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  • REVOLUÇÃO ILUMINISTA

    Iluminismo

    "O Iluminismo representa a saída dos seres humanos de uma tutelagem que estes mesmos se impuseram a si. Tutelados são aqueles que se encontram incapazes de fazer uso da própria razão independentemente da direção de outrem. É-se culpado da própria tutelagem quando esta resulta não de uma deficiência do entendimento mas da falta de resolução e coragem para se fazer uso do entendimento independentemente da direção de outrem. Sapere aude! Tem coragem para fazer uso da tua própria razão! - esse é o lema do Iluminismo". (Immanuel Kant)

    A polêmica pela polêmica

    Não, eu não escrevo coisa alguma só para ser polêmico. Nas poucas vezes em que cedi a esta tentação, em geral não gostei dos resultados. A polêmica pela polêmica não tem valor algum, é uma iniciativa vazia e só gera desgaste. Exceto para quem tem interesse diversionista ou mercadológico, para que fazer essa bobagem? 

    DoNotFeedTroll

    Não alimente o Troll

    Um amigo me espinafrou por causa do texto “A herança maldita de Mahatma Gandhi“. Ele acha que eu escrevi aquele texto “só para gerar polêmica”. Não. Eu escrevi aquele texto porque eu tenho absoluta convicção de que a estratégia de Gandhi para lidar com o Império Inglês seria completamente fracassada contra adversários com um nível inferior de moralidade – a absoluta maioria da humanidade, inclusive a maior parte das atuais correntes ideológicas que dividem a cena política ocidental. 

    Do mesmo modo, quando eu espinafro os movimentos feminista, negro e gay, eu não estou interessado na polêmica. Eu digo o que penso porque hoje em dia pouca gente tem tido coragem de denunciar a perversão ideológica e os objetivos depravados e perigosos de quem encabeça estes movimentos. Não dá para deixar somente os Bolsonaros, Reinaldos e Olavos da vida falarem a verdade sobre estes movimentos sociais, porque estes caras falam isso por motivos completamente errados e não representam uma alternativa razoável. 

    Do mesmo modo, quando eu espinafro os Mídia Sem Máscara da vida, eu não estou interessado na polêmica. Meu motivo é o mesmo citado no parágrafo anterior: não dá para deixar somente os Sakamotos, Lolas e Tijolaços da vida falarem a verdade sobre estes alucinados, porque estes caras falam isso por motivos completamente errados e não representam uma alternativa razoável. 

    Meu interesse é na legitimação da crítica e na exploração de alternativas ao pensamento de rebanho dos extremistas e dos farsantes, que costumam ser as mesmas pessoas, em qualquer dos extremos do espectro ideológico. O papel do intelectual não é gerar polêmica, é gerar idéias que façam sentido – e quem quiser que as analise, que as debata, que as transforme em ação ou que as ignore. 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 14/05/2015 

    Axolotl

    Este é um Ambystoma mexicanum, vulgo axolotl, que é a forma neotênica ou pedomorfa de uma salamandra: 

    Axolotl_Ambystoma_mexicanum

    Bichinho simpático, não? Eu tive dois destes. Chamavam-se Dan e Leo, em homenagem aos pinguins que encerravam o programa do Beakman (que no original eram Don e Herb, mas eu assistia a versão dublada).

    Então, diga aí: você conhecia o axolotl? Achou o bichinho interessante?

    E O Mundo de Beakman, você conhecia? Curtia?

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/05/2015  

    A herança maldita de Mahatma Gandhi

    Sim, todo mundo conhece e reconhece o legado positivo de Mahatma Gandhi, o grande arauto da não-violência, que estava disposto a morrer mas não a matar por uma causa. Lindo… Mas tremendamente limitado a uma situação específica, em um momento histórico específico, perante um adversário específico, que tinha um senso de honra específico. 

    gandhi

    Depois de Gandhi, a não-violência passou a ser a justificativa moral fácil para a covardia, para a poltronice, para a inação e principalmente para a sabotagem das causas justas pelos hipócritas que fingem defender o diálogo, a não-violência e os métodos pacíficos com o objetivo de inviabilizar a defesa perante agressores injustos e a conquista de espaços onde injustiças estão sendo cometidas por criminosos e toda espécie de canalhas que não hesitam em utilizar a mentira, a traição, a manipulação e a própria violência para atingir seus objetivos. O próprio Gandhi teria vergonha disso e se afastaria com veemência desta perversão de suas idéias. 

