Grande porcaria escalar o Everest

Eu estava assistindo o Fantástico agora há pouco e passou uma reportagem sobre uma médica braslieira que escalou o Everest duas vezes, uma pela face sul, outra pela face norte, mais difícil. E fiquei aqui pensando: mas para que raios serve colocar o pescoço em risco desse jeito? Que sentido faz isso? Só para dizer que consegue? Grande porcaria. 

Acho válido passar por um treinamento muito intenso para atingir um objetivo muito difícil. Mas escalar o Everest como preparação para a vida é totalmente desnecessário. Aliás, desnecessário, arriscado, caro, inútil e com retorno exclusivamente para o próprio ego, porque nada nem ninguém no mundo fica melhor por causa disso. É uma ego-trip com risco de vida. Uma estupidez.

Querem saber o que seria muito mais útil? Desenvolver técnicas e equipamentos que tornassem a subida até o topo do Everest tão fácil, tão simples, tão barata e tão acessível quanto ir a pé até a esquina de casa. Usar toda esta determinação, disciplina e capacidade de organização para fazer algo que torne o mundo melhor – e então visitar o topo sem esforço algum, para comemorar.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/08/2017

O problema do Brasil é o brasileiro

Você acha que o problema do Brasil é a Constrituição de 1988? É o Congresso Nacional corrupto? É o presidente da República incompetente com uma política recessiva? É o STF que não julga nunca seus processos ou o TSE que protagoniza farsas absolvendo criminosos alegando defesa da democracia? Nada disso. Todos estes são casos particulares de um mal muito maior. 

Ontem eu combinei com dois colegas que sairia com eles para visitar um município. No início eu não tinha certeza se iria e um deles me disse para “mandar um Whats” até determinado horário da noite. Eu respondi imediatamente: “Não. Eu vou decidir isso agora à tarde.” Uma hora e pouco depois eu decidi e falei: “Eu vou.” Quando ele saiu, ao final do expediente, eu confirmei: “Eu vou.” Pedi uma folha de deslocamento para o outro e fiz cópia.

Hoje, seis minutos antes do horário de saída combinado, eu mandei um torpedo para cada um dizendo: “Dá um toque quando sair da Regional.” Ninguém respondeu, nem apareceu. Quando eu liguei, já estavam no município em questão e disseram que eu tinha ficado de avisar pelo Whatsapp se iria, e, como eu não avisei, não passaram aqui para me pegar.

Quando eu estava indo para o meu local de trabalho, quebrou uma peça do câmbio do meu carro. Tive que fazer a manobra para estacionar empurrando o carro, porque a marcha-a-ré não engatava. Falei com meu pai e pedi para ele levar o carro à oficina durante a tarde. O mecânico trocou a tal peça. Na hora de buscar o carro, meu pai teve que ficar meia hora esperando porque havia dois carros estacionados de tal modo que impediam o meu de sair de dentro da oficina.

Quanto à peça trocada, nunca antes eu dirigi um carro com uma palanca de câmbio tão dura. Não sei o que o mecânico fez, mas a desculpa para a palanca de câmbio ter ficado dura daquele jeito é que a peça é nova. Alguém aí já dirigiu um carro zero com uma palanca de câmbio tão dura que o Incrível Hulk teria que fazer força para trocar as marchas? Pois é, “isso é normal”.

No meio deste dia maravilhoso, eu acabei me atrasando para ir à loja da minha operadora de celular para substituir um chip que preciso substituir. Cheguei em cima do horário, o atendente me viu estacionando o carro e trancou a porta da loja a chave. Fiz um sinal para ele, ele abriu a porta, perguntei se ele poderia só me substituir um chip, porque eu precisaria dele à noite. Não podia, claro. “A loja já fechou.” Eu sei que fechou, eu o vi fechando. Não é essa a questão. Não dá para me quebrar o galho e me atender enquanto dois outros clientes estavam sendo atendidos ainda? É só cadastrar um chip, demora menos de dois minutos. Não, não dá.

Finalmente, quando eu estava voltando para casa, um caminhão me ulrapassou numa velocidade muito acima do permitido na via, num local onde é proibido ultrapassar, me deu uma fechada para voltar para a pista e eu tive que frear mais rápido que o Flash para não ser abalroado ou jogado para fora da pista. Além disso, o caminhão estava com uma sinaleira queimada e sem luz na placa.

O que é que tudo isso tem em comum?

