O plugin que você não viu

Volta e meia eu testo algum plugin novo para tentar aprimorar a experiência de quem visita o blog, sempre com o cuidado de não deixá-lo mais pesado para carregar em equipamentos com internet 3G. Acabo de fazer três coisas:

1) Instalei um plugin novo no blog. Ele permite “com um único clique” que quem quiser seja avisado de novas postagens no navegador do computador ou do celular.

2) Testei o plugin novo para ver se ele é prático. É uma porcaria! Toda vez que se entra na página do blog aquele inferno fica abrindo uma janela para perguntar se pode enviar notificações. Não adianta responder nem que sim, nem que não, ele pergunta SEMPRE a mesma coisa.

3) Deletei o plugin novo. Acredite, foi melhor para mim e para você.

Pelo menos a palhaçada rendeu este artiguinho para a gente dar umas risadas… 🙂

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 12/11/2016

Mimimi? Nem sonhando!

Hoje eu sonhei com uma cena que poderia virar piada em um filme.

Wolverine

Eu estava em uma casa onde havia algum perigo indefinido (essas coisas doidas que só fazem sentido durante o sonho) e encontrei um martelo. Peguei o martelo na mão para usar como arma e segui explorando o terreno. Aí surgiu, no outro extremo do corredor, uma figura caminhando em minha direção. Era o Wolverine.

Quando eu o reconheci, eu olhei para ele, olhei para o martelo, olhei para ele de novo e pensei: “Pfff… Já era!” 😛 

Por sorte o Wolverine é um dos meus heróis favoritos. Passou por mim e disse “se quiser vir atrás de mim, não enche o saco”. Ô delicadeza. Mas, considerando as alternativas, aquilo foi música para os meus ouvidos. 

Segui o sujeito sem fazer barulho…

Arthur Golgo Lucas  – www.arthur.bio.br – 1º/07/2016

Je suis Charlie

Não há uma guerra entre civilizações. Por definição, duas civilizações nunca entram em guerra. Simplesmente não se pode usar a palavra “civilização” para fazer referência à ideologia de fanáticos intolerantes que consideram censura ou ataques terroristas caminhos legítimos para fazer valer seus pontos de vista. 

Je suis Charlie

Em uma sociedade civilizada, ninguém tem o direito de não ser ofendido, nem jamais pode ter. Aqueles que buscam tal direito, para si ou para outrem, seja qual for a justificativa, religiosa ou laica, na verdade buscam o direito à tirania, porque quem busca tal direito – e principalmente seus auto-proclamados representantes – nunca exige que este seja um direito universal e igualitário. 

Muito antes pelo contrário, quem busca tal direito sempre alega que os supostos oprimidos devem obtê-lo, mas os supostos opressores não. Uma vez que tal aberração é produzida, invariavelmente aqueles que são apontados como opressores são ofendidos e demonizados e seus protestos quanto à violação de seus direitos são ridicularizados. A busca do direito de não ser ofendido não é, portanto, uma luta por dignidade, é uma luta por dominação. 

Eu considero o periódico “cômico” Charlie Hebdo um completo lixo. Não me agrada seu estilo de humor, não me agrada sua visão política, não me agrada o tipo de sociedade que eles gostariam de implantar, não me agrada a falta de respeito contumaz que ele estampa em suas páginas e não me agrada seu tom ofensivo. Mas eu defendo radicalmente a liberdade de expressão. Então, eu defendo que aquela porcaria de mau gosto tenha todo o direito de existir e de se expressar como bem entender. Sempre. 

Quando alguém censura ou de qualquer modo ataca a liberdade de expressão de quem quer que seja, incluindo um lixo como o Charlie Hebdo, com o qual eu não concordo e que eu gostaria de ver falir por falta de leitores, é a liberdade de expressão no mundo em que eu vivo que está sendo atacada, são os valores que eu defendo que estão sendo atacados, é o estilo de vida que eu defendo que está sendo atacado, sou eu quem está sendo atacado. 