    Gandhi só poderia ter “vencido” com seu método a Inglaterra ou outra nação tão avançada quanto a Inglaterra. Por quê? Porque a Inglaterra era o centro de um império que se pretendia um exemplo de moralidade, honra e civilização. E a não-violência somente pode “vencer” quem possui um forte senso de moralidade, honra e civilização. Isso porque a não-violência não “vence” coisa alguma, ela somente convence quem já possui um forte senso de moralidade, honra e civilização a rever suas práticas para alinhar-se de fato com seus conceitos. A repetição destes conceitos neste artigo é proposital, para que fiquem bem marcados. 

    Perceba: a Inglaterra não foi “vencida” por Gandhi, ela foi elevada por Gandhi à sua verdadeira estatura, que é o que faz a não-violência. E a estatura da Inglaterra era muito maior do que a estatura de um centro imperial que se impunha pela violência sobre inocentes. A Inglaterra perdeu o domínio de um império para ganhar o status que seu próprio senso de moralidade, honra e civilização exigiam que ela tivesse: o status de uma nação justa.

    Gandhi teria fracassado retumbantemente contra Hitler, Stalin, Mao, Pol Pot, os Castro, Maduro, Ceaucescu, Franco, Ströessner, Pinochet, Médici e os tampinhas-kung-fu da Coréia cujos nomes eu nem me lembro. Por quê? Porque nenhum destes regimes jamais teve uma sólida base de moralidade, honra e civilização. A não-violência os rebaixaria à sua verdadeira estatura, que é ainda menor que a que conhecemos. 

    Entenda: não se pode convencer um corrupto a agir com decência, um mau caráter a agir com ética, um brucutu a se portar como um lorde. Há adversários e há inimigos. Os que são sensíveis ao diálogo e aos argumentos alheios, capazes de fazer uma auto-crítica verdadeira, reconhecer seus erros e mudar seu proceder para alinhar-se a seu próprio discurso, mostrando assim que possuem os sensos de moralidade, honra e civilização que alegam, estes são no máximo adversários e podem ser bons parceiros no jogo democrático. Os que não o fazem e ainda tergiversam alegando algum tipo de superioridade são inimigos não apenas seus, mas de toda moralidade, honra e civilização. E, para lidar com estes, só o que funciona é tiro, porrada e bomba. 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 08/05/2015 

    Recadinho aos amigos

    Meu notebook sempre teve uma estranha tendência de ter os piripaques dele ao mesmo tempo em que eu tinha os meus. Em geral ele voltava mais rápido do conserto que eu, mas desta vez foi diferente: eu estou legal e ele está na UTI, praticamente desenganado, à espera de um transplante de placa-mãe. (É um Intelbrás de oito anos.) Eu estou de volta à ativa. Oremos para que surja um doador compatível… 

    Automóveis versus bicicletas

    Eu moro a 15 km do local de trabalho, pelo Google Maps. Demoro cerca de quarenta e cinco minutos para chegar lá, porque o trânsito é pesado. Aí um espertinho pode fazer os cálculos e dizer: “você anda a 20 km/h, um maratonista corre a 18 km/h, uma bicicleta faz tranquilo entre 20 km/h e 25 km/h – você chegaria antes de bicicleta”.

    Bicicleta em aclive

    Esta é a hora em que eu começaria a rir ou chamaria o sujeito de imbecil, conforme o meu humor no dia.

    Eu vou para o trabalho seguro e dentro de um veículo climatizado. Se chover, ligo o limpador de pára-brisa e o ar-condicionado e chego sequinho. Se fizer um calor dos infernos, ligo o ar-condicionado e chego sequinho e confortável. Em qualquer dos casos, chego descansado e sequinho.

    Se eu fosse de bicicleta, eu estaria exposto à chuva e ao sol. Se chovesse, eu chegaria encharcado de chuva. Se fizesse sol, eu chegaria encharcado de suor. Em qualquer dos casos, eu chegaria molhado, fedorento e cansado.