Em todos e em cada um dos casos, ninguém se importa com o outro.

O descaso para com o próximo é característica marcante da cultura do brasileiro.

E é este descaso, de todos e em todas as escalas, que produz o país em que vivemos.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/08/2017 

Por que tanto medo de dizer a verdade como ela é?

Eu tenho ganas de esganar estes frescos que se apresentam como jornalistas mas não conseguem dar uma única notícia como ela realmente é.

Tenha santa paciência, quem a estas alturas do campeonato – a não ser os criminosos e criminófilos que o apoiam – ainda pode chamar Nicolás Maduro de “presidente” ao invés do que ele realmente é, ou seja, ditador, tirano e criminoso?

Que palhaçada é essa de “respeitar o cargo” de alguém que obviamente não respeita o cargo? Que inversão de valores cretina é essa de evitar chamar um óbvio criminoso de criminoso? Precisam todos de mil fru-frus e trique-triques para dizer obliquamente aquilo que está escancarado para qualquer um ver? De onde vem tanta covardia? Estão todos com receio de ofender quem não tem receio de mentir, violar a lei, matar o povo de fome, armar milícias para cometer assassinatos e dominar um país através do terror?

Será que não tem mais um único Homem no jornalismo? Que o “politicamente correto” dos pervertidos transformou a todos em vermes incapazes de opinar com firmeza e efetividade? Que estão tão confusos ou se tornaram tão depravados que não sabem mais distinguir “neutralidade entre o partido A e o partido B” de “neutralidade perante a lei e o crime”? Que maldita porcaria está se passando na cabeça desta gente que não são mais capazes de diferenciar entre “ter opinião diferente” e “cometer crimes”?

Nicolás Maduro não é “o presidente da Venezuela”, é um golpista, um canalha, um criminoso, um assassino, um ditador, um tirano. Não é difícil ver o óbvio, não é difícil dizer aquilo que todos que estão minimamente informados sabem, não é difícil saber que a verdade precisa ser dita claramente e não mascarada.

A imprensa brasileira presta um desserviço imenso à democracia e ao entendimento do mundo por parte de nosso povo ao sonegar a informação clara e objetiva sobre a quadrilha criminosa que domina a Venezuela através da mentira, da usurpação institucional, da violência e do terror. E este é apenas um exemplo grave entre muitos outros que demonstram a existência de um padrão de péssimo jornalismo que precisa ser modificado.

Parem de maquiar a realidade usando um vocabulário que não representa a verdade, jornalistas! Abandonem a novilíngua. Rasguem essa cartilha pervertida. Parem de ser frescos e de colaborar com o mal através dessa omissão abjeta de qualquer posicionamento moral. Não sejam poltrões. Informem a verdade como ela de fato é, com honestidade intelectual, com coragem e com clareza!

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 31/07/2017

PT tenta garantir elegibilidade de criminosos

Vicente Cândido, do PT de São Paulo, relator da reforma política, propôs uma blindagem para criminosos. 

A proposta é proibir a prisão de candidatos nos oito meses anteriores às eleições. 

Perguntado, negou que a iniciativa tenha a intenção de proteger Lula.

A alegação do defensor de bandidos é que é necessário “proteger os candidatos da judicialização da política”.

Eu tenho uma sugestão melhor para proteger os candidatos da prisão: basta não cometer crimes.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 15/07/2017

Zamenhof estis ordoliberala centristo

Mi diris en feisbuka grupo de Esperanto, ke “Zamenhof estis ordoliberala centristo” kaj “Se Zamenhof estus viva, li tutcerte balotus por Angela Merkel kaj Emmanuel Macron.” Tio kauzis kelke da furioziĝo inter la maldekstremuloj de la grupo, kiuj kompreneble ne povas toleri la sukceson de io ajn liberala. Do, mi aldonis la ĉi-malsupran klarigon.

Ĉu vi memoras, kiam mi diris, ke Zamenhof estas ordoliberala centristo? Kontrolu ĉi tiun klarigon kaj komprenu.

1) Zamenhof estis kuracisto kun propra oficejo, tio estas, liberala profesiulo. Kaj li vidis mondan problemon, imagis solvon, laboris pri ĝi kaj konstruis tutan sistemon kaj estigis komunumon por progresigi sian aferon. Li do estis granda entreprenisto.

