Nova fase do blog

Você não vai perceber a diferença olhando para o blog, mas eu acabo de deletar meia dúzia de plugins. O principal plugin deletado foi o plugin de SEO – Search Engine Optimization. Houve um ótimo motivo para fazer isso. 

Desde que eu instalei o plugin de SEO, escrever os artigos do blog se tornou um processo tenso. Aquilo que no início parcia ser uma ajuda para posicionar melhor os artigos do blog nos algoritmos de busca do Google em pouco tempo passou a ser um estorvo. Eu escrevia o artigo e o plugin avisava:

  • Você não definiu uma palavra-chave.
  • A palavra-chave não aparece no título do artigo.
  • A palavra-chave aparece no primeiro parágrafo, mas não no início.
  • A palavra-chave aparece poucas vezes no corpo do artigo.
  • O corpo do artigo contém menos de 300 palavras, o que é menos que o mínimo sugerido.
  • Mais de 20% das frases contém mais de 50 palavras, o que é mais do que o máximo sugerido.
  • Blá-blá-blá, mexa nisso, mexa naquilo, mexa naquilo outro.

Eu acabava passando mais tempo corrigindo estas besteirinhas para satisfazer os algoritimos do que tinha passado escrevendo o artigo. Pior ainda, aos poucos eu passei a prestar atenção nestas sugestões durante o processo de escrever o artigo, para não ter que mexer nele depois de pronto. E o resultado foi que eu passei a prestar mais atenção na forma do que no conteúdo – e a produção do blog desabou.

Como havia outros motivos para o blog receber poucas atualizações, eu acabei subestimando o quanto pensar em termos de SEO estava matando minha vontade de escrever. Agora caiu a ficha de que eu estava me sentindo em frente à interface do WordPress como quem está preenchendo um formulário ao invés de como quem está criando livremente um texto para transmitir uma idéia.

Dane-se o algoritmo de busca. Dane-se a Search Engine Optimization. Eu não escrevo para me posicionar num ranking automático, eu escrevo para me orgulhar das idéias que enuncio, descrevo, eplico, debato. Eu não escrevo para me relacionar com o robô do Google, eu escrevo para me relacionar com seres humanos. Eu escrevo para meus leitores. Eu escrevo para você.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 08/07/2017

Seis anos de blog

Hoje o Pensar Não Dói completa seis anos de atividade. Contando com esta, foram 795 postagens, mais três que foram excluídas, e há 380 rascunhos pendentes, dos quais provavelmente 10% ainda serão publicados. O blog já mudou de nome, voltou ao original, mudou de layout, mudou de plugins, mudou de objetivo e fez seu autor mudar também.

Darwinito

Seis anos de exposição pública não passam impunes. (Se contarmos também o tempo de Orkut e Facebook, são dez anos.) Muito embora eu seja um cabeça-dura, é impossível não mudar de idéia sobre alguns temas quando se está aberto ao aprendizado e se interage com tanta gente. E, ao contrário do que dizem as pesquisas, que mostram que quanto mais alguém freqüenta as redes sociais, mais frustrado, infeliz e agressivo se torna, eu fui um ponto fora da curva e tive um grande sucesso em conhecer gente legal, fazer amizades e amadurecer. Por este lado, apesar de uma ou outra perda, o balanço foi muito positivo.

Por outro lado, o blog fracassou fragorosamente em um de seus objetivos: eu sempre quis organizar alguma atividade política a partir deste espaço. No início não estava claro qual seria, depois me decidi por tentar organizar um partido iluminista, então percebi que o interesse nisso é ínfimo e finalmente decidi não ficar dando murro em ponta de faca. Infelizmente, isso me desanimou bastante para escrever.

Muito embora eu tenha decidido manter o blog – afinal, eu sou um cabeça-dura – eu ainda não sei bem em que direção desenvolvê-lo. Eu tinha a intenção de definir isso neste artigo, pensei alguns dias nisso, mas percebi que era desnecessário e seria precipitado. O que eu tenho certeza é que pretendo manter o blog ativo, embora ainda não possa me comprometer com uma maior freqüência de postagens. 