    No caminho de casa para o trabalho eu enfrento diversas subidas e descidas bastante íngremes. Com o carro eu apenas troco de marcha e aperto um pouco mais o pedal. Com a bicicleta, além de trocar de marcha, eu teria que fazer muito mais força e pedalar muito mais. Além disso, os aclives e declives são praticamente irrelevantes para o tempo do trajeto com o automóvel. Com a bicicleta, qualquer aclive ou declive muda muito não apenas o esforço, como o tempo e a segurança do percurso.

    Com o automóvel, eu carrego um estepe, um galão de água, uma muda de roupa e uma bolsinha com meus documentos, alguns medicamentos de emergência (não saio de casa sem ter um anti-alérgico na mão) e os cacarecos que eu bem entender. E volta e meia dou uma carona para algum amigo.

    Com uma bicicleta, eu não tenho como carregar um estepe, nem o galão de água, e teria que andar com uma mochila pesada nas costas para carregar metade das coisas que carrego no carro, o que aumentaria o peso a carregar, a dificuldade de enfrentar os trajetos, o esforço necessário e a agilidade necessária para tentar escapar de algum imprevisto. Além disso, não poderia dar carona para ninguém.

    E ainda há o fato de que o automóvel tem pára-choques e uma boa quantidade de metal entre eu e qualquer coisa lá fora. O pára-choque da bicicleta é a cara do ciclista e qualquer cachorro vadio pode representar um risco ou ferimento grave.

    Isso quer dizer que eu jamais teria uma bicicleta? Claro que não! Ando pensando em comprar uma, inclusive. Mas não sou louco para usar uma bicicleta em um trânsito maluco, poluído, perigoso, sob as intempéries, com grande esforço físico e perda de tempo, além de diversos outros problemas, para bancar o salvador do mundo, achando que daqui a vinte anos não haverá carros nas ruas e todos serão ciclistas saudáveis e contentes.

    Um pouquinho de bom senso não faz mal a ninguém. Bicicleta é bom para passear no parque, para fazer exercício, para pequenos deslocamentos próximos à residência ou para aventuras com os amigos (tipo ir de uma cidade a outra de bicicleta) nas férias. Para as necessidades do cotidiano em uma região urbana, é o automóvel que melhor satisfaz as minhas necessidades – e as da maioria das pessoas, como muito bem vemos pela proporção entre automóveis e bicicletas transitando nas ruas desde sempre.

    Quem quiser que eu deixe o meu carro na garagem que implemente um excelente sistema de transporte coletivo, onde eu viaje sentado, com ar condicionado, a qualquer momento do dia ou da noite, com segurança, que me pegue e me deixe a não mais de 400 m de casa. E que custe menos do que andar de carro.

    Espinafrar o automóvel particular virou modinha de eco-chato. Mas resolver o problema do transporte de modo razoável, confortável, prático e barato, isso ninguém faz. 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 31/03/2015 

    Será que a minha saia está curta demais?

    Volta e meia alguma ouço ou leio alguma feminista reclamar que “a sociedade machista” (sic) “deseja tutelar o corpo das mulheres” blá-blá-blá mimimi encheção de saco. Não, gente. Isso non ecziste. O que existe é a famosa perversão esquerdista de querer que a liberdade alheia seja tolhida para garantir aos irresponsáveis e pervertidos a “liberdade” de não arcar com as conseqüências de suas escolhas e seus atos. 

    Saia curta demais

    A moça aí em cima (que talvez alguém identifique) tem todo o direito de andar desse jeito por aí. Tecnicamente isso não é ato obsceno, então ela está no direito dela. E ela tem todo o direito de se vestir assim, de andar pela rua assim e de não ser tocada sem permissão ou contra sua vontade. E é só. Ponto. 

    Entretanto, ela não vive sozinha num deserto na face oculta da lua. Ela vive em uma sociedade que tem uma cultura, um conjunto de costumes e um conjunto de direitos que não podem ser negados a terceiros ou pervertidos só porque ela quer exercer sua vontade sem levar em consideração os direitos dos outros. 

    Vamos dar uma olhadinha no que diz a Constituição Federal de 1988: 

    TÍTULO II
    Dos Direitos e Garantias Fundamentais
    CAPÍTULO I
    DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

    II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

    IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

    V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

    VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

    VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

    XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 

    § 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

    § 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

    Tudo certo? Verificaram se o artigo, os incisos e parágrafos aqui extraídos da CF/88 correspondem aos reais, para que eu não seja acusado de estar inventando coisas? Pois então vamos ver como cada um deles se aplica (ou aplicaria, se o país fosse sério) à “tutela do corpo da mulher” ou ao “caso da microssaia”.

