Youtubers que não sabem ensinar

Andei procurando um determinado assunto no YouTube. Procurei por “curso de tal assunto”, “introdução a tal assunto” e outras variantes. Encontrei dezenas de resultados. O problema é que estou assistindo um vídeo atrás do outro e nenhum deles explica o assunto de maneira minimamente compreensível.

Imagine que você nunca dirigiu um automóvel. Hoje é sua primeira aula na auto-escola. E, para sua surpresa, o instrutor começa a primeira aula dizendo: “quando você for ultrapassar outro veículo em alta velocidade, não use a quinta marcha, reduza para a quarta marcha para obter maior controle de tração”.

A informação está correta. Mas como se liga o veículo? O que cada pedal faz? Como se usa a embreagem? Como se põe a primeira marcha? Como se muda de marcha? Há tanta informação importante necessária antes de falar em técnica de ultrapasagem em alta velocidade, ainda mais utilizando um jargão como “controle de tração”, que este assunto é simplesmente ininteligível para o aspirante a condutor.

Com um pouco de esclarecimento sobre o vocabulário, o assunto começa a se tornar inteligível. É fácil entender que a quinta marcha não serve para tração e que portanto é necessário passar para a quarta marcha para poder ganhar velocidade rapidamente e então fazer a ultrapassagem com segurança. Mas esta ainda é uma informação inútil para quem não sabe trocar uma marcha.

Vídeo após vídeo eu vi a mesma coisa acontecer: o cara chama o vídeo dele de “introdução à condução de automóveis” e na primeira aula o animal já explica como se dá cavalo-de-pau. Após vários dias de busca, não encontrei ninguém que soubesse que o iniciante tem que ser apresentado ao automóvel com muito maior vagar e detalhe: este pedal aqui é o acelerador, a função dele é aumentar a rotação do motor para o carro ter força para andar e para aumentar a velocidade; este pedal aqui é o freio, a função dele é travar as rodas para diminuir a velocidade ou parar o veículo; este pedal aqui é a embreagem, a função dele é separar certas engrenagens para permitir a troca de marchas; e assim por diante. Terei que assistir uma imensa quantidade de informações desordenadas e repetidas até conseguir por conta própria montar o quebra-cabeças.

Nada é óbvio para o aspirante a qualquer habilidade.

Já que usei o exemplo do automóvel, vou dar um exemplo sobre isso. Eu ainda me lembro da minha primeira aula na auto-escola, aliás inesquecível. O instrutor falou exatamente assim: “Ponha o pé esquerdo na embreagem. Aperte até o fundo. Ponha o pé direito no acelerador. Aperte para elevar o giro do motor. Tire o pé da embreagem.”

Obviamente, o veículo pulou para frente como se tivesse levado um coice de brontossauro e apagou.

O sujeito reagiu esbravejando: “você não sabe que tem que ser devagar?”

E eu respondi: “se eu soubesse, por que faria aulas?”

O erro foi dele. O sujeito disse “tire o pé da embreagem”, eu tirei. Ele deveria ter dito: “lentamente, bem devagarzinho, tire o pé da embreagem”. Também não serviria dizer “tire o pé da embreagem devagar”. Até ele dizer “devagar”, muita gente já teria tirado o pé da embreagem de uma vez só.

Quem não consegue decompor a habilidade que pretende instruir nos seus mais simples elementos, de modo a explicar todos os passos necessários na ordem certa para realizar a ação desejada, não é capaz de ensinar alguém a fazer aquilo que sabe fazer. Pode até ser capaz de ajudar alguém que já desenvolveu a habilidade a se aprimorar, mas é inútil para o aspirante.

Em uma sala de aula, o aprendiz pode fazer perguntas, ou mesmo simplesmente ficar travado, demonstrando que não sabe nem por onde começar, mas em vídeo não há chance de o mau instrutor receber este feedback. Nestes casos o vídeo supostamente introdutório é totalmente inútil, pois para o aspirante ele é esotérico demais e para o iniciado ele é elementar demais.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 29/08/2017

Pena proporcional uma pinóia!

Pena proporcional é uma ideologia criminófila. A pena não tem que ser proporcional ao crime, tem que ser dissuasória, indenizatória e regeneradora. Não é certo como pena matar, arrancar pedaço ou maltratar o criminoso, não porque ele não o mereça, mas porque isso é indigno e rebaixa o cidadão honesto ao nível indecente do bandido. Porém, excluído o tratamento cruel ou desumano, a pena deve provocar um terremoto de arrependimento na vida de quem não respeita a dignidade, o bem estar e a integridade alheia.  

