Algum tempo atrás eu prometi que ia começar a “Faceblogar”. Relutei, fiquei um tempo afastado do blog, voltei, decidi tentar cumprir o prometido. Ao invés de fazer certas postagens curtas no Facebook, onde em princípio é mais natural postá-las, vou tentar fazer algumas destas postagens aqui no blog. Afinal, de qualquer modo elas serão publicadas no Facebook. Mas atenção: esta é a última tentativa de reativar o Pensar Não Dói. 

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Tomei esta decisão sabendo que isso vai reduzir a densidade tradicional do blog. É uma pena, mas é necessário, ou o blog vai morrer de vez. Já está na UTI desde o ano passado. Esteve em coma profundo por seis meses. Voltou a respirar sem aparelhos, mas no mês passado esteve em coma de novo. É óbvio que um ciclo se encerrou.

Esta será minha última tentativa de manter o Pensar Não Dói vivo. Não tenho certeza se deveria fazer isso, mas decidi fazer por desencargo de consciência, para não ter remorso por não ter tentado de tudo. Se não houver movimento nos comentários, não terei motivo para continuar a blogar. Só quem escreve um blog e não vê movimento algum sabe como é isso.

Vejam bem: não estou reclamando. Mada disso. É apenas um conjunto de constatações bem óbvias. Já publiquei mais de 700 artigos sobre os mais diversos assuntos. Chega uma hora em que um blog assim diverso não tem como prosperar sem uma equipe editorial, e eu sou a “equipe do eu sozinho” do Pensar Não Dói. Isso faz o interesse do público se reduzir, o que por sua vez desestimula o blogueiro, até que chega uma hora em que o blog na prática não é mais atuante. O Pensar Não Dói já está nesta fase. A presente tentativa pode mudar as coisas ou não. Sem stress.

Ou este projeto decola novamente, ou precisa ser encerrado para me liberar para novos projetos.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 08/09/2016

15 thoughts on “Faceblogando (2)

  1. Isso de não ter comentários no blog dói mesmo. O meu virou o repositório das maluquices que eu escrevo e raramente alguém comenta. Só continuo com ele porque é meu xodó, meus outros blogs não duraram tanto.

    1. Nem divulgando no Facebook resolveu. Aí é fogo.

  2. O que está achando da novela das 9? Faz um blog de novela, vai encher de gente

    1. De fato, ia encher. Só quem não estaria lá seria eu.

  3. Se me permite dizer,você tem um “probleminha” caro amigo.
    Você não gosta de dividir conhecimento,de compartilhar ideias,gostas mesmo de polemizar.
    E quando está equivocado,como no caso do movimento feminista que generalizas,não admite.
    Eu mesma tentei falar contigo sobre a verdade desse movimento,mas te prendes a um detalhe nada edificante da coisa,e tudo passa a girar ali. És um gênio,quando queres.
    Começa a escrever para ti mesmo,e se alguém gostar…que seja bem-vindo!
    Tenta,vais ver como tudo vai mudar. Boa sorte!

    1. Não, não estou errado sobre as feministas. A cada dia tenho mais convicção.

  4. Cleyton Nabuco

    10/09/2016 — 03:50

    Pra mim seria lamentável se você parasse de escrever, porque estou tão cansado dos absurdos que vejo na política, de caras idiotas guiando os outros e a indiferença e estupidez predominante nesse país, que tenho evitado ver outros sites em português com exceção do seu pra não passar raiva, e apesar de raramente comentar, eu visito seu blog pelo menos uma vez por semana por curiosidade, porque gosto da sua capacidade de ter reflexões relevantes e originais sobre determinado assunto e de escrevê-las com total precisão, principalmente suas sobre formas melhores de fazer coisas relacionadas à política.
    Devem haver dezenas de milhares de pessoas que estariam interessadas em acompanhar seu blog, mas apenas não descobrem que existe: impossível alguém pensar por si mesmo em “arthur.bio.br” especificamente, assim como se digitassem no google sobre algo que escreveu aqui, irá surgir milhares de resultados na frente.
    Eu vou te dar uma sugestão que pode fazer toda diferença, porque vai destacar o que você escreve: baixe um editor de vídeo e crie um video apenas com uma imagem relacionado ao texto que escreveu, arrume um fone de ouvido com microfone e grave você lendo o texto nesse video que terá o mesmo título do texto, depois crie uma conta no youtube com um nome qualquer pra colocar essas leituras e coloque o link do blog na descrição. Isso irá atrair mais visitas ao contrário de apenas escrever, porque poucas pessoas fazem isso e todos acessam e passam mais tempo no youtube do que pesquisando no google, e eventualmente pessoas vão acabar vendo o vídeo entre as sugestões do youtube quando estiverem assistindo um conteúdo relacionado ao título vídeo.
    Eu acompanho algumas canais americanos que fazem isso e recebem centenas de vezes mais visualizações na leitura do que pelo blog com o texto do vídeo, também é um formato mais interessante, e os textos que você escreve não são grandes e podem ser lidos em cinco minutos.
    Aqui um exemplo bem mais elaborado: https://www.youtube.com/watch?v=xF4JLvyR9VE
    Espero que não pare de escrever.

    1. Obrigado, Cleyton. 🙂

    2. Rafael Holanda

      10/12/2016 — 00:08

      Verdade. Já pensou na possibilidade de um vlog? Existe uma crescente hj no país os comentaristas políticos, além de que essa plataforma tem um maior apelo com os mais jovens, que, acredito eu, são os maiores consumidores/disseminadores de mídia da atualidade.

      Pessoalmente, prefiro essa alternativa ao Faceblog. Cansei daquela rede social, mantenho o perfil por motivos inexplicáveis.

    3. Rafael, eu até andei dando uma blogada maior nos últimos dias. Se continuar assim, está bom. Pelo menos por enquanto.

  5. Certo,você fala pelas pessoas que conhece,quantas?
    Tenho certeza que não conheces todas as feministas do planeta,sequer todas as brasileiras vc conhece.
    Você fala de uma parte ,altamente equivocada,deste movimento. Mas TODO movimento tem sua ala vergonhosa.
    O que me incomoda em ti,é que colocaste TODAS num saco só.
    E fizeste isso com os gays e os negros, o pessoal de esquerda. Pessoas são diferentes,ainda que estejam falando sobre o mesmo assunto.
    Verdade que em todo canto tem gente que não defende,nem história nem direitos,defende dogmas.
    Num mundo globalizado é essencial saber fazer essa triagem.
    Minha mãe era feminista e nem sabia que existia um movimento,eu sou,minha filha é,um monte de gente que conheço.Nem de longe temos esse perfil que tu conheces,e que lamentavelmente existe.
    És do lado branco da força,por que te prenderes ao negro? O que não presta a gente olha,sem ver.

  6. 🙁

    Mau! Num gostei deste post!

    1. Por outro lado eu tenho até escrito mais depois dele. 😉

  7. Rapaz, você não pode desistir do Blog. O general Urko vai ficar muito feliz se isso acontecer. Esqueça os macacos falantes. Eles já dominam tudo.
    Continue a escrever. Você faz diferença, acredite.

    1. Grato, Armando. 🙂 Estou tentando aumentar um pouco as postagens. 🙂

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