O brasileiro estraga tudo

Compartilhei recentemente um vídeo do Black Pigeon Speaks (eu sei, eu sei, altamente controverso) sobre a relação entre o recato sexual feminino e a estabilidade social. Hoje o perfil de uma tal de “Sociedade da Pílula Vermelha”, de onde eu nem tinha me dado conta que havia compartilhado o vídeo, curtiu minha postagem. Então eu fui lá ver o que era essa página. E encontrei na primeira postagem a pergunta contida na imagem abaixo.

E esta foi a resposta (chula) da tal Sociedade da Pílula Vermelha. Leia rapidinho essa porcaria ou pule de uma vez para o que eu escrevo logo abaixo assim que você perceber o nível da resposta:

“Esse é um ponto que tenho que destacar mais nas postagens aqui na página. O homem comum, viciado em extremos sensoriais não está pronto para viver em paz. Ele anseia pela discussão, pela raiva, pelo sofrimento e pela dor. É como um corno sadomasoquista que não consegue viver sem ser enrabado pela vida.
Como você pode ter deixado seu relacionamento chegar a esse ponto? Pelo seu relato é evidente que você perdeu uma bela e honrada dama.
Vamos analisar o relato da sua amada e ver que faz todo o sentido…
Ela relata que torceu o seu belo pezinho, algo totalmente dentro da normalidade. Outra coisa completamente normal é três pessoas largarem o que estavam fazendo para acompanhar a colega que torceu o pé em um atendimento médico. Até aí tudo bem, não há motivos pra crer que ela não foi sozinha com o macho e que ela não inventou a presença dessas outras 2 colegas para que você não desconfiasse que ela estava a caminho do açougue para ser abatida. Afinal, todos nós sabemos que mulheres são seres angelicais, que não mentem e nem mesmo sentem tesão em mentir para o namoradinho quando estão indo para o motel com outro homem. Você não deve dar bola pro fato do amigo dela ser exatamente o cara que você não vai com a cara, é uma mera coincidência.
Após uma noite árdua no hospital é lógico que as garotas estariam com fome e iriam querer se nutrir, não é mesmo? Quem sabe um salame? Hehehe! Depois é hora de colocar algum carboidrato pra dentro (ou apenas ela, pois quem sabe sua namorada é esquizofrênica e as amigas não existam, não a julgue). Enquanto o salam, ops, quer dizer, hehehe, a batata entra, a mesma te liga preocupada que você a esteja esperando como um bobinho apaixonado, lhe relata a orgia gastronômica e que você deve esperar uma ligação da mesma (abre o olho, boi bandido).
Após extrapolar o horário combinado em mais de 2 horas (o tempo passa rápido nos dias de hoje, sem problemas aqui), você, enfurecido por ciúmes injustificados (afinal sua bela amada jamais mentiria pra você) começa a entrar em modo de fúria, encorajado por devaneios onde sua bela amada participa de uma orgia helênica com o Ricardão.
Se você fosse uma homem esclarecido e tivesse feito o dever de casa tomando a pílula vermelha, você teria cagado e andado, estaria nessa hora já dormindo tranquilo sabendo que a sua namorada é só mais uma e que provavelmente não houve problema algum, que na verdade ela estava com a piroca do Ricardão em uma mão e na outra com o celular relatando as mentiras pra você. Mas não, você peca pela falta de confiança, mesmo a realidade estando esfregada na sua cara, você insiste em deturpá-la, insiste que nada ocorre, que tudo está dentro da normalidade.
Repare que é exatamente por isso que as brigas acontecem: você se apaixonou e foi jogado em um inferno emocional. Enquanto um homem seguro de si e com auto-controle emocional estaria cagando, pois tem ciência de que as mulheres mentem da maneira mais descarada.
Se você tivesse agido de maneira controlada, nem que fosse por míseros 2 minutos, apenas o suficiente pra dizer que não aceitaria aquele tipo de mentira e que estava terminando o relacionamento, a imund… digo, donzela, estaria em 10 minutos na sua casa implorando pra chupar o seu saco. Mas não, você se apaixonou e os papéis se inverteram: você homem virou a mulher da relação, emotivo, passional, cheio de ciúmes!
O pior é que você ainda deu trela pra escutar as historinhas de que demoraram duas horas pra levar as “amigas” em casa. Onde é que se demora 2 horas pra levar alguém embora as 22 horas? Realmente, o congestionamento no trânsito as 22 horas é algo brutal e que exige muita paciência, não é mesmo?
Para fechar com chave de ouro você fez exatamente o que sua amada queria: perdeu completamente o controle e começou a despejar xingamentos. Game over. Agora ela tem as condições pra inverter o jogo e jogar a culpa em você. Ela passou a noite toda chupando danone, comendo salame, colocando batata pra dentro, passeando de carro e ainda teve a sobremesa de acabar com o sub-homem que lhe estava sugando a beleza.
Desculpe ser ríspido, mas é isso que você é: um sub-homem. Você deixou que ela te controlasse o tempo todo. O horário que teria que ligar, a história que teve que engolir, o salame que ela teve de comer e a inversão de culpa. Você está no último estágio do fracasso como homem.
Para finalizar e mostrar a sua total inaptidão como macho, você ainda pergunta se exagerou. Não meu caro, você não exagerou. Você foi apenas controlado, você não tomou as rédeas de seu relacionamento, você não tomou as rédeas de sua vida, você não consegue nem mesmo interpretar uma história furada como essa que eu, em apenas 1 minuto lendo já sabia que estava cheia de furos.
Você deixou que sua vida fosse controlada por uma mulher e mulheres, dada sua natureza emocional, não têm capacidade pra gerir grandes coisas, ainda mais um relacionamento.
Você falhou em tudo o que relatou e continuará a falhar, pois não importa o que aconteça, você estará fadado a uma avalanche de sentimentos incontrolados, que nós aqui denominamos extremos sensoriais.
Pena é o que me resta ter de você. Diga adeus a sua masculinidade, ela está extinta.”

