A vingança é um prato que se come frio. Ou frito na banha de porco. 🙂 Para quem duvidou do que eu disse sobre a dieta paleolítica de muito baixo carboidrato que estou fazendo desde 1°/12/2014, para quem disse que eu não tinha base para fazer as afirmações que fiz, para quem disse que a dieta não era saudável, eis aqui o abstract da primeira meta-análise de uma revisão sistemática de estudos clínicos randomizados (nível 1 de evidência) que comprova tudo o que eu disse sobre a dieta. 

Homem das Cavernas

Paleolithic nutrition for metabolic syndrome: systematic review and meta-analysis

Eric W ManheimerEsther J van ZuurenZbys Fedorowicz, and Hanno Pijl

Abstract

Background: Paleolithic nutrition, which has attracted substantial public attention lately because of its putative health benefits, differs radically from dietary patterns currently recommended in guidelines, particularly in terms of its recommendation to exclude grains, dairy, and nutritional products of industry.

Objective: We evaluated whether a Paleolithic nutritional pattern improves risk factors for chronic disease more than do other dietary interventions.

Design: We conducted a systematic review of randomized controlled trials (RCTs) that compared the Paleolithic nutritional pattern with any other dietary pattern in participants with one or more of the 5 components of metabolic syndrome. Two reviewers independently extracted study data and assessed risk of bias. Outcome data were extracted from the first measurement time point (≤6 mo). A random-effects model was used to estimate the average intervention effect. The quality of the evidence was rated with the use of the Grading of Recommendations Assessment, Development and Evaluation approach.

Results: Four RCTs that involved 159 participants were included. The 4 control diets were based on distinct national nutrition guidelines but were broadly similar. Paleolithic nutrition resulted in greater short-term improvements than did the control diets (random-effects model) for waist circumference (mean difference: −2.38 cm; 95% CI: −4.73, −0.04 cm), triglycerides (−0.40 mmol/L; 95% CI: −0.76, −0.04 mmol/L), systolic blood pressure (−3.64 mm Hg; 95% CI: −7.36, 0.08 mm Hg), diastolic blood pressure (−2.48 mm Hg; 95% CI: −4.98, 0.02 mm Hg), HDL cholesterol (0.12 mmol/L; 95% CI: −0.03, 0.28 mmol/L), and fasting blood sugar (−0.16 mmol/L; 95% CI: −0.44, 0.11 mmol/L). The quality of the evidence for each of the 5 metabolic components was moderate. The home-delivery (n = 1) and dietary recommendation (n = 3) RCTs showed similar effects with the exception of greater improvements in triglycerides relative to the control with the home delivery. None of the RCTs evaluated an improvement in quality of life.

Conclusions: The Paleolithic diet resulted in greater short-term improvements on metabolic syndrome components than did guideline-based control diets. The available data warrant additional evaluations of the health benefits of Paleolithic nutrition. This trial was registered at PROSPERO (www.crd.york.ac.uk/PROSPERO) as CRD42014015119. 

Link do original aqui.

Agora leia ou releia o que eu escrevi , sabendo que está tudo 100% correto, e cuide de sua saúde: 

1) Dieta para matar diabéticos

2) Corrigindo a dieta para matar diabéticos

3) Como comer para emagrecer e para curar a diabetes

Boa sorte! 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br –  14/08/2015

18 thoughts on “Meta-análise comprova: dieta paleolítica é a mais saudável

  1. Admiro quem tem disposição para fazer uma dieta dessas, mas definitivamente não é meu caso.

    1. Para mim é a dieta mais fácil do mundo de seguir: carnes, peixes, ovos, saladas verdes, nozes e castanhas, preparados crus, assados, cozidos ou fritos em banha de porco, óleo de coco, azeite oliva ou azeite de dendê, só com temperos naturais e sal a gosto, mais umas poucas frutas. Nada de cereais, integrais ou refinados, nem nada que os contenha, nada de óleos vegetais fora os citados, nada de embutidos e porcarias altamente processadas. No meu caso, mais tomate, cebola e iogurte natural. Faço uma ou duas refeições por dia, sem jamais sentir fome. Pronto.

      Que outra dieta pode ser descrita e seguida de modo tão simples e fácil, com resultados tão bons?