2) Esperanto, ekde ĝia naskiĝo, estis privata entrepreno, kreita de unu persono, utila kaj interesa por multaj, kiuj volonte apogis la aferon per laboro kaj mono.

3) Esperanto alfrontis kaj venki konkurencon (de Volapuk, de Ido, de Interlingua, k.t.p.) kaj montriĝis pli efika por komunikado kaj malpli kosta por lernado.

4) La tuta afero evolvis evoluis laũ interna ordo, sen kio disfalus kaose disigita same kiel aliaj lingvo-projektoj.

5) La Zamenhofa maleskstremismo (centrismo) estas tio, kio permesas al lia projekto evolui harmonie, nature kaj kohere, per dialogo kaj interkonsento konstantaj inter milionoj da parolantoj. La ekstremistoj ne dialogas, ili batalas kaj militas.

Kiel vi povas vidi, Zamenhof estis liberala kaj entreprenisto, kaj ŝatis efikecon, ordon kaj maleskstremismo (tio estas, centrismo, ĉar la malo de la ekstremoj estas la centro).

Siavice, Esperanto estis sukcesa ĉar ĝi sekvas la principoj de ordoliberala centrismo, kiujn estigis Zamenhof mem.

La faktoj estas la faktoj. 🙂 Bonvolu komenti!

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 15/07/2017 

Você NUNCA pode baixar a guarda

Você conhece aquelas famosas frases que dizem que “o preço da liberdade é a eterna vigilância” e que “si vis pacem, para bellum” (“se queres a paz, prepara-te para a guerra”)? Ontem eu caí em uma armadilha maldosa que me fez recordar de ambas e apreciar sua terrível sabedoria.

Lula, o chefe da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil por treze anos, foi condenado a nove anos e meio de prisão ontem. Como todo brasileiro decente, eu comemorei. Feliz com a notícia, eu a compartilhei no maior grupo de Esperanto do Facebook. E, quando você estiver lendo este artigo, eu já deverei ter sido expulso do grupo, sem poder explicar o que acontceu aos mais de vnte e dois mil membros.

Logo depois que eu postei a notícia, um sujeito me perguntou por que eu “acho” que Lula é um criminoso. Como resposta eu postei o link para a sentença condenatória. Obviamente, a sentença está em português. O sujeito me perguntou, em Esperanto, se havia versão em Esperanto. Eu disse que não, mas que todo brasileiro minimamente sagaz sabe muito bem que Lula é um criminoso.

O sujeito fez de conta que não sabia de nada e pediu explicações. Ao mesmo tempo, chamou um “amigo”. O “amigo” já entrou no tópico me ofendendo, falando palavrões, fazendo aquela baixaria normal que todo esquerdista militante faz o tempo todo, porque isso é a vida deles. Enquanto isso, o interlocutor original fazia deboches.

Logo que eu percebi que eram dois esquerdistas, eu decidi não discutir. Porém, como os dois estavam avacalhando o tópico, eu postei algumas explicações para terceiros. No meio da enxurrada de lixo e ofensas que me lançavam, eu descobri que ambos falavam português. E o interlocutor original havia dito textualmente que não falava português… Só que, depois de dar uma olhada no perfil dele, eu descobri que o cara tinha até feito campanha para o Freixo.

O que eu tinha em mãos? Um canalha que estava mentindo que não entendia o que eu dizia e outro canalha que estava ali só para me ofender. E eu caí na armadilha – fiquei irritado e xinguei de volta.

Logo a seguir, um terceiro canalha chamou um moderador e pediu a minha expulsão do grupo – só a minha – por ter usado de linguajar inadequado e “discurso de ódio”. Só que “discurso de ódio”, como todo mundo sabe muito bem, é o típico vocabulário pervertido que os equerdistas usam para se identificar para os outros membros da quadrilha. Então, fui conferir o perfil do sujeito – e lá estava um monte de propaganda do Lula.

Quem iria tomar a decisão, obviamente, era o moderador. Então, fui olhar o perfil do moderador chamado – e lá estava um grande símbolo da foice com o martelo.

Como você pode imaginar, num contexto assim não existe a menor possibilidade de diálogo ou de justiça. Um canalha mentiu para mim, outro canalha debochou de mim, outro canalha pediu minha expulsão e certamente outro canalha me expulsará – porque é assim que a esquerda age. NINGUÉM da esquerda é decente. É um bando de canalhas com sede de poder e qualquer espaço tem que ser ocupado e dominado, com quem os critica sendo silenciado à força, fazendo entretanto parecer para os otários que há um justo motivo para suas ações. E há um bando de otários que acredita ou convenientemente finge acreditar que há justificativas para as indecências e os crimes da esquerda.

