Para refletir

Pela primeira vez posto um texto sobre o qual ainda não me posicionei. Só posso dizer que percebo que ele contém uma questão profunda de valores sobre a qual é necessário refletir. Se alguém quiser filosofar a respeito na caixa de comentários, será muito bem vindo. 

Não há conflitos de interesses entre os homens, nem na indústria nem no comércio nem em seus desejos mais íntimos, se eles suprimem o elemento irracional de sua imagem do possível e o elemento destrutivo de sua imagem do prático. Não há conflitos nem necessidade de sacrifícios, e nenhum homem representa uma ameaça aos objetivos dos outros, se os homens compreendem que a realidade é um absoluto que não pode ser falseado, que a mentira não funciona, que o gratuito não pode ser possuído, que o imerecido não pode ser dado, que a destruição de um valor que existe não confere valor ao que não existe. O negociante que quer conquistar um mercado sufocando um concorrente superior, o trabalhador que quer uma parte da riqueza de seu patrão, o artista que inveja o talento maior de seu rival – todos eles querem erradicar de sua existência certos fatos, e o único meio de realizar seu desejo é a destruição. Se insistirem, jamais vão conquistar o mercado, a fortuna nem a imortalidade – apenas destruirão a produção, os empregos e a arte. Desejar o irracional é inútil, quer as vítimas do sacrifício sejam voluntárias, quer não. Porém os homens jamais deixarão de desejar o impossível nem perderão a vontade de destruir – enquanto a autodestruição e o auto-sacrifício continuarem a lhes ser oferecidos como meios práticos de garantir a felicidade dos beneficiados. (Ayn Rand, in: A revolta de Atlas. pág. 914-5 do PDF) 

Teoria da Conspiração ou conspiração de fato?

Não tem coisa que me incomode mais do que a utilização de clichês supostamente racionalistas para sustentar posições irracionais (e freqüentemente mal intencionadas). Um exemplo claro é a falácia do “prove”: você diz em um fórum de debates que “o céu é azul”, um interlocutor mal intencionado diz “prove” e uma claque de safados e inocentes úteis misturados assume que o céu não é azul porque você não sabe citar um artigo científico que diga isso. O mesmo vale em relação às chamadas “Teorias da Conspiração”, que são descartadas pelo simples fato de serem assim rotuladas, como se não fosse possível haver conspirações de fato. Continue reading “Teoria da Conspiração ou conspiração de fato?”