um novo acordo com o dono da pousada e uma batida no carro, devo finalmente começar meu verdadeiro projeto, que é desenvolver habilidades que me permitam sobreviver sem depender do serviço público.

Eu costumo dizer o seguinte: “Emigrar é fácil. Imigrar é que é difícil.” Pense bem: para emigrar basta sair de onde se está. Para imigrar é necessário desenvolver uma série de habilidades e preencher uma série de requisitos que nos permitam permanecer em um local novo, desconhecido, desafiante, que nos oferece tanto novas oportunidades quanto diversos obstáculos.

Meu objetivo é me capacitar para me tornar um imigrante de sucesso – nesta cidade ou em qualquer outra, neste país ou em qualquer outro. Por isso quero trocar idéias com quem já fez ou pensa fazer o mesmo. Se este é seu caso, por favor, comente aqui no blog e me adicione no Facebook. Temos muito o que conversar.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 18/07/2015

14 thoughts on “Diário de um imigrante (1)

  1. O nome da cidade é segredo? A mudança da fonte no texto do blog é proposital? (Se foi, não gostei. Embaralha a vista dos anastigmatas!) Você ainda não se convenceu que carro velho é pra rico e que a indústria automobilística necessita de nossa contribuição para que os trabalhadores não percam o emprego? Será que licença nojo se aplica também à falta ao trabalho por uma crise de litíase biliar? Aceita atendimento domiciliar de uma benzedeira?

    Em tempo: Também já fiz isso em mil novecentos e me esqueci, mas a minha história é mais triste e o diário não teria o charme que você consegue dar. Gostei do formato. Um abraço e boa sorte na nova aventura. Estou na torcida a favor.

    1. 1) Sim, vou deixar o nome da cidade em segredo por enquanto.

      2) Sim, a mudança da fonte foi proposital, mas já reverti o texto para a fonte original. Também não gostei da mudança.

      3) Gostei dessa de que carro velho é pra rico. Acho que vou virar milionário e comprar um fusca. 🙂

      4) Litíase biliar se evita e se cura com a minha dieta. Estou dando consultoria. 🙂

      5) Não acredito em benzedeiras. Tenho o corpo fechado. Mandinga iluminista. 😛

      História triste? Mas tu és um profissional muito respeitado. Falo no teu nome na tua cidade e todo mundo te conhece, fala bem de ti e te recomenda. Se houve algo triste na tua história, isso não é aparente pela tua reputação. Tenho uma imagem de sucesso.

      Mas poxa, dizeres que não conseguirias escrever com o charme que eu escrevo foi puxa-saquismo. Tu escreves dez vezes melhor que eu. Invoco o Mauro como testemunha (e ai do Mauro que discorde de mim, vai apanhar…)

  2. Boa sort…. ops! Boa diminuição do azar arthuriano típico na tua nova cidade, caro para-raios!

    Tomara que você se adapte bem a uma cidade tão pequena. Não sei se eu conseguiria.

    1. Eu sou um pára-raios de todos os extremos, Gerson. Acontecem coisas boas e ruins em profusão. Rola mais ou menos um equilíbrio, mas quando eu conto as mais positivas ninguém acredita. É muito estranho.

      A adaptação a cidades pequenas é fácil. Tenho dito isso a vários amigos (alê Roberto!) e ninguém acredita também. Mas nós somos criaturas tribais. Mamíferos territoriais caçadores-coletores tribais. Nos iludimos de que não conseguiríamos viver sem a loucura das grandes cidades, sem uma pet shop 24 horas, sem um posto de gasolina aberto às 3h da madrugada, sem as vinte salas de cinema dos shoppings, sem uma loja de artigos eletrônicos a cada 500m… Mas nada disso faz falta com um mínimo de planejamento. O esforço necessário para se acostumar com estas pequenas limitações é ínfimo comparado à redução monumental do trânsito, da poluição, do engarrafamento, da violência, da impessoalidade, da tranquilidade. Eu recomendo a todo mundo: saiam das grandes cidades, deixem que elas virem um cenário de Mad Max e peguem fogo no meio do caos, da criminalidade e da violência e vão viver em cidades menores, com um belo jardim florido no jardim de casa, passeando de bicicleta em segurança e reunindo os amigos para jantar, bater um papo e jogar canastra ou Banco Imobiliário com a TV desligada uma vez por semana. Vale muito a pena.

  3. Boa sorte com a mudança, Arthur.

    Minha opinião é oposta a do Gerson: eu não conseguiria me adaptar a uma cidade grande…

    1. Valeu, Mateus!

      Eu me adapto em qualquer lugar, mas prefiro os lugares menores e mais bonitos, com relações mais pessoais.

