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Seu telhado está preparado contra porcos voadores migratórios?

O porco voador migratório representa um problema grave de segurança pública no Brasil. É um animal que vive em bandos e realiza um vôo migratório anual sobre regiões densamente povoadas de vários estados brasileiros. Ele tem o hábito de pousar em grande número em telhados molhados, onde acasala ruidosamente. Milhares de casos de desabamento de telhados tem sido registrados anualmente, com queda de porcos acasalando sobre os moradores em noites de chuva, gerando grandes prejuízos, centenas ou até milhares de desabrigados e dezenas de vítimas fatais todos os anos. Mesmo assim os brasileiros não costumam reforçar seus telhados para resistir ao pouso e acasalamento dos porcos voadores. 

porco alado

Agora troque a migração anual dos porcos voadores pelos vendavais e chuvaradas que acontecem todos os anos e me diga se é algo inteligente que os brasileiros saibam que isso se repete todos os anos, vejam nos telejornais milhares de pessoas perdendo tudo o que possuem todos os anos e mesmo assim continuem construindo casas com telhados ridiculamente incapazes de resistir a estes eventos meteorológicos altamente previsíveis. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/12/2014 

Eu sei como resolver. Mas não conto!

Crianças que morrem esquecidas dentro de automóveis poderiam ser salvas por um dispositivo que custa menos de R$ 50,00. Agências bancárias podem ser protegidas de ataques armados ou com dinamite por um dispositivo muito barato capaz impedir a concretização do furto. O CUB de uma construção pode ser reduzido com facilidade aumentando o valor do imóvel. Eu sei como fazer tudo isso, mas não vou contar como. 

Criança esquecida no carro morre

Eu pretendia escrever um artigo sobre cada um destes assuntos (e mais alguns outros). Depois de muito pensar, decidi não contar no blog como resolver estes e diversos outros problemas para os quais eu tenho soluções. Por quê? Por dois motivos. 

Primeiro, porque eu já ofereci muitas soluções para quem não quer soluções e isso é muito frustrante. 

Segundo, porque alguém vai usar minhas idéias para ganhar dinheiro e não vai me dar um centavo. 

Então a coisa fica assim: se eu divulgar as soluções e ninguém se interessar por elas, eu ficarei frustrado; mas se eu divulgar as soluções e alguém se interessar por elas, eu não ganharei nada. 

Como eu não sou um ricaço como o Alberto Santos Dumont, que podia se dar ao luxo de trabalhar pelo bem da humanidade sem se preocupar com o próprio sustento, por que eu deveria publicar estas idéias? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 20/08/2014 

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos

Leia. Ria. Reflita. 

faca_proibição (1)

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos 

(Joel Pinheiro da Fonseca) 

Quinta-feira próxima completaremos um ano do fim da política de restrição à posse e ao uso de facas, política que, lembremos, recebera menção da ONU por sua eficácia no combate à violência. Desde então, estamos submetidos a um experimento social radical em que todo mundo pode ter, comprar, vender e portar uma faca afiada com potencialidade letal. E o resultado, como qualquer observador razoável e não movido por ideologias sectárias já percebeu, tem sido um desastre absoluto.

Lembram-se das promessas dos defensores da liberação? Diziam que o aumento de homicídios era mito, que as pessoas queriam facas para usos pacíficos. Diziam, ademais, que o crime já usava facas conseguidas ilegalmente. Asseguravam que as pessoas saberiam lidar com o risco de uma faca dentro de casa. A realidade, contudo, contou uma história bem diferente: de 2013 para cá, as mortes por faca em conflito residencial subiram de 3 para 56. Isso mesmo, um aumento de 1866,7%. Ainda não há dados para crimes passionais e acidentes domésticos que não terminaram em morte, mas tudo indica que o aumento foi ainda maior.

O que antes circulava apenas nas gangues mais violentas é agora um utensílio na gaveta de muitos lares, ao pleno alcance de um marido ciumento, de um jovem imprudente ou mesmo de crianças. O preço da faca no mercado caiu 60%, sendo vendida em qualquer esquina. Saber que traficantes perderam parte do seu lucro é um consolo pífio quando lembramos que a violência outrora restrita ao tráfico foi universalizada. Ademais, o tráfico continua ativo, vendendo facas de péssima qualidade, inseguras e mais afiadas do que a lei permite.

Outra falácia dos apóstolos da faca é a de que a liberação movimentaria a economia, devido ao aumento de vendas. Só se esqueceram de um detalhe: a nova lei decretou a morte de setores inteiros. A maioria das empresas alimentícias fechou a divisão de fatiamento do produto final, sem falar na categoria dos cortadores autônomos que já está em vias de extinção. O sindicato conseguiu um financiamento público para se “adaptar” à nova realidade, e há alguns pedidos de restrição ao que os usuários domésticos podem fazer com a faca. Cortar alimentos crus, como sushi, por exemplo, demanda providências de higiene que a maioria dos lares não tem. Também não está claro ainda se é lícito usar a mesma faca para alimentos e usos não-alimentares, que traz riscos de contaminação, acidentes, etc. Seja como for, o presidente do SINFaca é bem pessimista: “acabaram com o nosso sustento; jogaram a gente na rua”. Vivas ao livre mercado!

