Uma chance em um milhão?

Volta e meia eu ouço algum defensor da energia atômica dizer que “a chance de acontecer algum acidente grave com uma usina nuclear é de uma em um milhão”. Será?

chernobyl

Tivemos um acidente grave em Three Mile Island, um acidente grave em Chernobyl e um acidente grave em Fukushima. Onde estão as outras dois milhões, novecentos e noventa e nove mil, novecentas e noventa e sete usinas nuclares? 

Cansa ouvir esse besteirol sobre “tecnologia segura” e “chances mínimas de problemas”, viu?

Se na mão dos estadunidenses e dos japoneses aconteceram aqueles acidentes, imagine o perigo que representa ter  usinas nucleares nas mãos de povos com culturas em que a responsabilidade não é tão valorizada.

Fechem Angra.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 29/09/2015

Princípios e prática de uma dieta paleolítica de baixo carboidrato

Vivemos em uma época estranha, em que muitas pessoas se preocupam em obter uma nutrição saudável e poucas pessoas conseguem acesso à informação adequada para atingir este objetivo, ficando perdidas em um mar de informações inadequadas e até mesmo perigosas. Este artigo resume de modo simples e direto a melhor informação científica disponível sobre como se alimentar para promover a saúde e a boa disposição e evitar doenças como a obesidade, a diabetes, a hipertensão, a aterosclerose, o infarto do miocárdio, a depressão, o declínio cognitivo e diversas doenças intestinais, vasculares e crônico-degenerativas.

1. Princípio paleo: o ser humano evoluiu por vários milhões de anos como caçador-coletor, portanto, está adaptado a alimentar-se dos produtos da caça e da coleta disponíveis ao longo do período paleolítico, anterior à revolução neolítica, à revolução verde e à revolução industrial.

2. Princípio low-carb: o ser humano não é capaz de sintetizar certos aminoácidos e certos ácidos graxos, devendo ingeri-los obrigatoriamente, mas é capaz de sintetizar todos os carboidratos necessários a seu metabolismo, portanto, não tem necessidade de ingerir carboidratos e tem uma capacidade limitada de metabolizar os carboidratos ingeridos (com variabilidade interpessoal).

3. Princípio integrativo: uma dieta que inclua somente alimentos para os quais o ser humano está adaptado, nas proporções e freqüências de ingestão com que o corpo humano é capaz de metabolizá-los, será necessariamente uma dieta saudável, enquanto que uma dieta que inclua elementos novos do ponto de vista evolutivo ou em quantidades inadequadas do ponto de vista metabólico será provavelmente uma dieta insalubre.

Produtos de caça e coleta são carnes integrais de todos os tipos, ovos e certos vegetais. As proporções ótimas destes alimentos são de 15% a 25% das calorias da dieta na forma de proteína e uma quantidade não superior a 150 gramas de carboidratos por dia, sendo tanto melhor quanto menor for o índice glicêmico destes carboidratos. E a freqüência de ingestão é baixa e irregular, porque ao longo da evolução humana a disponibilidade dos alimentos quase sempre foi baixa e irregular. Estas informações são suficientes para compor uma dieta saudável, como na foto abaixo.

Comida de verdade

Coma carnes integrais livremente – de gado bovino, de porco, de aves, de peixes, de frutos do mar, de répteis e outras de sua preferência, como escargot e até mesmo insetos – incluindo vísceras como coração, fígado, rins, moela e intestinos, sem retirar a pele e a gordura associadas e sem selecionar carnes magras. Coma chuleta de gado, “músculo” ou ossobuco (incluindo o tutano dos ossos), pernil de porco com toda a gordura, frango com pele, peixes e ovos na quantidade que desejar, sem contar calorias e sem se preocupar com o colesterol, até ficar saciado.

Coma saladas verdes livremente – alface, espinafre, brócolis, couve-flor, repolho, rúcula, agrião, radiche (se for folha verde vale), pepino, azeitona, aspargo, pimentão – e complemente com tomate, cebola, salsa, cebolinha, hortelã, orégano, alho, pimenta e outros temperos de horta.