    Item a item: 

    • Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: 

    O caput do artigo quinto é bem claro: TODOS são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Isso inclui os homens e as mulheres, os brancos e os negros, os heterossexuais e os homossexuais, os religiosos e os ateus, os burgueses e os proletários, os que tem uma mentalidade saudável e as feministas, bem como quaisquer outros. 

    • I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição; 

    O inciso I é redundante. Ele apenas reafirma algo que já havia sido afirmado de modo claro no caput. 

    • II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

    Sempre lembrando que a lei não pode ter natureza inconstitucional, ou seja, não pode estabelecer nenhuma disposição contrária ao estabelecido na Constituição.

    Ora, a moça ali em cima não está violando nenhuma lei. É direito dela vestir-se como bem entender, desde que isso não constitua obscenidade. (Eu, que sou naturista, não considero obscena nenhuma vestimenta ou falta de vestimenta, mas divago.) 

    Por outro lado, qualquer pessoa que manifeste qualquer opinião sobre o modo de vestir da moça também não está violando nenhuma lei. Observe o inciso IV, logo abaixo: a livre expressão do pensamento é uma garantia constitucional

    • III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

    Bem, quem escolheu vestir-se daquele modo foi ela mesma. Então, ela não foi submetida a tratamento desumano ou degradante. E ouvir besteira não é desumano, nem degradante… É no máximo desagradável. 

    E não se pode dizer que ver alguém vestida assim, por mais baranga que seja a infeliz, também não chega a ser desumano ou degradante… É no máximo desagradável. 

    • IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

    Esta moça e as feministas podem pensar e dizer o que quiserem dos imbecis que assobiarem, passarem cantadas, gritarem “gostosa” ou “vadia”. 

    Os imbecis que assobiam, passam cantadas, gritam “gostosa” ou “vadia” podem pensar e dizer o que quiserem desta moça e das feministas.

    Eu posso chamar todos eles de macacos estúpidos.

    E qualquer macaco estúpido é livre para me xingar o quanto quiser, mas não use palavrões na caixa de comentários do Pensar Não Dói, porque dizer besteira no seu próprio blog ou rede social é seu direito, mas no meu espaço é um privilégio que eu só concedo a quem souber me espinafrar (e até ofender) com um mínimo de compostura.

    • V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

    Ou seja, a moça pode xingar de volta quem assobiar, passar cantada, gritar “gostosa” ou “vadia”. Mas é só. Se ela quiser indenização por dano moral ou à imagem, terá que processar a si mesma, porque foi ela quem decidiu se expor. 

    E os imbecis que assobiam, passam cantada, gritam “gostosa” ou “vadia” não podem pretender indenização por dano moral se uma baranga capaz de apavorar o próprio Satanás sair de minissaia e jogar beijinho para eles. 

    • VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;

    Como o feminismo é uma “condição filosófica ou política”, não dá para apedrejar as feministas por isso. Mas o lado bom é que o machismo também é uma “condição filosófica ou política”, então, é igualmente protegido pela Constituição Federal. Como as feministas alegam “lutar por direitos iguais”, elas devem defender o machismo como “condição filosófica ou política” constitucionalmente protegida e jamais tolerar a privação de direitos de um machista apenas por ser machista. 

    • IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

    Ou seja, eu posso escrever este artigo (atividade intelectual) e publicá-lo (atividade de comunicação) sem que ninguém possa questionar isso. Talvez por isso a esquerda queira tanto fazer uma constituinte, já que isso é cláusula pétrea da Constituição Federal de 1988 e só pode ser alterada por uma nova Assembléia Constituinte ou por um golpe explícito. E golpe explícito, sabem como é, “não pega bem” para quem passou a vida inteira dizendo que lutava pela democracia e pela liberdade… 

    • X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

    Este artigo eu citei antes que alguém o fizesse, porque era previsível que alguém alegaria que a honra e a imagem das pessoas são invioláveis, garantia dada pela mesma Constituição Federal que eu citei para fazer a análise acima. Ora, está correto! Mas violação é algo feito por terceiros. Se uma pessoa exibe a própria intimidade, age publicamente de maneira desonrada ou se expõe de modo ridículo, vexatório ou mesmo pornográfico, isso não constitui violação – isso é apenas estupidez pessoal. Opinar sobre aquilo que a própria pessoa tornou público público não é violação de privacidade, é direito de opinião. 