A indústria de facas (real interesse por trás da campanha) aumentou sua folha de pagamentos em 4.000 pessoas nos meses iniciais, bem abaixo do previsto. Como a estrutura produtiva básica já existia, os ganhos de escala fizeram com que poucos novos funcionários tenham sido necessários. No mês passado, dessa mão-de-obra adicional, 1.200 já tinham sido dispensados. Compare isso com os quase 10.000 empregos diretos e indiretos perdidos no setor de fatiamento, seja nas empresas, seja entre os autônomos. A perda econômica foi substancial.

A vida real, pra variar, contrariou as expectativas dos economistas teóricos, e por um motivo muito simples. A demanda por facas é pontual; cada domicílio se abastece de algumas que durarão vários anos sem necessidade de reposição. Já a necessidade de fatiar a comida é diária e recorrente. Ao se trocar essa demanda constante por uma demanda pontual perdemos empregos no longo prazo.

O lucro da indústria de facas trouxe riscos ao lar, custou empregos e renda da população mais carente e ainda explora a falta de informação do consumidor, que também saiu lesado. Fatiar um alimento não é tarefa para leigos. Um especialista percebe a diferença entre um corte bem-feito e um amador. O corte bem-feito é regular, o tamanho de cada pedaço é adequado às necessidades do cliente, de forma a garantir mastigação e deglutição agradáveis e saudáveis. Prontos-socorros têm reportado aumento nos casos de engasgo. Peixe e frango exigem cuidado especial para separar a espinha e ossinhos da carne comestível; técnica que, previsivelmente, a maioria dos leigos não domina. Isso leva à ingestão de detritos danosos ou ao desperdício da carne mais difícil de separar. Sem falar dos danos de longo prazo oriundos da mastigação e de pedaços grandes demais (e com detritos não comestíveis como ossos) e da digestão dificultada, que ainda demorarão a aparecer, mas não são menos reais.

Só uma pequena quantidade de famílias mais instruídas tem a informação necessária para fazer uma escolha consciente; essas continuam a consumir apenas comida fatiada por profissionais devidamente formados e credenciados. Para a imensa maioria, a nova lei significou a lei da selva: exposição elevada a riscos sob o pretexto de que cada um faz o que quer.

Com a nossa vida e a vida dos nossos filhos em risco, é hora de repensar a tirania anárquica a que temos nos submetido. Faca dentro de casa, não! Os dados mostram que os riscos e os custos em muito superam os ganhos de uma liberdade de escolha fictícia e desinformada. 

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Fonte: Instituto Ludwig von Mises Brasil

Pelo fim dos táxis

O serviço de táxi surgiu para atender uma necessidade específica: a de pessoas que precisavam se deslocar rapidamente de um local para outro e não dispunham de automóvel ou não podiam ou não queriam utilizar nem o seu automóvel nem o transporte coletivo naquele deslocamento específico. Hoje em dia, porém, da forma como acabou regulamentado praticamente no mundo inteiro, o serviço de táxi não somente não atende esta necessidade como freqüentemente impede ou dificulta que ela seja atendida. Portanto, está na hora de sua extinção e da criação de um sistema mais inteligente, prático e eficaz. 

Pelo fim dos táxis

Antes de mais nada, é necessário deixar bem clara uma coisa: o serviço de táxi não existe, ou pelo menos não deveria existir, para dar emprego aos taxistas. Isso equivaleria a manter o serviço de acendedor e apagador de lampiões em plena era da iluminação elétrica somente para não desempregar as pessoas que se dedicavam àquela atividade. Ou, vergonha das vergonhas, à simples existência do cargo de ascensorista de elevador, uma profissão que não deveria nem sequer ter sido criada e que obviamente já deveria ter sido extinta. 

Em época de superpopulação de veículos em praticamente todas as grandes cidades do planeta, quanto menos veículos tivermos circulando nas ruas, melhor. E quanto mais liberdade de deslocamento tivermos, melhor também. Ora, sabemos que uma grande parte da população que usa veículos de passeio para se deslocar o faz porque o transporte coletivo no mundo inteiro é uma porcaria, com raras e honrosas exceções. Como resultado, vemos a maioria absoluta dos veículos de passeio transportando apenas uma pessoa, congestionando as vias urbanas e deteriorando as próprias vantagens que o transporte individual oferece, que são liberdade e agilidade. Mas isso pode ser mudado com a sugestão que aqui apresento.