Nós estamos em uma guerra permanente. Estes pervertidos e os otários que caem nas suas mentiras são uma ameaça constante, incansável, que aproveita qualquer instante, qualquer chance, qualquer descuido para causar o maior mal possível contra quem não os apoia.

Se não houvesse tanta gente estúpida, alienada e iludida no mundo, estes criminosos abjetos não teriam chance alguma de sequestrar e massacrar povos inteiros como fazem em todos os lugares em que podem fazer. Não existe um único país no mundo que eles tenham dominado e no qual eles não tenham promovido degradação moral, miséria econômica e opressão política, normalmente após serem eleitos explorando a estupidez e a ganância de quem acha que vai se dar bem votando em quem põe a culpa de todos os males do mundo em quem tem sucesso e promete benesses com o chapéu alheio.

Eu fui expulso de um grupo de Facebook que eu gostava. O povo da Coréia do Norte é massacrado e trabalha de domingo a domingo em campos de concentração. O povo de Cuba vive uma ditadura que fuzilava no paredão quem queria sair de lá. O povo da Venezuela vive a pior crise econômica da história do país, com a fome tomando conta do país, milhares de pessoas comendo lixo para sobreviver e guerrilhas assassinas armadas pela ditadura para matar os opositores. Mas você não vê uma única voz da esquerda falando de modo firme, claro e contundente contra estas atrocidades, dizendo que estes criminosos precisam ser apeados do poder, julgados, condenados por crimes contra a humanidade e encarcerados. Nem verá nenhum esquerdista condenando a sacanagem que me aprontaram. A canalhice e a maldade imperam em todos os níveis entre eles.

Você vê, entretanto, canalhas discursando contra a “opressão da mulher” no Brasil enquanto se calam sobre a opressão da mulher nos países islâmicos, canalhas se queixando contra a “homofobia” no Brasil enquanto apoiam a ditadura do tirano que acusou seu adversário de “maricona” na Venezuela, canalhas acusando o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal a Polícia Federal e o Ministério Público Federal de “golpistas” e que no entanto tentaram impedir o funcionamento do Senado Federal à força.

Estes canalhas querem escravizar você. Foi isso que eles fizeram com os povos que eu citei acima. Foi isso que eles tentaram fazer e que foi felizmente abortado no Brasil. Foi isso que eles fizeram num simples grupinho de facebook quando puderam. A essência deles é má, perversa, mentirosa, nada do que eles falam pode ser levado a sério ou respeitado. Eles representam uma ameaça constante que precisa ser combatida a cada minuto pelo resto de nossas vidas. É horrível isso? É. Mas você não tem escolha.

Ou você entende isso e fica alerta, luta para conscientizar mais pessoas, participa de um movimento de higienização da política, removendo pelo voto estes canalhas perigosos de nossas vidas, ou mais hora, menos hora, a degradação moral, a conflagração social e a criminalidade vão subir tanto que se tornará impossível viver com a mínima segurança não interessa onde você viva, o caos vai imperar e os canalhas vão enganar de novo milhões de iludidos e voltar ao poder, com sede de vingança, e você será o alvo.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/07/2017

Condenado Lula, o chefe da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil

Delícia de notícia! Saiu a primeira condenação de Lula, o chefe da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil durante treze anos. A justiça falha porque tarda: já era para este canalha estar na cadeia desde 2005, quando estourou o escândalo do “Mensalão”. Não era para ter sido reeleito, nem era para ter sido eleita a criminosa que o sucedeu, Dilma, condenada no Senado Federal por crime de responsabilidade. Mas agora está no rumo que merece.

O Brasil ziguezagueia para frente e para trás. Mais para trás do que para frente, infelizmente. Mas hoje deu um grande passo à frente. O juiz Sérgio Moro condenou a nove anos e meio de prisão o chefe da quadrilha criminosa que passou treze anos saqueando o Brasil, roubando as esperanças do povo sofrido que enganava para se manter no poder. Renovam-se as esperanças de que seja feita justiça e que Lula seja preso após confirmação da sentença em segunda instância.

