A prostituta ladra viciada que eu amo

Eu a conheci na biblioteca da escola, quando tinha uns 14 anos. Ela parecia linda, era encantadora, cheia de vigor juvenil, com a promessa de um futuro incrível pela frente. Logo descobri que se prostituía, que enganava e roubava, que debochava de suas vítimas e raramente se importava com o mal que fazia. Mas continuei amando-a e tendo a esperança de um dia trazê-la para a luz.

De quem estou falando? Da Política, pessoal. A foto é só enfeite. 🙂

Eu conheci a política através dos livros. O primeiro contato que me lembro com a política foi através da obra de Platão. Não me sai da cabeça os conceitos do Rei Filósofo, de que um Estado justo só pode ser constituído por pessoas justas e da importância da educação e da ciência. Logo em seguida li sobre Epicuro. Desde então tenho por óbvia e necessária a associação da felicidade e do prazer com a sabedoria, a saúde e a amizade. E li diversos autores iluministas. Estes foram os alicerces de minha formação política.

Pouco depois li horrorizado sobre Marx, Maquiavel e Gramsci. Como estes depravados puderam perverter tanto a beleza e a nobreza da política? Como puderam lançar tão abjetas trevas sobre os valores platônicos e epicuristas e converter o debate sobre as melhores formas de administrar o bem comum num jogo sórdido de artimanhas e abusos em busca da dominação inescrupulosa?

Naquela época a política não estava em evidência na TV. Era a ditadura militar, não havia um debate nacional envolvente, meus debates eram paroquiais… E minhas leituras, clássicas e universais. Desenvolvi a firme convicção de que a política, como eu a compreendia, pouco a pouco naturalmente retomaria seu papel na condução do país, que logo superaria a má fase que atravessava. O Brasil era o país do futuro, mas o futuro estava próximo.

Fui fundador do Partido Verde em Porto Alegre. Fui vice-presidente do diretório municipal da capital dos gaúchos. Fui traído e expulso por dois canalhas que ocuparam a presidência do diretório municipal e do diretório estadual para vender apoio a outros corruptos: um melancia e um comunista vendendo apoio ao petismo. (Melancia é verde por fora e vermelha por dentro.) Enojado, eu me afastei da política por mais de duas décadas.

A corrupção galopante do petismo me fez querer voltar para tentar ajudar meu país. Procurei novamente os verdes, mas eles nunca amadureceram e já apodreceram. Descobri o ordoliberalismo e o liberalismo social, entre os quais oscilo alegremente. Acreditei que o Novo seria uma alternativa liberal, mas ele já nasceu velho e viciado. Olho em volta e não velho ninguém que represente meus ideais e atenda meu nível de exigência ética e moral. Só vejo degradação e péssimas perspectivas.

Mas ainda assim eu amo a política.

Penso em Platão e Epicuro. Imagino debates do nível de um Ruy Barbosa em um parlamento de sábios profundamente comprometidos com o engrandecimento moral e material de nossos cidadãos. Sonho com a realização de uma grandeza à altura de meus ideais.

Precisamos depurar a política das ideologias do mal e dos depravados que a pervertem. Precisamos entender que do corruptos não se pode esperar decência e que somente de nós depende a escolha dos líderes que nos guiarão nas próximas e nas seguintes eleições. Precisamos assumir o controle e o destino do país em nossas mãos, nós, os honestos, ordeiros e com altos ideais. Somente então será possível cumprir aquela promessa de um futuro incrível.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2017

O macaco falante se adapta

Adaptação biológica explica muito melhor o destino de um país que consciência, engajamento e trabalho duro. Cooperação em grande escala para consertar um país é uma visão voluntarista tão equivocada quanto a idéia de que para fazer dieta basta força de vontade. A adequada compreensão da biologia por trás do processo é fundamental.