A pena adequada para o furto, o roubo, o desvio de verba, o superfaturamento de obra pública, o caixa dois de campanha, o estelionato e outros crimes do gênero deve ser a completa destituição de todos os bens do criminoso, não importa o quanto ele tivesse antes. Sem essa de pena proporcional, o ladrão tem que saber que vai perder tudo. Tem um bilhão, roubou um centavo, perde tudo. Tem cargo público ou eletivo, desviou um centavo, perde tudo e nunca mais volta. E, obviamente, todo e qualquer dano às vítimas deve ser indenizado. Quem desviou milhões e não tem patrimônio para devolver centavo por centavo mais multa tem que trabalhar para pagar até saldar a dívida – pouco me importa se pelo resto da vida. Mandei roubar? Não, né? Foi decisão tua, ladrão. Agora aguenta.

A pena adequada para os crimes cujos efeitos não podem ser revertidos com uma indenização pecuniária – homicídio, estupro, agressão, danos ao erário público que impactem a economia – deve ser a privação de liberdade em condições espartanas. Não existe pena proporcional para estes crimes. Mas veja bem, eu falei “em condições espartanas”, não falei “em más condições”. Se há uma coisa que caracterizava Esparta era a disciplina. Quem não se disciplinou para não ferir os inocentes deve ser disciplinado quer queira, quer não queira. São quatro horas de estudo e quatro horas de trabalho por dia, ambos com aproveitamento, sem chiar. Fez corpo mole? Foi mal educado? Fez xixi no chão do banheiro? Não arrumou a cama direito? Pega isolamento. E o tempo de isolamento vai aumentando enquanto o indivíduo não se reeducar.

Cruel, eu? Nem um pouco. Tudo o que eu disse no artigo “penas mais duras agravam a criminalidade e pioram a segurança pública” continua válido. “Duras”, naquele artigo, se referia à duração e à exigência de apenas disciplina, sem educação. Isso é o contrário do que eu prego, pois prego disciplina e educação. Sou contra essa balela de pena proporcional, mas a prisão que eu dirigisse com carta branca seria um local onde eu não teria medo de viver se fosse condenado por um erro judiciário. Os carcereiros chamariam os detentos de “senhor”, diriam “por favor” e “com licença”. Na prisão que eu comandasse, seria comum ouvir “por obséquio” e “muito agradecido”. Todo mundo dormiria bem e se sentiria seguro. A alimentação seria saudável e não haveria nem consumo de drogas, nem violência. Quem quisesse aprender uma profissão e se regenerar teria todas as facilidades à disposição, inclusive acompanhamento psicológico e espiritual.

As penas que eu defendo são de expropriação total, de obrigação de indenização e de privação de liberdade com exigência de disciplina, educação e ótimo comportamento. Se por um lado eu considero “pena proporcional” um incentivo malandro à bandidagem, pois é possível cometer várias vezes o mesmo crime e ser condenado a uma pena proporcional somente a um dos casos, por outro lado eu não defendo e não aceito pena de maus tratos. Meus pontos são que o crime não pode compensar de modo algum, que o criminoso tem que obter como resultado para sua vida exatamente o oposto do que ele queria obter com o crime e que o sujeito vai se emendar quer queira, quer não queira, não há discussão quanto a isso, não há direito de “pensar diferente” quando o “diferente” prejudica ou fere os honestos e inocentes. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 1º/07/2017

Por que abandonei o ensino

Foram três grandes motivos: porque o salário era e continua sendo uma porcaria, porque eu não acreditava e continuo não acreditando na utilidade dos currículos e porque eu constatei que as relações humanas e profissionais no ambiente escolar ou acadêmico mudariam muito e para muito pior. É sobre este último item que quero falar agora.

Sou bom em sala de aula. Mas não em um ambiente de coitadismo institucionalizado em que qualquer desvio do politicamente correto é ofensivo e vira alvo de patrulhamento intolerante.

Eu jogava giz nos alunos. Jogava até o apagador. Peguei aluno pelo pescoço e o arrastei até a classe para fazê-lo ficar quieto. Sentei no colo de alunos e alunas. Fazia guerra de giz. Só não tacava fogo na sala por pouco. E no entanto mantinha a disciplina, exigia bom comportamento e atenção às aulas. As turmas gostavam de mim. Alunos e alunas me procuravam para estudar e para obter conselhos pessoais.

Hoje em dia nada disso é possível.

Uma vez estávamos no meio de uma guerra de giz e bolinhas de papel, com trincheiras feitas com classes e tudo o mais, e o diretor da escola entrou porta adentro.

Eu gritei “O inimigo está invadindo a sala! Fogo nele!” e joguei giz no cara. E choveu giz e bolinha de papel nele, que teve que recuar. ?

Quando ele saiu da sala, gritei “Expulsamos o inimigo! Vitória!” e rolou uma grande ovação de vitória. ?

Aí eu saí no corredor e falei “General, se o senhor tiver algum comunicado a fazer a meu exército, eu posso propor um armistício!” ?