    2. Você continua chato. Mas ao que tudo indica é um chato cada vez mais saudável.

      Pra mim é difícil já que não faço a comida de casa. Mas reduzi pela metade o pão, diminui o arroz & feijão e aumentei os ovos (minha principal proteína animal. De noite –> menos um pão e mais um ovo.

      O difícil é diminuir o açúcar do mate neste Rio 40° 🙁 .

    3. “um chato cada vez mais saudável” HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA!!!! Amei isso! 🙂

  2. Estou tentando me manter o mais paleo possível, mas ultimamente está difícil. Piro num açucar, hahaha!

    1. Engraçado… Eu achava que ia sentir muita falta do açúcar, mas o único momento em que lamentei não poder comer algo doce foi exatos 31 dias após o início da dieta, quando minha prima serviu um maravilhoso sorvete de creme com fios de ovos no reveillon. Lamentei, mas nem mesmo assim foi difícil me manter n alinha: eu sabia que não podia furar a dieta tão cedo, logo, não furei. É uma questão de se saber o que se quer. Tu também podes, basta decidir. 😉

  3. Mas é animador ver que as evidências estão aparecendo em número cada vez maior.

    1. Sim, agora vão surgir em progressão geométrica. É o início de uma revolução. A pirâmide alimentar não vai completar bodas de ouro com a respeitabilidade.

  4. ” Faço uma ou duas refeições por dia, sem jamais sentir fome. Pronto.”

    O nosso corpo não está acostumado a comer várias vezes ao dia, pois está correto, comer de 1 a 2 refeições por dia. Pesquisar sobre jejum intermitente.

    “Para mim é a dieta mais fácil do mundo de seguir:”

    Ele deve tá pensando que é aquelas dietas ultrapassadas de contagem de calorias, que tem que comer pouquinho, racionado e passar fome. Paleolítica não é uma dieta, é um estilo de vida, você não faz, emagrece e depois volta a comer a porcarias e engorda de novo, faz pelo resto da vida, você pode quando emagrecer, fazer o dia do lixo, uma vez na semana tirar pra comer besteira.

    1. Desde 1°/12/2014 não faço um único “dia do lixo”. 🙂

  5. Fábio Rocha

    25/08/2015 — 00:11

    Não discordando da pesquisa, mas pensando com o meus botões…… Se todo mundo migrasse para dieta paleolítica, haveria alimentos para todas essas pessoas?

    1. Resposta direta: o mercado se adapta.

      Resposta para refletir: é mais razoável continuar comendo veneno ou modificar o sistema produtivo?

  6. Pois é, Fábio Rocha! É um ponto que também me parece merecer reflexão… O consumo de carne não é altamente negativo em termos de consumo de água e emissão de gazes de efeito estufa?

    1. Não e não. 🙂

  7. Fábio Rocha

    25/08/2015 — 22:47

    Arthur, acho que o mercado não se adaptaria…. Imagina se todo chinês, Indiano e Japonês resolvesse aderir a dieta paleolítica rsrs….. Como amiga Antonine frisou, seria um custo inevitável para meio ambiente….. Para produzir essa proteína animal tem um custo muito grande e isso afetaria no bolso do cidadão (consumidor) com preços elevadíssimos ……. Acho que só pessoas que tivessem uma situação financeira muito boa se adaptaria a esse mercado……. E fora as industrias dos “enlatados” pagando pesquisas, manipulando informações…… Seria uma “guerra alimentar”……

    Mas concordo plenamente temos que encontrar uma solução… Mais pesquisas… Pesquisar alimentos com grau de proteínas igual ou pouco inferior da proteína animal…. Estudar insetos rsrs, etc, etc, …..Deixar a ciência trabalhar….

    1. Sim, o mercado se adapta. Não existe isso de continuar produzindo o que não é consumido e de não produzir aquilo para que existe demanda.

      Quanto a deixar a ciência trabalhar, não foi exatamente isso que levou ao resultado desta meta-análise? 😉

  8. Minhocas…

  9. Caracóis… Passam por ser iguarias, na minha terra, mas nunca curti muito. E falando em terra, as minhocas, segundo o pesquisador Marcel Bouché no livro “Des vers de terre et des hommes” Actes Sud, 2014, sempre participaram da dieta evolutiva humana. Darwin relata o consumo de minhocas por populações indianas (“The formation of vegetable mould through the action of worms with observations on their habits”, London,1881).

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