Eu fiquei aqui pensando se valia a pena comentar isso e decidi que havia um comentário que valia a pena fazer.

O brasileiro estraga tudo.

É impressionante.

O foco do vídeo que eu compartilhei era a relação entre o recato sexual feminino e a estabilidade social. O autor é conservador, eu sou liberal, mas isso não impede que eu reconheça que a base do argumento dele estava correta. uma correlação entre uma coisa e outra e muito provavelmente a relação é de fato causal como o autor daquele vídeo alega, em algum grau. A base biológica do argumento está correta, as implicações antropológicas são consistentes e as implicações políticas são altamente plausíveis.

Agora assista o vídeo do Black PIgeon Speaks, observe o linguajar com que o autor trata a questão no vídeo, observe o linguajar com que eu trato a questão no parágrafo imediatamente anterior e compare com o texto em azul que você leu mais acima.

O brasileiro estraga tudo. Como pode?

Poxa, o cara está divulgando um vídeo controverso, mas bem argumentado, que nem vem ao caso agora se está correto ou não – o fato é que o tema foi tratado com seriedade e sobriedade. E aí, na página dele, o que ele tem a dizer é um monte de grosserias obtusas que com certeza o autor do vídeo que ele divulgou rechaçaria!

Eu não entendo como pode isso. Sério, o cara nem deve ter entendido o vídeo, deve ter achado que o vídeo corroborava os preconceitos dele e compartilhado sem o menor cuidado. E o pior é que provavelmente o público dele vai entender a mesma coisa que ele, que o autor do vídeo não disse nem quis dizer.

Pára o Brasil que eu quero descer!

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/12/2016

Aulinha rápida de Esperanto

O Esperanto é a Língua Neutra Internacional, criada por Lázaro Luís Zamenhof para se tornar a segunda língua de todos os povos e promover a comunicação internacional em pé de igualdade e espírito de fraternidade entre todos os povos, culturas e nações, preservando suas línguas nativas e suas culturas. É a língua mais fácil de ser aprendida no mundo, podendo ser dominada em seis vezes menos tempo que qualquer outra.