Coma abacate, limão, coco e frutas vermelhas como morango, mirtilo (blueberry), framboesa, amoras e pitanga quase livremente. “Quase” significa “sem excessos”. Mas atenção: a maçã, embora seja vermelha, é uma exceção e deve ser consumida com moderação.

Coma frutas moderadamente ou muito pouco, evitando as mais comercializadas, em especial a laranja e a banana. Isso que hoje em dia chamamos de “frutas” são praticamente “doces que dão em árvores”, tamanha é a quantidade de açúcar que elas contém. As frutas modernas sofreram uma intensa seleção artificial pela agricultura, devido à alta palatabilidade do açúcar, e portanto não são saudáveis como se apregoa. As frutas disponíveis durante a evolução humana eram todas frutas silvestres com baixo conteúdo de açúcar e disponibilidade apenas sazonal. Além disso, as frutas contém frutose, um tipo de açúcar especialmente danoso à saúde quando consumido acima de oito gramas por dia. A frutose é metabolizada no fígado e pode causar esteatose hepática e resistência à insulina, que é a causa metabólica do diabetes tipo 2.

Coma nozes, castanhas, amêndoas e avelãs eventual e moderadamente. Mas coma.

Há uma discussão interessante quanto a uma suposta exceção para o princípio paleo: o leite e os laticínios. Para quem não precisa emagrecer, não é diabético e não é intolerante à lactose, em geral o leite não traz malefícios, desde que consumido moderadamente, porque afinal de contas lactose é açúcar. Quanto aos iogurtes, beba somente iogurte natural sem adição de açúcar, porque todos os iogurtes com sabor de fruta contém grandes quantidades de açúcar. Quanto aos queijos, prefira os mais duros e amarelos, como queijo lanche ou parmesão, mas consuma-os com moderação, porque as proteínas dos laticínios estão entre as mais insulinogênicas. A recomendação de preferir queijos brancos e “leves”, como a ricota, está simplesmente errada.

Não coma cereais – refinados ou integrais – como trigo (o pior vilão), soja, cevada, centeio, aveia, malte ou qualquer alimento que contenha glúten. Ao contrário do que é dito por aí, o glúten não faz mal apenas para quem é celíaco ou “sensível ao glúten”. O glúten tem uma proteína, a gliadina, que em contato com a proteína zonulina, presente no intestino de todos os seres humanos, aumenta a permeabilidade intestinal. Isso faz com que toxinas bacterianas e partes de proteínas semi-digeridas entrem na corrente sanguínea, aumentando o nível de inflamação de fundo, o que causa danos vasculares (e aterosclerose, trombose, infarto, AVC) e doenças auto-imunes, como o diabetes tipo 1. Além disso, os cereais possuem alto conteúdo de carboidrato com altos índices glicêmicos. Infelizmente, isso implica abdicar de pães, massas, pizzas, lasagnas, cachorros-quentes, x-burguers, empanados, salgadinhos, bolachas, a maior parte das marcas de chocolate e diversos outros alimentos deliciosos porém não saudáveis que compõem a maior parte do que é oferecido nos supermercados hoje em dia. E sim, isso inclui a cerveja e qualquer coisa preparada à milanesa.

Não coma leguminosas – qualquer coisa que dê em vagens – como o feijão e a “vagem”. As leguminosas possuem antinutrientes, que são substâncias que dificultam a absorção dos nutrientes de que precisamos, e podem causar doenças auto-imunes. Embora a chance de causar doenças auto-imunes não seja muito elevada, ela existe. Quem quer ser o “sortudo” a receber o “prêmio”?

Não coma – nem beba – açúcares ou adoçantes, seja na forma de doces, bolos e tortas ou de refrigerantes e sucos de fruta. Não faz diferença se um é industrializado e o outro é natural: um copo de suco de laranja contém tanto açúcar quanto um copo de refrigerante e ambos causam o mesmo impacto em nosso organismo. Já os adoçantes podem produzir resistência à insulina.

Não coma batata, ou coma muito raramente. Comer batata inglesa é pior em termos de ingestão de caboidratos do que comer açúcar direto do açucareiro: enquanto o índice glicêmico da sacarose (açúcar de mesa) é 65, o índice glicêmico da batata inglesa é de 85. A batata-doce não fica muito atrás, com um índice glicêmico de 77.

