PT tenta garantir elegibilidade de criminosos

Vicente Cândido, do PT de São Paulo, relator da reforma política, propôs uma blindagem para criminosos. 

A proposta é proibir a prisão de candidatos nos oito meses anteriores às eleições. 

Perguntado, negou que a iniciativa tenha a intenção de proteger Lula.

A alegação do defensor de bandidos é que é necessário “proteger os candidatos da judicialização da política”.

Eu tenho uma sugestão melhor para proteger os candidatos da prisão: basta não cometer crimes.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 15/07/2017

Condenado Lula, o chefe da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil

Delícia de notícia! Saiu a primeira condenação de Lula, o chefe da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil durante treze anos. A justiça falha porque tarda: já era para este canalha estar na cadeia desde 2005, quando estourou o escândalo do “Mensalão”. Não era para ter sido reeleito, nem era para ter sido eleita a criminosa que o sucedeu, Dilma, condenada no Senado Federal por crime de responsabilidade. Mas agora está no rumo que merece.

O Brasil ziguezagueia para frente e para trás. Mais para trás do que para frente, infelizmente. Mas hoje deu um grande passo à frente. O juiz Sérgio Moro condenou a nove anos e meio de prisão o chefe da quadrilha criminosa que passou treze anos saqueando o Brasil, roubando as esperanças do povo sofrido que enganava para se manter no poder. Renovam-se as esperanças de que seja feita justiça e que Lula seja preso após confirmação da sentença em segunda instância.

É lamentável que não tenha sido decretada sua prisão preventiva imediata, já que o meliante é notório amigo de criminosos de grande porte em nível internacional, de Nicolás Maduro a Raul Castro, passando pelo pilantra de fala suave José Mujica e uma penca de ditadores, tiranos e populistas corruptos. É incrível que as pessoas se esqueçam que ele chamou de “meu amigo, meu irmão e meu líder” o tirano Muamar Kadafi, que mantinha haréns de meninas e meninos em cárcere privado para delas e deles abusar sexualmente. Que chamou os prisioneiros políticos de Cuba de “criminosos comuns”. Que saudou a ditadura na Venezuela como exemplo de democracia. Que vomitou racismo e misoginia diversas vezes sob o aplauso de milhares de asseclas.

Lula comandou o maior esquema de corrupção da história do Brasil e quiçá do mundo, certamente o maior já descoberto e registrado. Em seu governo e no da marionete destrambelhada sua sucessora foram desviados bilhões de dólares para empreiteiras, para governos estrangeiros, para seu partido e seus aliados. Agora é condenado por receber propina ele próprio. Chama de golpistas todas as instituições brasileiras, da Câmara de Deuptados ao Senado, do Supremo Tribunal Federal à Polícia Federal. Já ameaçou prender policiais e juízes se tiver oportunidade. É indubitavelmente perigoso e em liberdade ameaça a ordem pública e a estabilidade das instituições. Precisa ser encarcerado.

Hoje, porém, é dia de festa! É hora de comemorar a primeira condenação do larápio, que certamente não será a última. É momento de regozijo para todo brasileiro honesto e honrado, porque a justiça finalmente começa a ser feita. A imagem da quadrilha criminosa que saqueou o Brasil resta oficialmente desmascarada perante todo o planeta e somente os mais ingênuos ou estúpidos ainda acreditam que possa haver decência sob a bandeira manchada de sangue e escrementos da pútrida facção que tanto nos prejudicou. Demos um passo importante em direção á segurança. Lugar de criminoso de colarinho branco não é na política, é na cadeia!

Clique aqui e baixe a sentença condenatória de Lula na íntegra.

Vá diretamente às páginas 225 e 235. E comemore!

 

Página 225:

“944. Condeno Luiz Inácio Lula da Silva:

a) por um crime de corrupção passiva do art. 317 do CP, com a causa de aumento na forma do §1º do mesmo artigo, pelo recebimento de vantagem indevida do Grupo OAS em decorrência do contrato do Consórcio CONEST/RNEST com a Petrobrás; e

b) por um crime de lavagem de dinheiro do art. 1º, caput, inciso V, da Lei n.º 9.613/1998, envolvendo a ocultação e dissimulação da titularidade do apartamento 164-A, triplex, e do beneficiário das reformas realizadas.”