Eu proponho que todo veículo de passeio passe a ter autorização para funcionar como táxi. 

Você está em casa, precisa ir buscar o filho na escola em vinte minutos e a bateria do seu carro acabou de arriar. Então você pega seu smartphone, no qual já está instalado o aplicativo “táxi universal” e pede um táxi. Mas não existem mais táxis. No meio do trânsito, dez ou vinte pessoas entre as centenas ou milhares que estão passando por perto – o que será verificado pelo GPS dos smartphones – não estarão com pressa e estarão interessadas em ganhar o valor de uma corrida. Durante um minuto, surgirá um botão no aplicativo “táxi universal” do smartphone delas, permitindo que cada uma delas se ofereça para fazer a corrida. Ao final de um minuto, o aplicativo encerrará as inscrições para aquela corrida e entregará a corrida para o motorista que estiver mais próximo. Se ele confirmar em um minuto, a corrida é dele, se ele não confirmar, a corrida é do próximo motorista que estiver mais próximo.

O sistema pode até ser um pouco mais sofisticado: a pessoa que pede o serviço de táxi pode, por exemplo, indicar o destino para onde pretende ir e se pretende ficar por lá, voltar para o ponto de partida ou ir para um terceiro local, e os candidatos a fazer a corrida podem usar essa informação para decidir se se oferecem para fazer esta corrida ou não.

O preço da corrida pode ser calculado pelo aplicativo e o pagamento pode ser feito diretamente de um smartphone para o outro, mediante uma transferência de crédito mediada pelo próprio aplicativo, que também já recolherá online aos cofres públicos o imposto devido sobre o serviço prestado (ISSQN, creio eu). 

Assim como ocorre com os táxis atualmente, serviços específicos poderiam ser alvo de acordos e preços específicos. E, assim como ocorre com os táxis atualmente ou com quaisquer duas pessoas que combinem informalmente um serviço de transporte entre si, o Poder Público não poderia cobrar impostos sobre estes casos. Neste aspecto nada muda. 

A segurança do motorista e do passageiro podem ser garantidas pela utilização de biometria em tempo real, coletada pelo smartphone e conferida online antes e durante a corrida pelos computadores da Secretaria de Transportes, garantindo a identificação de todos os envolvidos na transação e disparando um alarme silencioso para a polícia caso haja algo errado com a identificação de alguém, caso a corrida saia da rota programada, caso o motorista ou o passageiro deixem de inserir os códigos ou senhas que indicam que está tudo bem ao final da corrida ou caso algum dos smartphones seja desligado durante o percurso ou logo após. Outros detalhes podem ser pensados. 

O aplicativo também pode permitir que os motoristas registrem suas rotas mais comuns, de modo que os passageiros possam estabelecer contratos de múltiplas corridas segundo aquelas rotas mais usuais. Isso serviria, por exemplo, para que dois vizinhos que moram a duas ou três quadras de distância e que trabalham ambos no outro lado da cidade, em duas empresas que ficam também a duas ou três quadras de distância uma da outra, descobrissem um a existência do outro e passassem a se deslocar juntos para o trabalho e de volta para casa todos os dias – ou quase todos os dias, ou de vez em quando, conforme combinarem livremente.

Este sistema ofereceria muito mais liberdade e agilidade de deslocamento para a população, faria com que muitos automóveis passassem a ser utilizados com um número maior de pessoas por veículo, ajudaria a descongestionar as cidades, melhoraria por tabela a qualidade do transporte coletivo, reduziria a poluição urbana e erradicaria os imensos problemas de corrupção envolvendo vendas de placas de táxi no mercado negro, concentração de placas de táxi nas mãos de uma máfia que usa laranjas, corrupção de fiscais das Secretarias de Transportes para fingirem que não sabem aquilo que todo mundo sabe, etc. Na verdade eu não consigo imaginar uma única desvantagem em relação ao sistema atual. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 29/11/2014 

Antitérmicos para a febre planetária

Se você tem febre, a primeira medicação que usa normalmente é um antitérmico. Se a febre sumir e não voltar, é porque foi só “uma coisinha passageira”. Mas e se a febre não sumir? Ou se ela sumir e voltar? Você vai usar mais antitérmico? 

Torneira pingando no balde

Se você insistir em usar mais antitérmico para combater uma febre que não sumiu, ou que sumiu e voltou, você até pode se sentir melhor por algum tempo… Mas a causa da febre não terá sido combatida.

Se for uma infecção, ela vai continuar crescendo mesmo durante o período em que você estiver se sentindo melhor porque o antitérmico ainda estará fazendo efeito.

O problema é que, com uma infecção piorando sem tratamento adequado, dirigido às causas da infecção, logo vai chegar uma hora em que o antitérmico não ajudará mais.

Isso é exatamente o que está sendo feito em relação às alterações climáticas que o ser humano está provocando.