E ele voltou e não tocou no assunto, tratou de dizer o que veio dizer e caiu fora. Todo mundo se borrando quando caiu a ficha que tinham atirado giz no diretor. Mas não rolou nenhum stress.

Você pode imaginar uma cena dessas no ambiente mimimizento abjeto de hoje?

Obviamente eu não fazia essa zona toda hora. Nesse nível foi só essa vez.

A maioria das minhas aulas era séria, mas de bom humor. Eu não fazia palhaçada planejada, como esses animadores de sala de aula de hoje em dia. Eu sou professor, não palhaço, não cheerleader.

Eu apenas não reprimia momentos naturais de descontração e não dava muita bola para o risco de algum imbecil bancar o ofendidinho ou denunciar uma “agressão” porque joguei um giz na testa dele.

Bons tempos.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 28/02/2017

Publicado originalmente no Facebook em  28/02/2016.

Atualização em 28/02/2018

Os outros dois motivos pelos quais abandonei o ensino foram igualmente importantes. Não se pode ter um bom ambiente de ensino se o professor não se orgulha da utilidade da disciplina que está lecionando para a vida do aluno – a não ser que ele seja um medíocre ou um psicopata, e em nenhum destes casos eu chamaria o resultado de “bom ambiente de ensino”. E não se pode ter um bom ambiente de ensino com um professor cujo salário não depende do quanto ele se esforça para o bom cumprimento de sua tarefa – o que é o caso em todo o ensino público, onde os salários dos professores não têm nada a ver com seu desempenho em sala de aula, e na maior parte do ensino privado, porque o salário em si em geral não muda conforme o desempenho em sala de aula, o que muda é a empregabilidade dos professores.

 

Uma dica para quem precisa preparar um curso

Um belo dia você precisa preparar um curso em seu trabalho. Digamos que com uma carga horária de vinte horas, um turno por semana, avaliação no último dia. E agora? Por onde começar? O que incluir? Que recursos audiovisuais utilizar? Como avaliar?

Se você fizer como quase todo mundo faz, eu sei o que vai acontecer. Você vai começar do que acha que é o começo, escolhendo sobre o que vai falar, vai procurar alguns recursos audiovisuais para ter o que mostrar e ao final vai ficar em dúvida sobre o que exatamente avaliar, limitando-se a fazer algumas perguntas simples para evitar um mar de baixas avaliações, ou vai acabar exigindo a mera memorização de algumas informações específicas. E o resultado disso é que você vai preparar um curso bem fraquinho, com muito pouca utilidade, como quase sempre acontece.

Eu já vi isso acontecer muitas vezes. Já vi um profissional preparar um curso de aperfeiçoamento que mal continha o básico de sua atividade, já vi um professor preparar um curso sobre didática em que ninguém aprendeu nenhuma técnica ou desenvolveu qualquer habilidade nova, vi um aluno de pós-graduação preparar um curso de qualificação cheio de erros grosseiros, vi um departamento inteiro de um órgão público preparar um curso que se tornou uma grande colcha de retalhos sem nenhuma ligação entre si, vi um técnico em uma área muito específica do conhecimento preparar um curso cheio de lacunas em sua própria área de especialização, entre outros. Em comum, todos eles tiveram pouca utilidade prática.

Pois bem… Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar, porque a minha dica é tão simples e fácil de memorizar quanto poderosa para auxiliar tanto na seleção dos conteúdos quanto na organização de suas apresentações.

Eis a dica: a primeira coisa que você tem que preparar é a prova final. Ponto.

Quando você prepara um curso começando pela prova final, tudo fica muito claro. Ao começar pela prova final, a primeira coisa que você tem que decidir é quais são os conhecimentos que os seus alunos terão que mostrar que aprenderam e quais são as habilidades que eles terão que demonstrar que desenvolveram. Tendo em mente o que seus alunos precisarão saber ao final, sua seleção de conteúdos se tornará muito mais objetiva e sua seleção de recursos tenderá a ser muito mais dirigida. Tendo a prova final em mente, você terá um critério muito claro para dar ênfase no que é mais importante e terá uma tendência muito menor de usar os recursos audiovisuais como confete e purpurina.

Não repita aquela bobagem de quem diz que “prova não avalia”. Provas são um excelente método de avaliação. Na maioria absoluta dos casos, quem acha que prova não avalia é justamente quem não sabe preparar uma prova. E não sabe preparar uma prova porque só pensa em fazer isso depois de já terem dado um curso inteiro sem objetivo, sem método e sem consistência. É um erro comum, mas é fácil de ser corrigido – especialmente agora que você já sabe o que deve ser feito.