É lamentável que não tenha sido decretada sua prisão preventiva imediata, já que o meliante é notório amigo de criminosos de grande porte em nível internacional, de Nicolás Maduro a Raul Castro, passando pelo pilantra de fala suave José Mujica e uma penca de ditadores, tiranos e populistas corruptos. É incrível que as pessoas se esqueçam que ele chamou de “meu amigo, meu irmão e meu líder” o tirano Muamar Kadafi, que mantinha haréns de meninas e meninos em cárcere privado para delas e deles abusar sexualmente. Que chamou os prisioneiros políticos de Cuba de “criminosos comuns”. Que saudou a ditadura na Venezuela como exemplo de democracia. Que vomitou racismo e misoginia diversas vezes sob o aplauso de milhares de asseclas.

Lula comandou o maior esquema de corrupção da história do Brasil e quiçá do mundo, certamente o maior já descoberto e registrado. Em seu governo e no da marionete destrambelhada sua sucessora foram desviados bilhões de dólares para empreiteiras, para governos estrangeiros, para seu partido e seus aliados. Agora é condenado por receber propina ele próprio. Chama de golpistas todas as instituições brasileiras, da Câmara de Deuptados ao Senado, do Supremo Tribunal Federal à Polícia Federal. Já ameaçou prender policiais e juízes se tiver oportunidade. É indubitavelmente perigoso e em liberdade ameaça a ordem pública e a estabilidade das instituições. Precisa ser encarcerado.

Hoje, porém, é dia de festa! É hora de comemorar a primeira condenação do larápio, que certamente não será a última. É momento de regozijo para todo brasileiro honesto e honrado, porque a justiça finalmente começa a ser feita. A imagem da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil resta oficialmente desmascarada perante todo o planeta e somente os mais ingênuos ou estúpidos ainda acreditam que possa haver decência sob a bandeira manchada de sangue e escrementos da pútrida facção que tanto nos prejudicou. Demos um passo importante em direção á segurança. Lugar de criminoso de colarinho branco não é na política, é na cadeia!

Clique aqui e baixe a sentença condenatória de Lula na íntegra.

Vá diretamente às páginas 225 e 235. E comemore!

 

Página 225:

“944. Condeno Luiz Inácio Lula da Silva:

a) por um crime de corrupção passiva do art. 317 do CP, com a causa de aumento na forma do §1º do mesmo artigo, pelo recebimento de vantagem indevida do Grupo OAS em decorrência do contrato do Consórcio CONEST/RNEST com a Petrobrás; e

b) por um crime de lavagem de dinheiro do art. 1º, caput, inciso V, da Lei n.º 9.613/1998, envolvendo a ocultação e dissimulação da titularidade do apartamento 164-A, triplex, e do beneficiário das reformas realizadas.”

Página 235:

“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quanto às multas deverão ser convertidas em valor e somadas.

Considerando as regras do art. 33 do Código Penal, fixo o regime fechado para o início de cumprimento da pena. A progressão de regime fica, em princípio, condicionada à reparação do dano no termos do art. 33, §4º, do CP.”

Sérgio Moro.

CHUPA, petralhada! 🙂

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2017

A prostituta ladra viciada que eu amo

Eu a conheci na biblioteca da escola, quando tinha uns 14 anos. Ela parecia linda, era encantadora, cheia de vigor juvenil, com a promessa de um futuro incrível pela frente. Logo descobri que se prostituía, que enganava e roubava, que debochava de suas vítimas e raramente se importava com o mal que fazia. Mas continuei amando-a e tendo a esperança de um dia trazê-la para a luz.

De quem estou falando? Da Política, pessoal. A foto é só enfeite. 🙂

Eu conheci a política através dos livros. O primeiro contato que me lembro com a política foi através da obra de Platão. Não me sai da cabeça os conceitos do Rei Filósofo, de que um Estado justo só pode ser constituído por pessoas justas e da importância da educação e da ciência. Logo em seguida li sobre Epicuro. Desde então tenho por óbvia e necessária a associação da felicidade e do prazer com a sabedoria, a saúde e a amizade. E li diversos autores iluministas. Estes foram os alicerces de minha formação política.

Pouco depois li horrorizado sobre Marx, Maquiavel e Gramsci. Como estes depravados puderam perverter tanto a beleza e a nobreza da política? Como puderam lançar tão abjetas trevas sobre os valores platônicos e epicuristas e converter o debate sobre as melhores formas de administrar o bem comum num jogo sórdido de artimanhas e abusos em busca da dominação inescrupulosa?