O desconhecimento da biologia por trás da maioria absoluta dos processos políticos e econômicos é típico de um ambiente cultural dominado pelas maluquices anticientíficas chamadas de “ciências humanas”. Bilhões de pessoas compartilham a ilusão de estes processos são total ou principalmente “culturais” ou “socialmente determinados”, mas não é assim que o mundo funciona. Quando se trata de grandes populações, não é a consciência que funciona. Não é o engajamento que funciona. Não é o trabalho duro que funciona. 

O que funciona é a seleção natural. 

Na Antártida, quem tem sucesso é o pinguim. No Saara, quem tem sucesso é o camelo. Cada animal se adapta a seu meio. Não há como ser diferente. O pinguim não tem como se manter hidratado num deserto de areia e o camelo não tem como se manter aquecido num deserto de gelo. Cada um deles desenvolveu uma estratégia de sobrevivência que lhe traz sucesso em um ambiente específico e não em outro, com estruturas e habilidades que são úteis em um ambiente específico e não em outro.

Do mesmo modo, em se tratando do macaco falante – uma espécie cuja estratégia de adaptação é uma inteligência que lhe permite se adaptar aos mais variados ambientes – o que ocorre é que, em um país com um certo ambiente institucional, quem tem sucesso é um tipo de macaco falante, com um tipo de caráter e um tipo de comportamento, e, em um país com outro ambiente institucional, quem tem sucesso é outro tipo de macaco falante, com outro tipo de caráter e outro tipo de comportamento. Compare a Alemanha ou a Noruega com o Brasil ou a Venezuela. Que tipo de macaco falante prospera melhor em cada um destes ambientes?

O macaco falante se adapta a seu ambiente institucional de um modo diferente de como o pinguim e o camelo se adaptam a seus ambientes físicos. A grande diferença entre o macaco falante, os pinguins e os camelos é que o macaco falante tem uma estratégia de adaptação que depende da inteligência, não da fisiologia, o que lhe permite se adaptar a uma grande variedade de ambientes, inclusive a ambientes que mudam muito rapidamente. E isso é uma ótima notícia, porque significa que é possível consertar um país muito mais rápido do que a maioria imagina.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha estava completamente arruinada, com suas cidades, estradas, usinas de energia e parques industriais destruídos pelos bombardeios dos aliados. Estava sem recursos humanos, pois grande parte da população em idade e condições de trabalhar havia sido morta. Estava sem recursos financeiros ou materiais e com uma dívida de guerra imensa. As prateleiras das lojas e mercados que ainda existiam estavam vazias e o mercado negro havia se tornado o padrão. A corrupção era imensa. Então, em junho de 1948 Ludwig Erhard implementa a reforma monetária e lança as bases da Economia Social de Mercado alemã. Ocorre um curto período de conflitos e ajustes e já em 1952 a Alemanha se torna superavitária, tendo uma elevação média de salários de 80% na primeira década e um crescimento econômico médio de 8% ao ano até 1966, quando atinge o extremamente bem sucedido Estado de Bem Estar Social que perdura até hoje. O Ordoliberalismo tirou a Alemanha do fundo do poço das ruínas do pós-guerra em três anos e a ergueu ao topo do mundo em apenas 18 anos.

Quais foram os segredos do “Milagre Econômico Alemão”? Um ambiente institucional saudável, com uma filosofia que regula tanto a produtividade econômica quanto a proteção social de modo coerente com seus objetivos.

Do lado da produção econômica, uma regulamentação forte porém desburocratizada, sem entraves desnecessários, que traz segurança jurídica e favorece o empreendedor honesto, competente e responsável e não o picareta capaz de obter facilidades através de estratégias ilícitas, o incompetente que busca proteção contra a competição ou o irresponsável que acha que tem o direito de ser melhor cuidado pelo Estado do que toma conta de si mesmo.

Do lado da proteção social, um forte investimento em educação e capacitação profissional, com programas de assistência social que garantem um nível de segurança e conforto dignos para os hipossuficientes, mas que prioriza e estimula a autossuficiência.