Página 235:

“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Quanto às multas deverão ser convertidas em valor e somadas.

Considerando as regras do art. 33 do Código Penal, fixo o regime fechado para o início de cumprimento da pena. A progressão de regime fica, em princípio, condicionada à reparação do dano no termos do art. 33, §4º, do CP.”

Sérgio Moro.

CHUPA, petralhada! 🙂

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/07/2017

Vermilândia – um país de covardes

Aqui não é a Macacolândia, é a Vermilândia – um país de covardes. Meu pai foi assaltado hoje à tarde. No centro de Porto Alegre, com CENTENAS de pessoas ao redor. Ele estava olhando a vitrine de uma loja com minha mãe quando um canalha o agrediu pelas costas e outro enfiou a mão no bolso dele e roubou todo o dinheiro que ele carregava. Ambos tem mais de setenta anos. VÁRIAS pessoas viram tudo o que aconteceu e NINGUÉM esboçou qualquer reação. Eram apenas DOIS covardes agredindo pessoas de idade no meio de centenas de pessoas que se ACHAM cidadãs e não fizeram NADA. Os vermes que se omitiram são ainda mais covardes do que os ladrões.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 23/06/2017

Teori Zavascki foi assassinado?

Eu não sei, você não sabe e se foi o caso ninguém jamais saberá. Mas é possível e foi muito conveniente para uma grande quantidade de corruptos poderosos. Como é que esse otário se mete num teco-teco? Teori Zavascki tinha a Lava-Jato nas mãos, não podia ter dado um mole desses. Ou vocês acham que não existe assassinato político no Brasil? Que só o que se assassina aqui são reputações?

Vou repetir para ter certeza de que você entendeu: eu não sei, você não sabe se foi o caso ninguém jamais saberá. Haverá luto oficial. O mandante, se houver, vai discursar sobre como o ministro Teori Zavascki era honesto, íntegro, capaz, defensor da democracia e do Estado de direito. Seus colegas do STF farão loas ao falecido independentemente de sua real opinião sobre ele. Os peritos serão “sutilmente” lembrados do caso Celso Daniel e vão dar um laudo de que o avião em que estava o Teori Zavascki sofreu uma pane mecânica, teve uma dor de barriga ou foi atingido por um disco voador, e a grande mídia inteira dirá “amém”, enquanto inúmeros corruptos dirão “aleluia”.

Jamais saberemos a verdade. Que até pode ter sido, sim, uma falha mecânica. Mas também pode ter sido um assassinato político. Você é perito em acidentes aeronáuticos e está lá para analisar? Não, né? Pois bem, quero apenas que você tenha bem claro em mente que a história oficial é previsível, mas não necessariamente realista, e que deve haver muita coisa que juramos que foi de um jeito e que na verdade foi de outro jeito. Ou não.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 19/01/2017

Atualização dia 20/01/2017: dados interessantes surgiram.

Caixa 2: um bom acordo é um acordo possível

A possibilidade de os parlamentares de nosso Congresso Nacional fazerem um grande acordo e votarem uma anistia para os crimes associados à prática de Caixa 2 nas eleições dos últimos anos está fazendo surgir análises muito interessantes sobre as possíveis linhas de ação que se abrem para tentarmos corrigir os rumos políticos e econômicos de nosso país. Uma delas é esta aqui, que recebi há alguns dias:

Tem uma regra, quando a gente aprende sobre negociação e teoria dos jogos, que diz o seguinte: numa negociação, por mais forte que seja sua posição, você precisa dar ao outro lado a alternativa de uma saída honrosa. Na prática significa que, se você pressionar demais, existe o risco iminente do outro lado simplesmente tomar uma atitude desesperada que, no final, pode não ser do seu interesse.

Tenho pensado sobre isso quando leio sobre a anistia do Caixa 2. Se a gente se distanciar um pouco e tirar a paixão da mesa, o problema não tem solução simples.

Pense: a maioria absoluta dos políticos se elegeu com Caixa 2. Outros tempos, onde essa contravenção recebia vista grossa de todos. Inclusive de nós, cidadãos. Naqueles tempos, ninguém esperava uma Lava Jato da vida. Então, se não houver anistia, não é um ou outro que cairá. Vai ser um desmanche do Congresso.