    • XLI – a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades fundamentais; 

    Ou seja, não tente impedir a moça de sair vestida de vadia, nem tente impedir os imbecis de assobiarem, passarem cantadas, gritar “gostosa” ou “vadia”, só porque ela é vadia e eles imbecis. Vadias e imbecis não podem ser discriminados de modo atentatório a seus direitos e liberdades individuais.

    Mas você pode chamar uma vadia de vadia e um imbecil de imbecil e afastar-se deles, se quiser. Lembre-se do inciso II logo acima: “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Não existe lei que obrigue você a gostar de vadias ou de imbecis, nem que obrigue você a não ofendê-los (isso violaria os incisos VIII e IX logo acima, sobre liberdade de pensamento e de expressão), nem que obrigue você a fazer ou deixar de fazer qualquer coisa que não viole um direito deles. E ninguém tem o direito de não ser ofendido. 

    • § 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

    Estão valendo desde 1988. Benditas Cláusulas Pétreas que a esquerda não queria incluir e não assinou. 

    • § 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

    Os quais, é sempre bom lembrar, não podem contradizer as disposições constitucionais. 

    Conclusão

    Sim, a saia dela é curta demais. Mas ela está no direito dela. E você está no seu direito de pensar o que quiser sobre isso e de externar livremente a sua opinião sem pedir licença a ninguém e sem sofrer qualquer sanção, administrativa, cível ou penal. Tudo isso é garantido pela Constituição Federal de 1988. E são estas garantias, entre outras, que quem quer uma nova Assembléia Constituinte pretende destruir.

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 28/03/2015 

    Cansei de ser burro

    Basta de Trabalhos de Sísifo. Por que estou lutando pela saúde do maldito macaco falante se ele não quer me ouvir e não defende o meu direito de falar? 

    Sísifo

    Eu cheguei a pedir reingresso com o perfil do Darwinito nos dois grupos sobre diabetes de que fui expulso, mas um me bloqueou de novo e o outro não aceitou meu ingresso.

    Eu cheguei a pensar em criar um perfil falso para ingressar nos dois grupos novamente, verificar quem são seus membros e convidar um a um para entrar em um novo grupo. 

    Mas aí caiu uma ficha: pera lá, eu escrevi um monte em um grupo com mais de nove mil membros e muita gente leu e respondeu o que eu escrevi. Como é que ninguém fez contato comigo depois que fui expulso? 

    Eu sei que as coisas que eu postei foram comentadas depois da minha expulsão, porque pelo menos uma pessoa de cada grupo me adicionou e eu perguntei se estavam falando de mim – e estavam, nos dois grupos. Mas como raios uma pessoa chega dizendo que tem informações novas, explicando coisas sobre o assunto do grupo com vocabulário técnico adequado e links para artigos científicos, é expulso sem aviso nem explicação e ninguém questiona isso? 

    Ninguém quer se incomodar, é isso? 

    Não querem se indispor e correr o risco de serem expulsos também? 

    Ou simplesmente não se importam? 

    Não sei. E também não quero mais saber. 

    Eu salvei a minha própria pele e é isso o que me importa agora. Não me importa mais se é por estupidez, por maldade ou por qualquer mistura entre estas duas coisas que eu fui duas vezes expulso e que ninguém entrou em contato comigo depois. Só o que me importa é que eu fui duas expulso e ninguém entrou em contato comigo depois. Eu cansei de tentar entender por que é que as pessoas que eu estou tentando ajudar me ferram ou me ignoram.

    Entendam bem isto: não importa se eu tinha razão ou não naquilo que estava dizendo. Não é essa a questão. Eu estava identificado, alegando que havia obtido um resultado muito melhor do que cada membro daqueles dois grupos jamais imaginou que fosse possível e postando fontes que corroboravam os meus argumentos. Vamos supor que eu estivesse completamente errado por ter sido enganado por picaretas. Vamos supor que eu apenas tivesse tido a sorte de ter uma remissão espontânea da diabetes, totalmente não relacionada ao que eu estava falando. Vamos supor que aquilo que eu estava falando fosse muito danoso à saúde. Vamos supor, enfim, que eu estivesse não apenas errado, como potencialmente colocando as pessoas em risco.

