Eu quero igualdade de direitos para valer

Se um grupo ideológico divide a sociedade em termos de sexo, cor e orientação sexual, criando uma situação que me coloca em risco por ser homem, branco e heterossexual, e eu não vejo a maioria das mulheres, não-brancos e homossexuais rejeitando as posições intolerantes sexistas, racistas e heterofóbicas da esquerda, o mais razoável é que eu me deprima e aceite as teses supremacistas que me violentam ou que eu me defenda em busca de sobrevivência com todos os recursos que estiverem a meu alcance, sem me importar nem com quem está me prejudicando, nem com quem está me negligenciando?

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Este tipo de raciocínio, de modo ou mais ou menos refinado, ou mais ou menos agressivo e ou mais ou menos consciente está se tornando rapidamente cada vez mais forte entre a população masculina branca heterossexual, tanto mais intensamente quanto mais a esquerda insiste em afirmar que “os homens brancos heterossexuais estão com medo de perder seus privilégios” e as mulheres, não-brancos e homossexuais se omitem em rejeitar as teses intolerantes sexistas, racistas e heterofóbicas da esquerda.

Se não houver uma ampla e imediata tomada de consciência de que a esquerda plantou – vou repetir – teses sexistas, racistas e heterofóbicas entre nós, com o objetivo de cindir a sociedade para dominá-la, a esquerda terá conseguido criar exatamente o conflito que ela afirmava querer eliminar, atingindo com êxito o objetivo de criar uma antes inexistente luta de classes para poder se vender como solução esmagando todo um grupo de pessoas acusadas de nascer do sexo errado, da cor errada e da orientação sexual errada.

Quem me acompanha no blog e nas redes sociais já deve estar de saco cheio de tanto me ver falar em embrutecimento, mas este é precisamente o ponto novamente. Estamos assistindo uma guinada à direita que tem uma grande chance de sair do controle e provocar a mera reversão do tipo de apreciação injusta que o homem branco heterossexual não pertencente à esquerda sofreu nas últimas décadas. Isso seria uma catástrofe e nos lançaria num deplorável conflito fratricida.

Este é um fenômeno que atinge não somente o Brasil, mas todo o continente americano e todo o continente europeu. Uma geração injustiçada está irrompendo em revolta contra acusações abomináveis que lhe rendeu perda de direitos e humilhações quando reclamou por igualdade de fato. A situação é tão grave que eu mesmo, que sou o sujeito que denuncia isso com maior frequência que eu conheço, tenho encontrado dificuldade em escrever sobre isso em termos mais amenos. Ou o mundo ocidental procura um equilíbrio neste momento, ou poderão ser cometidos excessos que acabarão por trazer de volta daqui a alguns anos o monstro que acabamos de derrotar. É um momento que exige profunda reflexão e muito discernimento. É um momento em que temos que retomar o discurso de igualdade das mãos sujas da esquerda e impedir que a direita busque vingança promovendo retaliações ao invés de reequiparações.

Eu gostaria que a reação do homem branco heterossexual que foi tão duramente vilipendiado pelos pervertidos da esquerda nas últimas décadas fosse magnânima e provasse de maneira cabal o quanto a esquerda sempre esteve não apenas errada como profundamente mal intencionada. E gostaria de ver todas as mulheres, não-brancos e homossexuais compreenderem que a situação do homem branco heterossexual de hoje é a de quem sofreu injustiças inomináveis, tendo sua honra e seus direitos como cidadãos atacados no decorrer das últimas décadas, pois é necessário trabalharmos em conjunto para reverter os abusos e promover igualdade de fato entre todos os cidadãos, independentemente de sexo, cor ou orientação sexual.

O primeiro e mais importante passo a ser tomado é remover de toda e qualquer legislação qualquer referência a sexo, raça ou orientação sexual. Toda e qualquer legislação deve simplesmente garantir direitos iguais para todos os cidadãos, não importa se são homens ou mulheres, se são brancos, pardos, negros, indígenas ou amarelos, se são heterossexuais, homossexuais, transexuais, bissexuais, pansexuais ou assexuais. Estas coisas todas deveriam ser irrelevantes. Não poderiam jamais ter sido usadas para estabelecer direitos diferentes entre os cidadãos.

Este é um momento perfeito para promover uma grande união entre as pessoas de todos os sexos, raças e orientações sexuais para restabelecer a igualdade perante a lei em temas onde foi destruída pela esquerda e estabelecer a igualdade perante a lei em temas onde historicamente nunca houve igualdade, como o serviço militar obrigatório, a licença maternidade ou paternidade, o casamento ou união estável, a eliminação de cotas sexistas e racistas, o nível de investimento em campanhas de saúde, entre outros.

