Resolutividade The Flash

Passei a madrugada inteira escrevendo um artigo. Cansado, eu já não estava em condições de organizar as idéias de modo adequado. Fui então escrevendo coisas que eu sabia que seriam deletadas e talvez usadas em outros artigos. E quando fui salvar o último rascunho… Cliquei em “publicar”. 

Tux com cabos na mão

Nunca antes eu tinha achado bom ter uma conexão lenta. Fosse uma conexão banda larga de verdade, um segundo depois do clique já estaria tudo publicado – no blog e no Facebook. Seria um inferno ter que encontrar forças a esta hora da madrugada (05:20) para corrigir o artigo e deixá-lo prontinho, coerente e sem as partes que serão usadas em outros artigos. 

Como evitar que o artigo seja publicado depois de clicar em “publicar”? Simples: arrancando o cabo do modem. Uma solução primitiva e grotesca, mas eficaz. Uma decisão tomada em uma fração de segundo. Mas não é exatamente uma atitude muito recomendável para garantir o funcionamento e a durabilidade dos computadores. 

Preciso parar de escrever até altas horas da madrugada… 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 20/07/2014 

I-I-I: um imóvel para sempre seu

Todo mundo, ao nascer, ao completar 18 anos ou ao concluir a faculdade, deveria ganhar a escritura de um lote de 12 m x 25 m, invendável e inalienável por toda a vida, mas trocável a partir dos 25 anos por outro de mesmo regime jurídico especial: “i-i-i” (imóvel invendável e inalienável). 

O que você acha desta idéia? 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 26/11/2013 

Link da discussão sobre este artigo que rolou no meu perfil pessoal no Facebook.

Bêbados armados

Perguntaram-me se eu acho coerente defender a legalização das drogas e das armas ao mesmo tempo. Claro que acho coerente. Eu exijo responsabilidade do cidadão nos dois casos, juntos ou separados. E quem tem que sofrer as conseqüências de sua própria irresponsabilidade é o irresponsável, não o resto inteiro da sociedade.  Continue reading “Bêbados armados”

Por que eu vou morar no meio do mato?

Peço licença a meus leitores para publicar um desabafo pessoal. Como muitos já sabem, estou na reta final para me desligar do serviço público e me mudar de uma capital de estado para uma aldeiazinha com três mil habitantes no interior de uma pequena cidade de interior, para morar em uma casinha de madeira no meio do mato a 2,5 km por estrada de chão batido do mercadinho mais próximo. A questão é: por quê? O que leva um intelectual gregário a desejar esse tipo de isolamento?  Continue reading “Por que eu vou morar no meio do mato?”

O apocalipse do petróleo (History Channel)

Vocês acham que eu sou pessimista? Vou provar que não. Assistam: 

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=WbGp3N6Gl5w (10:58) 

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=RTfom1uBJQk (10:49)

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=K9K22kIxQww (10:46) 

Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=nf40mVwvxY0 (4:17) 

Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=BH7rN8WtqLE (8:06)

Acho que vou fundar o “Clube dos Paranóicos pela Sobrevivência”. 

Aceito sugestões para lemas melhores que “associe-se ou morra”.  

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 12/03/2012 

A certificação do caráter

O que é caráter? Qual sua importância na vida profissional? Como aferir o caráter de alguém? Afiem suas foices. Esta discussão é interessantíssima e merece de destaque. O artigo “Quem certifica o certificador?” gerou a maior discussão da história do blog e acaba de gerar um artigo derivado.  Continue reading “A certificação do caráter”

O corajoso morre uma vez; o covarde morre mil vezes

Coragem não significa imprudência; coragem é a disposição de fazer aquilo que é necessário para resolver um problema, assumindo riscos calculados e as conseqüências de suas próprias decisões. Covardia não significa medo; covardia é a disposição de fugir dos problemas, dos mais ínfimos riscos e das conseqüências das próprias decisões.

História baseada em fatos reais.

Continue reading “O corajoso morre uma vez; o covarde morre mil vezes”

Usuário do Ubuntu Linux: fuja do Oneiric Ocelot e do novo Firefox!

Se você é usuário do Ubuntu Linux, não atualize sua versão para o Oneiric Ocelot (11.10), nem seu Firefox para o 7.0.1, ou você vai se arrepender! Se você não quiser acreditar em mim e fizer questão de testar por conta própria, tudo bem, siga o Kalama Sutra, mas primeiro faça backup de seus dados e tenha em mãos o CD de instalação da versão que você está usando hoje, de preferência a Lucid Lynx (10.04, versão estável com 4 anos de suporte) ou como alternativa a Natty Narwal (11.04, última versão razoável). Continue reading “Usuário do Ubuntu Linux: fuja do Oneiric Ocelot e do novo Firefox!”

“Se” (Rudyard Kipling)

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling

Rudyard Kipling