As presentes alterações climáticas são causadas principalmente pelo consumo de combustíveis fósseis e pelo desmatamento, que por sua vez são constantemente ampliados pela expansão de uma economia insustentável baseada em combustíveis não renováveis e pelo aumento da população humana. 

Ao invés de fazer o que tem que ser feito – atacar as causas ao invés de apenas combater os sintomas – a humanidade está se comportando em relação ao aquecimento global do mesmo modo que alguém que, estando com febre, insiste em tomar antitérmicos, sem combater a infecção subjacente.

E os resultados serão os mesmos.

Eu assisti em um telejornal uma razoável explicação sobre os motivos da seca em São Paulo e outras regiões do Brasil. Muito adequadamente foram citados o aquecimento global – que eu prefiro chamar de desestabilização climática, porque é disso que realmente se trata – e o desmatamento na amazônia. Além, é claro, no caso específico das cidades, do efeito dramático da substituição de vegetação por concreto. 

Ao final da edição do tal telejornal, todavia, a apresentadora disse que na edição do dia seguinte seriam apresentadas as obras que estão sendo planejadas para lidar com o problema, que afeta principalmente os setores da energia, que no Brasil depende principalmente de hidrelétricas, e da agricultura, que obviamente sempre depende de água. E na mesma edição já mostraram plantas derivadas de engenharia genética com maior resistência à seca. 

Mas peraí. 

Eles não tinham acabado de dizer que as causas do problema eram o aquecimento global, o desmatamento da amazônia e a substituição da vegetação por concreto? 

Como então as soluções poderiam ser mais obras e engenharia genética? 

Isso é antitérmico planetário, só adia e piora o problema. Para acabar com a infecção é necessário combater suas causas: parar de produzir e de consumir combustíveis fósseis, parar com o desmatamento e recuperar áreas já desmatadas na amazônia e desconverter uma boa parte do concreto urbano transformando-as em áreas vegetadas, inclusive com – mas não se limitando à – tecnologia de telhados verdes. 

Se a torneira que enche um balde começa a fechar, depositando cada vez menos água, não adianta aumentar o tamanho do balde para reter mais água, nem colocar o balde na sombra para evaporar menos água, nem as duas coisas juntas. Estas medidas são paliativas e no máximo podem ajudar por um curto intervalo de tempo até que a torneira volte a depositar a mesma quantidade de água de sempre. Se o problema que afeta a torneira não for corrigido, em breve o balde vai secar, pouco importa o quanto sua eficácia e eficiência em guardar água sejam aprimoradas. 

Sim, devem ser construídas novas barragens para estocar mais alguns bilhões de litros de água. É bom ter um balde maior para o caso de a torneira entupir de vez em quando. Mas não há tamanho de balde que resolva o problema se a torneira secar. E as alternativas para buscar água para o abastecimento urbano, para a produção de energia e para a produção agrícola são sempre cada vez mais caras, mais difíceis, mais poluentes e mais perigosas. 

Prevenir é melhor do que remediar. 

E remediar do jeito certo é melhor do que se iludir com paliativos. 

A menos, é claro, que não nos importemos de fato com o paciente. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/11/2014 

Medicina degenerada (5)

Quando a gente pensa que já viu todo tipo de absurdo possível, sempre aparece alguém ou algo para nos lembrar que a estupidez humana é infinita. 

Agenda

Estou fazendo um check-up geral em um determinado hospital. Marquei algumas consultas e lá pelas tantas perguntei por uma determinada especialidade. 

Recebi a seguinte resposta: 

“O dia destes agendamentos ainda não foi agendado.” 

É isso mesmo que você leu:

É necessário agendar uma reunião para agendar o dia de agendar as consultas da tal especialidade.

É o agendamento do agendamento do agendamento!

Bora escrever pra Rede Globo para ver se eles apoiam a troca do lema da bandeira do Brasil de “Ordem e Progresso” para “Zorra Total”? 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/11/2014 

Mudança de rota política

Durante vários anos eu tentei expressar meu pensamento político utilizando o vocabulário e as referências mais aceitos na atualidade. Isso dificultou muito minha expressão e acabou gerando o desastroso efeito “não pense em um elefante”. Decidi, então, assumir minha independência como ideólogo. 

sapere aude - faz uso de tua própria razão - este é o lema iluminista

Os leitores mais freqüentes do blog já devem estar bem familiarizados com a famosa definição de iluminismo de Immanuel Kant:

“O iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem.

É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem.

Sapere aude! – Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! – esse é o lema do iluminismo.” 