Em defesa da civilização, em defesa dos Direitos Humanos iguais e inalienáveis de todo membro da família humana, em defesa da liberdade de expressão e contra qualquer forma de tutela de consciência, EU SOU CHARLIE. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 13/01/2014 

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos

Leia. Ria. Reflita. 

faca_proibição (1)

Faca livre: uma loucura libertária com efeitos desastrosos 

(Joel Pinheiro da Fonseca) 

Quinta-feira próxima completaremos um ano do fim da política de restrição à posse e ao uso de facas, política que, lembremos, recebera menção da ONU por sua eficácia no combate à violência. Desde então, estamos submetidos a um experimento social radical em que todo mundo pode ter, comprar, vender e portar uma faca afiada com potencialidade letal. E o resultado, como qualquer observador razoável e não movido por ideologias sectárias já percebeu, tem sido um desastre absoluto.

Lembram-se das promessas dos defensores da liberação? Diziam que o aumento de homicídios era mito, que as pessoas queriam facas para usos pacíficos. Diziam, ademais, que o crime já usava facas conseguidas ilegalmente. Asseguravam que as pessoas saberiam lidar com o risco de uma faca dentro de casa. A realidade, contudo, contou uma história bem diferente: de 2013 para cá, as mortes por faca em conflito residencial subiram de 3 para 56. Isso mesmo, um aumento de 1866,7%. Ainda não há dados para crimes passionais e acidentes domésticos que não terminaram em morte, mas tudo indica que o aumento foi ainda maior.

O que antes circulava apenas nas gangues mais violentas é agora um utensílio na gaveta de muitos lares, ao pleno alcance de um marido ciumento, de um jovem imprudente ou mesmo de crianças. O preço da faca no mercado caiu 60%, sendo vendida em qualquer esquina. Saber que traficantes perderam parte do seu lucro é um consolo pífio quando lembramos que a violência outrora restrita ao tráfico foi universalizada. Ademais, o tráfico continua ativo, vendendo facas de péssima qualidade, inseguras e mais afiadas do que a lei permite.

Outra falácia dos apóstolos da faca é a de que a liberação movimentaria a economia, devido ao aumento de vendas. Só se esqueceram de um detalhe: a nova lei decretou a morte de setores inteiros. A maioria das empresas alimentícias fechou a divisão de fatiamento do produto final, sem falar na categoria dos cortadores autônomos que já está em vias de extinção. O sindicato conseguiu um financiamento público para se “adaptar” à nova realidade, e há alguns pedidos de restrição ao que os usuários domésticos podem fazer com a faca. Cortar alimentos crus, como sushi, por exemplo, demanda providências de higiene que a maioria dos lares não tem. Também não está claro ainda se é lícito usar a mesma faca para alimentos e usos não-alimentares, que traz riscos de contaminação, acidentes, etc. Seja como for, o presidente do SINFaca é bem pessimista: “acabaram com o nosso sustento; jogaram a gente na rua”. Vivas ao livre mercado!

A indústria de facas (real interesse por trás da campanha) aumentou sua folha de pagamentos em 4.000 pessoas nos meses iniciais, bem abaixo do previsto. Como a estrutura produtiva básica já existia, os ganhos de escala fizeram com que poucos novos funcionários tenham sido necessários. No mês passado, dessa mão-de-obra adicional, 1.200 já tinham sido dispensados. Compare isso com os quase 10.000 empregos diretos e indiretos perdidos no setor de fatiamento, seja nas empresas, seja entre os autônomos. A perda econômica foi substancial.

A vida real, pra variar, contrariou as expectativas dos economistas teóricos, e por um motivo muito simples. A demanda por facas é pontual; cada domicílio se abastece de algumas que durarão vários anos sem necessidade de reposição. Já a necessidade de fatiar a comida é diária e recorrente. Ao se trocar essa demanda constante por uma demanda pontual perdemos empregos no longo prazo.

O lucro da indústria de facas trouxe riscos ao lar, custou empregos e renda da população mais carente e ainda explora a falta de informação do consumidor, que também saiu lesado. Fatiar um alimento não é tarefa para leigos. Um especialista percebe a diferença entre um corte bem-feito e um amador. O corte bem-feito é regular, o tamanho de cada pedaço é adequado às necessidades do cliente, de forma a garantir mastigação e deglutição agradáveis e saudáveis. Prontos-socorros têm reportado aumento nos casos de engasgo. Peixe e frango exigem cuidado especial para separar a espinha e ossinhos da carne comestível; técnica que, previsivelmente, a maioria dos leigos não domina. Isso leva à ingestão de detritos danosos ou ao desperdício da carne mais difícil de separar. Sem falar dos danos de longo prazo oriundos da mastigação e de pedaços grandes demais (e com detritos não comestíveis como ossos) e da digestão dificultada, que ainda demorarão a aparecer, mas não são menos reais.