Veja, não estou dizendo que não é correta a punição. Óbvio que é. Mas do nosso lado, do lado de quem espera um país melhor, vale a pena pensar o que vai representar esse rapa. Interessa para a nação que o país mergulhe num caos institucional onde a esmagadora maioria dos políticos será acusada de uma prática criminosa? Acho que não.

Só que também não acho que a solução seja uma anistia.

Então, acho que é a hora de surgirem propostas alternativas.

Uma ideia poderia ser um programa de admissão de culpa.

Funciona assim:

Os políticos que admitirem a prática de Caixa 2 no passado, poderão terminar seus mandatos e a única punição que receberão é a inelegibilidade por oito anos.

Imagine o quanto isso economizaria em tempo e dinheiro na coleta de provas, por exemplo. Com isso, seria estabelecida uma nova ética. O próximo Congresso não teria eleitos com Caixa 2 e, em troca, não pararíamos o país numa caça às bruxas. Apenas os políticos que não aderissem ao programa estariam expostos à Lava Jato. Tenho certeza que uma meia dúzia de punições exemplares convenceriam os outros a admitirem a culpa para fugir das consequências. Porque, convenhamos, além de canalhas, são covardes.

Minha resposta inicial a esta possibilidade foi a seguinte:

É uma idéia bem interessante. Não vai rolar, porque por um lado os bandidos têm a faca e o queijo na mão e pretendem continuar livres e roubando e por outro lado os “moralizadores” estão envenenados e babando de ódio. Mas seria bem interessante analisar um compromisso desse tipo, que nos livrasse da camarilha de ladrões no Congresso e permitisse que os esforços da Polícia Federal e do Judiciário se concentrassem nos restantes. Só acho que os caras tinham que nem terminar os mandatos. Deviam cair fora imediatamente e permanecer inelegíveis até as eleições de 2026 (inclusive). Aí eu toparia totalmente.

Vamos analisar tudo isso com mais cuidado.

Caixa 2: qual o tamanho do problema?

Em primeiro lugar, vamos retomar a razoabilidade: o Congresso Nacional não vai promulgar leis que coloquem os próprios deputados e senadores na cadeia. Pelo contrário, apesar de toda a pantomima que assistimos na declaração conjunta de Michel Temer, Renan Calheiros e Rodrigo Maia de que não haveria a menor possibilidade de promulgar uma lei que concedesse uma anistia, o óbvio continua sendo que nenhum parlamentar que tenha cometido crimes associados a Caixa 2 de campanha vai votar qualquer coisa que possa colocá-lo na cadeia. Combinar o contrário é um acordo impossível.

Em segundo lugar, vamos relembrar que não é necessário promulgar lei alguma para que os crimes associados sejam punidos, porque lavagem de dinheiro, corrupção passiva e outros ilícitos comumente associados à prática de Caixa 2 já são crimes.

O problema que temos em mãos é justamente um Congresso Nacional com uma grande quantidade de parlamentares que praticaram Caixa 2 e outros ilícitos associados em uma época em que ninguém dava muita bola para isso. Estes parlamentares obviamente estão se sentindo ameaçados, pressionados muito além do que podem tolerar, e farão tudo o que estiver a seu alcance para evitar passar alguns anos na cadeia. Este interesse comum é muito maior do que qualquer fidelidade ideológica ou partidária. Não é algo sobre o que eles possam dizer “ah, paciência, desta vez me dei mal”. Nada disso. É algo em relação ao que eles farão todos os esforços possíveis, o que certamente não será bom para o país.

Punir alguns é mais importante que salvar milhões?