Zamenhof sobre a bandeira do Esperanto
Imagem de Zamenhof, o criador do Esperanto, em montagem com os continentes como marca d’água e a frase “paz no mundo” em Esperanto, sobre a bandeira do Esperanto.

Todo infinitivo verbal termina por -i. 
Todo futuro termina por -os. 
Todo presente termina por -as. 
Todo passado termina por -is. 
Todo condicional termina por -us. 
Todo imperativo termina por -u. 

Todo particípio passivo passado termina por -it-.
Todo particípio passivo presente termina por -at-.
Todo particípio passivo futuro termina por -ot-.

Todo particípio ativo passado termina por -int-.
Todo particípio ativo presente termina por -ant-.
Todo particípio ativo futuro termina por -ont-.

Todo substantivo termina por -o,
Todo adjetivo termina por -a.
Todo advérbio derivado termina por -e.

É necessário decorar uma lista de advérbios fundamentais e preposições.

Há uma pequena tabela de correlativos que também precisa ser decorada.

Há dois casos, nominativo e acusativo.
O objeto direto é marcado por -n (a marca do acusativo).
O objeto indireto é antecedido pela preposição.

Isso é quase toda a gramática do Esperanto. Que outra língua pode ter quase toda sua gramática descrita em 20 linhas? 🙂

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/09/2015

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Breve divagação sobre a confiabilidade do conhecimento no discurso não acadêmico

Se para toda afirmação tivéssemos que trazer citações revisadas por pares da academia, mal sobraria 0,001% da blogosfera e de todas as conversações imagináveis. Esse não é o nível de rigor padrão, esse é o nível de rigor da academia, que tem propósitos bem específicos e que representa (ou deveria representar) a vanguarda do conhecimento válido. 

Jesus Cristo citação

Uma vez que o conhecimento de vanguarda tenha sido validado, ele é assimilado pelo senso comum, em cascata, das classes intelectualmente mais refinadas para baixo, eventualmente sofrendo distorções pelo caminho. Por isso a confiabilidade do conhecimento no discurso – e não somente a clareza – costuma ter uma forte correlação com a articulação do interlocutor, desde que haja honestidade intelectual. 

Em um círculo de interlocutores com um bom grau de articulação, a confiabilidade do conhecimento costuma ser aferida diagonalmente, através da avaliação da coerência do discurso, sendo eventualmente reforçada com citações quando a coerência do discurso não é percebida como suficiente para a confirmação do conteúdo, o que ocorre com freqüência quando alguém apresenta alegações estranhas ao senso comum daquele círculo de interlocutores. Este processo costuma funcionar bem, dado que em geral existe uma grande intersecção entre os conhecimentos de diversos interlocutores que compartilham de uma cultura comum. Repetindo: desde que haja honestidade intelectual. 

Normalmente está disponível um passo anterior à busca de citações que resolve a maioria das divergências conceituais: o próprio diálogo sobre os conceitos, ou o estabelecimento de uma fonte fiável para ambos os interlocutores para sincronizar os conceitos – papel em geral muito bem exercido pelos dicionários melhor conceituados, ou, no mundo da internet, eventualmente pela Wikipédia, por um site de universidade famosa ou por um site de um portal de notícias de grande porte. Na maioria das vezes isso é suficiente. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 04/10/2014

Os custos da cultura do Brasil

Um país civilizado deveria funcionar bem e oferecer segurança, conforto e praticidade para seus cidadãos, certo?. Por exemplo, não é uma exigência excessiva querer que um cidadão possa pagar uma simples conta no banco sem contratempos. 

Banco-do-Brasil

Saí de casa ontem por volta das 18h para pagar duas contas no Banco do Brasil. Junto comigo estava meu pai, que tinha que passar no mercado. As ruas estavam lotadas, o trânsito não fluía. Em uma esquina que deveria ter uma sinaleira (sinaleira é semáforo em portoalegrês), os motoristas têm que negociar um a um a passagem em três sentidos diferentes. Na seguinte também. E na seguinte. Para que ordenar o trânsito com semáforos (opa, desta vez saiu em português) se dá para deixar o motorista disputar a tapa a vez de passar, né? 