    A maneira certa de lidar com isso é simplesmente me expulsar do grupo? 

    Sem nenhum questionamento? 

    Sem nenhum contra-argumento? 

    Sem nenhuma explicação? 

    “Não concordo com você. Logo, calo você.” 

    É assim o modo certo de agir? Isso é considerado decente? Ético? Razoável? Aceitável? 

    E se eu estivesse correndo um grande risco por acreditar em algo errado e danoso? 

    Algum deles por acaso se preocupou com esta possibilidade e com a minha saúde? 

    Não, né?

    Então, por que eu deveria me preocupar com quem não se preocupou comigo?

    Cansei. 

    Não tenho mais saúde, nem paciência, nem vontade de tentar defender o maldito macaco falante de suas própria estupidez e de seu próprio fascismo. Quem age assim não merece meu esforço. Não merece meu sofrimento. Não merece minha frustração. Que se danem. Que fiquem cegos e pernetas. Que infartem e estrebuchem com derrames. Que se entupam de medicamentos e sofram muito até a morte prematura. Que tratem anemias com sangrias e diabetes com carboidratos. E que paguem o preço por suas escolhas. Não é mais problema meu. 

    Eu só lamento pelos filhotes diabéticos desta macacada ignara e malsã, mas…

    Sísifo não tinha escolha. Eu tenho. 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/03/2015 

    Não jogueis pérolas aos malditos macacos falantes estúpidos e fascistas

    É de [xxxxx] a paciência do vivente. Acabo de ser expulso do segundo maior grupo sobre diabetes do Facebook, 72 horas depois de ter sido expulso do primeiro. O motivo? Divulgar educadamente informação científica atualizada de alta qualidade, tentando evitar sofrimento. 

    urko

    Humano bom é humano morto!

    A crença fundamentalista dos malditos macacos falantes estúpidos e fascistas que controlam aqueles grupos – e que vão ficar cegos, sofrer amputações, ter ataques cardíacos, derrames, hipertensão, doença hepática gordurosa não alcoólica, risco aumentado de câncer e inúmeras outras doenças que produzem alto sofrimento – é de que diabéticos precisam se entupir do veneno que os torna doentes e de um monte de medicamentos injetáveis cheios de efeitos colaterais, além de se matar fazendo exercícios inutilmente. 

    Divulgar educadamente informação científica atualizada de alta qualidade que conteste a “sabedoria” destes malditos macacos falantes estúpidos e fascistas é crime passível de pena de ostracismo sem direito a prévia discussão e análise de quaisquer dos argumentos. E com isso milhares de indivíduos que poderiam ser informados dos mais recentes avanços da ciência ficaram privados da informação e do debate – nenhum dos quais, obviamente, vai defender meu retorno aos grupos. 

    E eu querendo criar um Partido Iluminista e um blog de Saúde Baseada em Evidências e dedicar um tempo e um esforço imensos para lutar pelo bem dessa macacada estúpida e fascista. 

    Que otário que eu sou. Burro, burro, burro! 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 22/03/2015 

    Como comer para emagrecer e para curar a diabetes

    Este é um relato extremamente pessoal. Trata-se do que eu fiz nos últimos cem dias para recuperar minha saúde e dos resultados que eu obtive. Mas, se você também é da espécie Homo sapiens, o que eu aprendi e fiz também vale para você (salvo uma ou outra rara exceção devida a uma extrema individualidade bioquímica). 

    Dizem que uma imagem vale por mil palavras… OK, aqui estão quatro imagens da minha dieta que valem por vários artigos… 

    Janta de terça-feira:

    Comida light 1

    Quatro chuletas bovinas fritas na banha de porco, três ovos de galinha cozidos, alguns pepinos em conserva. Se estiver faltando alguma chuleta na imagem é porque eu a comi antes de bater a foto. :-)

    Almoço de quarta-feira:

    Comida light 2

    Três sobrecoxas e meia de frango com pele fritas na banha de porco, quatro ovos de galinha cozidos, alguns pepinos. O repeteco dos pepinos foi porque esqueci de passar no supermercado para comprar alface.