Esta é a lição que devemos aprender.

Precisamos construir, monitorar e manter um ambiente: 

Onde o mais honesto tenha maior facilidade de adaptação que o menos honesto.

Onde o mais competente tenha maior facilidade de adaptação que o menos competente.

Onde o mais responsável tenha maior facilidade de adaptação que o menos responsável.

Onde o tipo de caráter que consideramos decente e o tipo de comportamento que consideramos edificante sejam os mais úteis e mais admirados.

Onde há dignidade para todos, mas não há incentivos para o parasitismo.

E então deixar a seleção natural agir. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 18/03/2017 

Ortocracia, o exercício correto do poder

Eu sou um macaco falante. Você é um macaco falante. Todos somos macacos falantes. Nossa espécie tem registros fósseis dos últimos três milhões e duzentos mil anos de evolução como macacos falantes. Tudo em nós, absolutamente tudo, é definido em função de nossa biologia: a biologia de um macaco falante. Não é possível o exercício correto do poder pelos macacos falantes ou para os macacos falantes sem o reconhecimento de que somos macacos falantes. 

banana

Dizer que o exercício correto do poder deve ser honesto e ético é algo de uma obviedade monumental. O que não é óbvio em todo pensamento político mundial é o fato de que a honestidade e a ética são dependentes da biologia da espécie que define estes conceitos. Foi exatamente por ignorar esta absoluta dependência que todos os grandes pensadores da humanidade tatearam no escuro para formar suas visões de mundo e geraram escolas de pensamento completamente díspares e discordantes entre si. A todos eles faltaram duas coisas: conhecimento em biologia e entendimento de que absolutamente tudo que seja pensado sobre o ser humano depende totalmente da natureza biológica do macaco falante. Quer um exemplo? Vamos lá.

Você que está me lendo provavelmente acredita que a democracia é um regime muito bom, que representa os maiores anseios políticos da humanidade. Pois bem, isso é uma imensa bobagem. A democracia é um péssimo regime, que só funciona quando não é necessário. E a razão disso é biológica.

Ao longo de mais de três milhões e duzentos mil anos, o macaco falante foi (e ainda é) um caçador-coletor tribal hierarca. As decisões sobre o que caçar, onde caçar e como caçar não eram tomadas através de deliberação democrática, segundo o princípio de “um indivíduo, um voto”. Nada disso. As decisões eram tomadas pelo macho alfa do grupo e seu séquito próximo, composto pelos betas mais aptos, que era a quem o macho alfa dava algum crédito para receber aconselhamento. Os demais indivíduos do grupo, em especial os ômegas, não tinham absolutamente nenhum poder de decisão. E, obviamente, o macho alfa do grupo não era escolhido por votação. O macho alfa do grupo era aquele sujeito que ninguém se arriscava a contrariar. O único poder de escolha que o grupo tinha era assassinar o macho alfa quando este se demonstrasse incompetente para guiar o grupo de modo bem sucedido e insistisse em impor suas decisões assim mesmo apesar do descontentamento geral em relação a estas decisões. Este arranjo de poder garantiu a evolução do macaco falante até a posição de espécie dominante do planeta.

Como a democracia se encaixa no arranjo de poder que modelou o macaco falante? Ela não se encaixa. Na democracia, os ômegas fazem algo que ao longo de toda a evolução humana eles jamais fizeram justamente porque nunca tiveram capacidade de fazer: eles escolhem os alfas. Noutras palavras, são os indivíduos que menos têm capacidade de liderar e que mais são vulneráveis às manipulações exercidas pelos alfas que escolhem os alfas. A liderança do grupo, que na natureza despontava devido à capacidade de se impor, passou a despontar devido à capacidade de convencer. A competência para liderar passou a ser julgada não pelos resultados concretos da ação direta do alfa, mas pela subjetividade dos ômegas e sua preferência pelos discursos que lhe fossem mais agradáveis.