A decisão de hoje nada mais é, portanto, que um ato de coerência. Não fazia mais sentido insistir em apresentar um pensamento político em termos que não refletiam as idéias que proponho e que defendo e muito menos debater política usando conceitos que refletem a lógica pervertida das ideologias que abomino e combato. Há muito tempo era necessário abandonar aquele pântano de conceitos equivocados e erigir um quadro conceitual próprio, coerente e consistente

Trato também de desfazer uma confusão que causou um certo mal entendido: o iluminismo não é uma política específica, é antes uma postura política, mas é uma postura política que exige seguir algumas diretrizes políticas e afastar-se de outras. Este é um excerto da Wikipédia: 

O iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um lugar melhor – mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social. 

Esta é uma ótima definição, porque deixa claro o objetivo e os métodos básicos aos quais um indivíduo deve aderir para se considerar um iluminista: ele deve querer tornar este mundo um lugar melhor, deve ser questionador, deve defender a liberdade e a capacitação do ser humano e deve ser politicamente ativo. 

Mas isso é apenas o alicerce da minha política. Eu vou muito além disso. 

Os iluministas pioneiros, lá no século XVII e XVIII, não tiveram acesso a uma imensa gama de descobertas científicas e aprendizados históricos que temos hoje no século XXI. Isso exige do iluminista moderno, para ser fiel aos princípios do iluminismo, uma visão política diferente daquela dos iluministas pioneiros, atualizada pelas descobertas científicas e pelo aprendizado histórico decorrente do transcurso de três séculos.

Os iluministas pioneiros não conheciam o Big-Bang, o átomo, o DNA, a biologia evolutiva, a etologia (com “t”), a Teoria Geral de Sistemas, a Teoria do Caos, os monstros socialista e capitalista, a globalização econômica, o aquecimento global antrópico e a internet e não podiam imaginar que alguns de seus mais belos ideais seriam distorcidos e pervertidos para legitimar a ascensão e a manutenção das mais abjetas tiranias.

Eu tenho acesso a tudo isso. E proponho uma nova síntese.

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Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/11/2014 

Carrega tu um ventilador!

História real. Juro! 

Carrega tu um ventilador

AAA: xô mau humor! 

Cheguei na sala, cumprimentei-a e logo senti o calor e o abafamento. Ato contínuo, fui ligar o ar condicionado. Segue um apanhado do diálogo subseqüente. 

Ela: – Ah, não! Tu não vais ligar o ar! 

Eu: – Está um calor horrível aqui dentro! 

Ela: – Mas não está quente! Eu estou com frio! 

Eu: – Eu estou com calor. 

Ela: – Eu não posso passar frio! Eu tenho asma! 

Eu: – Bem, eu não posso tirar a pele. Mas tu podes te agasalhar. 

Ela: – Eu não tenho que me agasalhar por tua causa! Carrega tu um ventilador! 

Eu: – Não é razoável quereres que eu carregue um ventilador. Mas é bem razoável que tu carregues um abrigo. 

Ela: – Eu não quero carregar um abrigo. 

Eu: – E eu não vou carregar um ventilador. Isso não é razoável. 

Ela: – Tu não define o que é razoável! 

Eu: – Nem tu. Mas é meio óbvio que carregar ou deixar na sala um abrigo ou um casaco é razoável e querer que eu carregue um ventilador não é razoável. 

Ela: – Quer saber? Eu não te devo explicação! Não tenho que ficar te ouvindo! 

Eu: – Eu estou tentando ser razoável. 

Ela: – Lálálálálálá (colocando os fones de ouvido, cantarolando em tom de deboche, virando a cara e fazendo uma dancinha com as mãos). 

É Karma. Só pode. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 07/11/2014 

Nossa visão política é biologicamente determinada?

A BBC Brasil publicou em 20/05/2014 a reportagem “A estrutura do cérebro determina nossa visão política?”, cujo texto reproduzo e analiso abaixo. Mas adianto a resposta: sim, é claro que sim. E muito. Mas vou além: nossa biologia também determina quais são os sistemas políticos, econômicos e sociais adequados e inadequados para nossa espécie. 

Cérebro - biologia e política

Vejamos primeiro o texto da BBC, depois eu volto. 

A estrutura do cérebro determina nossa visão política?

Timandra Harkness

Neurocientistas e psicólogos dos Estados Unidos e Grã-Bretanha estão pesquisando como atitudes políticas podem estar ligadas ao cérebro.

“Ao analisar como o cérebro processa os fenômenos políticos, podemos entender um pouco melhor porque tomamos certas decisões sobre este assunto”, disse Darren Schreiber, da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha.

O cientista analisou padrões de atividade no cérebro por meio de exames de ressonância magnética funcional enquanto era feita a tomada de decisões, especialmente aquelas que envolvem riscos.

Schreiber observou variações nas partes do cérebro que ficaram mais ativas entre aqueles que se declaravam conservadores e aqueles que se descreviam como liberais, apesar das decisões tomadas por eles nem sempre serem diferentes.

Segundo o cientista, o estudo sugere que perspectivas políticas refletem divergências profundas na forma como compreendemos o mundo.

