Você se preocupa com a qualidade da sua alimentação, só come comida saudável e prefere ficar algumas horas em jejum a comer porcaria quando está fora de casa? Cuidado! Segundo os “profissionais de saúde”, você sofre de um “distúrbio de comportamento alimentar” e pode sofrer de anemias e avitaminoses se insitir em comer apenas alimentos saudáveis e evitar porcarias! HAHAHAHA!!! A estupidez não tem mesmo limites!

Sério, gente. Este é o verbete da Wikipédia sobre a suposta “ortorexia”:

Ortorexia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O termo ortorexia é de origem grega – “orthós” significa correto e “orexsis”, fome – e foi criado pelo médico americano Steven Bratman, autor do livro Health Food Junkies (algo como Viciados em Comida Saudável)[1] Segundo ele, quem apresenta o problema possui uma fixação por alimentação saudável e chega a gastar horas pensando no assunto. Apesar de a ortorexia ser reconhecida pelos profissionais de saúde como um distúrbio de comportamento alimentar, o termo ainda não é usado como diagnóstico no DSM-IV.[2]

Índice

Obsessão por normas

Para conseguir manter uma dieta que considera correta, o ortoréxico inicia uma busca obsessiva por regras alimentares. Qualquer item considerado “impuro” (como aqueles que contêm corantes, conservantes, pesticidas, gorduras trans, excesso de sal ou açúcar e outros componentes) é excluído da alimentação. Na maioria das vezes até a forma de preparo e os utensílios usados fazem parte das preocupações de quem tem ortorexia.

Informações distorcidas

Os conceitos usados pelos ortoréxicos são, na maioria das vezes, baseados em informações verdadeiras (por exemplo: não é errado pensar que o uso exagerado de sal faz mal à saúde). O problema é que aplicam esses conhecimentos de forma exagerada, fazendo com que a dieta tome conta de sua vida. Quando estão fora de casa, por exemplo, muitos indivíduos preferem ficar em jejum a ingerir algum alimento considerado impuro.

Prejuízos para o portador

Por se submeter a diversas restrições, chegando até a excluir determinados grupos alimentares da dieta, o portador de ortorexia corre sérios riscos de apresentar deficiência de algum nutriente essencial ao bom funcionamento do organismo. Disfunções como anemia e avitaminose são exemplos de problemas de saúde que podem ser desenvolvidos em decorrência da fixação por alimentos saudáveis.

Outro dano inevitável causado pela ortorexia é o isolamento social. Como é muito difícil encontrar quem compartilhe dos mesmos hábitos, o portador do distúrbio prefere faltar a compromissos que envolvam comida – como um almoço em família – a ter que justificar suas escolhas ou ser tachado de neurótico. Muitas vezes, também deixa de realizar algumas atividades para que possa se dedicar com mais afinco à descoberta de novas preparações e combinações alimentares.

Tratamento

Como a ortorexia não é um transtorno alimentar reconhecido, não há um tratamento específico para o quadro. Geralmente, indica-se a combinação de terapia nutricional e psicoterapia para ajudar o paciente a desmistificar os conceitos estabelecidos sobre dieta saudável. Assim, espera-se alterar os padrões alimentares sem prejudicar a autoestima do paciente.

Ver também

http://nutricy.com/ortorexia-quando-alimentacao-equilibrada-vira-uma-obsessao/

http://www.ambulim.org.br

http://www.proata.cepp.org.br

Notas e referências

AGL

Na boa, pessoal, o Pensar Não Dói muda de orientação aqui e agora. Esta foi a gota d’água. Vivemos realmente em um mundo de imbecis sem salvação. Cuidado com a estrtura da frase: eu não disse “um mundo sem salvação”, eu disse “imbecis sem salvação”. Depois de saber que “profissionais de saúde” consideram que exigir alimentos saudáveis e negar-se a comer porcarias que fazem mal à saúde é um “distúrbio de comportamento alimentar”, não tenho mais como ter respeito pelo Urko. Chutei o pau da barraca.

Urko, vá plantar batatas transgênicas com agrotóxicos! E coma tudo frito em óleo de soja!