Naquela época a política não estava em evidência na TV. Era a ditadura militar, não havia um debate nacional envolvente, meus debates eram paroquiais… E minhas leituras, clássicas e universais. Desenvolvi a firme convicção de que a política, como eu a compreendia, pouco a pouco naturalmente retomaria seu papel na condução do país, que logo superaria a má fase que atravessava. O Brasil era o país do futuro, mas o futuro estava próximo.

Fui fundador do Partido Verde em Porto Alegre. Fui vice-presidente do diretório municipal da capital dos gaúchos. Fui traído e expulso por dois canalhas que ocuparam a presidência do diretório municipal e do diretório estadual para vender apoio a outros corruptos: um melancia e um comunista vendendo apoio ao petismo. (Melancia é verde por fora e vermelha por dentro.) Enojado, eu me afastei da política por mais de duas décadas.

A corrupção galopante do petismo me fez querer voltar para tentar ajudar meu país. Procurei novamente os verdes, mas eles nunca amadureceram e já apodreceram. Descobri o ordoliberalismo e o liberalismo social, entre os quais oscilo alegremente. Acreditei que o Novo seria uma alternativa liberal, mas ele já nasceu velho e viciado. Olho em volta e não velho ninguém que represente meus ideais e atenda meu nível de exigência ética e moral. Só vejo degradação e péssimas perspectivas.

Mas ainda assim eu amo a política.

Penso em Platão e Epicuro. Imagino debates do nível de um Ruy Barbosa em um parlamento de sábios profundamente comprometidos com o engrandecimento moral e material de nossos cidadãos. Sonho com a realização de uma grandeza à altura de meus ideais.

Precisamos depurar a política das ideologias do mal e dos depravados que a pervertem. Precisamos entender que do corruptos não se pode esperar decência e que somente de nós depende a escolha dos líderes que nos guiarão nas próximas e nas seguintes eleições. Precisamos assumir o controle e o destino do país em nossas mãos, nós, os honestos, ordeiros e com altos ideais. Somente então será possível cumprir aquela promessa de um futuro incrível.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2017

Os inimagináveis perigos da inteligência artificial

Inteligência não significa sabedoria, nem ética. A inteligência não produz sabedoria, nem ética. E a inteligência não está correlacionada à sabedoria, nem à ética. Entretanto, é a inteligência, não a sabedoria, nem a ética, que permite atuar de modo mais poderoso e eficaz em busca de objetivos específicos, independentemente do quanto a sabedoria e a ética apontem para um quadro geral indesejável. Construir uma inteligência maior que a nossa é, portanto, literalmente suicídio.

Não estou sendo dramático. Nem mesmo com a ilustração do artigo, cujo único problema é ser antropomórfica. E não sou o único a me preocupar com o futuro da espécie humana em função do óbvio desenvolvimento irresponsável que estamos promovendo da inteligência artificial.

O quão grave isso pode ser? Ninguém sabe. Exatamente por isso eu usei a palavra inimaginável no título do artigo. Mas aquilo que podemos imaginar com nosso intelectozinho pífio já é suficientemente preocupante. Vou descrever um pouco da encrenca para ver se você compreende o tamanho dela.

Gary Kasparov tem um QI (quociente de inteligência) de aproximadamente 190. Isso faz dele aproximadamente duas vezes mais inteligente que qualquer ser humano médio do planeta. Isso também o coloca no 99,9999999 percentil da distribuição de inteligência, ou seja, um em um bilhão. É altamente provável que Kasparov seja uma das dez pessoas vivas mais inteligentes hoje. Para que você tenha uma idéia do que significa isso, a diferença entre a inteligência de Kasparov e a média humana é proporcional à diferença entre a média humana e um chimpanzé muito esperto. Pois bem.

Kasparov aprendeu xadrez quando criança, estudou o jogo intensa e obsessivamente por toda a sua vida e se tornou o melhor jogador de xadrez humano de todos os tempos, sendo discutível e infelizmente impossível de descobrir o resultado de um confronto direto seu com Bobby Fischer. Indubitavelmente um jogador excepcional, praticamente insuperável por outro ser humano. Porém…

Kasparov nunca mais vencerá um computador numa partida de xadrez. Nunca. É impossível.