Por enquanto, meu mais sincero muito obrigado a todos que me fizeram e me fazem companhia neste espaço. Tem sido um privilégio inestimável receber as curtidas, os comentários e as pedradas de todos os que leram algum artigo e voltaram em outro dia para ler mais um. Sempre que alguém volta e torna a comentar eu fico imensamente feliz por ter criado este espaço.

Feliz Aniversário para o Darwinito e para todos nós.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 24/06/2015 

Atualização no mesmo dia:

HAHAHAHAHAHAHA!!! Descobri uma coincidência incrível! 

Vejam que outro blog também faz aniversário em 24 de junho! 😛 

Informação trazida pelo Gerson B. 

Pergunta ao leitor: casamento gay

Por favor, alguém me explique: como é que o casamento gay ameaça a família? Se o Estado reconhecer a união do meu vizinho gay com o namorado dele, eles vão comemorar esfaqueando a minha esposa e meus filhos, é isso? Ou talvez os gays só possam se casar se assinarem os documentos com sangue removido da hipófise de heterossexuais abatidos com balas de prata? Não sei, não estou entendendo isso. 

Bolo de casamento gay

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 03/06/2015 

Um RRR-2015 para você!

Um Resoluto, Realizador e Realista ano novo! Seu 2015 será feliz e próspero se – e somente se – você assumir as rédeas de seu destino com convicção (resoluto) e fizer o que tiver que ser feito (realizador) do jeito certo (realista) para construir a sua felicidade e a sua prosperidade. 

The-Real-R2D2
Este é o R2D2. O que tem ele a ver com o título desta postagem? Nada. É um papel de parede legal para o seu computador. 😉 (Clique na foto para abri-la em tamanho real em outra janela e fazer o download.)

Minhas resoluções de ano novo: 

Nunca mais me preocupar com as pessoas mais do que elas se preocupam consigo mesmas. 

Nunca mais tentar convencer quem quer que seja de coisa alguma. Não confia em mim? Problema seu. 

Nunca mais sacrificar minha saúde ou bem estar para não ser chato ou parecer radical. 

Ano novo, Arthur novo. A vida continua a mesma. Eu estou mudando. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 01/01/2015 

O que um indivíduo bom pode produzir em associação com um grupo mau?

Este esclarecimento foi postado originalmente no Facebook, como metáfora para “um bom candidato em um mau partido”. Todo mundo que “vota na pessoa, não no partido” deveria ler. 

A ovelha branca

Você sabe como é que o tráfico de drogas e armas domina uma favela? Às vezes é pela sedução, às vezes é pela persuasão, às vezes é pela ameaça, às vezes é pela força. Quando os chefes são uns brucutus, eles vão direto pela força. Quando os chefes são um pouco mais esclarecidos, eles vão tentando dominar usando estas estratégias na ordem em que eu as citei. Custa muito menos pagar uns medicamentos pro filho asmático da Dona Maria do que gastar latim explicando pra Dona Maria a geopolítica do morro. Custa muito menos explicar a geopolítica do morro do que deixar claro pra Dona Maria que bugio que muito ronca está pedindo chumbo. E custa muito menos esclarecer esta realidade “ecológica” do que meter porrada ou tiro na Dona Maria. 

Quando uma quadrilha que domina um território possui alguns elementos que fazem “relações públicas” para seduzir as Donas Marias, os conflitos com os moradores diminuem, deixam de ocorrer crimes contra os moradores, a polícia aparece menos, os clientes circulam sem medo, as crianças podem jogar bola na rua até de noite sem correr risco algum… E a população chega a ter a mais profunda convicção de que o tráfico é uma força benigna, que lhes trouxe segurança, respeito e amor-próprio. 