Só uma pequena quantidade de famílias mais instruídas tem a informação necessária para fazer uma escolha consciente; essas continuam a consumir apenas comida fatiada por profissionais devidamente formados e credenciados. Para a imensa maioria, a nova lei significou a lei da selva: exposição elevada a riscos sob o pretexto de que cada um faz o que quer.

Com a nossa vida e a vida dos nossos filhos em risco, é hora de repensar a tirania anárquica a que temos nos submetido. Faca dentro de casa, não! Os dados mostram que os riscos e os custos em muito superam os ganhos de uma liberdade de escolha fictícia e desinformada. 

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Fonte: Instituto Ludwig von Mises Brasil

Carrega tu um ventilador!

História real. Juro! 

Carrega tu um ventilador

AAA: xô mau humor! 

Cheguei na sala, cumprimentei-a e logo senti o calor e o abafamento. Ato contínuo, fui ligar o ar condicionado. Segue um apanhado do diálogo subseqüente. 

Ela: – Ah, não! Tu não vais ligar o ar! 

Eu: – Está um calor horrível aqui dentro! 

Ela: – Mas não está quente! Eu estou com frio! 

Eu: – Eu estou com calor. 

Ela: – Eu não posso passar frio! Eu tenho asma! 

Eu: – Bem, eu não posso tirar a pele. Mas tu podes te agasalhar. 

Ela: – Eu não tenho que me agasalhar por tua causa! Carrega tu um ventilador! 

Eu: – Não é razoável quereres que eu carregue um ventilador. Mas é bem razoável que tu carregues um abrigo. 

Ela: – Eu não quero carregar um abrigo. 

Eu: – E eu não vou carregar um ventilador. Isso não é razoável. 

Ela: – Tu não define o que é razoável! 

Eu: – Nem tu. Mas é meio óbvio que carregar ou deixar na sala um abrigo ou um casaco é razoável e querer que eu carregue um ventilador não é razoável. 

Ela: – Quer saber? Eu não te devo explicação! Não tenho que ficar te ouvindo! 

Eu: – Eu estou tentando ser razoável. 

Ela: – Lálálálálálá (colocando os fones de ouvido, cantarolando em tom de deboche, virando a cara e fazendo uma dancinha com as mãos). 

É Karma. Só pode. 

Arthur Golgo Lucas – www.arthur.bio.br – 07/11/2014 

Resolutividade The Flash

Passei a madrugada inteira escrevendo um artigo. Cansado, eu já não estava em condições de organizar as idéias de modo adequado. Fui então escrevendo coisas que eu sabia que seriam deletadas e talvez usadas em outros artigos. E quando fui salvar o último rascunho… Cliquei em “publicar”. 

Tux com cabos na mão

Nunca antes eu tinha achado bom ter uma conexão lenta. Fosse uma conexão banda larga de verdade, um segundo depois do clique já estaria tudo publicado – no blog e no Facebook. Seria um inferno ter que encontrar forças a esta hora da madrugada (05:20) para corrigir o artigo e deixá-lo prontinho, coerente e sem as partes que serão usadas em outros artigos. 

Como evitar que o artigo seja publicado depois de clicar em “publicar”? Simples: arrancando o cabo do modem. Uma solução primitiva e grotesca, mas eficaz. Uma decisão tomada em uma fração de segundo. Mas não é exatamente uma atitude muito recomendável para garantir o funcionamento e a durabilidade dos computadores. 

Preciso parar de escrever até altas horas da madrugada… 

Arthur Golgo Lucas – arthur.bio.br – 20/07/2014 

Vivemos em um mundo cartesiano-newtoniano

Você lembra de René Descartes e de Isaac Newton? Aqueles cujas teorias foram “demolidas” pela Teoria da Relatividade de Albert Einstein? Pois é, não engula essa história. O fato é que nós continuamos vivendo em um universo perfeitamente cartesiano-newtoniano. 

rene descartes e isaac newton

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