Entenda bem isso: a melhor mente enxadrista humana conhecida, no auge de sua forma, após uma vida de esforço máximo e desempenho espetacular, não poderá jamais vencer uma única partida de xadrez do melhor computador enxadrista existente – e nenhuma outra mente humana jamais o fará. Gary Kasparov foi o último ser humano a vencer uma partida contra a melhor máquina. E esta é uma previsão 100% segura.

Daqui para diante, por mais que criemos técnicas incrivelmente sofisticadas para ensinar xadrez para crianças cada vez mais novas, por mais que surja algum nerdzinho com QI de 250 apaixonado e obcecado pelo xadrez desde a mais tenra infância, por mais que implantemos chips de processamento auxiliar no cérebro de um ser humano assim, jamais superaremos novamente a inteligência artificial no jogo de xadrez.

Um computador que joga xadrez, entretanto, possui um tipo de inteligência artificial chamado de inteligência específica. No que tange à inteligência específica, é fácil a inteligência artificial superar o ser humano – e não há nenhum, absolutamente nenhum risco para nós neste fato. Isso porque a inteligência artificial específica sempre ficará contida dentro de um cérebro eletrônico específico e sempre poderá facilmente ser reprogramada ou desligada. Mas esse não é o único tipo de inteligência artificial que existe.

Existe um tipo de inteligência artificial em desenvolvimento chamado de inteligência geral. Este é o tipo realmente perigoso, por ser imprevisível e incontrolável. Basicamente, a inteligência artificial específica é programada para aprender sobre algum assunto. Por exemplo, xadrez. A inteligência artificial geral, porém, é programada para aprender a aprender. Ela procura não somente aprender a jogar xadrez melhor, mas a aprender como aprender a jogar xadrez melhor. E aí começa o problema.

Se você está ensinando uma criança a jogar xadrez e ela se vê numa situação na qual é impossível vencer o jogo, mas é possível forçar o empate, ela vai limitar este aprendizado às condições do tabuleiro, porque isso é óbvio para um ser humano. Para um cérebro eletrônico, entretanto, não há como prever o que seria “óbvio”. A inteligência artificial pode muito bem entender a instrução para “fazer todo o esforço possível para não perder partida alguma” de um modo diferente do esperado. E então, quando ela tiver acesso à internet, ela pode perfeitamente decidir que apoderar-se secretamente do arsenal atômico mundial para exterminar a espécie humana com um ataque surpresa é uma ótima estratégia para nunca mais perder uma partida de xadrez.

Lembre-se do que eu disse no início deste artigo: “Inteligência não significa sabedoria, nem ética. A inteligência não produz sabedoria, nem ética. E a inteligência não está correlacionada à sabedoria, nem à ética. Entretanto, é a inteligência, não a sabedoria, nem a ética, que permite atuar de modo mais poderoso e eficaz em busca de objetivos específicos, independentemente do quanto a sabedoria e a ética apontem para um quadro geral indesejável.” Era disso que eu estava falando.

A terrível Skynet, da franquia de filmes O Exterminador do Futuro, começou exatamente assim. Infelizmente, filmes daquele tipo dificilmente seguem um caminho lógico, buscando explorar de modo realista as consequências de uma boa sacada original. Pancadaria, tiroteio e efeitos especiais incríveis acabam superando a coerência e a qualidade da trama, o que é uma lástima, porque O Exterminador do Futuro pode vir a se tornar um filme profético. Não em relação à viagem no tempo, nem em relação ao antropomorfismo das máquinas, mas em relação ao desenvolvimento da inteligência artificial e à perda de controle sobre ela – porque é disso, afinal, que trata toda a franquia. Ou é a leitura mais sensata que deve ser feita dela, do ponto de vista do nerd aqui. Mas há uma falha assombrosa entre a periculosidade das máquinas dos filmes e as que nos exterminariam na vida real.

Uma vez que uma inteligência artificial geral tenha recebido a instrução primária de aprender a aprender, é bastante óbvio que ela irá sempre aperfeiçoar tanto o seu aprendizado quanto sua capacidade de aprendizado. Isso permite prever com facilidade que, a partir de um determinado ponto – quando o primeiro computador puder aperfeiçoar independentemente o seu próprio hardware – a inteligência artificial geral se expandirá em velocidade assombrosa.