Você não vai preparar uma prova para avaliar o curso que você preparou, você vai preparar um curso para capacitar seus alunos a corresponder às exigências que você estabeleceu na prova. Você terá um roteiro de desenvolvimento. Você terá um mapa para corrigir sua rota on the fly. Você terá um padrão ouro para checar a qualidade do que está fazendo. E você terá, no resultado geral dos seus alunos, uma avaliação da sua capacidade de preparar um curso adequadamente para transmitir determinados conhecimentos e desenvolver determinadas habilidades. Um bônus inestimável.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 06/01/2017

Drogas não são problema de saúde pública. São questão de cidadania

Estou aqui assistindo (15/11) um canalha de voz melíflua falar com a maior cara de pau que a droga no Brasil não pode ser legalizada porque temos milhões de desempregados e se liberarmos as drogas esse público desesperado vai se afundar no vício. Ele também diz que é necessário um debate melhor, mais estudos e mais educação antes que se possa dar um passo tão perigoso que pode colocar em risco a saúde pública. Eu vejo estas declarações mal intencionadas travestidas de afetada razoabilidade e me ferve o sangue. 

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Em primeiro lugar, qualquer desempregado que quiser comprar maconha, cocaína, crack, ecstasy, LSD e anfetaminas hoje tem fácil acesso a qualquer uma destas drogas. Tente você comprar um simples antibiótico ou uma caixa de ritalina. O tal cara sabe disso e esta declaração dele demonstra claramente a que ele vem e retira completamente a legitimidade e a credibilidade de qualquer coisa que ele diga sobre o assunto.

Em segundo lugar, este tipo de terrorismo pornográfico só funciona para justificar os alucinados que já babam de ódio contra a possibilidade de alguém ter a liberdade de fazer algo que eles querem que seja proibido não interessa a justificativa. Drogas não são um problema de saúde pública, são uma questão de cidadania. Até existe um componente de saúde pública envolvido, mas não é este o ponto central desta discussão. O que o tal cara quer fazer é decidir segundo seus próprios padrões ideológicos o que os outros podem ou não fazer, independentemente das consequências para os outros.

Em terceiro lugar, a verdade é que não existe debate a respeito deste assunto. Eu discuto isso há duas décadas e é muito se 1% dos proibicionistas mudaram de idéia mesmo perante todos os argumentos do mundo que mostram claramente que não existe nenhuma vantagem na proibição e que existem inúmeras vantagens na legalização e na mais ampla liberalização possível.

Em quarto lugar, são justamente os caras que dizem que é necessário mais educação que fazem todos os esforço possíveis para que não haja educação nenhuma a respeito deste assunto, mas simplesmente doutrinação para “dizer não às drogas”. Eles chamam qualquer informação útil sobre o assunto de “apologia” e dizem que isso é caso de polícia. Ou seja, para eles, “educar” é obrigar todo mundo a propagar a idéia deles, sem adquirir nenhum conhecimento, sem a possibilidade de divergir ou ou fazer escolhas próprias bem informadas.

Em quinto e último lugar, perigoso é manter o proibicionismo estúpido que faz o preço de todas as drogas subirem até a estratosfera, tornando este mercado extremamente atraente para quadrilhas criminosas cada vez mais violentas e mais capazes de corromper o poder público ou de plantar seus membros em todos os poderes da República.

Todos os países que adotaram medidas liberalizantes assistiram o consumo cair, a criminalidade cair e o custo para lidar com o problema das drogas cair. E a queda é tanto maior quanto mais liberalizante a medida. Mais estudos o K@$#%#, o que nós precisamos é parar de ouvir estes canalhas intolerantes amigos da onça que atravancam a liberdade, o progresso e a segurança e com isso promovem muito mais sofrimento, violência, corrupção e morte do que o consumo pacífico de qualquer substância poderia trazer!

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 18/11/2016

A minha proposta de reforma do ensino

Escrevo este artigo antes de ler a MP sobre a reforma do ensino, porque ao buscá-la na internet descobri que ela recebeu mais de quinhentas emendas, ou seja, virou um monstrengo deformado com câncer a respeito do qual não dá para afirmar nada, nem se vai sobreviver, quanto mais se haverá de se tornar saudável. Pelo que tudo indica, mais uma vez o Brasil perderá uma ótima oportunidade de sair da lama. E não precisaria ser assim. A minha proposta é MUITO simples e eficaz.

O que eu faria com o ensino fundamental e médio? O seguinte:

  1. O governo define uma carga horária razoável para cada nível de ensino, igual para todo o país.
  2. O MEC define metade do currículo segundo seus especialistas e consultas a quem quiser.
  3. Cada escola define de modo 100% livre e independente a outra metade do currículo.

Pronto. Este é o texto completo da minha reforma do ensino.