Aí eu pergunto: entre “são tempos difíceis, teremos que fazer grandes esforços e sacrifícios” e “eu vou resolver tudo sem que vocês tenham que se preocupar com nada”, em quem você acha que os ômegas votam? E eu mesmo respondo: o cérebro da idade da pedra do ômega não foi evolutivamente programado para questionar os alfas, portanto, ele julga igualmente plausíveis ambas as declarações e escolhe a mais confortável para si.

O resultado disso é que a democracia é um regime regido pela manipulação dos desejos não realistas do maior número de ômegas inebriados pelo discurso do alfa com maior capacidade de convencimento, não de realização. Tem como dar certo uma coisa destas? Só se os alfas em disputa tiverem entre si um pacto de disputa honesta e ética, sabendo que esta é a melhor escolha para a manutenção da qualidade do sistema político, econômico e social que lhes garante uma ótima qualidade de vida, em segurança, sem risco de convulsão social ou de complicações com a justiça. Ou seja, só se a cultura for tão elevada que a democracia já não faça diferença.

O exercício correto do poder não têm, portanto, nada a ver com o regime democrático, mas com a função natural do macaco falante macho alfa, que é a de guiar o grupo de modo eficaz para que o grupo tenha sucesso na caça e na defesa do território, das fêmeas e dos filhotes de todos os betas e ômegas, algo que só é possível ocorrer se o macho alfa atingir a posição de liderança através da imposição de suas habilidades e competências e mantiver a posição através da obtenção de resultados favoráveis que mantenham o contentamento do grupo.

A ortocracia, é necessário salientar, não se resume a isto, pois o exercício correto do poder também exige, além de honestidade, ética e uma dinâmica meritocrática objetiva de conquista e subjetiva de manutenção de poder, o respeito a outras características biológicas típicas de nossa espécie. Mas isso é assunto para um outro artigo. O essencial hoje é compreender que, enquanto insistirmos em ignorar a natureza símia de nossa espécie e o quanto isso determina tudo aquilo que somos e como agimos, o resultado continuará sendo será essa imensa banana em que nosso mundo está virado.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 08/11/2016

O macaco falante e a política

Este artigo ainda não é sobre política. É mais um anúncio, uma declaração de intenções, sobre um tema que eu pretendo abordar a partir de hoje: o exercício correto do poder, ou ortocracia, tendo em vista a natureza do macaco falante (eu e você), os princípios iluministas e as experiências políticas mais bem sucedidas no planeta.

planet-of-apes

Com o tempo vamos ver como a biologia foi profundamente ignorada e mesmo ativamente rejeitada pela quase totalidade dos pensadores políticos, o que fez com que todas – todas – suas teorias e as ideologias baseadas nelas se demonstrassem infundadas e falhas, a não ser talvez uma delas, e mesmo assim por mero acaso.

Acima de tudo eu quero que, ao ler esta série, que vou publicar na categoria “Política do Arthur” aqui no blog, você se lembre que o ser humano é um macaco falante, todo ele um macaco falante, nada além de um macaco falante, e que a principal característica biológica do macaco falante é a capacidade de adaptação – tanto que com ela dominou o planeta.

Quero também que você se lembre que a maioria das pessoas não gosta de discutir política e que a maioria dos que o fazem não entende quase nada sobre política, tendendo a aceitar pacotes ideológicos prontos, acabados, indivisíveis, como se fossem a expressão da verdade, e a seguir lideranças que obviamente não estão atuando segundo o melhor interesse do povo.

Vou surpreender algumas pessoas apontando o maior erro que os iluministas cometeram e atribuindo esse erro à incrível inteligência e senso de ética dos primeiros iluministas. E espero deixar você curioso ao afirmar que, se aqueles primeiros iluministas tivessem tido um perfil no Orkut, isso não teria acontecido.