Eu acho que seria melhor para todo mundo – para nós e para eles – se concedêssemos, sim, uma anistia condicional a quem tiver praticado algum destes crimes. A minha proposta seria alguma coisa mais ou menos assim:

  1. Qualquer parlamentar ou governante ou filiado em partido político do país, de qualquer esfera, tem um prazo de noventa dias para, voluntariamente, abdicar imediatamente de seu mandato e de qualquer ligação com partido político, confessando ter praticado crimes associados à prática de Caixa 2 e dando detalhes de todas as operações.
  2. O parlamentar ou governante ou filiado em partido político que fizer esta confissão ficará inelegível e proibido de participar de quaisquer atividades ou eventos político-partidários até as eleições de 2026, inclusive.
  3. Nenhum parlamentar ou governante ou filiado em partido político que fizer esta confissão será julgado por qualquer dos crimes associados à prática de Caixa 2 que confessar, mesmo que já esteja sendo investigado.
  4. A contagem do prazo prescricional dos ilícitos confessados ficará suspensa até o dia das eleições de 2026, quando serão considerados prescritos todos os ilícitos, de modo condicional ao não cometimento de novos ilícitos no período.
  5. O cometimento de qualquer irregularidade de natureza penal, associada ou não à atividade política, desde a assinatura da confissão até o dia das eleições de 2026, revogará esta anistia, inclusive retroativamente.
  6. Não haverá reedição desta lei até pelo menos o ano de 2050.

Traduzindo: quem pisou na bola sai de cena e não incomoda mais até 2026. Quem se emendar se deu bem. Quem pisar na bola de novo vai em cana tanto pelo novo crime cometido quanto pelo antigo já confessado.

Isso nos daria um pouco mais de uma década para consertar o país sem a influência de qualquer infrator, geraria um volume de dados considerável sobre os meandros da corrupção nacional, bem maior do que a Operação Lava-Jato será capaz de produzir, com muito menos esforço, e nos pouparia de muitas manobras políticas e muitas pizzas.

Após mais de uma década fora da política, muito poucos destes infratores retornariam. O país já teria uma nova safra de políticos que teria preenchido o vácuo da atual geração. E aqueles que arriscassem, permanecessem na ativa e fossem condenados pegariam uma cana braba e serviriam de exemplo para que a nova geração não se ariscasse a cometer ilícitos.

Eu acho que isso seria um preço razoável a pagar para nos livrarmos da velha guarda corrupta e acelerar a volta do país para os trilhos do desenvolvimento econômico. O que você acha? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 28/11/2016

A cleptocracia desce à chinelagem

Eu já tinha visto visto vagabundo roubar tênis em janelas. Camisetas em varais. Lâmpadas em fachadas de prédios para trocar por uma pedra de crack. Mas invadir um pátio para roubar o jornal do dia??? A que nível pode descer ainda a chinelagem? Vão roubar chupeta de bebê? 

jornal

Há países que têm máquinas de venda de jornal em que a gente põe uma moeda, a máquina se abre expondo uma pilha de jornais e o consumidor pega um jornal, aquele pelo qual pagou. Não é necessário ter uma máquina que exponha apenas um jornal de cada vez, porque ninguém pega mais do que um jornal.

No Brasil eu tenho que manter o portão do pátio fechado a cadeado porque a chinelagem é tão baixa que roubam meu jornal.

Aí a gente pega um FDP destes no flagra, chama a polícia, faz B.O., representa criminalmente – porque furto é crime – paga um advogado e vê o vagabundo ser defendido de graça por um defensor público e vê o processo ser encerrado por se tratar de “crime de bagatela”.

Porém, se o cidadão honesto fizer qualquer coisa a mais com o ladrão que está invadindo sua casa e furtando o que é fruto de trabalho honesto, aí o cidadão honesto será processado e condenado e pode pegar uma cana ou ter que pagar umas cestas básicas ou mesmo indenizar o ladrão. Isso se o vagabundo não voltar e matá-lo.

Ao invés de se exigir honestidade e cumprimento da lei, se exige que o cidadão honesto e cumpridor da lei se submeta ao crime ou gaste seu dinheiro em sistemas de segurança. Ou o cidadão honesto se incomoda, ou o cidadão honesto se incomoda, porque o coitadinho do ladrão tem direito de furtar sem ser penalizado.

E tem outro tipo de  FDP que acha ruim quando se usa termos como “coitadismo”.

Que conclusões se tira disso?

  1. No Brasil existe o direito de roubar.
  2. No Brasil existe a obrigação de ser humilhado e aceitar quieto quando se é roubado.
  3. O Brasil é definitivamente uma cleptocracia.
  4. A cleptocracia passou a reger cada ínfimo detalhe da vida do cidadão honesto.