Não vou entrar no mérito se tem que ter língua estrangeira ou não no currículo, se artes e filosofia devem ser obrigatórias ou opcionais, se tem que ter educação física ou se tem que ter matérias optativas. Nada disso me importa.

O governo que defina a carga horária e o MEC que decida o que bem entender e estabeleça como obrigatórias ou optativas as disciplinas que quiser, com o conteúdo que quiser, segundo os critérios que quiser, inclusive reservando um percentual de carga horária para que as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais definam currículos de natureza regional, exclusivamente na metade do currículo sobre a qual cabe ao governo tomar decisões.

Quanto à outra metade do currículo, que seja integralmente definida em cada escola, de acordo com o critério que cada escola quiser utilizar. A escola que quiser pode consultar a comunidade, a escola que quiser pode simplesmente dispensar seus alunos, a escola que quiser pode oferecer um curso obrigatório de mecatrônica avançada, sem que absolutamente ninguém possa questionar a decisão tomada pela escola, nem interferir no currículo, de modo algum. A escolha que cabe aos pais em relação às escolas que não quiserem consultar ninguém para definir seus currículos é matricular ou não o filho naquela escola. Mais nada.

Sabem o que vai acontecer?

A metade do currículo definida pelo MEC será igual para todo mundo. Ou seja, o básico definido pelos especialistas como indispensável para a formação do cidadão será oferecido a todos. Provavelmente vai incluir língua portuguesa, língua inglesa, artes, música, filosofia, sociologia, educação física, história, geografia, matemática, física, química e uma ou outra que eu posso ter esquecido. Grosso modo, a mesma porcaria de sempre, que não serve para nada, mas que é considerada “indispensável” pelo MEC e pelos “especialistas” em educação. Teremos que conviver com esse peso inútil porque é politicamente impossível se livrar deste atraso de vida sem que escolas sejam invadidas, ruas sejam obstruídas, greves sejam lançadas e a vanguarda do atraso inviabilize o país novamente.

Já a outra metade do currículo será diferente para todo mundo – e isso vai deixar bem claro quais escolas estão formando alunos para o sucesso na vida e quais estão apenas servindo para sustentar gente incompetente, agitadores políticos e outros arautos do atraso. E, ficando claro qual currículo produz gente de sucesso e qual currículo produz fracassados, cada pai e cada mãe no país terá a opção de escolher se quer que seu filho seja uma pessoa de sucesso ou um fracassado na vida, bastando para isso escolher matriculá-lo na escola A ou na escola B.

O que tem que ficar claro que as escolas que não tiverem alunos suficientes para funcionarem não receberão incentivos financeiros do governo. Se forem privadas, elas vão falir. Se forem públicas, elas serão fechadas e seus diretores e professores serão demitidos a bem do serviço público. Não precisamos de incompetentes que levam escolas à falência recebendo salário para destruir a educação no país. Se houver necessidade na região, serão abertos novos concursos públicos para reabrir a escola no ano seguinte, sendo vedada a recontratação dos demitidos antes de cinco anos no serviço público.

Obviamente, as escolas de maior sucesso acabarão recebendo uma quantidade de pedidos de matrícula cada vez maior. Para que elas não se tornem elitistas e excludentes, basta estabelecer a regra de que nenhuma escola pode rejeitar nenhum pedido de matrícula. Se uma escola receber mais pedidos de matrícula do que é capaz de atender, o governo fica automaticamente obrigado a financiar a expansão daquela unidade escolar, em regime de emergência, segundo os mesmos exatos critérios de estrutura e funcionamento daquela unidade escolar no ano anterior – ou seja, a escola não fica limitada a atender um determinado número de alunos em função de não ter capacidade de investimento para ampliar suas instalações. É óbvio que a unidade 2 de uma escola não necessariamente terá a mesma qualidade da unidade 1, porque não é possível clonar professores, mas ainda assim esta é a melhor solução disponível.

Cada professor tem o direito de dar aula como quiser? Tem. Cada direção de escola tem o direito de administrar sua escola como quiser? Tem. Cada pai e mãe de aluno tem o direito de matricular seu filho na escola que bem entender? Tem. Cada Gestor público tem o direito de demitir funcionários que não realizam suas obrigações com a mínima competência necessária para o cargo? Tem. Ninguém tem seus direitos prejudicados nesta proposta – só tem que arcar com as consequências de suas próprias decisões e ser competente para não ficar sendo pago para arrebentar com o futuro de nossos filhos, o que é muito razoável. E nossos filhos ganham finalmente o direito a uma educação de qualidade.

Que comece o mimimi.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 17/11/2016

A escola não tem que formar cidadãos. A escola tem que ensinar a matéria

Hoje às 11:00 deve entrar em debate no Senado Federal o Projeto de Lei 193/2016, que que inclui na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional o programa Escola sem Partido. Em tempos de sequestro do ensino em todas as esferas – fundamental, médio e superior – por militantes políticos que chamam doutrinação ideológica de pensamento crítico e cooptação partidária de vulneráveis exercício da cidadania, este projeto de lei é extremamente bem-vindo. 