Entrei por uma viela toda esburacada e cheia de quebra-molas, como toda Ilha de Florianópolis tem, demonstrando que tem um povo tão selvagem que precisa ser contido com barreiras físicas para não se matar a mais de 40 km/h até mesmo nas grandes avenidas, e evitei umas três outras esquinas de negociação de quem passa até o mercado. Lá chegando, estacionei na rua em frente e fiquei dentro do carro esperando meu pai fazer as compras, para não ter que entrar no estacionamento, que é muito movimentado, apertado para manobrar e só tem um portão para entrada e saída. 

Feitas as compras, observei um motorista saindo do estacionamento do mercado e tentando dar a volta por trás de um ônibus que estava parado em frente ao portão de saída do estacionamento. Sim, há uma parada de ônibus na frente do portão de saída do mercado. 

Dali fomos ao Banco do Brasil. Estacionei em uma vaga milagrosamente disponível no prédio ao lado, pois o estacionamento em frente ao BB é pago. Desta vez foi meu pai quem ficou no carro enquanto eu ia pagar as minhas contas no BB. 

Primeira maravilha: meu cartão estava bloqueado. Por quê? Porque o BB decidiu me obrigar a substituir o meu cartão com fita magnética por um cartão com chip, que ele já enviou… Para meu antigo endereço em outra cidade a 550 km de distância. E, claro, eu tenho que resolver isso na minha agência, que também fica na cidade em que eu morava antes. 

Bem, havia uma opção para desbloquear o cartão – o que indica claramente que o bloqueio tinha mesmo o objetivo de me encher o saco para me forçar a trocar de cartão, não qualquer motivo de segurança – então desbloqueei o cartão e tentei pagar minhas contas. 

Segunda maravilha: só pude pagar uma das contas. Quando tentei pagar a minha segunda conta, com meu cartão, com meu dinheiro, o BB me informou que eu não poderia fazer isso naquele dia, pois eu havia excedido o valor autorizado para pagamentos naquele dia. 

Minhas contas. Meu cartão. Meu dinheiro. E o Banco do Brasil me impediu de pagar uma das minhas contas, usando meu cartão, com meu dinheiro. 

Hoje vou ter que enfrentar novamente a negociação nas esquinas sem sinaleiras, mais a dificuldade de estacionar, ou o custo do estacionamento pago, mais o maldito sistema do BB, só que dentro do horário bancário, porque a segunda conta, sozinha, é mais alta que o limite diário que o Banco do Brasil me permite dispor do meu próprio dinheiro. 

Como eu já sei em que lixo de país eu vivo, a conta não vencia ontem. Eu estava pagando com antecedência, prevendo alguma palhaçada. Qual palhaçada viria eu não sabia, mas eu sabia que alguma palhaçada viria. E veio. 

O Brasil é um país em que temos que partir do princípio de que alguma coisa sempre dará errado, porque alguma coisa sempre terá sido mal feita. Além disso, a solução provavelmente não estará disponível a tempo, ou custará caro, ou causará mais um problema, freqüentemente exigindo alguma gambiarra ou “jeitinho”. 

E seria tão fácil fazer as coisas bem feitas! 

Vejamos: 

O BB quer que eu troque de cartão por um cartão mais seguro. Certo, então por que, ao invés de bloquear meu cartão para me forçar a ir buscar outro, o BB não me possibilita, em qualquer lugar do país, usar meu cartão antigo com fita magnética e minha senha ou mesmo um dado biométrico para validar um cartão novo com chip imediatamente

O BB quer que eu tenha segurança nas operações fora do horário bancário. Certo, então por que, ao invés de inventar limites que constituem um estorvo, o BB não me fornece uma segunda senha, que funcione igualzinho à primeira, mas que ative um alarme silencioso e chame a segurança ou a polícia ou ambos imediatamente

Aliás, por que nem o Banco do Brasil, nem nenhum banco no Brasil faz isso? 