Um país com uma mentalidade dessas não tem como dar certo.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 26/09/2016

Você, funcionário federal, votou no PT?

O ministro do Planejamento do governo Lula e ministro das Comunicações do governo Dilma foi preso hoje por desviar dinheiro de empréstimos consignados dos funcionários públicos federais para um esquema de propina. É o maior partido de esquerda do Brasil, o Partido dos Trabalhadores, roubando diretamente os trabalhadores em dois governos. 

Burro

Parabéns aí, amiguinho esquerdista, eleitor do PT e de seus aliados. Você é um JẼNYU, continue assim.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 23/06/2016

E o zoológico virou zona

Postei hoje no Twitter:”Prezado presidente @MichelTemer: que o sr. não presta eu já sabia, por ter sido vice do PT. Mas que era BURRO eu descobri hoje. Lamentável.” Gente, pelo Amor de Deus, como é que o Brasil ainda está em pé depois de ter sido presidido pela jararaca, pela anta e pelo burro? 

Jararaca Anta Burro

Era para ser um longo artigo, mas eu deletei tudo o que escrevi. Decidi fazer apenas o registro abaixo:

Eu esperava por um milagre, mas não espero mais. Eu esperava que, apesar de ter sido vice da anta parida pela jararaca, o burro pudesse nos surpreender e se revelar um estadista. Entretanto, Temer sabia que seu governo seria alvo do mais intenso escrutínio e das mais intensas sabotagens e traições e mesmo assim montou um ministério com vários tubarões investigados e com o rabo preso. Graças a esta quadrupedice monumental, mais um traíra soltou uma gravação e agora assistimos a porcosfera pogressista (sic) cacarejando crocodilagem aos urros e bramidos e corremos o risco real de ver a anta voltar e nomear a jararaca ministro.

É dose pra mamute.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 23/05/2016

Como a Claro trata o cliente – parte 4: cliente é lixo

Se você é cliente da Claro ou da NET, deveria ler este artigo para saber como a Claro me tratou depois de mais de uma década como cliente. Um dia talvez chegue a sua vez de ser tratado do mesmo modo. 

Claro02

Eu passei por várias mudanças de endereço nos últmos meses. Mudança é uma coisa que bagunça a rotina. No meio da última mudança, entre inúmeras preocupações e coisas por fazer, eu esqueci de pagar a fatura da internet. Descobri isso quando a internet foi cortada, claro.

Alguns dias depois fui à loja da Claro pegar uma segunda via da conta para colocar tudo em dia. Cheguei no caixa, falei que queria uma segunda via da conta e a Claro, pelo funcionário do caixa, pediu o meu CPF e imprimiu uma nova conta.

Eu ia pagar a conta em uma lotérica, mas a Claro me disse que eu poderia pagar ali no caixa mesmo. Para não ter que pegar outra fila, paguei ali mesmo. E a Claro me disse que no máximo em 24 horas, provavelmente muito antes, minha internet estaria no ar.

Passaram-se 24 horas e nada.

Então liguei para o atendimento da Claro, aquele mesmo do qual já falei aqui, aqui e aqui. A Claro me disse, por sua atendente, que o pagamento não havia entrado no sistema ainda.

“- Mas eu fiz o pagamento dentro da própria loja da Claro! Quer dizer que a Claro não informou para si mesma que já recebeu o pagamento?” 

“- Senhor, não há nenhum procedimento que possamos estar realizando para religar a sua internet agora. O senhor terá que esperar o pagamento entrar no sistema.” 

Passaram-se 36 horas e nada. 

Liguei de novo. 

“- Senhor, o seu pagamento ainda não entrou no sistema.” 

Passaram-se 48 horas e nada.

E aí voltei à loja da Claro.

Lá eu descobri que o pagamento que eu havia efetuado, cujo comprovante estava em minhas mãos, não havia sido o da fatura em atraso, mas um suposto resíduo de uma banda larga que eu tinha em 2012 – exatamente aquele caso que me deixou quatro horas e meia sendo enrolado e gerou os três primeiros artigos da série que se encerra com o presente artigo. 

