CNPND: a Lei da Palmada está de volta

Aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça, a famigerada Lei da Palmada se levanta do túmulo e volta a assombrar os brasileiros com o nome de “Lei Menino Bernardo”, escolhido de modo oportunista para aproveitar a comoção causada pelo homicídio de Bernardo Boldrini no RS e fazer aprovar este monstrengo que coloca as famílias em grave perigo perante governantes mal intencionados. 

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A vida e a propriedade

Toda vez que eu ouvia alguém dizer que eu não tenho o direito de meter bala num criminoso que invade minha residência porque “a vida vale mais que a propriedade” eu me tapava de nojo e indignação, sentindo claramente que isso é uma completa perversão da ética, mas não sabia explicar bem o porquê. Hoje caiu a ficha. 

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Chloe, o cachorro, o suicida e a autodeterminação

Eu não quero obrigar médico algum a atender os desejos da Chloe. Mas também não quero que ninguém impeça a Chloe de contratar um profissional devidamente qualificado para fazer a maluquice que ela bem entender. O que me preocupa em relação à Chloe é estritamente a autodeterminação dela.  Continue reading “Chloe, o cachorro, o suicida e a autodeterminação”

Chloe Jennings-White, um Marco Zygoteano da vida real

Os leitores do Pensar Não Dói devem lembrar do artigo “– Doutora, eu quero amputar meu braço esquerdo!“, no qual discutimos a questão do respeito à autodeterminação do cidadão no que concerne a seu corpo e ao acesso aos serviços de saúde. Um problema que surgiu naquela ocasião foi que o Sr. Marco Zygoteano, protagonista do episódio, era um personagem fictício. Pois bem, problema resolvido: trago aqui um caso real para debate. Continue reading “Chloe Jennings-White, um Marco Zygoteano da vida real”

Civilidade nem que seja na porrada

Eu considero correto prender as duas lésbicas que foram se beijar no meio do culto evangélico – tanto quanto considero correto prender qualquer evangélico que vá ler a Bíblia no meio da Parada Gay. O que está errado não é o beijo gay, nem a leitura da Bíblia – é ir propositadamente perturbar o outro.  Continue reading “Civilidade nem que seja na porrada”

Valerie Solanas, Zumbi dos Palmares, Adolf Hitler e Josef Stalin

Você quer saber se eu sou nazista, ou se aprovo algo do que aconteceu na antiga URSS? Faça um teste simples: pergunte-me o que eu penso de Adolf Hitler, ou de Josef Stalin, dois sujeitos que, como eu, eram homens, brancos e heterossexuais. Eu não terei o menor problema em afirmar o óbvio: ambos foram criminosos abjetos, monstros que causaram imenso sofrimento e injustiças irreparáveis. Nada neles me representa. Tenho nojo deles. Simples assim. Continue reading “Valerie Solanas, Zumbi dos Palmares, Adolf Hitler e Josef Stalin”

Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver.  Continue reading “Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos”

Mãe pede que filha viciada em crack seja esterilizada

Esta é uma polêmica interessante que surgiu no Rio Grande do Sul. Uma usuária de drogas pode ter filhos, mas não pode cuidar deles – tanto porque o ECA proíbe quanto porque neste caso ela não tem mesmo condições. A avó é sobrecarregada com a responsabilidade de criar os netos que não param de ser gerados e pede a esterilização da usuária de drogas. Qual é a solução para esse imbróglio jurídico?  Continue reading “Mãe pede que filha viciada em crack seja esterilizada”

Ninguém tem o direito de não ser ofendido

Vídeo de um minuto e dezoito segundos em que o escritor Phillip Pulmann esclarece os direitos e os limites quanto à liberdade de expressão. Simples, direto, esclarecedor, coerente e civilizado.

Interessante que para defender a posição oposta foram necessários cinquenta e um minutos e trinta e seis segundos no documentário de Pedro Arantes que sugere a liberdade de expressão só pode ser exercida contra as “vítimas corretas”. Sutilmente editado para parecer coerente e civilizado. 

Por que o racismo e o sexismo são ruins?

A resposta é simples: porque são injustos. Mas por que são injustos? Essa é a verdadeira questão. Ao contrário do que normalmente se diz, o motivo pelo qual o racismo e o sexismo são injustos não é porque favorece algumas pessoas em detrimento de outras.  Continue reading “Por que o racismo e o sexismo são ruins?”