Ceticismo

O neurocientista Read Montague, do University College de Londres e da Virginia Tech, dos Estados Unidos, recebeu com ceticismo um pedido para ajudar cientistas políticos em suas pesquisas.

Mas, quando John Hibbing e sua equipe da Universidade de Nebraska mostraram a Montague os dados que já tinham levantado, ele mudou de opinião.

Estudos realizados por Hibbing entre gêmeos sugere que a opinião política pode ser, em parte, genética.

Este pode não ser um traço tão forte como a altura, por exemplo, mas é o bastante para sugerir que algumas pessoas realmente podem ser conservadoras graças ao DNA.

A questão é como exatamente as diferenças genéticas podem ser expressas como diferenças políticas no mundo real.

Hibbing e Montague queriam descobrir se estas predisposições inatas poderiam ser observadas no cérebro.

Então, eles testaram as respostas instintivas a imagens que visavam provocar nojo (como, por exemplo, alguém comendo vermes ou larvas) e medo e descobriram uma ligação entre a força da resposta a estas imagens e o quanto as opiniões de uma pessoa podem ser conservadoras em termos sociais.

“Precisamos deixar clara a distinção entre conservadorismo econônomico e conservadorismo social”, disse Hibbing.

“Pessoas que têm atitudes mais protetoras em relação a assuntos como imigração, que estão mais dispostas a punir criminosos, pessoas que são contra o aborto… estes são indivíduos que parecem ter uma reação muito mais forte a imagens repugnantes.”

Estas reações são medidas em termos biológicos, então, os estudos ligam as opiniões explícitas e conscientes a respostas subconscientes.

Na pesquisa realizada até o momento, as atitudes em relação ao risco, nojo e medo mostram ter ligações mais fortes com as opiniões políticas.

Mudança de região para região

As dificuldades começam quando os cientistas tentam aplicar estas percepções em uma situação ou local específico.
Nenhum dos pesquisadores envolvidos nesta pesquisa alega que nossas opiniões políticas são completamente inatas.

Americanos socialmente conservadores são a favor de um Estado menos abrangente e um mercado mais livre.

Em países que faziam parte do antigo bloco comunista, na Europa Oriental, o conservadorismo social pode levar ao desejo pelos velhos tempos do comunismo.

O economista comportamental Liam Delaney está estudando a psicologia envolvida na campanha do referendo pela independência da Escócia e alerta que não é possível dizer que nossos instintos subconscientes podem servir de guia para o debate.

“Determinismo biológico é um pouco complicado nestas situações, pois há muita variação nos diferentes sistemas políticos. Então, acho que você pode simplificar as coisas ao falar que existe algo fixo que determina o resultado”, disse.

Schreiber afirma que a política humana é “extraordinariamente complexa”. ”Não está reduzida apenas ao cérebro, e quero deixar muito claro que não sou um determinista biológico”, acrescentou Schreiber.

Experiência e implicações

O cérebro humano muda durante a vida, então, os neurocientistas tomam muito cuidado ao afirmar que nossas experiências, assim como nossos genes, moldaram o cérebro que eles estão examinando.

John Hibbing acredita que nossos ímpetos subconscientes, que evoluíram em resposta a riscos físicos urgentes, comandam nossas mentes políticas mais do que pensamos.

“As pessoas acreditam que suas crenças políticas são racionais, uma resposta sensata ao mundo que as cerca. Então, não gostam quando dizemos que talvez existam predisposições que são não totalmente conscientes”, disse.

O cientista compara nossas tendências ideológicas inatas com a mão que preferimos usar. Pensava-se que isto era um hábito que poderia ser mudado, mas hoje sabe-se que é algo “profundamente incorporado à biologia”.

Isto pode ter implicações profundas na vida política.

Se alguém ser de esquerda é algo tão inato quanto ser canhoto, não poderíamos apenas fazer um exame no cérebro de todos e deduzir o que as pessoas pensarão sempre e simplesmente parar de tentar mudar sua opinião?

Hibbing não concorda.

“Não acho que as pessoas deveriam aceitar que alguns são simplesmente diferentes, mas deveríamos entender que é muito difícil mudar a opinião de algumas pessoas e que gritar com não contribui para nada”, disse.

AGL

Voltei.

Ando com a impressão que há grandes problemas de vocabulário envolvidos nesta questão. Vejamos:

Em primeiro lugar, o que significa ser “conservador”?

Se o significado for “ter aversão a riscos”, então o estudo faz sentido e toda e qualquer posição política e econômica de baixo risco será preferida às de alto risco (sendo que o sujeito tem que ter capacidade de discernir o que representa risco – o mesmo conservadorismo pode levar à proteção ambiental porque alguém bem informado sabe que ameaçar o equilíbrio climático é um risco enorme e pode levar à destruição ambiental porque alguém mal informado acha que ameaçar o que ele chama de desenvolvimento econômico é que é um risco enorme).