Ou seja, eu pedi uma segunda via da fatura atual e a Claro me deu uma fatura referente a uma falha de processamento dela no cancelamento de uma banda larga de anos atrás. 

Aí eu disse para a Claro: OK, então, agora que vocês já sabem qual foi o erro que cometeram, estornem esse valor cobrado indevidamente, utilizem este valor para pagar a minha fatura atrasada e religuem minha internet imediatamente. 

O que a Claro me disse? Que naquele momento não poderia fazer isso. Que teria que relatar o problema para um comitê sei lá eu de onde e que em cinco dias úteis eu teria uma resposta. Enquanto isso, eu que me dane se eu estou sem internet por causa da incompetência dela. 

Surpreendentemente, ao invés de ter que esperar cinco dias úteis, eu recebi a resposta no dia seguinte – hoje. A Claro me ligou no sábado de manhã, me acordando num dos dois únicos dias da semana em que eu posso dormir até mais tarde, de um número confidencial, sem fornecer um número de protocolo, e eu ainda sonolento atendi a chamada, violando sem querer minha própria regra de nunca atender números confidenciais. 

E o que a Claro me informou? Que não tem registro do cancelamento daquela banda larga de 2012, portanto não tem como estornar o valor pago. 

Eu tentei argumentar: 

“- Peraí, eu continuei cliente da Claro por mais dois anos, não havia nenhuma pendência!” 

“- Senhor, nós não encontramos nenhum registro de cancelamento da sua banda larga de 2012, portanto não há como estornar aquele pagamento.” 

“- Bom, se vocês não encontraram o registro do que foi feito dentro do quiosque de vocês mesmos, então vocês cometeram dois erros!” 

“- Senhor, eu já informei o que tinha que informar. A Claro agradece a sua atenção, tenha um bom dia!” 

E a Claro desligou o telefone na minha cara

Ou seja, a Claro me tomou um dinheiro que eu não lhe devia, através de um ardil maldoso, pouco me interessa se por incompetência ou por má fé, usou de uma alegação que eu não tenho como conferir e que na verdade não passa ou de um segundo erro, ou de má fé, e bateu o telefone na minha cara enquanto eu tentava argumentar, me tratando como lixo. 

E eu que vá me queixar para o bispo, claro

Se a Claro fosse uma empresa decente – e não é – ela poderia ter simplesmente dito o seguinte: 

“- Senhor, nós lamentamos o inconveniente. O senhor é nosso cliente há mais de uma década e nós temos o máximo interesse em mantê-lo como cliente. Nós já religamos a sua internet, corrigimos o problema em nosso sistema e geramos uma nova fatura, que pode ser paga dentro dos próximos dez dias.” 

Se a Claro tivesse agido com esta decência, eu continuaria sendo um cliente satisfeito por muitos anos, dando lucro à operadora por muitos anos, falando bem da operadora por muitos anos. Mas não… A Claro fez questão de ser chinelona. Os R$ 94 (noventa e quatro reais) que ela me tomou cobrando indevidamente uma fatura de 2012 que jamais deveria ter existido foram o atestado de chinelagem mais vergonhoso que uma empresa de grande porte poderia emitir. Graças a sua visão medíocre e a essa conduta porca e mal educada, a Claro perdeu um cliente e tem agora um inimigo que jamais a perdoará. 

Diz uma antiga pesquisa feita pelo ramo hoteleiro que um cliente satisfeito conta em média para quatro pessoas que foi bem atendido e que um cliente insatisfeito conta em média para onze pessoas que foi mal atendido. Pois aqui estou eu contando para quatrocentos leitores por dia que a Claro me atendeu muito, muito, muito mal. 

Mas isso não é tudo. 

Eu não vou me contentar em fazer progaganda contra para mais onze ou quatrocentas pessoas. 

Eu vou é tirar pelo menos mais onze clientes da Claro. 

PROMOÇÃO “ESCURO” 

Estou oferecendo de graça onze chips pré-pagos de outras operadoras, um para cada uma das primeiras onze pessoas que quebrarem os seus chips pré-pagos da Claro na minha frente e prometerem nunca mais usar os serviços da Claro. 

Está vendo isso, Claro maldita? Não é pela migalha dos R$ 94, seus chinelões. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/10/2014