Eu sou homem, branco e heterossexual e não quero assistir uma revanche mesmo tendo sido permanentemente atacado e ofendido nas últimas duas décadas pela perversão esquerdista. Não quero que sejam restabelecidos privilégios, nem quero que conquistas sociais sejam perdidas, mas quero que os novos privilégios de “sinal invertido” sejam eliminados e quero que todas as conquistas sociais sejam universalizadas de modo absolutamente equânime entre todos os cidadãos, independentemente de sexo, raça ou orientação sexual.

Quero que a Lei Maria da Penha seja revogada e substituída por uma lei de proteção universal contra a violência doméstica que proteja igualmente qualquer pessoa de qualquer agressão cometida por qualquer pessoa, porque um menininho ou adolescente ou adulto ou idoso agredido pela mãe ou pela namorada ou pela esposa ou pela filha é tão vítima quanto uma menininha agredida pela mãe ou pelo pai ou pelo irmão ou pelo namorado ou pelo marido. Não há diferença entre as vítimas e não há diferença entre os agressores. Não há razão para que uns sejam condenados de modo diferente que outros em função do sexo com que nasceram ou que adotaram nem para que uns sejam desprotegidos pela lei em função do sexo com que nasceram ou que adotaram.

Quero que a licença maternidade e a licença paternidade sejam tornadas e idênticas e que qualquer pessoa que tenha um filho tenha exatamente as mesmas garantias pelo mesmo período, isso para quem é mãe, para quem é pai e para quem adota uma criança, simplesmente porque isso é o que é justo e não se pode mais manter a barbárie de considerar a maternidade mais valiosa do que paternidade, ou a adoção por uma mulher mais valiosa do que a adoção por um homem.

Quero que o Estatuto da Igualdade Racial e as cotas racistas sejam completamente revogados e jamais restabelecidos para quem quer que seja, porque não é aceitável que pessoas sejam discriminadas pela cor da pele, muito menos que a discriminação seja apresentada como uma coisa boa pelo argumento falacioso e pervertido da “discriminação positiva”, como se fosse possível discriminar alguém positivamente sem ao mesmo tempo necessariamente discriminar alguém negativamente. Basta desta hipocrisia racista.

Quero que o serviço militar seja transformado numa prestação de serviço cidadã obrigatória para todo mundo ou opcional para todo mundo, sem discriminação por sexo e também sem uma cota mínima ou máxima para preencher as vagas com gente deste ou daquele sexo. Direitos iguais não significa interesses iguais e é óbvio, muito óbvio, que sempre haverá mais interesse pelo serviço militar entre os homens do que entre as mulheres. Qual é o problema com isso? Nenhum. Os sexos devem ter direitos iguais, não devem ser forçados a ter interesses iguais.

Quero que a política reflita o real interesse dos candidatos e dos eleitores, para o que é necessário eliminar as cotas na política. Se as mulheres quiserem participar da política, elas têm todo o direito, não é necessário nem razoável que haja uma cota mínima a ser preenchida com candidatos deste ou daquele sexo. Mais uma vez, ter direitos iguais não significa ter interesses iguais, e é notório que em todas as sociedades humanas do planeta, em todas as épocas, o interesse de homens e de mulheres pela política nunca foi, não é e nunca será exatamente igual.

Quero que a lei proteja qualquer pessoa de uma violação de direitos em função de sexo, raça ou orientação sexual, não interessa se em função de homfobia, heterofobia, transfobia ou qualquer outra “fobia” (péssimo sufixo), sem que no entanto isso redunde em criminalização de opinião ou de liberdade de expressão, por mais preconceituosa e ofensiva que seja, porque o direito de pensar como se bem entende é sagrado, assim como o direito de expressar o próprio pensamento, não importa o quanto alguém não goste ou odeie isso. Esta é o fundamento mais importante de uma sociedade livre.

Quero que a lei estabeleça com todas as letras que ninguém tem o direito de não ser ofendido, sob pena de todos termos que viver calados – ou de termos que escolher “vítimas certas” e “vítimas erradas” para o exercício da ofensa e da humilhação, como a esquerda adorava fazer, chamado de “coxinha” e outras expressões ofensivas e depreciativas quem lhe interessava enfraquecer e humilhar.

Quero que a injúria deixe de ser crime, não importa qual seja a qualificadora, porque já passou da hora de deixar de cultivar a frescura. Ninguém é feito de açúcar e xingamento algum tira pedaço ou nega direitos. As pessoas precisam ser ensinadas a ter amor-próprio ao invés de se derreter em manifestações patéticas de coitadismo e retaliação judicial quando ouvem algo que não gostam ou que as ofende. Somente um verme moral derrete perante uma observação excessivamente ácida. Precisamos que as pessoas cultivem a auto-estima de modo positivo, de modo que ofensas sejam inúteis e inócuas, pouco importa se tiverem conteúdo racista, sexista, de intolerância religiosa ou o que for. A ofensa só atinge quem se importa com a opinião do ofensor. Temos que eliminar o poder de quem ofende ignorando completamente qualquer provocação ou ataque injurioso.