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A escola não tem que “formar cidadãos”. Isso é uma balela criada por doutrinadores marxistas para justificar a cooptação de nossos jovens para as ideologias políticas que destruíram nosso país ao longo dos últimos treze anos e que acabaram de ser amplamente rejeitadas pelas urnas em nosso país, nos EUA e em grande parte da Europa.

A escola tem que ensinar a matéria de cada disciplina: ler, escrever, falar uma língua estrangeira, desenvolver o pensamento lógico-matemático, somar, subtrair, multiplicar, dividir, fazer regra-de-três, saber calcular os juros de um cartão de crédito, o que é uma alimentação saudável, exercícios físicos saudáveis, tocar um instrumento musical, noções de história e geografia, uso de ferramentas, manutenção de uma residência, construção de um móvel, conserto de um chuveiro, cálculo de um circuito com a espessura correta dos fios e aterramento, programação de computadores, procedimento para recorrer ao tribunal especial cível, economia doméstica com finalidade de investimento, abrir uma empresa, investir na bolsa de valores a longo prazo, etc. Coisas úteis de fato para a vida prática do indivíduo na realidade presente, não segundo a ideologia de gênero, a luta de classes ou a teoria esquerdopata do raio que o parta.

OBS: para quem achar que estou com um “viés à direita” ao dizer o que eu disse no parágrafo anterior, afirmo desde já que a doutrinação de besteirol direitopata aos moldes de “quem não tem competência não se estabeleça”, “objetivismo moral”, “princípio da não agressão”, “imposto é roubo” e outros lixos é igualmente inaceitável, mas que em toda minha vida acadêmica não vi um único caso de doutrinação deste tipo em sala de aula para menores de idade. A tática de lavagem cerebral de vulneráveis, até onde pude constatar, tem sido tipicamente usada pelos marxistas e outros esquerdistas. Perguntem a Luís Felipe Pondé, filósofo de direita assumido, se ele tem notícia de escolas ou departamentos universitários que apresentem um quadro balanceado de filósofos ou sociólogos de todos os matizes ideológicos em sala de aula, ou se o que ele recebe são milhares de notícias de gente sendo perseguida em sala de aula por não concordar com os dogmas da esquerda.

A formação da cidadania não se dá pela doutrinação ideológica do aluno, mas pela sua capacitação intelectual e operacional no mundo moderno. Tornar-se cidadão não é decorar uma cartilha política e passar a impor um padrão de pensamento e ação política em busca de um ideal de sociedade, é saber se virar com sagacidade, ética e competência no mundo real, construindo na sua vida cotidiana um ambiente de sucesso.

De tudo isso que afirmo decorre naturalmente que é imprescindível realizar uma reforma profunda nos currículos escolares. Disciplinas que parecem ser engrandecedoras e cuja presença nos currículos parece razoável – como filosofia e sociologia – há muito se tornaram meros espaços de doutrinação ideológica. Disciplinas que deveriam servir para que os alunos compreendam como nossa civilização se desenvolveu e qual a estrutura e funcionamento do mundo atual – como história e geografia – há muito se tornaram ferramentas de distorção da realidade. Só há uma visão de mundo sendo apresentada para todos os nossos jovens em sala de aula e é a visão de mundo que leva grupelhos aparelhados a invadirem escolas e prejudicarem quem quer estudar, quem quer trabalhar, quem quer votar e quem quer ver o país avançar. É preciso eliminar este viés para podermos nos concentrar novamente na questão curricular, que é essencial.

O projeto não é perfeito. Esta é a descrição apresentada pela Agência Senado

O projeto defende a neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado; o pluralismo de ideias no ambiente acadêmico; a liberdade de aprender e de ensinar; a liberdade de consciência e de crença; o reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado; a educação e informação do estudante quanto aos direitos compreendidos em sua liberdade de consciência e de crença; e o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com as suas próprias convicções.

