Desafio matemático

Encontre o número que completa a sequência 0, 3, 7, 13, 20, 28, 36, x e explique como o encontrou. 

Atualização a 11/11/2015:

Se ninguém conseguiu até agora é porque o problema é monstruosamente mais difícil do que eu imaginei ao bolar a seqüência. Portanto, vou dar duas dicas que talvez ajudem.

1) A solução envolve duas sequências matemáticas distintas.

2) A seqüencia segue assim: 0, 3, 7, 13, 20, 28, 36, x, 47, 45, 32, 0, -96, -393, -449…

Dedução óbvia: 36 < x < 47. E um susto: não era uma seqüência sempre crescente. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/11/2015

Resposta do leitor: casamento gay

Pessoas boas naturalmente fazem coisas boas. Pessoas más naturalmente fazem coisas más. Mas para que pessoas boas façam coisas más, normalmente é necessário alguma crença irracional e estúpida. O texto no quadro abaixo é de um amigo meu no Facebook em resposta ao artigo Pergunta ao leitor: casamento gay. Os grifos são meus. 

Fanáticos são inimigos da cidadania

Gente, estou deixando de resharear automaticamente os posts do Pensar Não Dói.

Embora eu seja amigo do autor, que considero uma pessoa razoavelmente inteligente e competente para muitas coisas, para outras ele apresenta uma visão preconceituosa e tacanha a que eu não tenho sempre tempo de oferecer o devido contraponto aqui (e, por óbvio, também não posso deixar a timeline servir de palanque para causas incivilizatórias). 

O motivo próximo para a decisão foi o post a respeito do casamento gay, onde o querido Arthur Golgo Lucas, com o jeito debochado que lhe é peculiar, repete os mais rasteiros lugares-comuns do lobby homossexual. É até indigno de uma pessoa alfabetizada como ele escrever um post naqueles termos, com quatro linhas fanfarrônicas, mas enfim… Como eu nem sempre tenho condições de comprar todas as polêmicas fúteis que se me aparecem nas redes sociais, prefiro me resguardar e deixar a meu alvitre escolher as em que vou me bater – ao invés de deixar ao NetworkedBlogs o papel de fazer isso automaticamente por mim. 

Quem sentir falta dos textos, não deixe de seguir diretamente o seu autor na página citada acima. 

Segundo meu amigo, sou ao mesmo tempo inteligente e tacanho. Segundo meu amigo, eu, que defendo intransigentemente os Direitos Humanos nos moldes originais, conforme a DUDH, defendo causas incivilizatórias. Segundo meu amigo, eu, que sou competente para muitas coisas, escrevi um texto indigno de uma pessoa alfabetizada. Segundo meu amigo, o texto que o incomodou tanto que ele deixou de compartilhar os artigos do Pensar Não Dói é uma polêmica fútil. 

Observe duas coisas, leitor: primeira, que o texto do meu amigo é bem esquizofrênico; segunda, que em nenhum momento meu amigo responde a pergunta feita no artigo original, limitando-se à adjetivação vazia. Eu acho isso lamentável, mas não estranho. É isso que eu quero analisar aqui.

Em primeiro lugar, ele disse que a minha visão é preconceituosa e tacanha, mas a posição que eu assumi implicitamente no artigo anterior e explicitamente neste artigo é a defesa da cidadania plena para todas as pessoas, independentemente de orientação sexual – ou de qualquer outro fator. Vamos deixar isso bem claro e bem definido: eu defendo a cidadania plena para todos mesmo, o que inclui os gays, lésbicas, transgêneros, o meu amigo, os bandidos, os criminosos, os estupradores, os torturadores, os assassinos, a Madre Teresa de Calcutá, Adolf Hitler, Mahatma Gandhi, Pinochet, Stálin, Stroessner, os Castro, o papa, o traficante da esquina, o raio que o parta, sem preconceito de espécie alguma, sem distinção de espécie alguma. Enquanto um indivíduo não violar algum direito de terceiros, nenhuma limitação a sua cidadania pode ser imposta e não deveria ser nem sequer sugerida, porque isso é a base da civilização. Julgue o leitor se minha visão é preconceituosa e tacanha.