Fuja da margarina e dos óleos de soja, canola, milho e girassol. Ao contrário do que tem sido dito por aí, estes produtos não são saudáveis e já foi demonstrado que podem ativar genes com ação obesogênica e diabetogênica. Substitua a margarina pela manteiga e cozinhe com a boa e velha banha de porco que a vovó usava, com óleo de coco ou com azeite de dendê (óleo de palma), pois todos eles são termorresistentes e podem ser usados até mesmo para fazer frituras. Abuse do óleo de oliva frio, como tempero de saladas.

Fuja dos alimentos processados. Nenhum deles esteve presente durante a evolução humana e quase todos eles contém açúcar em quantidades assombrosas, mesmo que não tenham gosto doce. Além disso, eles quase sempre contém corantes, aromatizantes, flavorizantes, espessantes, emulsificantes, estabilizantes, conservantes e outros “antes” cujos efeitos no organismo humano estão longe de terem sido bem estudados. Comida de verdade não tem rótulo, como na foto abaixo.

Comida de mentira

Finalmente, esqueça aquela loucura de comer de três em três horas e passe a fazer apenas duas refeições por dia, no máximo três. Quem precisa comer de três em três horas é quem come errado, com excesso de carboidratos, o que força o pâncreas a produzir grandes quantidades de insulina, o hormônio que joga o açúcar para dentro das células e impede que a gordura saia das células adiposas – o que nos engorda, nos deixa resistentes à insulina, hipertensos e deprimidos, além de promover uma série de doenças crônico-degenerativas. Quem segue uma dieta paleolítica de baixo carboidrato passa muitas horas sem sentir fome, pois seu organismo se habitua a queimar gordura e não carboidratos como combustível principal – que é o que sempre aconteceu ao longo da evolução humana, quando a obesidade, a diabetes, a hipertensão, a depressão e as doenças crônico-degenerativas eram condições muito raras.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 23/09/2015

Aulinha rápida de Esperanto

O Esperanto é a Língua Neutra Internacional, criada por Lázaro Luís Zamenhof para se tornar a segunda língua de todos os povos e promover a comunicação internacional em pé de igualdade e espírito de fraternidade entre todos os povos, culturas e nações, preservando suas línguas nativas e suas culturas. É a língua mais fácil de ser aprendida no mundo, podendo ser dominada em seis vezes menos tempo que qualquer outra.

Zamenhof sobre a bandeira do Esperanto
Imagem de Zamenhof, o criador do Esperanto, em montagem com os continentes como marca d’água e a frase “paz no mundo” em Esperanto, sobre a bandeira do Esperanto.

Todo infinitivo verbal termina por -i. 
Todo futuro termina por -os. 
Todo presente termina por -as. 
Todo passado termina por -is. 
Todo condicional termina por -us. 
Todo imperativo termina por -u. 

Todo particípio passivo passado termina por -it-.
Todo particípio passivo presente termina por -at-.
Todo particípio passivo futuro termina por -ot-.

Todo particípio ativo passado termina por -int-.
Todo particípio ativo presente termina por -ant-.
Todo particípio ativo futuro termina por -ont-.

Todo substantivo termina por -o,
Todo adjetivo termina por -a.
Todo advérbio derivado termina por -e.

É necessário decorar uma lista de advérbios fundamentais e preposições.

Há uma pequena tabela de correlativos que também precisa ser decorada.

Há dois casos, nominativo e acusativo.
O objeto direto é marcado por -n (a marca do acusativo).
O objeto indireto é antecedido pela preposição.

Isso é quase toda a gramática do Esperanto. Que outra língua pode ter quase toda sua gramática descrita em 20 linhas? 🙂

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/09/2015

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“Ortorexia”? A estupidez não tem limites!

Você se preocupa com a qualidade da sua alimentação, só come comida saudável e prefere ficar algumas horas em jejum a comer porcaria quando está fora de casa? Cuidado! Segundo os “profissionais de saúde”, você sofre de um “distúrbio de comportamento alimentar” e pode sofrer de anemias e avitaminoses se insitir em comer apenas alimentos saudáveis e evitar porcarias! HAHAHAHA!!! A estupidez não tem mesmo limites!