O projeto estabelece que o  poder público não se imiscuirá na opção sexual dos alunos nem permitirá qualquer prática capaz de comprometer, precipitar ou direcionar o natural amadurecimento e desenvolvimento de sua personalidade, em harmonia com a respectiva identidade biológica de sexo, sendo vedada, especialmente, a aplicação da teoria ou ideologia de gênero. (…)

Também deve ficar explícita a proibição de propaganda político-partidária em sala de aula e a incitação a manifestações. O projeto estabelece ainda prevê que o professor – ao tratar de questões políticas, socioculturais e econômicas – apresentará aos alunos, de forma justa, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

Estou extremamente preocupado com este absurdo de impor um desenvolvimento de personalidade vinculado à identidade biológica de gênero, porque isso é uma violência contra os gays, lésbicas e transexuais, mas concordo totalmente que não se deve tolerar a malfadada teoria de gênero que considera o gênero uma “construção social”. É fundamental eliminar o ranço intolerante que permite a violência psicológica contra o aluno homossexual ou transexual para que o projeto possa cumprir sua finalidade de nos livrar do ranço esquerdista sem nos fazer retroceder na garantia dos direitos e liberdades individuais que devem pautar um país civilizado que respeita todos os seus cidadãos. Este item precisa ser erradicado, porque consiste exatamente no mesmo abuso autoritário e intolerante que a esquerda sempre cometeu. Não é razoável que simplesmente passemos a cometer os abusos opostos.

Se queremos uma escola sem partido, que seja uma escola sem partido de esquerda e sem partido de direita. Que seja uma escola voltada para o engrandecimento intelectual e a capacitação técnica do cidadão. Que seja uma escola que respeite cada indivíduo em sua essência, sem tentar impor este ou aquele princípio de moralidade ou postura política, que são coisas que cabem ao desenvolvimento cultural de uma sociedade, não à doutrinação em sala de aula. Que a sala de aula ensine o respeito a todo o indivíduo que não causa mal a terceiros e pronto, sem impor nem proibir este ou aquele tipo de pensamento político, religioso ou sexual. Se não é papel da escola impor uma direção, também não é papel da escola impor a outra.

Também não se pode permitir que o projeto sirva de porta de entrada para a introdução de pseudo-ciências no currículo escolar em função da necessidade de apresentar “as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes” e com isso trazer o criacionismo, a astrologia, a terapia quântica ou alguma outra balela pseudo-científica para a sala de aula. Isso não está em foco agora, mas é 100% garantido que algum safado vá tentar fazer isso caso o projeto seja aprovado.

Vivemos em tempos difíceis. Os principais grupos em luta pelo poder e pela hegemonia cultural em nossa sociedade não são ingênuos e se aproveitam de qualquer oportunidade para forçar a expansão de suas agendas ideológicas. Se quisermos garantir um mínimo de sanidade para nosso futuro próximo, precisamos ficar muito atentos e fazer toda a pressão que for possível fazer para que a razoabilidade e o bom senso prevaleçam.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 16/11/2016

A cultura de submissão e o massacre na boate gay de Orlando

Eu já estou cansado de repetir isso, mas lá vai de novo: a primeira morte no massacre de Orlando foi causada pelo maluco assassino. Todas as demais mortes foram causadas pela prepotência e estupidez dos desarmamentistas organizados, pela famigerada imposição desarmamentista e pela cultura de submissão e covardia propagada por canalhas com pretensões fascistas e inocentes úteis com pretensões “politicamente corretas”. 

Gun Free Zone
Esta figura esclarece totalmente a estupidez desarmamentista.

Eu juro que eu adoraria compreender como funciona a mente desarmamentista, porque ela é irracional demais para que eu possa entender sua “lógica”. Basicamente, um desarmamentista pensa assim: “se as zebras não correrem nem derem coices, elas estarão seguras do ataque dos leões”. Tudo bem se um desarmamentista quiser apostar a sua própria vida nesta tese estúpida. O problema é que eles querem apostar a vida dos outros. E estão conseguindo, o que é impressionante, porque significa que muita gente está de acordo com uma tese simplesmente suicida.

O massacre ocorrido na boate gay em Orlando foi apenas mais um – não foi o primeiro e não será o último – massacre causado pelo prepotente e estúpido wishful thinking desarmamentista. “Especialistas” incapazes de somar dois e dois estão vomitando abobrinhas na grande mídia, dizendo que o problema é a facilidade com que o cidadão honesto obtém armas. Só que não. O problema é a dificuldade que o cidadão honesto tem para usar armas. Afinal, a boate gay em Orlando era uma “gun free zone“, uma “área livre de armas”. Livre para o cidadão honesto, óbvio, mas não para o assassino que promoveu o massacre.

Se a bicharada portasse revólveres e pistolas na mesma proporção em que portava camisinhas, quantas teriam virado purpurina na boate? Meia dúzia? Provavelmente nem isso. Se um percentual expressivo dos boêmios daquela fatídica noite estivesse armado, teria sido possível fazer um grande grupo de refém dentro do espaço de um banheiro? Nem pensar. Mas eu já estou cansado de explicar repetidamente o óbvio.

Mais armas nas mãos dos cidadãos honestos teriam salvo literalmente dezenas de vidas naquela noite.