Se o significado for “ser partidário da ideologia tal”, então podemos parar por aqui, porque isso é bobagem. O máximo que pode acontecer é que a genética leve os indivíduos a terem ou mais ou menos empatia (ou aversão a risco, ou combatividade, ou outra característica biológica) e que os indivíduos – levando em consideração aqui também a capacidade cognitiva e a educação recebida – considerem esta ou aquela ideologia mais atraente por lhe parecer mais empática ou menos empática (ou arriscada, ou combativa, ou alguma outra característica biológica).

Essa provavelmente é a razão pela qual muitos jovens ingênuos são atraídos por ideologias esquerdistas, que se apresentam como protetoras dos pobres e oprimidos, mas quando atingem mais maturidade e discernimento percebem que o diagnóstico da injustiça estava correto, mas a solução proposta é radicalmente errada – e ao assumir uma posição mais razoável passam a ser chamados de traidores da causa, retrógrados, coxinhas ou neoconservadores. 

Em segundo lugar, É ÓBVIO que a estrutura do cérebro determina nossa visão política, social e econômica.

Um destes exemplos expus logo acima, quando falei de empatia. E, como a estrutura do cérebro é determinada em parte pela genética, sim, é claro que uma parte da posição de cada um em qualquer um destes temas é parcialmente determinada pela genética. Mas não do jeito que a reportagem faz parecer, ou não haveria as diferenças de região para região que eles mesmos citam.

Em terceiro lugar, quem “não gosta da idéia de que existam predisposições inatas” ignora completamente o que é a biologia e se torna um iludido em psicologia, antropologia, sociologia, economia e política em geral.

Só pensamos como pensamos porque pertencemos à espécie que pertencemos. 

Fôssemos insetos sociais, como os cupins, pensaríamos de modo completamente diferente, teríamos valores completamente diferentes. Insetos sociais são regidos pela máxima de que o bem estar da colônia é prioridade em relação ao bem estar de qualquer indivíduo e que os indivíduos podem ser sacrificados pelo bem da colônia – exatamente a visão dos esquerdistas.

Fôssemos predadores solitários, como os leopardos, também pensaríamos de modo completamente diferente, teríamos valores completamente diferentes. Predadores solitários são regidos pela máxima de que o bem estar próprio e de sua prole é a única coisa que importa e não possuem responsabilidade alguma com mais ninguém – exatamente a visão dos direitistas.

Mas somos primatas caçadores-coletores, não cupins, nem leopardos. Por isso o tipo de política, de economia e de sociedade adequado para nós é, sim, biologicamente determinado – e não corresponde nem ao que prega a esquerda, nem ao que prega a direita.

Os iluministas originais não tinham este conhecimento a seu dispor, por isso não puderam depurar suas idéias da contaminação esquerdista ou direitista. Mas nós temos, e não devemos cometer os mesmos erros. Precisamos de uma política e de uma economia adequadas à realidade biológica do primata caçador-coletor tribal que o ser humano é. Ou melhor: precisamos da política e da economia mais adequadas à realidade biológica do primata caçador-coletor tribal que o ser humano é. Isso é a visão iluminista moderna. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 31/10/2014 

Como a Claro trata o cliente – parte 4: cliente é lixo

Se você é cliente da Claro ou da NET, deveria ler este artigo para saber como a Claro me tratou depois de mais de uma década como cliente. Um dia talvez chegue a sua vez de ser tratado do mesmo modo. 

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Eu passei por várias mudanças de endereço nos últmos meses. Mudança é uma coisa que bagunça a rotina. No meio da última mudança, entre inúmeras preocupações e coisas por fazer, eu esqueci de pagar a fatura da internet. Descobri isso quando a internet foi cortada, claro.

Alguns dias depois fui à loja da Claro pegar uma segunda via da conta para colocar tudo em dia. Cheguei no caixa, falei que queria uma segunda via da conta e a Claro, pelo funcionário do caixa, pediu o meu CPF e imprimiu uma nova conta.

Eu ia pagar a conta em uma lotérica, mas a Claro me disse que eu poderia pagar ali no caixa mesmo. Para não ter que pegar outra fila, paguei ali mesmo. E a Claro me disse que no máximo em 24 horas, provavelmente muito antes, minha internet estaria no ar.

Passaram-se 24 horas e nada.

Então liguei para o atendimento da Claro, aquele mesmo do qual já falei aqui, aqui e aqui. A Claro me disse, por sua atendente, que o pagamento não havia entrado no sistema ainda.

“- Mas eu fiz o pagamento dentro da própria loja da Claro! Quer dizer que a Claro não informou para si mesma que já recebeu o pagamento?” 

“- Senhor, não há nenhum procedimento que possamos estar realizando para religar a sua internet agora. O senhor terá que esperar o pagamento entrar no sistema.” 

