Som na caixa, Brasil! – análise do ocorrido

Antes de tudo: o fato relatado no artigo anterior é real e a estratégia escatológica funcionou. Os vizinhos nunca mais foram perturbados por som alto vindo do apartamento 302. Mas o episódio impõe uma reflexão sobre os rumos de nossa sociedade e de nosso Estado. 

Caixas de som 500-2

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– Doutora, eu quero amputar meu braço esquerdo!

De quem é a sua vida? De quem é a sua saúde? São suas ou do seu médico? Quem tem o direito de decidir se você vai ou não vai ingerir uma determinada substância? Quem tem o direito de decidir se você vai ou não vai realizar uma determinada cirurgia plástica ou modificadora do corpo? Quem tem o direito de decidir o que é melhor para você?

Essa é uma história de ficção. Continue reading “– Doutora, eu quero amputar meu braço esquerdo!”

O apartamento térreo

O apartamento térreo é uma excrescência da engenharia que reúne todos os defeitos de uma casa e de um apartamento sem ter as vantagens de nenhum dos dois. E ainda possui defeitos próprios originais e exclusivos. Os apartamentos térreos já existentes deveriam ser desapropriados e transformados em salões de festa ou lojas comerciais. Os que ainda não existem jamais deveriam ser construídos.  Continue reading “O apartamento térreo”

O Portão

Eu cheguei em frente ao portão
Meu cachorro me sorriu latindo
Minhas malas coloquei no chão
Eu voltei!…

Foram 38 pontos no total. A enfermeira disse que, além da fisioterapia, eu vou precisar de óculos novos. Onde raios os Almeida arranjaram um monstro tão parecido com o Rex?

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 27/06/2011

Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil

Acho divertida a pressuposição “politicamente correta” de que, se os percentuais de representação de gente com uma cor de pele ou outra em uma deteminada instituição, atividade ou região geográfica são diferentes da média nacional, então deve ser criada uma “discriminação positiva” para fazer o filho do Sicrano ter vantagens em relação ao filho do Fulano, mesmo que Fulano e Sicrano sejam vizinhos de porta, trabalhem na mesma empresa, ganhem o mesmo salário e seus filhos estudem na mesma escola, como se isso não fosse uma violência contra Fulano. Mais hilária ainda é a justificativa: “no século XIX homens da mesma cor de Fulano exploraram homens da mesma cor de Sicrano, então nada mais justo que no século XXI o Estado tire de Fulano para dar a Sicrano, isso é a reparação de uma dívida histórica”. Tragicomicamente, nossos políticos ou levam esse tipo de absurdo a sério, ou tiram proveito eleitoral da choradeira de grupos de pressão em busca de privilégios, sem se importar com as injustiças que serão perpetradas nem com o ódio racial que será promovido pela institucionalização do racismo que esse tipo de legislação trará ao Brasil. Continue reading “Estatuto da Igualdade Racial: a institucionalização do racismo no Brasil”