Sério, gente. Este é o verbete da Wikipédia sobre a suposta “ortorexia”:

Ortorexia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O termo ortorexia é de origem grega – “orthós” significa correto e “orexsis”, fome – e foi criado pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health Food Junkies (algo como Viciados em Comida Saudável)[1] Segundo ele, quem apresenta o problema possui uma fixação por alimentação saudável e chega a gastar horas pensando no assunto. Apesar de a ortorexia ser reconhecida pelos profissionais de saúde como um distúrbio de comportamento alimentar, o termo ainda não é usado como diagnóstico no DSM-IV.[2]

Índice

Obsessão por normas

Para conseguir manter uma dieta que considera correta, o ortoréxico inicia uma busca obsessiva por regras alimentares. Qualquer item considerado “impuro” (como aqueles que contêm corantes, conservantes, pesticidas, gorduras trans, excesso de sal ou açúcar e outros componentes) é excluído da alimentação. Na maioria das vezes até a forma de preparo e os utensílios usados fazem parte das preocupações de quem tem ortorexia.

Informações distorcidas

Os conceitos usados pelos ortoréxicos são, na maioria das vezes, baseados em informações verdadeiras (por exemplo: não é errado pensar que o uso exagerado de sal faz mal à saúde). O problema é que aplicam esses conhecimentos de forma exagerada, fazendo com que a dieta tome conta de sua vida. Quando estão fora de casa, por exemplo, muitos indivíduos preferem ficar em jejum a ingerir algum alimento considerado impuro.

Prejuízos para o portador

Por se submeter a diversas restrições, chegando até a excluir determinados grupos alimentares da dieta, o portador de ortorexia corre sérios riscos de apresentar deficiência de algum nutriente essencial ao bom funcionamento do organismo. Disfunções como anemia e avitaminose são exemplos de problemas de saúde que podem ser desenvolvidos em decorrência da fixação por alimentos saudáveis.

Outro dano inevitável causado pela ortorexia é o isolamento social. Como é muito difícil encontrar quem compartilhe dos mesmos hábitos, o portador do distúrbio prefere faltar a compromissos que envolvam comida – como um almoço em família – a ter que justificar suas escolhas ou ser tachado de neurótico. Muitas vezes, também deixa de realizar algumas atividades para que possa se dedicar com mais afinco à descoberta de novas preparações e combinações alimentares.

Tratamento

Como a ortorexia não é um transtorno alimentar reconhecido, não há um tratamento específico para o quadro. Geralmente, indica-se a combinação de terapia nutricional e psicoterapia para ajudar o paciente a desmistificar os conceitos estabelecidos sobre dieta saudável. Assim, espera-se alterar os padrões alimentares sem prejudicar a autoestima do paciente.

Ver também

http://nutricy.com/ortorexia-quando-alimentacao-equilibrada-vira-uma-obsessao/

http://www.ambulim.org.br

http://www.proata.cepp.org.br

Notas e referências

AGL

Na boa, pessoal, o Pensar Não Dói muda de orientação aqui e agora. Esta foi a gota d’água. Vivemos realmente em um mundo de imbecis sem salvação. Cuidado com a estrtura da frase: eu não disse “um mundo sem salvação”, eu disse “imbecis sem salvação”. Depois de saber que “profissionais de saúde” consideram que exigir alimentos saudáveis e negar-se a comer porcarias que fazem mal à saúde é um “distúrbio de comportamento alimentar”, não tenho mais como ter respeito pelo Urko. Chutei o pau da barraca.

Urko, vá plantar batatas transgênicas com agrotóxicos! E coma tudo frito em óleo de soja!

Eu sou um “ortoréxico” com muito orgulho do meu “distúrbio de comportamento alimentar”.

Não como nada que contenha cereais, especialmente o trigo, porque a espécie humana não está adaptada ao glúten, que causa diversos danos metabólicos para qualquer pessoa, independentemente de ser ou não “sensível ao glúten”, e porque qualquer coisa feita com farinha vira uma bomba de açúcar no sangue. Isso significa que não como pão, massa, pizza, x-burguer, cachorro quente, arroz, feijão, milho, aveia, cevada, granola, etc.