  4. Muito interessante seu artigo!!! Trocar experiências é sempre bom, ainda que as experiências não sejam boas!
    Quanto a palpitar sobre Imigrar, posso dizer, categoricamente que sou Doutora!
    Em meus poucos anos de vida, já mudei 22 vezes. Não, não é apenas um número pra expressar quantidade grande, é um número EXATO!
    Algumas estadias foram curtas, duraram poucos meses, outras mais longas. Digo para descontrair que se a Granero me contratasse, teria a melhor operadora de logística em mudanças disponível.
    A verdade é que eu GOSTO de mudar. Adoro o desafio de se estabelecer em um local onde minha zona de conforto está a quilômetros de distância.
    Até eu construir minha família e decidir me estabelecer em uma região, nunca mantive lugar nenhum como “lar”. Vivi de aluguel por muitos anos e por pura opção. Se alguma ótima oportunidade de amadurecimento profissional/pessoal aparecesse, não queria ter vínculos que me impedissem de aproveitar a oportunidade.
    O resultado foi esse número “cigano” de mudanças!rs
    Mas acho fantástico! Hoje sou capaz de desmontar uma casa inteira, encaixotar, empilhar, guardar, separar e etiquetar em 24 horas. E remontar tudo em 72!
    Nessas minhas mudanças conheci diversos estados, cidades, bairros (em SP mudar de bairro é quase ir pra outro país! kkk), construí amizades fantásticas, perdi outras igualmente fantásticas, mas sempre apreciei muito o “transcender de ares”.
    Mesmo depois de constituir família, mudei 2 vezes, para facilitar deslocamento de trabalho.
    Em resumo gosto de mudar e me adapto bem.
    E, compartilhando uma história desastrosa de mudança, uma vez aluguei em excelente apartamento. Corri com a documentação e valores necessários para realizá-la o mais breve possível. Peguei as chaves numa sexta-feira pela manhã! Ahh… que alegria que foi!!!
    Com a minha experiência em mudanças, em 5 horas estava tudo encaixotado, consegui um utilitário (sim, minha mudança inteira cabia em um utilitário) e lá fui eu pra minha nova vida. Entreguei a chave do antigo imóvel e passei no mercado. Comprei comida para 2 dias, produtos de limpeza, lâmpadas, chuveiro, e tudo mais, enfiei junto com a bagagem e fui pro meu novo apê, numa sexta feira durante a noite.
    Chego na porta do condomínio, estaciono, levo o meu contrato de aluguel a tiracolo e vou conversar com o porteiro.
    Fui sumariamente barrada na portaria.
    Ele não acreditou no documento, disse que poderia ser falso (mesmo sendo registrado em cartório!!!)
    Eu, dona de minha razão, mandei chamar o síndico.
    O síndico responde por interfone (Não é brincadeira!): Estou de pijamas e não vou atendê-la agora. Passe aqui na segunda feira.
    Por mais que eu reclamasse, exigisse, as portas não foram abertas….
    Tive que rodar pela região procurando algum lugar pra ficar…. Arrumei um Motel (sim MOTEL, era só o que tinha) boca de porco total, fedorento, e caro, mas caaaaaaro demais…. era isso ou dormir no carro.
    Tive que ficar nesse lugar até segunda-feira e perder a manhã de trabalho.
    Às 8:00 da manhã, ligo para a imobiliária, espumando pela boca já, pedindo satisfações.
    Eles ligaram para o Síndico.
    Resultado:
    -Sim, havia sido tudo acertado na sexta feira.
    -Sim, o síndico sabia que uma moça ia mudar naquela noite.
    – O grande problema foi…. meu nome. Tenho um nome bem incomum – Natanielly. Na hora de passar o nome para o síndico, ele entendeu Natalia. O porteiro entendeu Natalia. E eu não sou Natalia…. Os documentos não eram de Natalia.

    Resumo:
    Fiquei 2 noites em uma boca de porco escrota, que deve ter enchido minhas coisas de pulga, muito mais cara que minhas parcas economias permitiam, estragou toda comida que havia comprado por uma simples falta de comunicação e traquejo do síndico que sequer quis descer para perceber (o que seria imediato) o erro cometido….
    Perdi dinheiro, sossego e metade de uma dia de trabalho porque o síndico já estava de pijamas, e porque ambos, porteiro e síndico, não foram capazes de perceber um simples erro fonético em nome passado por telefone!!!!

    Hoje é engraçado e vira causo… mas que passei 2 noites quase tendo um aneurisma de tanto nervoso, ah passei! rs

    Bom, essa é minha colaboração de história de mudança mau sucedida. Tenho pelo menos 18 de muito bem sucedidas, e três estressantes, se for ajudar! hahaha
    Boa noite!

    1. Uau!

      Bem, numa situação dessas, eu primeiro insistiria que estava com toda a documentação em ordem, que tinha o direito de entrar e que não poderia ser barrado de entrar em minha própria casa. Se isso não funcionasse, eu chamaria a polícia, carregaria o sujeito de pijamas para a delegacia por me impedir de entrar na minha casa e registraria um B.O., e depois entraria com um pedido de indenização por danos morais contra ele e contra a imobiliária. Eu entendo que uma pessoa não queira se expor a riscos, mas deixar o legítimo dono ou inquilino de um imóvel com uma mudança dentro de um carro e tendo eu pagar motel um final de semana inteiro porque é “incômodo” colocar um agasalho sobre o pijama e abrir um portão, sem se preocupar com a frustração, a incomodação, o transtorno e o gasto pelo qual o outro vai passar… Dá um tempo.

      E olha que eu sou MUITO compreensivo com as limitações do macaco falante. Mas só até o ponto em que percebo algum abuso.

    2. Lógico, isso é algo que se faz quando se conhece a língua e o judiciário do país…

    3. Pensei exatamente o mesmo sobre a polícia, o B.O. e o processo. Que absurdo!

  5. Então… No momento, pensei o mesmo. Pensei exatamente isso!
    Mas também pensei que, depois do dito cujo tirar os pijamas, depois de tudo, conviveríamos no mesmo local…
    E, errada ou não, ainda prezo pela MINHA PAZ. No fim, após algumas semanas, estávamos trocando pedaços de tortas e bolos com um pedido sincero de desculpas dele…
    Foi um infortúnio imenso pra mim. FATO.
    Mas ter levado dessa forma, me rendeu frutos posteriores…
    “A paciência lhe leva a visões mais amplas”! (Frase do Budismo)
    (Paciência, saco e grana, mas td bem!)

    1. É… Eu não tenho paciência a este ponto. Sou um doce quando são corretos comigo, mas azedo quando não são.

  6. Ops, correção: “erradO ou não!”

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