Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil

Acho divertida a pressuposição “politicamente correta” de que, se os percentuais de representação de gente com uma cor de pele ou outra em uma deteminada instituição, atividade ou região geográfica são diferentes da média nacional, então deve ser criada uma “discriminação positiva” para fazer o filho do Sicrano ter vantagens em relação ao filho do Fulano, mesmo que Fulano e Sicrano sejam vizinhos de porta, trabalhem na mesma empresa, ganhem o mesmo salário e seus filhos estudem na mesma escola, como se isso não fosse uma violência contra Fulano. Mais hilária ainda é a justificativa: “no século XIX homens da mesma cor de Fulano exploraram homens da mesma cor de Sicrano, então nada mais justo que no século XXI o Estado tire de Fulano para dar a Sicrano, isso é a reparação de uma dívida histórica”. Tragicomicamente, nossos políticos ou levam esse tipo de absurdo a sério, ou tiram proveito eleitoral da choradeira de grupos de pressão em busca de privilégios, sem se importar com as injustiças que serão perpetradas nem com o ódio racial que será promovido pela institucionalização do racismo que esse tipo de legislação trará ao Brasil. Continue reading “Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil”

Racismo: uma via de duas mãos

Estávamos no Orkut debatendo sobre racismo quando surgiram algumas alegações de que certas atitudes seriam válidas quando partissem de uma das raças em relação à outra, mas não no sentido contrário, em função dos antecedentes históricos. Uma lógica que pode ser descrita como “se ‘A’ tomar algo de ‘B’ é roubo, mas se ‘B’ tomar algo de ‘A’ é justo, porque outros ‘As’ tomaram algo de outros ‘Bs’ no século XIX“. E na orelhinha não vai nada? Continue reading “Racismo: uma via de duas mãos”