Não como nada em restaurantes e lancherias, porque os óleos que eles usam para cozinhar – soja, canola, milho e girassol – são puro veneno. Também não admito que estes venenos ou qualquer coisa preparada com eles entrem em minha casa. O ser humano não evoluiu ingerindo estas substâncias e já há estudos preliminares com camundongos que mostram que o óleo de soja é mais obesogênico e diabetogênico que o próprio açúcar.

Não como frutas, porque são cheias de açúcar, especialmente de frutose, o açúcar do mal. Dou uma mordidinha aqui, outra ali. Também não bebo refrigerante, nem suco de fruta, porque ambos são bombas de açúcar. Parei até de beber leite, o que há menos de um ano eu consideraria inimaginável, não porque seja intolerante à lactose – não sou – mas porque lactose é açúcar.

Não me importo em ser “anti-social”: se vou a uma festa, e já fui a várias depois de vestir a carapuça de troglodita radical, não aceito nada que me oferecem: salgados, doces, bolos, tortas, etc. Não adianta me oferecer um simples halls, ou um chiclete “sem açúcar”, que eu não aceito, porque os rótulos de “sem açúcar” são mentirosos: eles contém substâncias que não são legalmente catalogadas como açúcares, mas que se transformam em açúcar ao serem digeridas. (Verifique: manitol, maltitol, sorbitol e xilitol são classificados como “edulcorantes” e “espessantes”, mas são açúcares. E é óbvio que a indústria que produz estas porcarias não se importa de mentir e induzir os diabéticos a ingerirerm açúcares.)

E sou radicalíssimo: prefiro passar 24 horas em jejum absoluto a dar uma única mordida em uma fatia de pão com margarina.

Eu só como carnes, peixes, aves, ovos, saladas, nozes, castanhas, avelãs e água. Uma vez que outra eu tomo um ou dois goles de iogurte natural, ou meia barrinha de 15 g de chocolate sem glúten com mais de 85% de cacau, ou dois ou três moranguinhos com nata, ou meio abacate puro. Se preciso ficar muito tempo fora de casa, levo comigo uma lata de atum ao natural e uma fatia de queijo, ou um ovo cozido e um punhado de nozes.

Nunca estive tão bem de saúde e tão bem disposto nos últimos 27 anos.

Desde quando descobri que estava diabético, pesquisei “dieta para diabéticos” no Google e encontrei uma absurda quase-unanimidade de informações erradas dadas por médicos e nutricionistas, que orientavam e orientam seus pobres coitados pacientes diabéticos a se entupirem de carboidratos, eu entrei em pânico pensando em quanta gente teve, tem e terá sua vida destruída pela estupidez do Urko. Quando descobri a definição de “ortorexia”, porém, eu relaxei. O mundo é uma selva. Salve-se quem puder.

Eu não vou deixar de tentar salvar o mundo, é claro. Isso está no meu DNA. Estou assumindo responsabilidades profissionais pesadíssimas, tentando proteger a saúde de milhares de pessoas, coisa que eu não preciso fazer, mas quero fazer. Vou me incomodar um monte tentando convencer “profissionais de saúde” teimosos que não aceitam se atualizar cientificamente a saírem de suas zonas de conforto e passarem a prescrever dietas saudáveis segundo o que diz a ciência da nutrição de melhor qualidade produzida no planeta. Na verdade eu vou muito além disso, pois vou fazer trabalho voluntário para disponibilizar esta informação também ao público leigo.

O que eu não vou mais fazer é me importar e muito menos me estressar com resistências e críticas. Não dá. Alguém que diz que exigir alimentos saudáveis e negar-se a comer porcarias que fazem mal à saúde é um “distúrbio de comportamento alimentar” que pode causar anemias e avitaminoses não merece crédito algum. Eu não tenho por que me sentir atingido pelas resistências e críticas de “profissionais da saúde” que propagam uma estupidez destas, eu só lamento pelas vítimas que eles vão desgraçar com seus conceitos absurdos, especialmente pelas crianças.

Felizmente, hoje já existe muita gente boa trabalhando firme para divulgar a informação correta, com sólida fundamentação científica. Quem tiver capacidade para superar a “falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem” encontrará a informação correta e fará bom uso dela, assim como eu fiz.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/09/2015