    Janta de quarta-feira:

    Comida light 3

    Omelete de coraçãozinho de galinha com quatro ovos e meio quilo de coraçãozinho, um pratinho delicado de alface e o líquido com gelo é água mineral sem gás.

    E de sobremesa ou mais raramente de lanche (porque eu só faço almoço e janta e não sinto fome quase nunca) às vezes eu como algumas destas: 

    Nozes - Castanhas do Pará - Amêndoas

    Nozes, Castanhas do Pará e Amêndoas – estas fotos eu peguei na internet para ilustrar o artigo só porque estava sem os produtos em casa.

    Só faltou postar uma foto de algum prato com peixe, que também faz parte de meu cardápio com freqüência e eu recomendo muito, de queijo, de brócolis e de couve-flor. Fora isso, só tenho comido tomate e cebola no molho. E temperos como sal, orégano, salsa, cebolinha, hortelã e óleo de oliva. 

    Nada de carboidrato. Nada de cereais, muito menos de trigo e seus derivados, porque isso é veneno. Nada de frutas, que são cheias de açúcar. Nada de sucos. Até o leite, que eu bebia como se fosse água, saiu da minha dieta, porque tem açúcar. E nada de margarinas ou óleos vegetais (soja, milho, canola, etc.), que são outro veneno (exceto os de oliva e coco). 

    Radicalizei totalmente, para emagrecer e recuperar plenamente a saúde. E obtive ótimos resultados, sem nenhum sofrimento. Nunca passei um minuto de fome. Nunca tive ânsia por carboidratos. De vez em quando, quando dá vontade de comer (porque fome eu quase não sinto), eu como uma fatia de queijo prato bem amarelo ou algumas nozes ou castanhas do Pará. Quando eu tiver atingido meus objetivos, pensarei em reintroduzir algumas frutas na dieta, por mero prazer. 

    Eu emagreci 8 kg entre 1°/12/2014 e 15/03/2015 comendo assim

    Mas será que foi um emagrecimento saudável? 

    Bem, vejamos os resultados dos meus exames médicos… 

    Peso em novembro de de 2014: 100 kg. 

    Peso hoje: 92 kg e caindo. 

    Glicemia de jejum em novembro de 2014: 195. 

    Hoje: 114 e caindo. 

    Hemoglobina glicada em novembro de 2014: 9,8%. 

    Hoje: 6% e caindo. 

    Insulina em jejum em novembro de 2014: 24. 

    Hoje: 20 e caindo. 

    Cálculo do HOMA-IR em novembro de 2014: 8,3. 

    Hoje: 5,8 e caindo. 

    Triglicerídeos em novembro de 2014: 258. 

    Hoje: 149 e caindo. 

    Proteína C Reativa em novembro de 2014: 0,63. 

    Hoje: 0,37 e caindo. 

    Colesterol HDL em novembro de 2014: 33. 

    Hoje: 35 (variação irrelevante). 

    Colesterol total em novembro de 2014: 170. 

    Hoje: 174 (variação irrelevante). 

    Minhas calças jeans em novembro de 2014: no primeiro furo da cinta, justinhas. 

    Hoje: no terceiro furo da cinta e caindo. :-) 

    Só o que está subindo – e com muita relevância – é minha saúde, minha disposição e minha auto-estima.

    Os números estão perfeitos?

    Ainda não. Mas eu comecei a dieta há apenas 100 dias. Até o final do ano todos os parâmetros estarão muito melhores. 

    Sem qualquer medicamento. 

    Sem fazer exercícios.

    (Mas pretendo começar a me exercitar depois que emagrecer um pouco mais, porque há outros benefícios que não o emagrecimento, como a melhora da sensibilidade à insulina e obviamente a melhora do condicionamento cardiorrespiratório e o aumento da força e da disposição física e mental.) 

    Em novembro de 2014 eu estava obeso e deprimido, incapacitado para o trabalho há dois anos, terminando minha licença (não remunerada) sem perspectiva alguma de melhora. 

    Aí eu comecei a “dieta maluca” paleolítica de baixíssimo carboidrato e 100 dias depois estou 8 kg mais magro, com todos os exames médicos melhorando, com boa disposição física e mental e melhorando a cada dia. 

    Com a palavra os médicos, nutricionistas, educadores físicos e qualquer um que ache que a dieta paleolítica de baixíssimo carboidrato e regada a carne, ovos e gordura animal que estou fazendo “não funciona” ou “é perigosa”. :-) 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 19/03/2015 

    O final da novela “Império”

    Gente, que raio de roteiro foi aquele? José Pedro (o filho do comendador José Alfredo) sequestrou a própria meio-irmã (Cristina), junto com Silviano (o ex-marido da ex-esposa do comendador) e Maurílio (nome falso do filho de Silviano), para exigir do pai um resgate. Até aí tudo lógico. Mas…  

    imperio

    Mortos realizam transferências bancárias? Não, né? Então, por que raios Maurílio ia matar José Alfredo quando este encontrou o cativeiro da filha? 

    E por que raios o próprio José Pedro atirou para matar o comendador ao invés de pegar a arma que tinha escondida e atirar em Josué (o guarda-costas do comendador), mantendo a irmã e o pai sob mira e mantendo o plano? 

    Que imbróglio ridículo e despropositado. 

    Outra coisa: depois de matar o pai, José Pedro faz menção de se matar, mas a irmã o impede aos gritos e tabefes e arranca a arma da mão dele. Só que ela joga a arma no chão e vai abraçar o pai morto. E o que faz José Pedro, que estava caído deitado ao lado da arma? Senta ao lado da arma, sem pegá-la, sem tentar fugir, esperando a cena acabar. 

    Ó, céus, o ridículo não tem tamanho. 

    Mas é lógico que isso não é tudo. 

    Sério que um homem com a experiência e a malandragem que o comendador demonstrou ao longo de toda a trama, mais um guarda-costas experiente e muito amigo dele, iam simplesmente virar as costas para José Pedro naquelas circunstâncias, sem revistá-lo nem imobilizá-lo? Iam deixar o sujeito caído no chão, ligar para a polícia e ir embora, deixando para a sorte ele continuar desacordado até a polícia chegar? 

    E há também as cenas patéticas. 

    A ex-esposa de José Pedro, cujo nome não lembro nem vou ter o trabalho de procurar no Google, quando levou um pé na bunda humilhante de Maurílio, ficou cobrando dele um compromisso afetivo. Existe mesmo alguém tão medíocre assim na vida real que tome aquele pé na bunda e ainda queira ficar com o sujeito e insista que ele honre o compromisso? 

    Depois de todos aqueles acontecimentos a prima e segunda esposa do José Pedro, cujo nome eu também não lembro nem vou ter o trabalho de procurar, chamaria o próprio filho de José Pedro, o mesmo nome do marido criminoso que matou o avô da criança e está apodrecendo na cadeia? 

    E por que raios a Globo fez questão de mostrar que Marta, a ex-esposa do comendador, continua cometendo o mesmo erro que cometeu com o filho José Pedro – e que ela confessou tão amargamente – mimando o neto José Pedro como “meu netinho mais querido”, sem no entanto fazer o que seria lógico, que era fazer outro personagem lembrá-la de não repetir o erro? Pouca gente deve ter se dado conta disso.

    Aliás, pouca gente deve ter se dado conta, também, de que o tal carnavalesco chamou uma roda de oração para São Jorge, disse que depois iria “tomar as providências dele” e simplesmente não apareceu mais… 

    O destino da bichona preta me decepcionou. Pensei que a Globo, depois de anos ensebando para mostrar um simples beijo gay mas já tendo feito isso, teria também a coragem de mostrar um personagem gay “se converter” à heterossexualidade e ficar com a mulher com quem já dividia a cama. Mas não… O movimento gay deve ter ameaçado tacar fogo no PROJAC (ou sei lá onde é filmada a novela) se uma biba se desbibasse. Cu-rú-zes...

    E, no final das contas, só quem se deu bem foi Teo Pereira, o jornalista sério. Cu-rú-zes de novo… 

    Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 15/03/2015 

    OBS: Sim, eu sei. Justo eu. O país está pegando fogo hoje e justo eu aqui falando sobre novela. Querem saber por quê? 

    Porque O PT VAI CAIR. Agora é só uma questão de tempo de fritura. Bem passado, muito bem passado, por favor. 

    Eu  confesso: falar do final da novela bem no dia das manifestações foi uma ironia planejada. TODO MUNDO PRA RUA HOJE! FORA PT!