Eu sou um “ortoréxico” com muito orgulho do meu “distúrbio de comportamento alimentar”.

Não como nada que contenha cereais, especialmente o trigo, porque a espécie humana não está adaptada ao glúten, que causa diversos danos metabólicos para qualquer pessoa, independentemente de ser ou não “sensível ao glúten”, e porque qualquer coisa feita com farinha vira uma bomba de açúcar no sangue. Isso significa que não como pão, massa, pizza, x-burguer, cachorro quente, arroz, feijão, milho, aveia, cevada, granola, etc.

Não como nada em restaurantes e lancherias, porque os óleos que eles usam para cozinhar – soja, canola, milho e girassol – são puro veneno. Também não admito que estes venenos ou qualquer coisa preparada com eles entrem em minha casa. O ser humano não evoluiu ingerindo estas substâncias e já há estudos preliminares com camundongos que mostram que o óleo de soja é mais obesogênico e diabetogênico que o próprio açúcar.

Não como frutas, porque são cheias de açúcar, especialmente de frutose, o açúcar do mal. Dou uma mordidinha aqui, outra ali. Também não bebo refrigerante, nem suco de fruta, porque ambos são bombas de açúcar. Parei até de beber leite, o que há menos de um ano eu consideraria inimaginável, não porque seja intolerante à lactose – não sou – mas porque lactose é açúcar.

Não me importo em ser “anti-social”: se vou a uma festa, e já fui a várias depois de vestir a carapuça de troglodita radical, não aceito nada que me oferecem: salgados, doces, bolos, tortas, etc. Não adianta me oferecer um simples halls, ou um chiclete “sem açúcar”, que eu não aceito, porque os rótulos de “sem açúcar” são mentirosos: eles contém substâncias que não são legalmente catalogadas como açúcares, mas que se transformam em açúcar ao serem digeridas. (Verifique: manitol, maltitol, sorbitol e xilitol são classificados como “edulcorantes” e “espessantes”, mas são açúcares. E é óbvio que a indústria que produz estas porcarias não se importa de mentir e induzir os diabéticos a ingerirerm açúcares.)

E sou radicalíssimo: prefiro passar 24 horas em jejum absoluto a dar uma única mordida em uma fatia de pão com margarina.

Eu só como carnes, peixes, aves, ovos, saladas, nozes, castanhas, avelãs e água. Uma vez que outra eu tomo um ou dois goles de iogurte natural, ou meia barrinha de 15 g de chocolate sem glúten com mais de 85% de cacau, ou dois ou três moranguinhos com nata, ou meio abacate puro. Se preciso ficar muito tempo fora de casa, levo comigo uma lata de atum ao natural e uma fatia de queijo, ou um ovo cozido e um punhado de nozes.

Nunca estive tão bem de saúde e tão bem disposto nos últimos 27 anos.

Desde quando descobri que estava diabético, pesquisei “dieta para diabéticos” no Google e encontrei uma absurda quase-unanimidade de informações erradas dadas por médicos e nutricionistas, que orientavam e orientam seus pobres coitados pacientes diabéticos a se entupirem de carboidratos, eu entrei em pânico pensando em quanta gente teve, tem e terá sua vida destruída pela estupidez do Urko. Quando descobri a definição de “ortorexia”, porém, eu relaxei. O mundo é uma selva. Salve-se quem puder.

Eu não vou deixar de tentar salvar o mundo, é claro. Isso está no meu DNA. Estou assumindo responsabilidades profissionais pesadíssimas, tentando proteger a saúde de milhares de pessoas, coisa que eu não preciso fazer, mas quero fazer. Vou me incomodar um monte tentando convencer “profissionais de saúde” teimosos que não aceitam se atualizar cientificamente a saírem de suas zonas de conforto e passarem a prescrever dietas saudáveis segundo o que diz a ciência da nutrição de melhor qualidade produzida no planeta. Na verdade eu vou muito além disso, pois vou fazer trabalho voluntário para disponibilizar esta informação também ao público leigo.