Quero uma sociedade de cidadãos sem privilégios de qualquer tipo, nem sociais, nem políticos, nem econômicos, nem de qualquer natureza possível ou imaginável com exceção exclusivamente da perda de direitos advinda de condenação penal. Uma sociedade de pessoas iguais perante a lei, perante umas às outras e perante o espelho, onde ninguém seja favorecido injustamente ou penalizado injustamente, sob qualquer tipo de alegação, porque a dignidade humana é igual para todos, devendo cada um arcar apenas tão somente com as consequências de suas escolhas pessoais.

Igualdade não admite discriminação perante a lei. Esta é uma obviedade que foi obscurecida nas últimas décadas, mas que precisa ser resgatada com urgência em nome tanto da justiça quanto da decência. E é uma necessidade absoluta se quisermos construir um país livre da abjeta exploração política das diferenças entre os sexos, as raças e as orientações sexuais.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 19/11/2016

SOMOS TODOS MACACOS!

Acho patético esse mimimi de quem acha que tem o direito de não ser ofendido e tem a pretensão totalitária de calar o outro. Quem tenta calar quem o considera inferior dá razão a quem pensa assim, porque só um verme derrete perante um comentário ácido. Que me xinguem à vontade. Alguém acha que eu vou ficar com dodói na autoestima? Que vou me importar com a opinião do imbecil que tentar me ofender e conferir a algum otário o poder de fazê-lo?

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Chamaram a primeira-dama dos EUA de “macaca de salto alto”. O que deu nela para se ofender? Ela não sabe que somos todos macacos? O que ela pensa que é, um réptil? Alguém acha que uma pessoa que passou oito anos sendo alvo de todo tipo de boato venenoso e insinuação pervertida, de críticas virulentas e de comentários muito mais ofensivos está realmente com dodói porque foi chamada de macaca? Ah, tenham santa paciência, é ridículo demais para meu pobre fígado!

Eu sou um macaco. Você é um macaco. Cada ser humano que já houve, há ou haverá neste mundo é um macaco. Não faz o menor sentido ofender-se com a simples enunciação de nossa óbvia, evidente, explícita, inegável natureza! Quem tem vergonha de ser um macaco ou é um coitado com graves problemas de autoaceitação, ou está fazendo um jogo político absolutamente hipócrita para se empoderar manipulando o sentimento de pena e coitadismo dos politicamente corretos e dos bocós que caem nessa esparrela.

E vamos que me chamassem de outra coisa ofensiva. O que seria? Veado, tentando me ofender me atribuindo uma suposta homossexualidade? Como poderiam fazer isso, se eu considero lícita e respeitável qualquer sexualidade exercida sem violação de direitos de terceiros? Gordo, tentando me ofender porque eu já estive obeso e ainda estou um pouco acima do peso? Como poderiam fazer isso, se eu era gordo mesmo e sou o primeiro a reconhecer? Feio, tentando me ofender atacando minha aparência? Como poderiam fazer isso, se eu tenho espelho em casa? Mau caráter, tentando me ofender com o enxovalhamento da mais sagrada estrutura do meu ser, que eu cultivo com retidão e convicção desde sempre? Como poderiam fazer isso, se eu sei que sou um ser humano íntegro e honrado?

Não consigo imaginar como alguém possa me ofender. Deixando de confiar em mim, sabendo o valor que dou a minha palavra? Quem fizer isso é que é um idiota. Lançando acusações falsas? Por que eu me afetaria moralmente por acusações falsas? Lançando acusações verdadeiras? Por que eu me afetaria moralmente pela verdade? Simplesmente não há como ofender, humilhar ou fazer dodói moral em quem tem uma autoestima sólida e não abre espaço para se sentir atingido pela estupidez ou para a perversão de caráter de terceiros. Eu simplesmente não bebo o veneno alheio!

Se você pensa horrores de mim, o problema é seu. Se você diz horrores de mim, o direito é seu. Talvez eu meta um soco na sua cara se você fizer isso de modo particularmente indignante e ao alcance da minha mão. Talvez eu faça até mesmo algo muito pior, no momento em que me ferver o sangue. Afinal, eu sou um macaco, e não é seguro fazer palhaçada perto demais de um macaco que pode reagir com fúria. Você, que é outro macaco, deveria saber disso. Mas processar alguém por dizer besteira pela internet? Aí não é a reação de um macaco, é a reação de um verme mimimizento que precisa que os outros protejam sua “dignidade” de açúcar que derrete com qualquer cuspida, inclusive uma virtual. Ou de um canalha hipócrita tentando tirar vantagem de uma legislação intolerante e degradante.