Passaram-se 36 horas e nada. 

Liguei de novo. 

“- Senhor, o seu pagamento ainda não entrou no sistema.” 

Passaram-se 48 horas e nada.

E aí voltei à loja da Claro.

Lá eu descobri que o pagamento que eu havia efetuado, cujo comprovante estava em minhas mãos, não havia sido o da fatura em atraso, mas um suposto resíduo de uma banda larga que eu tinha em 2012 – exatamente aquele caso que me deixou quatro horas e meia sendo enrolado e gerou os três primeiros artigos da série que se encerra com o presente artigo. 

Ou seja, eu pedi uma segunda via da fatura atual e a Claro me deu uma fatura referente a uma falha de processamento dela no cancelamento de uma banda larga de anos atrás. 

Aí eu disse para a Claro: OK, então, agora que vocês já sabem qual foi o erro que cometeram, estornem esse valor cobrado indevidamente, utilizem este valor para pagar a minha fatura atrasada e religuem minha internet imediatamente. 

O que a Claro me disse? Que naquele momento não poderia fazer isso. Que teria que relatar o problema para um comitê sei lá eu de onde e que em cinco dias úteis eu teria uma resposta. Enquanto isso, eu que me dane se eu estou sem internet por causa da incompetência dela. 

Surpreendentemente, ao invés de ter que esperar cinco dias úteis, eu recebi a resposta no dia seguinte – hoje. A Claro me ligou no sábado de manhã, me acordando num dos dois únicos dias da semana em que eu posso dormir até mais tarde, de um número confidencial, sem fornecer um número de protocolo, e eu ainda sonolento atendi a chamada, violando sem querer minha própria regra de nunca atender números confidenciais. 

E o que a Claro me informou? Que não tem registro do cancelamento daquela banda larga de 2012, portanto não tem como estornar o valor pago. 

Eu tentei argumentar: 

“- Peraí, eu continuei cliente da Claro por mais dois anos, não havia nenhuma pendência!” 

“- Senhor, nós não encontramos nenhum registro de cancelamento da sua banda larga de 2012, portanto não há como estornar aquele pagamento.” 

“- Bom, se vocês não encontraram o registro do que foi feito dentro do quiosque de vocês mesmos, então vocês cometeram dois erros!” 

“- Senhor, eu já informei o que tinha que informar. A Claro agradece a sua atenção, tenha um bom dia!” 

E a Claro desligou o telefone na minha cara

Ou seja, a Claro me tomou um dinheiro que eu não lhe devia, através de um ardil maldoso, pouco me interessa se por incompetência ou por má fé, usou de uma alegação que eu não tenho como conferir e que na verdade não passa ou de um segundo erro, ou de má fé, e bateu o telefone na minha cara enquanto eu tentava argumentar, me tratando como lixo. 

E eu que vá me queixar para o bispo, claro

Se a Claro fosse uma empresa decente – e não é – ela poderia ter simplesmente dito o seguinte: 

“- Senhor, nós lamentamos o inconveniente. O senhor é nosso cliente há mais de uma década e nós temos o máximo interesse em mantê-lo como cliente. Nós já religamos a sua internet, corrigimos o problema em nosso sistema e geramos uma nova fatura, que pode ser paga dentro dos próximos dez dias.” 

Se a Claro tivesse agido com esta decência, eu continuaria sendo um cliente satisfeito por muitos anos, dando lucro à operadora por muitos anos, falando bem da operadora por muitos anos. Mas não… A Claro fez questão de ser chinelona. Os R$ 94 (noventa e quatro reais) que ela me tomou cobrando indevidamente uma fatura de 2012 que jamais deveria ter existido foram o atestado de chinelagem mais vergonhoso que uma empresa de grande porte poderia emitir. Graças a sua visão medíocre e a essa conduta porca e mal educada, a Claro perdeu um cliente e tem agora um inimigo que jamais a perdoará. 

Diz uma antiga pesquisa feita pelo ramo hoteleiro que um cliente satisfeito conta em média para quatro pessoas que foi bem atendido e que um cliente insatisfeito conta em média para onze pessoas que foi mal atendido. Pois aqui estou eu contando para quatrocentos leitores por dia que a Claro me atendeu muito, muito, muito mal. 

Mas isso não é tudo. 

Eu não vou me contentar em fazer progaganda contra para mais onze ou quatrocentas pessoas. 

Eu vou é tirar pelo menos mais onze clientes da Claro. 

PROMOÇÃO “ESCURO” 

Estou oferecendo de graça onze chips pré-pagos de outras operadoras, um para cada uma das primeiras onze pessoas que quebrarem os seus chips pré-pagos da Claro na minha frente e prometerem nunca mais usar os serviços da Claro. 

Está vendo isso, Claro maldita? Não é pela migalha dos R$ 94, seus chinelões. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/10/2014