Quanto mais “honestos” e “confiáveis” são os relações-públicas da quadrilha, melhor ela se estabelece. Ingenuidade é acreditar que um sujeito que faz isso, por mais bem intencionado que seja, e de fato o sujeito pode ser ele próprio um ingênuo bem intencionado, esteja fazendo algum benefício real e de longo prazo para a população que não integra a quadrilha. Muito antes pelo contrário, ele só está reforçando o sucesso dos verdadeiros objetivos do grupo. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 06/10/2014 

A vitória dos intolerantes

Perdi quatro compartilhamentos automáticos dos artigos do Pensar Não Dói porque meus amigos que faziam o compartilhamento foram intimidados por seus amigos intolerantes e preferiram deixar de me ajudar a divulgar o blog a ter que dar explicações ou serem pressionados ou incomodados. 

cicero_intolerancia

Um foi porque uma amiga de minha amiga disse que o que eu escrevo “não tem nada a ver com ela”, outros dois porque os amigos esquerdistas de duas amigas foram lhes buzinar os ouvidos por causa de minhas críticas à esquerda, outro porque uma amiga de um amigo veio questionar minhas críticas à homeopatia. E já estou prevendo perder mais um compartilhamento em função de críticas ao cristianismo que pretendo publicar em breve. 

Então fica combinado assim: se eu postar fotinho e filmezinho de gatinho e de cachorrinho, perfeito, ninguém reclama e o blog cresce; se eu postar opiniões firmes sobre assuntos polêmicos, especialmente se eu criticar alguém ou alguma coisa em que alguém acredite ou goste, os intolerantes reclamam, os amigos preferem não se incomodar, fazem a vontade dos intolerantes e o blog estagna, ou pelo menos fica dependendo apenas de minhas forças para a divulgação. 

Não basta aos intolerantes simplesmente não ler o que não gostam. Nada disso, eles precisam impor sua vontade e sua visão de mundo de alguma maneira. E, se algum amigo meu compartilha coisas do meu blog e eles não gostam, ‘bora atazanar quem compartilha meus artigos para fazê-los desistir de divulgar meu blog. Assim agem os intolerantes.

O que me deixa abismado é que funciona.

Quando pressionados, meus amigos poderiam dizer: “peraí, cara, o Arthur é meu amigo, eu posso não concordar com tudo que ele diz, de fato eu discordo de várias coisas, porque não existem duas pessoas que pensem igual em tudo, mas não me custa nada disponibilizar os artigos dele para quem quiser ler e debater, assim como não te custa nada não ler os artigos dele se não gostares”.

Ao invés disso, meus amigos acabam cedendo à pressão dos intolerantes e fazendo a vontade deles.

Por quê?

Bem, eu continuei amigo dos quatro que deixaram de compartilhar meus artigos e não comecei a torrar o saco deles cobrando uma atitude, afinal eu não sou intolerante.

Mas os intolerantes ou se afastam de quem não cede a seus caprichos, ou atazanam estas pessoas incansavelmente criticando e cobrando e pressionando.

Então, o melhor balanço é deixar de compartilhar os artigos e continuar sem se incomodar com nenhum dos dois. Cômodo e prático, né? 

Obviamente, a mesma lógica permanece válida para situações análogas,  o que invariavelmente beneficia os intolerantes e reforça sua maneira de agir.  

Em conseqüência, devido à mais simples e óbvia seleção natural, a menor incomodação no curto prazo promove diretamente uma incomodação muito maior no longo prazo, tornando todo o ambiente cada vez mais intolerante. E mais, e mais

Parabéns, intolerantes! Vocês vão dominar o mundo! O que vocês sempre esquecem é que sempre aparece um cara mais intolerante que vocês e mais disposto a ações mais extremas que vocês. 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 19/08/2014 

Mudanças

Mudanças. A sina inescapável de um mundo marcado pela impermanência. Mudam as estações, mudam nossas vidas, mudam nossos destinos. Mudei eu de moradia e mudaram o blog e a página do Pensar Não Dói no Facebook. 

mandelbrot-antenn01
Mudei também de papel de parede no notebook. Este é o Conjunto de Mandelbrot, a imagem fractal mais famosa do mundo, em uma apresentação espetacular.

Continue reading “Mudanças”