Eu estava assistindo o Fantástico agora há pouco e passou uma reportagem sobre uma médica braslieira que escalou o Everest duas vezes, uma pela face sul, outra pela face norte, mais difícil. E fiquei aqui pensando: mas para que raios serve colocar o pescoço em risco desse jeito? Que sentido faz isso? Só para dizer que consegue? Grande porcaria. 

Acho válido passar por um treinamento muito intenso para atingir um objetivo muito difícil. Mas escalar o Everest como preparação para a vida é totalmente desnecessário. Aliás, desnecessário, arriscado, caro, inútil e com retorno exclusivamente para o próprio ego, porque nada nem ninguém no mundo fica melhor por causa disso. É uma ego-trip com risco de vida. Uma estupidez.

Querem saber o que seria muito mais útil? Desenvolver técnicas e equipamentos que tornassem a subida até o topo do Everest tão fácil, tão simples, tão barata e tão acessível quanto ir a pé até a esquina de casa. Usar toda esta determinação, disciplina e capacidade de organização para fazer algo que torne o mundo melhor – e então visitar o topo sem esforço algum, para comemorar.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/08/2017

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *