What’s Really Warming the World?

Skeptics of manmade climate change offer various natural causes to explain why the Earth has warmed 1.4 degrees Fahrenheit since 1880. But can these account for the planet’s rising temperature? Scroll down to see show how much different factors, both natural and industrial, contribute to global warming, based on findings from NASA’s Goddard Institute for Space Studies. Clique no texto em inglês para acessar o artigo. (Obrigado pela dica, Gerson.) 

Antitérmicos para a febre planetária

Se você tem febre, a primeira medicação que usa normalmente é um antitérmico. Se a febre sumir e não voltar, é porque foi só “uma coisinha passageira”. Mas e se a febre não sumir? Ou se ela sumir e voltar? Você vai usar mais antitérmico? 

Torneira pingando no balde

Se você insistir em usar mais antitérmico para combater uma febre que não sumiu, ou que sumiu e voltou, você até pode se sentir melhor por algum tempo… Mas a causa da febre não terá sido combatida.

Se for uma infecção, ela vai continuar crescendo mesmo durante o período em que você estiver se sentindo melhor porque o antitérmico ainda estará fazendo efeito.

O problema é que, com uma infecção piorando sem tratamento adequado, dirigido às causas da infecção, logo vai chegar uma hora em que o antitérmico não ajudará mais.

Isso é exatamente o que está sendo feito em relação às alterações climáticas que o ser humano está provocando.

As presentes alterações climáticas são causadas principalmente pelo consumo de combustíveis fósseis e pelo desmatamento, que por sua vez são constantemente ampliados pela expansão de uma economia insustentável baseada em combustíveis não renováveis e pelo aumento da população humana. 

Ao invés de fazer o que tem que ser feito – atacar as causas ao invés de apenas combater os sintomas – a humanidade está se comportando em relação ao aquecimento global do mesmo modo que alguém que, estando com febre, insiste em tomar antitérmicos, sem combater a infecção subjacente.

E os resultados serão os mesmos.

Eu assisti em um telejornal uma razoável explicação sobre os motivos da seca em São Paulo e outras regiões do Brasil. Muito adequadamente foram citados o aquecimento global – que eu prefiro chamar de desestabilização climática, porque é disso que realmente se trata – e o desmatamento na amazônia. Além, é claro, no caso específico das cidades, do efeito dramático da substituição de vegetação por concreto. 

Ao final da edição do tal telejornal, todavia, a apresentadora disse que na edição do dia seguinte seriam apresentadas as obras que estão sendo planejadas para lidar com o problema, que afeta principalmente os setores da energia, que no Brasil depende principalmente de hidrelétricas, e da agricultura, que obviamente sempre depende de água. E na mesma edição já mostraram plantas derivadas de engenharia genética com maior resistência à seca. 

Mas peraí. 

Eles não tinham acabado de dizer que as causas do problema eram o aquecimento global, o desmatamento da amazônia e a substituição da vegetação por concreto? 

Como então as soluções poderiam ser mais obras e engenharia genética? 

Isso é antitérmico planetário, só adia e piora o problema. Para acabar com a infecção é necessário combater suas causas: parar de produzir e de consumir combustíveis fósseis, parar com o desmatamento e recuperar áreas já desmatadas na amazônia e desconverter uma boa parte do concreto urbano transformando-as em áreas vegetadas, inclusive com – mas não se limitando à – tecnologia de telhados verdes. 

Se a torneira que enche um balde começa a fechar, depositando cada vez menos água, não adianta aumentar o tamanho do balde para reter mais água, nem colocar o balde na sombra para evaporar menos água, nem as duas coisas juntas. Estas medidas são paliativas e no máximo podem ajudar por um curto intervalo de tempo até que a torneira volte a depositar a mesma quantidade de água de sempre. Se o problema que afeta a torneira não for corrigido, em breve o balde vai secar, pouco importa o quanto sua eficácia e eficiência em guardar água sejam aprimoradas. 

Sim, devem ser construídas novas barragens para estocar mais alguns bilhões de litros de água. É bom ter um balde maior para o caso de a torneira entupir de vez em quando. Mas não há tamanho de balde que resolva o problema se a torneira secar. E as alternativas para buscar água para o abastecimento urbano, para a produção de energia e para a produção agrícola são sempre cada vez mais caras, mais difíceis, mais poluentes e mais perigosas. 

Prevenir é melhor do que remediar. 

E remediar do jeito certo é melhor do que se iludir com paliativos. 

A menos, é claro, que não nos importemos de fato com o paciente. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 25/11/2014 

O paradoxo antártico

Saiu no Washington Post: “O gelo no mar antártico cresceu até uma extensão recorde pelo segundo ano consecutivo, desconcertando os cientistas que estão tentando entender por que o gelo está se expandindo ao invés de encolher em um mundo que está se aquecendo.”

Ei! Peraí! Acho que existe uma explicação simples para isso! 

Gelo na Antártida

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CNPND: Novo relatório deixa claro: estamos em perigo e precisamos parar o aquecimento global

Relatório de equipe de cientistas liderada por Prêmio Nobel alerta para a gravidade das mudanças climáticas e o preocupante desconhecimento do público sobre o problema. Redução urgente das emissões de carbono é a principal medida necessária para evitar catástrofe climática. 

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Medidas desesperadas para estabilizar o clima

Não vai acontecer. A humanidade é muito estúpida. Mas vamos supor, para efeito de mero exercício intelectual, que amanhã de manhã os sete bilhões de seres humanos finalmente se dêem conta de que este planeta é o único que temos para viver e que seu sistema de suporte de vida se encontra ameaçado devido às absurdas intervenções humanas, como as mudanças climáticas sinalizam. O que poderíamos fazer para reverter o estrago? 

Terra sufocando

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31°C às 03:00

Um único evento climático não significa nada em termos de mudança climática, faço questão de sublinhar desde o primeiro momento. Mas, se o calor dos últimos dias é uma amostra do que está por vir, então de repente a Sibéria começou a me parecer muito convidativa. 

Calor demais para dormir

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Quão rápido o mundo pode mudar? (Ou: o crescimento populacional humano e suas conseqüências)

Quando pensamos em “mudanças no mundo” em geral pensamos em mudanças rápidas no estilo de vida devido à evolução tecnológica, como a que os telefones celulares e a internet trouxeram. Mas estão acontecendo mudanças muito mais importantes devido a fatores que estão sendo criminosamente negligenciados – como o crescimento da população humana. E isso vai mudar a sua vida, queira você ou não. Pense comigo.  Continue reading “Quão rápido o mundo pode mudar? (Ou: o crescimento populacional humano e suas conseqüências)”

Arrependei-vos! O fim do mundo está próximo!

O ano de 2011 foi o pior de minha vida adulta e não deixará saudade. Nunca passei tanta dificuldade financeira, nunca me senti tão sozinho, nunca me estressei tanto, nunca tive tantos problemas de saúde, nunca senti tanta dor. Decidi começar 2012 com uma nova postura, mais positiva, mais otimista, mais proativa, mais empreendedora. Porém, como hoje é o último dia de 2011, vou aproveitar para postar o artigo mais pessimista e catastrofista da história do blog. Continue reading “Arrependei-vos! O fim do mundo está próximo!”

Semana Internacional da Picaretagem Pseudo-Ambiental

Meus leitores sabem que eu sou biólogo, mestre em ecologia e ecologista de carteirinha desde criança. E sabem que o último domingo foi o “Dia Internacional do Meio Ambiente”. Pois bem, eu não li nada a respeito, não ouvi nenhum programa de rádio, não assisti nenhum programa de TV, não apaguei as luzes por uma hora, não fui a nenhuma manifestação nem fiz porcaria nenhuma a respeito do “assunto do dia”. Por quê? Leia o artigo para saber, oras. 🙂 Continue reading “Semana Internacional da Picaretagem Pseudo-Ambiental”

Agenda Para Ontem Se Quisermos Ter Um Amanhã

Agenda Para Ontem Se Quisermos Ter Um Amanhã

Arthur Golgo Lucas

1) Fim do crescimento populacional para ontem.

2) Fim do consumo de combustíveis fósseis para ontem.

3) Fim do desmatamento e início da recuperação florestal para ontem.

4) Fim da superexploração e poluição dos oceanos para ontem.

5) Fim da violação dos Direitos Humanos para ontem.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, republico minha Agenda Para Ontem com a intenção de alertar os ecologistas e ambientalistas sobre a imensa e urgente necessidade do Movimento Ecológico de abandonar a anacrônica e obsoleta agenda ambientalista dos anos setenta, baseada em trabalho de formiguinha e conscientização para a mudança de atitudes individuais, e assumir uma nova agenda ecodesenvolvimentista, baseada em alterações estruturais dos sistemas político e econômico. Continue reading “Agenda Para Ontem Se Quisermos Ter Um Amanhã”