Mas eu acho que todo mundo vai se surpreender mesmo é com o quanto o ser humano é simultaneamente supersticioso e incapaz de aprender a partir das evidências, em especial a respeito de modelos político-econômicos, mesmo que elas sejam extremamente óbvias e esfregadas no seu nariz. E, obviamente, com as consequências desta característica para a conquista, para o exercício e para a manutenção do poder.

Convido você para acompanhar o blog nos próximos dias e participar do debate aqui nestas páginas.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/10/2016

Quatro livros para você ler

São quatro livros sobre Ordoliberalismo e Economia Social de Mercado. Estão nos arquivos do grupo Revolução Iluminista. Se você não faz parte do grupo, basta solicitar ingresso e baixar os livros. Boa leitura! 

Put-this-on-your-calendarEm poucos dias vou lançar um novo blog, sobre política e economia (os livros citados são uma prévia da linha). O domínio já está registrado, mas ainda estou estudando a identidade visual. Quando estiver no ar, avisarei por aqui. Aguardem.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 09/10/2015

Mudança de rota política

Durante vários anos eu tentei expressar meu pensamento político utilizando o vocabulário e as referências mais aceitos na atualidade. Isso dificultou muito minha expressão e acabou gerando o desastroso efeito “não pense em um elefante”. Decidi, então, assumir minha independência como ideólogo. 

sapere aude - faz uso de tua própria razão - este é o lema iluminista

Os leitores mais freqüentes do blog já devem estar bem familiarizados com a famosa definição de iluminismo de Immanuel Kant:

“O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem.

É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem.

Sapere aude! – Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! – esse é o lema do iluminismo.” 

A decisão de hoje nada mais é, portanto, que um ato de coerência. Não fazia mais sentido insistir em apresentar um pensamento político em termos que não refletiam as idéias que proponho e que defendo e muito menos debater política usando conceitos que refletem a lógica pervertida das ideologias que abomino e combato. Há muito tempo era necessário abandonar aquele pântano de conceitos equivocados e erigir um quadro conceitual próprio, coerente e consistente

Trato também de desfazer uma confusão que causou um certo mal entendido: o iluminismo não é uma política específica, é antes uma postura política, mas é uma postura política que exige seguir algumas diretrizes políticas e afastar-se de outras. Este é um excerto da Wikipédia: 

O iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um lugar melhor – mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. 

Esta é uma ótima definição, porque deixa claro o objetivo e os métodos básicos aos quais um indivíduo deve aderir para se considerar um iluminista: ele deve querer tornar este mundo um lugar melhor, deve ser questionador, deve defender a liberdade e a capacitação do ser humano e deve ser politicamente ativo. 

Mas isso é apenas o alicerce da minha política. Eu vou muito além disso. 

Os iluministas pioneiros, lá no século XVII e XVIII, não tiveram acesso a uma imensa gama de descobertas científicas e aprendizados históricos que temos hoje no século XXI. Isso exige do iluminista moderno, para ser fiel aos princípios do iluminismo, uma visão política diferente daquela dos iluministas pioneiros, atualizada pelas descobertas científicas e pelo aprendizado histórico decorrente do transcurso de três séculos.

Os iluministas pioneiros não conheciam o Big-Bang, o átomo, o DNA, a biologia evolutiva, a etologia (com “t”), a Teoria Geral de Sistemas, a Teoria do Caos, os monstros socialista e capitalista, a globalização econômica, o aquecimento global antrópico e a internet e não podiam imaginar que alguns de seus mais belos ideais seriam distorcidos e pervertidos para legitimar a ascensão e a manutenção das mais abjetas tiranias.

Eu tenho acesso a tudo isso. E proponho uma nova síntese.

Acompanhe o blog. Curta a página do Pensar Não Dói no Facebook e clique em obter notificações. E tenha coragem de fazer uso de sua própria razão. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/11/2014