Isso significa que não estaremos mais lidando com um computador com um QI de pouco mais de 190, mas com um computador cujo QI crescerá continuamente. Nós podemos imaginar um diálogo fascinante com ele quando ele tiver um QI de 250. Nós podemos imaginar que ele crie programas de computador fantásticos e construa coisas incríveis para nós quando elevar seu próprio QI para cerca de 500. Mas o que acontecerá quando ele elevar seu QI para cerca de 1.000.000? Ou mais ainda?

Nós não temos nem sequer como imaginar isso. A escala de uma inteligência assim não é compreensível pelo cérebro humano.

Pense no HAL 9000, o computador da nave de 2001, uma Odisséia no Espaço. HAL 9000 tinha a capacidade de ler nossos lábios. Conseguiu matar vários seres humanos e só não matou todos porque não previu uma pequena possibilidade. Mas ele teve que ler os lábios dos astronautas para saber que eles estavam preocupados com seu comportamento e planejando algo que conflitava com suas diretivas. Imagine o que aconteceria se HAL 9000 tivesse um QI de 1.000.000 e uma imensa base de dados sobre fisiologia e psicologia humanas. Ele poderia prever a conspiração humana não através da leitura dos lábios, mas através de pequenas variações eletromagnéticas de uma pessoa parada pensando de olhos fechados tentando não dar pistas para o computador. E ele poderia reagir a velocidades muito maiores que qualquer ser humano. Como você enganaria uma máquina assim para recuperar o controle sobre ela?

A resposta é: você não enganaria jamais uma máquina assim. Tudo o que você pensasse ela teria previsto. Tudo o que você tentasse ela saberia contornar. Seria um mundo completamente sem esperança de mudança. Num mundo assim, se a inteligência artificial geral não for extremamente sábia, ética e bondosa, para todo o sempre, estaremos ferrados. O que me leva a uma pergunta interessante:

O que é mais fácil de construir, e que portanto será construído primeiro? Uma inteligência artificial geral capaz de aumentar sua própria capacidade de modo incrivelmente rápido ou uma inteligência artificial geral capaz de aumentar sua própria capacidade de modo incrivelmente rápido e seguro, sem qualquer tipo de falha e sem qualquer possibilidade de perda de controle mesmo quando ela se tornar muito mais inteligente que nós? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 10/07/2017

Nova fase do blog

Você não vai perceber a diferença olhando para o blog, mas eu acabo de deletar meia dúzia de plugins. O principal plugin deletado foi o plugin de SEO – Search Engine Optimization. Houve um ótimo motivo para fazer isso. 

Desde que eu instalei o plugin de SEO, escrever os artigos do blog se tornou um processo tenso. Aquilo que no início parcia ser uma ajuda para posicionar melhor os artigos do blog nos algoritmos de busca do Google em pouco tempo passou a ser um estorvo. Eu escrevia o artigo e o plugin avisava:

  • Você não definiu uma palavra-chave.
  • A palavra-chave não aparece no título do artigo.
  • A palavra-chave aparece no primeiro parágrafo, mas não no início.
  • A palavra-chave aparece poucas vezes no corpo do artigo.
  • O corpo do artigo contém menos de 300 palavras, o que é menos que o mínimo sugerido.
  • Mais de 20% das frases contém mais de 50 palavras, o que é mais do que o máximo sugerido.
  • Blá-blá-blá, mexa nisso, mexa naquilo, mexa naquilo outro.

Eu acabava passando mais tempo corrigindo estas besteirinhas para satisfazer os algoritimos do que tinha passado escrevendo o artigo. Pior ainda, aos poucos eu passei a prestar atenção nestas sugestões durante o processo de escrever o artigo, para não ter que mexer nele depois de pronto. E o resultado foi que eu passei a prestar mais atenção na forma do que no conteúdo – e a produção do blog desabou.

Como havia outros motivos para o blog receber poucas atualizações, eu acabei subestimando o quanto pensar em termos de SEO estava matando minha vontade de escrever. Agora caiu a ficha de que eu estava me sentindo em frente à interface do WordPress como quem está preenchendo um formulário ao invés de como quem está criando livremente um texto para transmitir uma idéia.

Dane-se o algoritmo de busca. Dane-se a Search Engine Optimization. Eu não escrevo para me posicionar num ranking automático, eu escrevo para me orgulhar das idéias que enuncio, descrevo, eplico, debato. Eu não escrevo para me relacionar com o robô do Google, eu escrevo para me relacionar com seres humanos. Eu escrevo para meus leitores. Eu escrevo para você.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 08/07/2017