Não será pelo mesmo motivo que nos faz ter cruzamento sem sinaleiras, paradas de ônibus na frente das portas de estacionamentos movimentados e quebra-molas em ruelas esburacadas onde é impossível desenvolver 40 km/h?

Quantos outros custos, em segurança, conforto e praticidade, nos impõe essa cultura de gambiarra e jeitinho e desprezo por fazer as coisas bem feitas? 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 10/09/2014 

As Três Peneiras do Arthur

Volta e meia eu recebo compartilhamentos de aforismos, fábulas e historietas supostamente edificantes como guias de ética e de comportamento. Alguns são realmente interessantes, mas a maioria não passa pelo crivo do mais elementar bom senso. 

bussola

Acho que todo mundo já ouviu falar das três peneiras de Sócrates:

Um homem procurou o sábio Sócrates e disse-lhe:

– Preciso contar-lhe algo sobre alguém! Você não imagina o que me contaram a respeito de…

Nem chegou a terminar a frase, quando Sócrates ergueu os olhos do livro que lia e perguntou:

– Espere um pouco. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?

– Peneiras? Que peneiras?

– Sim. A primeira é a da verdade. Você tem certeza de que o que vai me contar é absolutamente verdadeiro?

– Não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram!

– Então suas palavras já vazaram a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira: a bondade. O que vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?

– Não! Absolutamente, não!

– Então suas palavras vazaram, também, a segunda peneira. Vamos agora para a terceira peneira: a necessidade. Você acha mesmo necessário contar-me esse fato, ou mesmo passá-lo adiante? Resolve alguma coisa? Ajuda alguém? Melhora alguma coisa?

– Não… Passando pelo crivo das três peneiras, compreendi que nada me resta do que iria contar.

E o sábio sorrindo concluiu:

– Se passar pelas três peneiras, conte! Tanto eu, quanto você e os outros iremos nos beneficiar. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos. Devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz!

Bonitinho, né? 

Pena que é estúpido! 

Se você não falar sobre aquilo que não tem certeza se é verdade, jamais poderá analisar a questão para descobrir se é ou não é verdade. 

Se você não falar sobre aquilo que não é bom, jamais poderá corrigir o que é mau, porque para evitar, corrigir ou punir o mal é preciso falar dele. 

E, se você não falar sobre aquilo que não é necessário, jamais usufruirá da vida, pois só poderá falar sobre o indispensável – muito pouca coisa. 

Ao invés das três peneiras de Sócrates, eu sugiro que você se empenhe em desenvolver As Três Peneiras do Arthur aqui a sua disposição: 

Eu sei qual é meu objetivo?

Se você não sabe qual seu objetivo ao falar de algum assunto, cale a boca e pense bem em que direção a conversa está indo. Se o rumo da conversa for inofensivo, faça o que bem entender. Mas não alimente uma conversa que tenha alta probabilidade de produzir prejuízos. 

Meu método é de sucesso?

Se você já tentou explicar para um crente que todas as evidências apontam na direção contrária do que ele acredita, então você sabe que nem mesmo os melhores métodos argumentativos são cogentes perante um estúpido, um mal intencionado ou alguém com arraigadas crenças irracionais. Não insista no que não funciona. 

Tenho alternativas melhores?

Se o seu objetivo não está claro, ou se seu método não parece produtivo, mude o rumo. Faça outra coisa, ou tente de outro jeito. Errar é inevitável, mas insistir no erro é estupidez. Esteja atento, identifique as ocasiões que não prometem bons desfechos e tenha coragem de corrigir a rota. 

A escolha é sua sempre. E a responsabilidade também. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 29/06/2014 

Sim, eu sou da elite, e com muito orgulho!

Desde quando ser “o que há de melhor e que mais se valoriza” passou a ser algo ruim? Como e desde quando a perversão ideológica contaminou tanto nossa cultura que os melhores passaram a ter vergonha de serem os melhores e a aceitar que sua inteligência, competência, eficácia, riqueza e poder fossem usados como acusação por parte de medíocres, invejosos e parasitas? Ser um dos melhores – pertencer a uma elite – é motivo de orgulho! 

Podium

 

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