Em segundo lugar, ele disse que a causa que eu defendi é incivilizatória, mas, como eu afirmei no parágrafo acima, minha posição é fundamentada e balizada em um modelo civilizatório em que ninguém tem direitos limitados ou tolhidos de qualquer modo a não ser que viole direitos de terceiros. E, no caso de alguém violar direitos de terceiros, eu defendo que o modo como devemos tratar estes indivíduos seja exatamente o modo como cada um de nós gostaria de ser tratado caso fosse acusado de modo injusto ou falso de ter violado algum direito de terceiros. Mais profundamente, devemos considerar a hipótese de recebermos uma condenação injusta – que é algo que infelizmente às vezes acontece mesmo nos mais perfeitos sistemas judiciários – e estabelecer para todos os tratamentos que gostaríamos de receber caso nos encontrássemos pessoalmente nesta situação. Por exemplo, se você for falsamente acusado de ser um torturador homicida e injustamente condenado, você não quer pena de morte, você não quer prisão perpétua, você não quer maus tratos, você quer uma pena de privação de liberdade em que você tem a oportunidade de trabalhar, de estudar e de provar ao Poder Judiciário o mais rápido possível que já está em condições de retornar ao convívio social. Julgue o leitor se eu defendo causas incivilizatórias.

Em terceiro lugar, ele disse que meu artigo anterior é indigno de uma pessoa alfabetizada, mas naquelas quatro linhas “fanfarrônicas” eu explicitei uma problemática de modo claro e preciso, que ele entendeu muito bem e no entanto não foi capaz de rebater senão com adjetivações vazias, sem apresentar um único argumento em contrário à posição que eu defendi. Sim, ele disse que não o fez porque não quis, porque tem o direito de escolher as causas pelas quais se bate. É uma meia verdade. A outra metade é que, para contra-argumentar, ele precisaria fundamentar seus argumentos – e ele não tem como fazer isso sem deixar claro que sua posição é baseada em uma crença irracional e estúpida. Para ser preciso, a crença de que um ser onisciente, onipotente e bondoso, capaz de criar um universo com a complexidade do nosso, engravidou de si mesmo uma virgem, sacrificou seu avatar humano a si mesmo para aplacar sua própria ira e exaltar sua própria glória, deixou instruções universais e atemporais codificadas por alguns safados que exploravam a fé de povos ignorantes no meio de um deserto há dois mil anos atrás e que uma destas instruções era que ninguém pode se relacionar com alguém do mesmo sexo ou será ressuscitado para ser torturado por queimaduras intoleráveis por toda a eternidade em nome do amor deste ser onisciente, onipotente e bondoso. Julgue o leitor se sou eu quem precisa de alfabetização e um pouquinho de aula de ciências.

Em quarto lugar, ele disse que não respondeu porque esta é uma polêmica fútil, mas se incomodou tanto com a polêmica fútil que decidiu parar de compartilhar os artigos do meu blog. Não estou reclamando que ele deixou de compartilhar os artigos, que fique bem claro, pois isso é direito dele e ele recomendou a seus amigos que sigam o Pensar Não Dói diretamente, indicando o link para fazê-lo. Julgue o leitor se a questão que eu propus é realmente uma polêmica fútil. 

Meu amigo, que eu conheço há uma década, desde o segundo ano de existência do Orkut, sempre me pareceu ser uma pessoa inteligente e decente. De fato, eu acredito que esta seja a essência da personalidade dele. Infelizmente, devido à doutrinação em uma crença irracional e estúpida, uma pessoa que de outra forma provavelmente seria um iluminista, capaz de raciocinar por conta própria e de defender posições sensatas e bondosas, tornou-se um intolerante, uma força do mal, um inimigo da cidadania, cuja atuação no mundo visa impor restrições aos direitos de pessoas inocentes cuja sexualidade ele se julga no direito de não aprovar, como se ele tivesse legitimidade para agir como legislador, promotor de justiça, juiz, júri e carrasco em nome de Deus. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 04/06/2015 

Pergunta ao leitor: casamento gay

Por favor, alguém me explique: como é que o casamento gay ameaça a família? Se o Estado reconhecer a união do meu vizinho gay com o namorado dele, eles vão comemorar esfaqueando a minha esposa e meus filhos, é isso? Ou talvez os gays só possam se casar se assinarem os documentos com sangue removido da hipófise de heterossexuais abatidos com balas de prata? Não sei, não estou entendendo isso. 

Bolo de casamento gay

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 03/06/2015 

Pergunta ao Leitor: Basic English

Basic English (British American Scientific International Commercial) é uma língua artificial construída por Charles Kay Ogden. Ela tem um núcleo de 850 palavras selecionadas do inglês padrão, que oferece uma grande capacidade de expressão, – a ponto de existir uma versão da Wikipédia em Basic English – e sugere que o domínio de pouco mais de 2.000 palavras é “tudo que o estudante precisa saber” para todas as necessidades práticas do cotidiano. 

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