Não seja um verme mimimizento. Se você é um ser humano, tenha dignidade e erga a cabeça perante qualquer tentativa de ofensa. Não dê poder à ideologia de criminalização do pensamento. Ninguém tem o direito de não ser ofendido, nem pode ter este direito. Isso é uma monstruosa ferramenta de opressão que tem que ser completamente desativada em qualquer sociedade civilizada. Somente os vermes e os mal intencionados se beneficiam de uma aberração destas. Não podemos permitir jamais que este tipo de perversão degradante se torne o norte de toda a sociedade.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/11/2016

Valerie Solanas, Zumbi dos Palmares, Adolf Hitler e Josef Stalin

Você quer saber se eu sou nazista, ou se aprovo algo do que aconteceu na antiga URSS? Faça um teste simples: pergunte-me o que eu penso de Adolf Hitler, ou de Josef Stalin, dois sujeitos que, como eu, eram homens, brancos e heterossexuais. Eu não terei o menor problema em afirmar o óbvio: ambos foram criminosos abjetos, monstros que causaram imenso sofrimento e injustiças irreparáveis. Nada neles me representa. Tenho nojo deles. Simples assim. Continue reading “Valerie Solanas, Zumbi dos Palmares, Adolf Hitler e Josef Stalin”

Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos

Eu tenho vontade de esganar com minhas próprias mãos os imbecis que endossam o tipo de tese mentirosa e mal intencionada de que raça ou sexo estão ou devem estar ligadas a caráter, dignidade ou direitos. Infelizmente, devido à estupidez ou à ganância – ou a ambos – há cada vez mais gente que pratica os mais descarados racismo e sexismo em nome os Direitos Humanos e de um suposto combate ao racismo e ao sexismo. Desta vez foi um documentário que fez meu sangue ferver.  Continue reading “Racismo e sexismo em nome dos Direitos Humanos”

Lógica politicamente correta (parte 3)

Na primeira parte deste artigo vimos que os politicamente corretos consideram as mesmas ações certas ou erradas conforme o agente que as pratique. Na segunda parte vimos que essa ideologia é messiânica e fundamentalista. Nesta terceira parte veremos por que ela é tão atraente para os medíocres e/ou mal intencionados.  Continue reading “Lógica politicamente correta (parte 3)”

Lógica politicamente correta (parte 2)

O padrão “politicamente correto” que sugeri aos leitores identificar na primeira parte deste artigo é o seguinte: para os PCs, não existem ações certas ou erradas, existem agentes certos ou errados, mesmo que pratiquem as mesmas ações.  Continue reading “Lógica politicamente correta (parte 2)”

Lógica politicamente correta (parte 1)

Estive recolhendo alguns exemplos de “lógica politicamente correta” para fazer uma análise de suas contradições, mas fui surpreendido por uma constatação chocante: nem de longe o “politicamente correto” é um sistema ideológico meramente arbitrário. Pelo contrário, ele possui uma meta-lógica impecável, coerente e consistente com seus objetivos. Mas vamos por partes. Neste artigo procure apenas identificar o padrão lógico mais evidente. A razão de ser deste padrão será analisada no artigo seguinte.  Continue reading “Lógica politicamente correta (parte 1)”

Praga politicamente correta contamina CONAR

Desta vez o alvo é uma propaganda da cerveja Devassa. Nenhuma surpresa, claro. A praga politicamente correta já causou bastante estrago, mas a população só costuma perceber a enchente quando a água passa do umbigo e começa a ficar muito difícil caminhar contra a correnteza. Perde mais uma vez a inteligência e a criatividade e ganha a paranóia e a intolerância.  Continue reading “Praga politicamente correta contamina CONAR”

Qual a linha correta na defesa dos Direitos Humanos?

Desde que demonstrei que os movimentos sociais feminista, negro e gay não defendem Direitos Humanos, eu virei persona non grata nos fóruns virtuais sobre Direitos Humanos, passando a ser acusado de “reacionário”, “burguês”, “atrasado” e quejandos. Será mesmo? Que tal avaliar quem realmente adere à letra e ao espírito da DUDH e quem viola ambos em nome de interesses escusos e totalmente contrários à fundamentação da causa dos Direitos Humanos?  Continue reading “Qual a linha correta na defesa dos Direitos Humanos?”

A causa dos Direitos Humanos corre grave perigo

Bastou eu me pronunciar pela defesa dos Direitos Humanos “universais, inerentes, inalienáveis e iguais para todos os membros da família humana” para multiplicarem-se contra mim na internet acusações de machismo, racismo, intolerância religiosa e outras barbaridades que nem merecem menção. Esse tipo de ataque só reforça minhas convicções, mas revela que um grave perigo ameaça a causa dos Direitos Humanos. Continue reading “A causa dos Direitos Humanos corre grave perigo”