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 15/06/2016

Chamamento aos profissionais da saúde para um debate

Em O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan, consta a citação de um trecho traduzido de The ethics of belief, de William K. Clifford, que reproduzo (com algumas correções) logo abaixo. Leia com atenção. Depois eu volto. 

carl-sagan-o-mundo-assombrado-pelos-demonios

Um proprietário de navios estava prestes a mandar para o mar um navio de emigrantes. Ele sabia que o navio estava velho, e nem fora muito bem construído; que vira muitos mares e climas, e com frequência necessitara de reparos. Dúvidas de que possivelmente não estivesse em condiıes de navegar lhe haviam sido sugeridas. Essas dúvidas lhe oprimiam a mente e o deixavam infeliz. Ele chegou a pensar que o navio talvez tivesse de ser totalmente examinado e reequipado, ainda que isso lhe custasse grandes despesas.

No entanto, antes que a embarcação partisse, ele conseguiu superar essas reflexões melancólicas. Disse para si mesmo que o navio passara por muitas viagens e resistira a muitas tempestades em segurança, que era infundado supor que não voltaria a salvo também dessa viagem. Ele confiaria na Providência, que não podia deixar de proteger todas essas famílias infelizes que estavam abandonando a sua terra natal em busca de dias melhores em outro lugar. Tiraria de sua cabeça todas as suspeitas mesquinhas sobre a honestidade dos construtores e empreiteiros.

Dessa forma, ele adquiriu uma convicção sincera e confortável de que o seu navio era totalmente seguro e capaz de resistir às intempéries; assistiu sua partida de coração leve e cheio de votos bondosos para o sucesso dos exilados naquele que seria o seu estranho novo lar; e embolsou o dinheiro do seguro, quando o navio afundou no meio do oceano, sem contar histórias a ninguém.

O que devemos dizer desse homem? Sem dúvida, o seguinte: que ele foi de fato culpado da morte desses homens. Admite-se que ele acreditava sinceramente nas boas condições de seu navio; mas a sinceridade de sua convicção não o ajuda de modo algum, porque ele não tinha o direito de não acreditar na evidência que estava diante de si. Não adquirira a sua opinião conquistando-a honestamente pela investigação paciente, mas reprimindo as suas dúvidas…

William K. Clifford, The ethics of belief (1874)

AGL

Voltei.

Pergunto: o que se pode dizer de um profissional da saúde que tem em mãos o mesmo tipo de responsabilidade e poder de decisão que o dono do navio da história acima? Se houver a menor chance de que suas convicções estejam equivocadas – por exemplo, se houver alguém que alegue ter evidências de alto nível que provem que suas convicções estão equivocadas – terá o profissional da saúde o direito de não examinar as novas evidências ou de não acreditar nelas? Ou, agindo assim, ele se tornará de fato culpado por todo o sofrimento e por todo o desfecho negativo que vier a sofrer qualquer um de seus pacientes, por mais que ele confie sinceramente que está fazendo o melhor que pode? 

Respondo: pelos mesmos motivos pelos quais o dono daquele navio não tinha o direito de lançá-lo ao mar sem uma profunda e adequada verificação de seu estado, especialmente no caso de alguém o haver informado de um possível defeito ou mau funcionamento, eu penso que um profissional da saúde não tem o direito de não fazer constantemente uma verificação profunda e adequada na mais recente e qualificada informação publicada sobre seu ramo de atuação e muito menos de ignorar as evidências científicas de mais alto nível disponíveis. 

Dito isso… 

Eu afirmo que há evidências fortes de que as orientações nutricionais tradicionais, baseadas na pirâmide alimentar, estão erradas e causam malefícios à saúde humana. 

Eu afirmo que há evidências fortes de que uma dieta paleolítica de baixíssimo carboidrato é a orientação nutricional mais adequada para o tratamento da síndrome metabólica, da obesidade, da diabetes, da hipertensão, do risco cardíaco e de outras enfermidades como o TDAH, a depressão e o mal de Alzheimer, além de diversas outras condições crônico-degenerativas. 

Eu afirmo que as evidências que citei são de alta qualidade, que muitas delas estão amplamente disponíveis a custo zero e que eu estou disposto a ajudar qualquer profissional da saúde e qualquer leigo interessado em cuidar melhor de sua saúde a localizar, avaliar e debater algumas destas evidências. 

Assim sendo, convido todos os leitores, especialmente os profissionais da saúde, a divulgar este artigo nas redes sociais, a ler e avaliar com atenção e profundidade as evidências científicas sobre a dieta paleolítica e sobre as dietas de baixo carboidrato e a participar deste debate aqui na caixa de comentários do Pensar Não Dói (não nas redes sociais, porque lá os tópicos “afundam” e se tornam inacessíveis muito rapidamente). 

Sugiro em primeiro lugar a leitura do artigo Meta-análise comprova: dieta paleolítica é a mais saudável

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 20/08/2015