O que eu não vou mais fazer é me importar e muito menos me estressar com resistências e críticas. Não dá. Alguém que diz que exigir alimentos saudáveis e negar-se a comer porcarias que fazem mal à saúde é um “distúrbio de comportamento alimentar” que pode causar anemias e avitaminoses não merece crédito algum. Eu não tenho por que me sentir atingido pelas resistências e críticas de “profissionais da saúde” que propagam uma estupidez destas, eu só lamento pelas vítimas que eles vão desgraçar com seus conceitos absurdos, especialmente pelas crianças.

Felizmente, hoje já existe muita gente boa trabalhando firme para divulgar a informação correta, com sólida fundamentação científica. Quem tiver capacidade para superar a “falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem” encontrará a informação correta e fará bom uso dela, assim como eu fiz.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/09/2015

4 thoughts on ““Ortorexia”? A estupidez não tem limites!

  1. Nicolau II da Rússia

    13/09/2015 — 09:48

    Impossível não lembrar daquela frase: “não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente”. Talvez seja exagero meu, mas me parece que em vez de evoluir estamos regredindo em vários aspectos. Li seus artigos sobre a dieta de baixo carboidrato e tive a impressão de que era uma dieta muito parecida com a que meus avós ou bisavós tinham. Porém, em algum momento (não lembro muito bem quando) começamos a ser bombardeados com informações erradas e prejudiciais, que podem até custar vidas humanas. Tenho aqui na minha casa um livro escrito pelo cardiologista gaúcho Fernando Luchese e é simplesmente assustadora a quantidade de informações erradas e prejudiciais que ele contém (em resumo, cortar gorduras animais, usar e abusar de óleos vegetais, evitar carne e ovos, consumir cereais integrais, etc).

    Espero, sinceramente que a classe médica acorde e passe a orientar melhor a população sobre como cuidar da saúde, mas não acredito muito nisso, afinal eles lucram com a doença. Se ninguém ficar doente, do que vão viver os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros, não é mesmo?

    Mas o que me consola um pouco é que as informações corretas já estão disponíveis para quem procurar. O que me preocupa é que tão pouca gente procure. Será que não dão importância a própria saúde?

    Abraço. Eu nunca comentei antes, mas sou um leitor assíduo do seu blog.

  2. Arthur, desculpe desviar o assunto, mas de tanto ver você falar no filme “Planeta dos Macacos”, isso despertou minha curiosidade e eu resolvi procurar para assistir na internet.

    Para quem quiser assistir O Planeta dos Macacos, o original, de 1968, eis o link: http://www.armagedomfilmes.biz/?p=127763

    Vou assistir hoje de noite.

  3. Eles não querem te perseguir, querem apenas vender conforto para os milhões de clientes do McDonalds.

  4. https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-PT&sl=en&u=http://www.codexalimentarius.org/&prev=search

    http://www.anvisa.gov.br/divulga/public/alimentos/codex_alimentarius.pdf

    http://ebrael.info/2010/02/08/codex-alimentarius/

    Não se consegue comprar mais anti inflamatório sem receita,seja uma simples Riforcina ou um colírio como o Tobramicina,mesmo que seja com receita vet.

    O engraçado é que tive uma forte dor de cabeça,de madrugada,num hospital particular pedi um Melhoral e me negaram.

    Agora ando com uma pequena farmácia na bolsa,e tenho o cuidado de sempre ter uma receita dos medicamentos que preciso.

    A indústria está tão preocupada com minha saúde que só tem porcaria no supermercado.

    Como não planto nem colho,só me resta uma alimentação que cedo ou tarde vai me matar.
    Sem falar na tal medicina preventiva,da qual me livrei por conta própria.

    Pessoas andam se amputando com medo de uma possível doença,e se a doença aparecer num lugar que não dá para tirar o pedaço ANTES que a tal doença apareça?

    E faz um tempo que me descobri “doente”. Não porque eu seja doente,mas porque os padroes se inverteram assustadoramente.

    Descobri que desejar um mínimo de alimentos adequados virou doença.

    A verdade é que estou vendo teoria de uma conspiração onde ela não existe.
    O alimento adequado para mim é o que a industria me oferece,ela sabe de tudo que necessito.

    Maldito Mundo Novo!

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